segunda-feira, 17 de novembro de 2014

1251 - Gratinado de salmão e batatas

Gosto imenso de salmão e não deixo de o servir uma ou duas vezes por semana.
É um peixe muito saudável, rico em gorduras "boas", potencializando o aumento do HDL, o colesterol bom que cuida das nossas artérias.
É claro que como salmão sem me prender com esses detalhes, mas já que é saudável, melhor!
Faz-se num instante e geralmente como-o grelhado, temperado com sal, pimenta e sumo de limão.
Acontece, porém, que me lembrei de uma receita bem antiga, uma variante ao trivial, muito agradável e até com o seu quê de requintada!
Faz-se assim e serve quatro comensais:

INGREDIENTES
300 g de batata para cozer
3 alhos franceses ou 250 g de cabeça de aipo
1 c. se sopa de manteiga
50 g de queijo parmesão ralado
500 g de filetes de salmão
50 ml de vinho branco
1 ramo de funcho ou de salsa
200 g de natas
1 ovo
75 ml de leite
1 limão
sal e pimenta q.b.



Este o aspeto ao sair do forno!

PREPARAÇÃO

1 - Lavar, descascar e cortar as batatas às rodelas finas;
- Cozer em água temperada com sal durante 5 minutos;
- Lavar e cortar às rodelas o alho francês (ou o aipo) e estufar na manteiga durante 5 minutos;

2 - Cortar o peixe em pedacinhos e temperar com sal e pimenta;

3 - Untar uma travessa que possa ir ao forno e à mesa;
- Colocar a batatas e o salmão em camadas;
- Juntar o vinho;
- Distribuir o alho francês ( ou o aipo) por cima, polvilhando com o queijo ralado;

4 - Picar o funcho (ou a salsa);
- Bater as natas com o ovo e o leite, sumo de limão, sal, pimenta e o funcho ( ou a salsa) picado;
- Levar ao forno, previamente aquecido, até ficar com uma superfície dourada, cerca de 30, 35 minutos.

E assim, facilmente, preparamos de forma original este salmãozinho.
Se sobrar, aquece sem problemas, no micro ondas e, assim, nada se perde, nada se desperdiça.
No caso, sobrou a dose certa para o almoço de amanhã.

Beijo
Nina

domingo, 16 de novembro de 2014

1250 - Desastre ...

... ou desastroso, tanto faz, é como classifico este domingo que se acaba.

Estou constipada! O nariz pinga em fio! Espirro a toda a hora. Tenho frio e sono que dormi muito mal.
Procurei ocupar-me com o candeeiro que comecei a pintar com entusiasmo. Hoje, não!  Detesto-o! Ficou horrível, muito feio!
Vou pintá-lo de novo!

Entretanto sujei uma blusa de cachemira e umas calças com tinta branca. Tentei retirar a mancha  com detergente, água quente, sabonete - nada! Recorri ao diluente! Saiu a tinta. Um cheiro a diluente impregnou toda a casa!

Não me apetece jantar, nem cozinhar, nem mexer-me!
Doem-me as costas e a pele!

Comecei a ler um livro novo! Não me apetece ler!

Pintei as unhas! Borrei a pintura!

Tenho os pés gelados! Estarei com febre?

Estou, isso sim, imprópria para  contacto social! Nem eu me suporto!
Uma chata!
Mil perdões!

Beijo
Nina

sábado, 15 de novembro de 2014

1249 - Destralhando, ainda ...

Comecei a ofensiva ontem, devagar, sem pressas para ser rigorosa.
Quero esvaziar gavetas e armários, quero ter espaço, quero doar o que não visto, quero livrar-me desta carga que é o excesso de roupas.
Ontem, a dizer a verdade, apenas apalpei terreno, fiz uma avaliação sumária do conteúdo das caixas e consegui esvaziar uma, destinando metade para doação e a outra metade para guardar, sendo, como eram, peças intemporais de muita qualidade. As que pertencem a essa categoria, às vezes, estagiam uma ou duas estações no armário, até que saem de novo à cena.

Hoje continuei e, sem dó nem piedade, desfiz-me de uma montanha de roupa que de tanta, me deprimia.
Amanhã passo aos sapatos , cintos, bolsas e bijuteria.
Uma razia! Um alivio! Uma alegria para a pessoa a quem se destinam!

Importante será, de futuro não repetir os mesmos erros, não cair nas mesmas tentações.

A propósito, vi na Uterque um casaco de couro preto irresistivelmente lindo. Vesti-o! Achei caro, lindo, mas muito caro!
Não o trouxe, "ia pensar"!
Ainda bem que o fiz, porque, 24 horas passadas, o casaco parece-me muito menos irresistível, continuando a ser caríssimo.
Ficará na loja, destinado a outra alma mais fraquinha do que a minha!

Esta é uma estratégia que funciona! Não comprar por impulso! Deixar a poeira assentar! Ter calma!
Comigo funciona!

Boa noite de sábado!
Beijo
Nina

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

1248 - Chegou a hora!


Fatal, como o destino, incontornável, cruel, escravizante, enlouquecedora, chegou a hora!
Escusado disfarçar, pensar noutra coisa, assobiar para o ar, sair, ir ao cinema, refugiar-me na cozinha respirando odores, provando sabores, testando ligações, chegou a hora!
Desvio-me, não olho, passo ao lado - só à noite - de luz apagada.
Não adianta, chegou a hora!

