terça-feira, 25 de novembro de 2014

Bolo de frutos à inglesa



Antes de falar no assunto que aqui me traz, cabe-me informar que:

- Sou fiel devota às receitas comprovadamente boas, vá, excelentes;
- Ainda assim, obrigo-me a enveredar por novas aventuras;
-Preocupa-me a gestão de recursos. Logo, antes da decisão final, dou uma vista de olhos às prateleiras da despensa, não vá dar-se o caso de deixar que algo expire o prazo de validade.

Posto isto, ainda que a tentação de repetir uma  comprovada delícia  fosse grande, obriguei-me a sair da minha zona de conforto, como agora se diz!
A seguir, descobri duas embalagens intactas, uma de cranberries, outra de gengibre, ambas cristalizadas.
Não será pois surpresa, que me tenha aventurado no BOLO DE FRUTOS À INGLESA!

Estamos assim!

Distraí-me e quando pretendi gravar o dito para a posteridade, dele, restava o que a imagem documenta.

INGREDIENTES

Farinha - 225 g
Açúcar - 250 g
Manteiga - 115 g
Frutos cristalizados - 180 g
Fermento em pó - 2 c. de chá
Leite - 2 c. de sopa
Ovos - 4

PREPARAÇÃO
-Bate-se a manteiga com o açúcar até ficar cremosa;
- À parte batem-se os ovos, com o leite e adicionam-se à manteiga;
- Junta-se a farinha com o fermento, continuando a bater até que a massa faça bolhas!

-Vaza-se em forma previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha.
- Assa em forno previamente aquecido a 180 graus, cerca de 35 minutos.

Come-se frio!
Desaparece num instante!
Aviso!

Beijo
Nina

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Frascos de vidro


Nesta altura do campeonato , é verdade mais que sabida que os frascos de vidro , quando vazios, se destinam à reutilização - nunca ao vidrão, ou, o que seria ainda mais penoso, ao contentor de lixo!  Novidade nenhuma!
Guardo todos e a todos dou destino, sendo que, quanto mais "diferentes", melhor, mais me cativam.

É claro que exigem cuidados, nomeadamente, o de se lhes retirar o rótulo.
Chamem-me picuinhas, mas acho detestável um frasco com restos de cola e, às vezes, até de papel.
Bem sei que a cola pode ser chatinha, agarrada de tal forma que se recusa a abandonar a parede de vidro.
Porém, depois de muitos truques e tentavivas - acetona, alcool, diluente, palha de aço ... que sei eu? - descobri um processo que realmente funciona.
Assim:

Temos, por exemplo, este frasco de molho de tomate, com um formato giro e três detestáveis pedaços de cola que a nada cedem!
Que fazer?

Um raspador!
Daqueles com lâmina retrátil com que se limpa a placa vitrocerâmica.
Com jeito, retira-se a  cola grudenta!
Depois, é só lavar com água quente e sabão e cola, nem vê-la!
Ficamos, então, com frascos cristalinos a que dar uso.
Estes, com bocal estreito, receberam cada um, um bolbo de narciso ...

... que já começa a criar raiz -  estes cabelinhos brancos que mergulham na água.

Logo que apareçam as flores - tenho muita esperança de que acabarão por aparecer -, com estes quatro frasquinhos farei uma linda e diferente composição. Confesso que bem necessitada estou! As orquídeas ainda não desabrocharam e a falta de cor desanima o espaço e desanima-me a mim, criatura sensível, como muito bem sabem!


À cautela, não vá a inovação falhar, plantei uns quantos bolbos de forma tradicional, quase, apenas, pousados na terra,.
De momento o grau de desenvolvimento é igual.
Esta aplicação dos frascos em vidro é apenas 1 em 1000 e a sua utilização acaba onde acaba a imaginação de cada um.
Uma outra aplicação interessante, é a de os transformar em castiçais, ainda por cima seguros, já que não se corre o perigo de que a cera escorra, suje, ou provoque algo ainda mais grave.
Na minha agenda, seguem-se, pois, os castiçais!
Me aguardem!

