sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Que frio!


Uma vaga de frio polar, é o que é! 
Hoje, pela manhã, 5 graus!
 Depois, ao longo do dia, enquanto o sol brilha, vai aquecendo, para, ao anoitecer, se enregelar novamente.
Ainda assim, não consigo vestir grandes agasalhos.
 Explico:
-Dentro de casa, nas lojas, no Shopping temos temperatura amena.
Só no exterior se congela.
Por isso, continuo fiel à teoria da cebola e, como ela, sobreponho camadas.

Um top, uma camisa e um colete, é tudo quanto visto ...
sem esquecer o incontornável lenço
à volta do pescoço.
 É que adoro lenços!
 Acho-os super confortáveis e muito femininos,
 dando um "acabamento"
 cuidado e elegante ao mais simples conjunto, como é o caso.

Aliás, como já aqui referi, este inverno fui absolutamente controlada no que às compras diz respeito. Comprei pouco e muito ponderadamente, por muitos motivos entre os quais se inclui a defesa da minha sanidade mental. É que  o excesso  do que quer que seja aproxima-se perigosamente de um estado de alma alucinado, que não traz nada de bom!
Recapitulando, portanto:
- Não tendo caído no extremo de rejeitar liminarmente qualquer tipo de consumo, de fugir radicalmente às compras - atitude perigosa, pois, como todos os excessos, pode conduzir a uma situação desenfreadamente consumista - comprei  com muita parcimónia, comprei com qualidade e foi muito bom e mais do que suficiente.

É que, dos invernos passados, muito transitou para o atual.

É o caso deste colete!
Levezinho como uma nuvem, não oferece a menor dificuldade.
Aprendi com a ROSANGELA , que, me explicou tudo, como se pode ver AQUI!

Com uma blusa da Zara, um lenço do Roberto Verino ..

... calças e botas antigas, estou confortável sem, para este conjunto, este ano ter gasto nada.
Voltando ao colete, é uma ótima ocupação para o serão. Não exige atenção, sendo cada quadradinho tricotado em completo modo "piloto automático". 
Com o mesmo quadrado se tecem mantas lindas, ou écharpes, ou o que quer que dite a imaginação e criatividade de cada um.
Quando acabar o trabalho que de momento me ocupa, voltarei ao Quadrado Perfeito!

Beijo
Nina


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A minha casinha ...

A minha casinha está, finalmente, encaixilhada, pronta para se juntar à tribo que povoa uma das paredes do meu quarto azul.

Demorou, demorou muito, passou meses numa gaveta, incompleta,
 inacabada,
 pacientemente aguardando a sua vez.
Acontece que isto do ponto de cruz tem muito que se lhe diga.
 Exige atenção, dedicação, quase devoção!
Não gosto de exigências e, por isso, neste como noutros casos,
sou pouco colaborante.
O que eu gosto é de ir fazendo, longe da sensação de trabalho obrigatório.
Por isso, naquela zona de flores e relva- confesso, sem culpa, sem remorso -
inventei!
Fiz assim:
Delineei o contorno e, seguidamente, preenchi-o sem preocupações esquemáticas.

E funcionou muito bem!
De outro modo, se tivesse, escrava do esquema, utilizando as cores e
quantidades sugeridas,
não só ficaria vesga, à conta de tantas cruzinhas,
como - posso garantir - não concluiria o bordado.

Pois bem, está pronto em todo o seu colorido, em todo o seu esplendor, pronto para se juntar aos amiguinhos:

