terça-feira, 28 de abril de 2015

Reciclar versus Acumular


Reciclar / reaproveitar está, felizmente, na ordem do dia!

Procuro reaproveitar materiais dando-lhes novas utilidades e lembro, agora, por exemplo, os frascos de vidro  que acompanham compotas, conservas e outros produtos.
Servem para uma infinidade de armazenamento e organização, já sei!
 Desde botões, a materiais de costura - eu sei lá! - os frascos de vidro são de uma utilidade imensa.
O pior é que guardados em quantidades astronómicas, em vez de solução, transformam-se em problema.
Dei por mim com duas imensas prateleiras repletas de frascos e frasquinhos esperando destino.
Está mal!
Em vez de reciclar encontrava-me a acumular!
A diferença é subtil, mas, estansdo atenta, flagra-se a situação.

Enchi, por isso, um imenso saco com frascos aos quais retirei tampas - e levei-os para o depósito de reciclagem adequado.

Foi mesmo bom!
De repente ganhei um espaço super saudável dentro dos armários da cozinha e o vidrão ganhou uma preciosa carga.


Na onda da racionalização, apliquei-a à costura, dando destino a uma grande quantidade de retalhos que começavam a incomodar-me.



Sem plano rígido, limitei-me costurar os paninhos ...

...dando vida a um novo saco para as compras ...

... que, sem recheio de manta térmica, se dobra, cabendo lindamente dentro da mala/carteira/bolsa.

Decidi costurar alças longas o suficiente, para permitir que o saco caiba no ombro.


Todos os tecidos resultam de sobras de trabalhos anteriores.
Este, já tem dona, que ficará feliz com a prenda e eu, ainda mais, com a sua felicidade.
 A minha área de trabalho, encontra-se razoavelmente organizada.


Cada cesto contem materiais com finalidade diferente.
 E o cesto dos retalhos pequeninos está assim ...


... quase vazio!

Porque reciclar não tem nada a ver com acumular.

Beijo
Nina

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Agilizando ...

Agilizando / racionalizando / rentabilizando!
Em qualquer dos verbos cabe a ação!


Vistoriando o congelador descobri 4 claras congeladas, num frasco fechado, ocupando espaço precioso - que (pelo menos comigo é assim ...) os modernos, super inovadores, XPTO, frigoríficos da nova geração são um bluff em termos de arrumação! Com meia dúzia de embalagens ficam superlotados, a abarrotar!
Que saudades do meu velho frigorífico!
Mau em termos de consumo energético, mas, um verdadeiro armazém onde sempre cabia mais alguma coisa!

Pois bem, achei as ditas claras e resolvi fazer um bolo.
Eram só 4, como já disse, exigindo, por isso, alterações no convencional BOLO de CLARAS.

Fiz assim:

- 200g de açúcar amarelo, de farinha, de manteiga;
- 2 ovos inteiros;
- 4 claras em castelo firme;
- raspa e sumo de 1 laranja;
- 1 c. de sopa de fermento;
- 2 bananas cortadas em rodelas;

Bati o açúcar com os dois ovos + manteiga + sumo e raspa da casca de laranja + farinha com fermento.
Envolvi nas claras em castelo.
Despejei em forma bem untada e polvilhada com pão ralado.
Dispus as rodelas de banana sobre a superfície e polvilhei com açúcar
Levei a assar em forno a 180 graus durante 45 minutos.

Deve-se comprovar o grau de cozedura, utilizando um palito que deverá sair seco.

Entretanto, para aproveitar o calor do forno,- a tal rentabilização, com que comecei este texto - temperei lombo de porco.


Coloquei a carne numa cama de cebola cortadas às rodelas e 4 dentes de alho.
Temperei com sal, pimenta, um golpe de vinagre, molho inglês, 2 folhas de louro  e alecrim.

Quando, entretanto,  começou a cheirar a bolo, retirei a forma.
Era visível que estava pronto, apto para ser desenformado, já solto.


Com a superfície ligeiramente caramelizada, graças ao açúcar com que se polvilham as bananas.

Virei-o sobre um prato ...

... e soltou-se na perfeição!
 Voltei a virar, agora sobre o prato de serviço ...


Apresentando este aspeto, visto de cima ...

... e de perfil!
 Enquanto arrefecia, terminei de preparar o assado...