Beijo
Nina

domingo, 23 de novembro de 2014

Almoço de domingo - parte 2

Vamos lá provar e comprovar se as dicas que se baseiam na programação e antecipação funcionam:

A 160 graus, 4 horas volvidas, sucesso!

Assado no ponto, suculento e muito tenro.
Esta parte do porco que sempre utilizo em assados, chama-se "cachaço" - assim se encontra etiquetada a embalagem  não apresentando sombra da "secura" do lombo convencional.

Acompanhado pelo Chutney de abacaxi - cuja receita se encontra AQUI - alguns palitos grossos de batatas assadas e uma pincelada de tomate fresco ...

... não tem defeito!

À sobremesa uma salada de fruta!
E pronto!
Almoço preparado, almoço comido!
Foi uma refeição muito agradável, com a vantagem acrescida de ter sobrado carne suficiente para quatro refeições mais.
Para que a carne não adquira uma intolerável textura seca e fibrosa, é indispensável que as fatias sejam cortadas apenas à medida das necessidades.
Deve ser guardada em caixa de vidro, muito bem fechada, no frio, acompanhada pelo molho do assado.
No momento de voltar a ser servida, cortam-se, como já referi,  apenas as fatias necessárias, que se regam com um pouco de molho, indo, tapadas, ao micro ondas, durante 1 minuto, no máximo 1 minuto e 30 segundos.
Convem ir variando os acompanhamentos, para evitar ouvir:
- Outra vez, lombo assado?
Truques, minhas amigas, sei os truques quase todos!
Como diria o outro, "São muitos anos a virar frangos!"
Bom resto de domingo!

Beijo
Nina

sábado, 22 de novembro de 2014

Almoço (e jantar) de domingo!

Com a experiência e, infelizmente, com os anos, vem a sabedoria que permite simplificar o dia a dia.
Assim, um abismo me separa dos primeiros tempos como dona de casa, quando tudo eram dificuldades, obstáculos incontornáveis, quebra cabeças sem solução.

Domingo era o dia pior, o dia de todas as impossibilidades.
Sem empregada, sem vontade de sair para almoçar em restaurantes superlotados, como, meu Deus, como fazer o almoço?
Como conciliar a saída para o café, para a leitura de jornais, com o almoço na mesa às 13h?
IMPOSSÍVEL!!!!!

Era um stress, uma aflição, um desassossego que superava atabalhoadamente.

Será que as noivinhas de hoje se confrontam com tolos problemas deste tipo?
Quer-me parecer que não!

Ainda assim, deixo umas quantas dicas que simplificam, descomplicam, desvalorizam, banalizam os afazeres domésticos.

Lição nº 1.
-Cebolas descascadas!
Indispensável tê-las assim, no frio, hermeticamente fechadas, prontinhas a ser utilizadas!

Lição nº2:
- Alhos descascados!
Também eles conservados fechados, no frio, aquisição ainda mais preciosa que a anterior, já que, na minha opinião, os alhos deviam nascer pelados e não sujeitar ninguém à tortura fedorenta de os despir!

Lição n: 3:
- Preparar um assado ...

...de véspera, é claro, que a carne absorve atempadamente os sabores e, na manhã de domingo, lindas e perfumadas, limitámo-nos a girar o botão do forno ... o que nem esforço é!

A carne é regada com vinho tinto, temperada com sal e pimenta ...

... aconchegada entre ervinhas - salsa, louro e alecrim, que se regam com azeite.

O golpe de asa vem na forma de 3 colheres de sopa de mel!

Assim, temperada e perfumada, a carne aguarda no forno - ou no frio, conforme a temperatura - o início do assado.

Cobertas por água, umas quantas batatas que acompanharão o assado.
Este, decorrerá seguindo as normas do slow food - devagar, muito devagarinho, durante 3 a 4 horas com o forno a 160 graus!

Para acompanhamento, um Chutney de ananás com pimentos!

O melhor de tudo, é que esta peça de carne fará várias refeições, bastando mudar a parceria - arroz ou batatas fritas, ou massa, ou puré de batata, ou uma salada, ou ...

Quem disse que cozinhar é complicado?