... esperando companhia.
Pareceu-me que a moldura deveria ser igual e, para evitar confusões, levei um dos já emoldurados, no momento em que me dirigi à loja para tratar do assunto.
Conversámos, comparámos cores e dimensões e ficou assente- estaria pronto dentro de uma semana.
No dia previsto, lá fui, desejosa de trazer para casa o meu tesourinho.
Estava pronto, "que nós somos pontuais!"
Mas ... que vejo?
Oh! horror dos horrores!
A cor não era a que eu escolhera!
Reclamei, que não, que não era o que eu tinha encomendado, que estava mal, que assim não gostava! Mas que diabo de trabalho era aquele?
O senhor, um velhinho empertigado, aceitou muito mal a crítica!
Puxou do mostruário e ... verificou que eu tinha razão. Ainda assim insistiu:
- A culpa é da fábrica!
Cansou-me! Cansou-me a beleza!
Desisti de argumentar!
Apenas acrescentei:
- No mínimo, deveria assumir o erro e pedir desculpa!
- Pedir desculpa para quê? - ripostou o garnizé vendedor velhinho e pequenino. Desculpas não mudam a cor à moldura!
- Ahhhhhhh !!!!!!! - emudeci e retirei-me do salão.

Beijo
Nina

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Bolo Alemão!

Assim se chama!
Simples de preparar com todos os ingredientes presentes na despensa, com poucos ovos e com manteiga saudável - aquela que é amiga do coração ... à qual não faço publicidade porque não me apetece - mas isso são outras histórias!

Acontece que gosto muito de maçãs, não tanto para comer - estão longe de ser a minha fruta preferida - mas para decorar, já que, não apenas com flores frescas se traz vida para dentro de casa! Taças de maçãs, também! Ainda mais, havendo-as de várias cores, compõem centros de mesa lindos e perfumados!


Estas amarelinhas - golden, suponho que assim se chamam ..

... estas vermelhinhas, raiadas, aquecem extraordinariamente o ambiente. Gosto igualmente das verdinhas, que de tão verdes quase parecem artificiais.
Acontece, porém, que não são eternas e ao fim de algum tempo começam a manifestar sinais de "velhice".
É chegada a hora de as utilizar!
No BOLO ALEMÃO, invulgarmente, surpreendentemente, incrivelmente delicioso!

INGREDIENTES

Farinha - 200 g
Açúcar e manteiga - de cada 125 g
Ovos - 3
Leite - 3 c. de sopa
Fermento - 1 c. de sopa
Maçãs - 3 cortadas em fatias finas
Laranja - raspa de 1
Açúcar e canela para polvilhar - q.b.

PREPARAÇÃO

- Bate-se a manteiga com o açúcar e a raspa de laranja, até ficar cremosa;
- Juntam-se as gemas uma a uma, batendo sempre;
- Acrescenta-se o leite, intercalando com a farinha misturada com o fermento, até que a massa faça bolhas;
- Envolve-se nas claras batidas em castelo firme;
- Despeja-se em forma de buraco previamente untada e polvilhada com pão ralado;
- Distribui-se, por cima, as fatias de maçã que se polvilham com açúcar e canela;
- Assa em forno previamente aquecido a 180 graus, cerca de 40 minutos, não esquecendo de realizar o teste do palito.

Tenho particular predileção por bolos "secos". Tenho experimentado imensos. Tenho de concluir que este é um dos melhores que já provei!

Beijo
Nina

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cestos


Eu e os meus cestos!
Continuo a vesti-los, cada vez com maior desenvoltura, o que prova que, estas coisas da costura dependem inteiramente do treino, da insistência, do fazer errado para a seguir fazer certo.


De modo que, estou perita na arte de forrar cestos!

Vá, perita ainda não, mas, pelo menos atrevida e desenvolta.

Queria um cesto no meu quarto azul, onde pudesse guardar trabalhos em lista de espera, tipo coser botões ou subir bainhas.

Teria que ser azul, evidentemente, de preferência sem precisar de comprar tecido.
Encontrei este retalho na prateleira dos "panos" e fiquei feliz com a descoberta.

Tirei medidas, cortei e cosi.
Depois rematei com a renda que comprei na Feira de Cerveira.
Pus-lhe uns laçarotes e faz agora companhia à Tilda, Nina, que viajou do Brasil até mim, enviada pela muito querida JU.

Este é apenas mais um pormenor deste quarto que tarda a ficar pronto!
Que culpa tenho eu de, inconstante, sempre imaginar mais um detalhe, mais um fru-fru!
Decididamente não sou minimalista!

Beijo
Nina

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Concluída!