Recorrendo ao mel, que casa de forma divina com a carne de porco.
Este foi-me oferecido , sendo produzido na quinta de uns amigos, em 2008, o que não interfere com a qualidade do produto.
 Acabei de preparar o tabuleiro que vai agora entrar no forno, na companhia de batatinhas novas.



Neste momento, já se iniciou o procedimento, que será longo- pelo menos 2 horas - sempre em temperatura baixa - mantenho os 180 graus com que assei o bolo.

Agora que quase já arrefeceu o bolinho, cortei a primeira fatia ...
Tão fofa que, ao cortar, a faca quase amassa o bolo!

Vou provar ... não para comprovar a qualidade ... que é irrepreensível ...

Mas - confesso - porque sou muito gulosa!


Beijo
Nina

domingo, 26 de abril de 2015

Planos

Os meus planos para a tarde de domingo incluíam jardinagem, costura e tricô!
Ambiciosa, não é verdade?
É!

Comecei pela jardinagem e a ela me limitei.
A jardinagem empata, gasta imenso tempo!

Tinha, por exemplo, estes três vasinhos no peitoril de uma janela.

Não me pareciam felizes!
Os botões caiam sem abrir e o vaso, pequeníssimo, não permitia rega adequada.
Havia que atuar!



Com muito cuidado, para não danificar raízes, retirei-lhes o invólucro e, dos três mínimos, fiz um vaso grande.


Também lhes mudei a localização, realojando-o no meu hospital vegetal, onde todas as plantinhas se curam.


A gardénia, sofria do mesmo mal, aprisionada num espaço excessivamente pequeno, perdia os botões antes de desabrocharem.


Provavelmente mal hidratada ...

... apresentava folhas secas e amarelecidas, nada saudáveis.

A ela apliquei o mesmo tratamento:
-Mudei-a para um vaso bem maior.


Sempre atenta para que a operação se processe sem danificar raízes.
O mesmo exigiu a roseirinha vermelha!

Com sintomas de sede e de aperto excessivo.

Veio para aqui!

Para uma casa bem mais ampla ...

... onde, espero, as flores se multipliquem.

Quanto tempo demorou a operação?
-Horas!
Foi necessário recorrer a um saco de terra para completar o novo enraizamento.
A terra verteu-se!
O terraço ficou imundo!
Precisei de varrer, passar água e apanhar o lixo.
Mesmo com luvas, sujei-me!

Perdi a vontade de costurar!

Conclusão:
- Há que ser comedida nos planos e "não ir com muita sede ao pote!"

Ainda assim, foi gratificante arrumar e resolver um assunto (chato) pendente.
E as plantinhas estão muito felizes. Eu sei!

Beijo
Nina




sábado, 25 de abril de 2015

Para combater a neura!


Hoje, sábado, feriado, aniversário da revolução de Abril que pôs termo a décadas de ditadura, chove!
Mas chove tão copiosamente que impossibilita qualquer saída.
Um desconsolo.
Um desânimo.
É que nem parece sábado.

E o cinza do céu, mais a chuva contínua acabam por esmorecer o mais animado. Como é o meu caso!

A tarde esgotou-se, assim, entre bocejos. Não me apetecia fazer nada. Nem escrever. 
Agora, que a tarde se aproxima do fim, decidi agir e sacudir a melancolia!
Ação é palavra mágica. Acho que na psicoterapia a ela se recorre, no pressuposto de que é vital "fazer", "produzir", "agir".

Assim sendo, assim fiz!

Mudei o look de uma casa de banho social, tão minúscula que, para alargar o espaço, a forrei inteiramente com espelhos, além de ter optado por uma porta de correr, já que ,se fosse de abrir, "comeria" muito espaço.

Esta estratégia -  espelhos e  portas de correr - é excelente ferramenta para áreas reduzidas. 

A dita casa de banho, encontrava-se decorada em branco e vermelho:


Não é que estivesse mal ...


...que não estava!
 Só que cansei!

Guardei as toalhas, retirei a taça de vidro ...

...mantendo apenas o branco.
 Agrada-me o resultado, mais clean, menos preenchido.

Trouxe - doutra casa de banho - o anjinho e as jarras em porcelana branca.


Subi e desci várias vezes as escadas.
Ocupei-me!
Agi!
Produzi!
E a neura quase desapareceu.
Remédio santo!

Beijo
Nina

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O meu primeiro avental!


O meu primeiro avental , feito por mim - esclareço! Que aventais tenho muitos e a todos dou uso diário, já que está contra a minha natureza entrar na cozinha desprotegida.
É que sou dada a salpicos e outros desastres de que apenas o avental me protege.