Beijo
Nina

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Crepes


Tive um dia ...
Parei agora!
Mas, vejamos o lado bom - foi produtivo, muito produtivo!

Vim aqui ler comentários, espreitar blogs que amo de paixão, daqueles que sempre, sempre visito, esperando novidades e, antes de realmente sentar para descansar, vou deixar uma sugestão saborosa, deliciosa para o fim de semana:
-Crepes! Nem mais!

Em Paris, na minha primeira visita, delirei extasiada com os crepes quentinhos preparados na rua.
Depois, aos poucos, sem pressas, sem desistir com os insucessos, congeminei a minha própria receita que sempre, sempre sai bem.

Faço crepes salgados e crepes doces. Ambos irresistíveis!

Os salgados, num jantar especial, sirvo como entrada, cobertos de bechamel e muito queijo, gratinados no forno.

Quando o momento é banal, recheio-os com umas sobrinhas de carne, ou peixe, ou marisco ou vegetais, e sirvo acompanhados com uma salada, como é o caso.

Os doces ficarão para um outro dia.



Começo pelo recheio - meia posta de salmão grelhado!
Depois de desfeito em lascas, libertado de peles e espinhas, espera.
Faço um refogado de cebola, alho e tomate a que acrescento vinho branco.
Legumes cozinhados, acrescento o salmão,  passo a varinha mágica,  um pouco de maizena dissolvida em leite e tempero, sem esquecer o sumo de limão.

Com este aveludado, recheio os crepes que dobro para que o recheio não escape.



Depois, passo na frigideira anti aderente, sem gordura, até tostar ligeiramente.
Saudável e económico como nós, donas de casa responsáveis e génias da economia, gostamos!

Só falta a receita dos crepes, as folhinhas de massa, invólucro do recheio.
A minha é esta e nunca me deixou ficar mal:

INGREDIENTES:
Para 12 a 16 unidades

100 g de farinha
1/4 l de leite bem medido
1 pitada de sal
3 ovos
50 g de manteiga derretida
manteiga para fritar

PREPARAÇÃO
Misturar o leite com o sal, os ovos e a farinha. juntar a manteiga derretida.

Numa frigideira anti aderente, previamente untada com manteiga, despejar a quantidade de massa necessária para a cobrir, tendo o cuidado de observar que, quanto mais fina a massa, melhor o crepe.
Deixar fritar,
Virar com o auxílio de uma espátula.
Reservar as folhas de crepe.
Quando a massa terminar, recheá-las com o composto previamente preparado.

Adoro.
Muito melhor que rissóis ou tudo o que envolva e implique fritura.

Beijo
Nina


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

1254 - Reutilizando ...

... ou repaginando ou reaproveitando.
Chame-se-lhe o que se chamar, mais não é do que dar nova vida, nova utilização ao que quer que seja que, aparentemente, tenha perdido o préstimo.

Aconteceu com este vestido!
Veio da Zara - num momento de entusiasmo - e
usei-o em raríssimas ocasiões festivas.
Como se não bastasse ser de veludo, ainda apresenta
esta barra de cristais!
Impossível para o (meu) dia a dia!
Definitivamente intrazível!

Quando DESTRALHEI ,não hesitei em colocá-lo no monte a doar.
 Porém, de repente, vindo do nada, tive uma ideia:
- Por que não transformá-lo em almofada?

Coisa muito, muito fácil, como tem que ser.
Cortei o vestido, incluindo a barra, calculando a dimensão certa para que contivesse um almofada.
Num dos topos, fiz, pelo avesso uma costura
 à maquina.
Enfiei o "recheio".
Cozi, com pontos muito miudinhos, a costura aberta junto aos "cristais.


Nos meus sofás bege,na minha sala predominantemente bege,  enquadra-se lindamente, em conjunto com as restantes almofadas.
 Concluindo, às vezes, basta um nada, um pequeníssimo detalhe, para transformar, melhorando o conjunto.

Portanto, a reter:
-Vestidos e camisolas/blusas em malha transformam-se em almofadas com esta facilidade, sem gastos e sem complicações!

Beijo
Nina

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

1253 - Torcidos ou tranças!