Rapidamente e com grande prazer!Assim decorreu o processo de tricotar a minha camisola / blusa branca.
A inspiração veio DAQUI!

Mas, como sempre acontece, não passou de inspiração, pois à medida que as agulhas se moviam e as malhas nasciam, mudei o rumo ao projeto ... mudo sempre, sempre ... tal como faço com as receitas de culinária.

Aqui está ela, vestida na manhã fria de domingo.

Para o retrato, tirei a parka, parecendo-me que o resultado é satisfatório.

Gosto de malhas que se adaptem, que não apertem, mas que, ao mesmo tempo, não sejam oversize.
A vantagem dos "torcidos" é que funcionam como uma espécie de canelado, resultando bastante elegantes.
Este modelo é de uma simplicidade total, daqueles em que podemos apostar, porque "saem" sempre bem. 
É só mudar a cor, que as peças nascem com cara nova e garantia antecipada de sucesso.
No caso, decidi tricotar as mangas com torcidos, mas, pretendendo que resulte mais leve, é só eliminá-los.

O fio tem um toque muito suave e sendo relativamente espesso, utiliza agulhas nº 7, que tornam o trabalho "fofo", crescendo que é um gosto ver!

No inverno passado, tricotei com o mesmo fio, um casaco em cinza mesclado, que resultou só  "assim, assim ...", numa palavra, detestei!
Como, para grandes males, grandes remédios, desmanchei-o e já recomecei um novo modelo, simples, sem grandes invenções, para evitar surpresas desagradáveis.
Avança a todo o vapor e espero vesti-lo (e mostrá-lo ...) em breve!

Estamos no tempo certo para tricotar!
À noite,com frio,  em frente à lareira, com um olho na TV, o serão torna-se um ritual muito simpático!
Aconselho!

Beijo
Nina

domingo, 30 de novembro de 2014

Mini empadão

O domingo caminha para o seu termo e, às 17h e 30m, cai a noite.
Hora de inverno ... nada a fazer!

Tentei repetidamente  publicar umas quantas fotografias acerca das quais faria um texto. Não consegui! Problema da rede, do meu PC, não sei. Amanhã averiguarei e, entretanto, deixo uma sugestão para aproveitamento de sobras, cujas fotografias haviam já transitado para aqui.

Estas sobram referem-se ao assado que mostrei AQUI!

Rendeu, rendeu várias refeições, bastando mudar os acompanhamentos.
Por isso gosto tanto de assados.



Quando restava pouco mais de uma fatia, cortei-a em pedaços...

... e piquei-a ...

... assim!


Entretanto, para não desperdiçar 3 alhos franceses, que clamavam por uso,  cortei-os em rodelas, fritando-os num pouco de azeite, até amolecerem.
Juntei a carne picada, 1 colher de sobremesa de Maizena e um pouco de leite, mexendo para ligar.
Temperei com sal, pimenta e sumo de limão.



Coloquei a carne no fundo de 2 pratos individuais, que cobri com puré de batata...

... alisando  a superfície.

A seguir, com um garfo, marquei sulcos ...

Polvilhando, por fim, abundantemente com queijo ralado.
Vai ao forno até que o queijo derreta e a superfície fique dourada.
Com uma salada verde compõe um jantar. Agradável, por sinal. E barato!
Desperdício, 0!
Como convem!

Beijo
Nina

sábado, 29 de novembro de 2014

Sábado com sol!


Para variar de todos os últimos sábados cinzentos e chuvosos!
Hoje, não!
Hoje o sol brilhou e o céu vestiu-se convictamente de azul ...

... convidando a deambular pelo campo, olhando as cores ...

Esteve assim ...

Quase, quase paraíso!

Soube-me bem o ar fresco, quase gelado, o silêncio, o correr das ribeiras engrossadas pelas últimas chuvadas, o sol no rosto, o arrepio gelado que pedia agasalho.
Passeei pelo campo, olhando, e sentindo!


Cortei ramos de arbustos ...

... e comprei maçãs.
Depois, enfeitei a casa!
Foi um dia feliz.

Beijo
Nina