A hora terrível de mudar, de trocar as roupas!

Repousam em caixas, sossegadas, mas de atalaia,
à espreita, prontas para o ataque!

Mais tarde ou mais cedo, enfrentam-me!
Sou o elo mais fraco, acabo por ceder!
Apetece-me manter as caixas fechadas e fechadas dar-lhes rumo.
Comprar tudo novo. Mas pouco, muito, muito pouco. Apenas o indispensável que usarei tanto que, no fim da estação, gastos, coçados, quase rotos, seguirão diretamente para o caixote do lixo.
Odeio roupa! Principalmente sendo muita! Principalmente agora!
Odeio!

E as abençoadas caixas - apenas uma aberta - desafiam-me, provocam-me, petulantes, atrevidas!

Por outro lado, eu e a minha mania da arrumação, do esteticamente agradável, não suporto este amontoado atabalhoado de volumes à porta do meu quarto lindo.
Jazem no chão de uma saleta habitualmente muito cómoda, muito confortável, muito agradável.
Está irreconhecível, está um desastre, uma feira, uma feira de horrores.

Rendo-me!
Entrego as armas!
Vou arrumar a farrapada!
Vou! Agora! Sem adiamentos!
Fui!

Beijo
Nina

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

1247- Bolo de abóbora


Trouxe, do quintal, da "minha" Fátima, minha fornecedora maravilhosa de produtos frescos, uma abóbora com 10 Kg! Uma senhora abóbora!
Foi descascada, cortada em cubos e congeladas em doses mais ou menos adequadas ao uso.
Enchi o congelador! Abro a porta e só vejo abóbora! Tudo laranja!
Tenho feito sopas e purés e compotas ... e a abóbora continua impávida, enchendo o congelador!
Num novo assalto, utilizei 1 kg e fiz este bolinho:

Lindo, alaranjado e perfumado!
INGREDIENTES

1 kg de abóbora cozida e escorrida
5 ovos
300 g de açúcar
100 g de manteiga derretida
250g de farinha + 2 c. chá de fermento
Sumo e raspa de uma laranja

PREPARAÇÃO
- Coze-se e escorre-se a abóbora;
- Junta-se o açúcar, o sumo e raspa de laranja, os ovos inteiros e a manteiga derretida;
- Finalmente, adiciona-se a farinha com o fermento, batendo bem.

Assa a 180 graus, em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha ( ou pão ralado), durante cerca de 30 minutos.
Realizar o teste do palito antes de desenformar.
Polvilha-se com icing sugar, que sempre confere um ar janota.

Ainda não provei, mas aposto que está dos deuses!

Beijo
Nina

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

1246 - Candeeiro velho / Candeeiro novo


Continua a chover com intervalos tão irregulares que arriscar janelas abertas é perigoso. E é uma pena!
Por quê? Porque impede as minhas pinturas.
Estaminé montado, uma desordem de feira e nada de ver as pinturas avançando.
É que pintura exige ventilação e, como chove ... Aí está o impedimento,
Sempre que olho a paisagem chego a sentir formigueiro nos dedos tal é a vontade das pinceladas!



Das profundezas da garagem trouxe este horror!
Um candeeiro dourado!
Comprei materiais sem somitiquices!
À farta!
Mas espero! E desespero!

Hoje, num intervalo de ventania desabrida, fui-me a ele,
Que limpo, escovado e lavado aguardava a tinta!

A primeira camada está dada e a segunda não tarde que a tinta seca em poucas horas.
Amanhã leva a segunda dose e depois os detalhes de cor, para ficar original, colorido, belíssimo e irreconhecível!
Não faço por menos!
E pintar é das coisas mais giras, mais viciantes, mais gratificantes que existe!
A sério!

Beijo
Nina

terça-feira, 11 de novembro de 2014

1244 - Livros de cozinha!

Sou dona de uma pequena biblioteca de livros de cozinha.
 Tenho, aliás, o hábito de os comprar nos diversos países que visito.

Porém - porque não há amor como o primeiro ( ou como o último ...) 
- o Livro de Pantagruel
não é um livro de cozinha, é O livro de cozinha,
que me acompanha desde o século passado,
Desde que, casadinha de fresco, não fazia
a mais pálida ideia sobre o assustador
mundo das panelas.

Usei-o, manuseei-o tanto que acabou por quase se desfazer.

Mandei que o encadernassem e paguei quase tanto como pelo livro novo, na livraria. Foi muito mau negócio.
De momento, continuando a ser a minha bíblia, denota na lombada sinais de desgaste.
Resolvi, portanto, tomar uma atitude:

Forrei-o.
Na capa, um bordadinho lindo com o qual já bordei uns quadrinhos,
 e que me foi gentilmente cedido pela Nina Dias.
Adoro este arzinho naif!

Tirei medidas, cortei dois tecidos - um de quadradinhos, outro de riscas e igual quantidade de manta térmica.


Depois foi só alfinetar  e coser.

Vesti-o e assenta que nem uma luva.

Está tão bonito que me custa escondê-lo no armário, na sua casa de sempre.

Aproveitei sobras de tecido, restos de renda e o bordadinho infantil a que não sabia dar destino.

Desconfio que vai ficar em exposição.
Tenho direito a uma certa vaidadezinha!

Beijo
Nina