Como já tinha referido e mostrado AQUI, com a chegada do frio, despertou-se em mim o "bichinho" das lãs, dos tricôs, iniciando a camisola/blusa inspirada numa revista da especialidade.
Não segui à letra as instruções, demasiado rebuscadas e complicadas o suficiente para desmotivar a maior expert na matéria, que não é o meu caso. Não sou! E não se trata de falsa modéstia.
Não aprendi com a mãe, com as tias, ou com as avós. De facto, aprendi a tricotar quase sozinha, com raras ajudas indispensáveis  a toda a iniciante. Aprendi porque quis aprender, porque me atraia o milagre de, com fios e agulhas, ver nascer "coisas".
Os primeiros pontos foram os mais difíceis, sentindo que não dominava o material ... ele era montar malhas que se escapuliam, era montá-las tão apertadas que se tornava impossível o passo seguinte - a utilização da segunda agulha - enfim, um tormento que cheguei a considerar intransponível, dadas as minhas reduzidas capacidades.
O certo é que, não sei como, dei por mim tricotando, primeiro em liga (tricô), depois em meia!
Uma vitória!
A seguir comprei livros, decifrei esquemas, assinei revistas e, continuando a confrontar-me com verdadeiros enigmas, o certo é que me aventuro e das noites de tricô recebo imenso prazer.




De momento, completei as costas da camisola atrás mostrada.

Terá mangas raglan e foi tricotada em torcidos/tranças, um
desafio que enfrentei sozinha, numa primeira
tentativa que , a meus olhos, era o verdadeiro
"bicho de sete cabeças"
Na perspetiva de tentar ajudar quem, até ao momento, não se atreveu, deixo dois esquemas e algumas dicas:

Para fazer os torcidos / tranças, é necessário passar para uma agulha auxiliar um número de malhas correspondente à metade daquelas em que é feito o torcido / trança.
Neste esquema, temos um conjunto de 6 malhas. Vamos passar, pois, para a agulha auxiliar 3 malhas, no caso, pela frente do trabalho, sendo que é possível fazê-lo por trás.

Na camisola / blusa que tricoto, faço o torcido / trança sobre 8 malhas, passando, portanto, 4 , para a agulha auxiliar.

Estes são os passos que sigo, para executar o ponto torcido / trança simples - torcido/trança de 8 malhas, com 10 carreiras de intervalo:
Execução sobre um número de malhas múltiplo de 12.

1ª carreira - (avesso do trabalho) - 2 m de meia, 8m de liga (tricô), 2 m de meia, repetindo até terminarem as malhas.
2ª carreira - 2 m de liga (tricô), 8 malhas de meia, 2 m de liga (tricô), repetindo até terminarem as malhas.
3ª carreira - igual à 1ª.
4ª carreira - 2 m de liga (tricô), passar as 4 próximas malhas para uma agulha auxiliar, colocada por trás do trabalho (ou pela frente), tricotar como meia as 4 malhas seguintes, da agulha esquerda e tricotar, também como meia, as 4 malhas que se encontram na agulha auxiliar, e 2 malhas de liga (tricô), repetindo até terminarem todas as malhas.
5ª, 7ª e 9ª carreiras - iguais à 1º carreira.
6ª, 8ª e 10ª carreiras - iguais à 2ª carreira.
Repetir as carreiras da 1ª à 10ª.

Parece complicado?
Parece!
Mas tentem executar uma amostra apenas com 12 malhas. Depois, entendendo o esquema, entram em "piloto automático", tendo apenas a precaução de , a cada 10 carreiras, executar o torcido/trança.

Vendo-me aqui - estupefacta com a ousadia -  dando uma aula de tricô, é prova provada que isto é fácil e muito gratificante e, assim que mostrar a camisola/blusa concluída verão que vale mesmo a pena tricotar, porque conseguimos peças únicas por quase nada (os fios não são caros e, para iniciantes, a qualidade não é importante ... já que,  se estragar, o prejuízo é mínimo).

Oxalá tenha conseguido despertar as "tricoteiras" adormecidas que habitam aí dentro.

Beijo
Nina