Os que possuo são práticos e lindos, porém, apetecia-me algo diferente, mais retro, mais elaborado, com o seu quê de "frou-frou", quase rococó!
Teria, no entanto, que ser projeto adequado à minha competência ... coisa fácil, já se vê!

Tecido, já estava escolhido, um retalho que por aqui anda há anos, com fundo lilás, semeado por galinhas, que é um motivo decorativo que muito me agrada.

Lavado e passado o tecido, estendi-o dobrado e, sobre ele, coloquei o molde - um avental liso, muito prático.


Marquei a toda a volta, com um lápis, dando uma margem de 2 centímetros.
Cortei, seguindo a marca.
Reservei.

Seguidamente, medi a alça que passa pela parte de trás do pescoço, bem como as tiras que com que se enlaça o corpo.

Cortei e, com o ferro quente ...

... marquei dobras ...

... assim, e ...

... finalmente, dobrei ...

... vincando bem com o ferro.
Pude então coser as alças que reservei.

Pretendendo dar o tal arzinho "frou-frou" ao avental, decidi colocar no fundo um folho, usando um tecido fininho, em xadrês.
O facto da espessura ser fina justifica-se, pois pretendendo um folho, queria, a todo o custo, evitar uma coisa farfalhuda que ameaçasse fazer-me levantar voo.
Para o folho, - esclareço - utilizei o dobro da largura do avental.

Por sorte, tinha, guardada, uma renda em branco e lilás - nem de propósito.

Com ela rematei o folho.
Seguidamente, com o tecido xadrês, dobrado, cortei um bolso amplo - não o dispenso!
Nele coloco os telefones que assim me acompanham por onde quer que eu vá.
Está pronto!


Eu?
Sim, eu!
Muito feliz!
 É que faz bem ao ego!
Assim como que se tratasse de uma injeção de auto-estima!

Se calhar vou oferecê-lo!

Mas não para já!
Para já, nem pensar!
Por enquanto encontro-me totalmente agarrada à cria, na fase em que se acalenta, se cheira, se olha, se lambe!
Seria uma enorme violência, quase uma crueldade, arrancar dos meus braços este bebé!
Preciso de tempo para cortar o cordão!

Beijo
Nina

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Saltitando ...



Há - que sei que há - quem, focada e perseverante, comece e leve o trabalho até ao fim, não se deixando tentar por inovações e novidades, qual Penélope que tecia infinita teia, enquanto aguardava o regresso de Ulisses.
Esse não é o meu caso e, definitivamente, de Penélope não tenho nada.
O que eu gosto é de variar e sem qualquer reserva, deixo parado um trabalho para iniciar outro.
Saltito de ramo em ramo como um passarinho tonto, divertindo-me imenso com a novidade.
A meu favor, alego que, cedo ou tarde, concluo tudo!

É que as tentações são muitas e lindas e irresistíveis!

Sigo variadíssimos blogs através da newsletter que me permite atualização permanente.

AQUI , encontrei um ponto de tricô lindíssimo - PONTO ESTRELA - que tratei de experimentar, utilizando um fio bastante fino que não o favoreceu.
Serviu, no entanto, para entender a técnica:



Montar um número de malhas múltiplo de 4 + 1;
Tricotar 1 ou 2 carreiras em liga (tricô);
1ª carreira - 1 malha em liga (tricô), apanhar as 3 malhas seguintes como se fossem ser tricotadas em liga (tricô) e fazer 1 mate, sem passar para a agulha da direita; fazer 1 laça; tricotar o mate em liga (tricô).
Repetir até ao fim da carreira, terminando com 1 malha em liga (tricô).
O avesso é todo em liga (tricô).
Repetem-se sempre as duas carreiras.
Tentei repetir o ponto usando um fio mais grosso:


O efeito é, de longe, mais bonito.

Este fio branco resulta de sobras de uma camisola / blusa que tricotei no inverno.
É macio, trabalha-se muito bem e o resultado final é plenamente satisfatório.



De modo  que, iniciei as costas para um casaco.

Provavelmente não ficará terminado nesta estação, porque, assim que o tempo aquecer, tricotar, torna-se, para mim, tarefa impossível. Ficará então em stand by até aos próximos frios, já adiantado, pronto para ser concluído rapidamente.

A explicação que atrás deixei, pode ser complementada com um vídeo que encontrarão no link sinalizado.

Temos, portanto, que saltito entre corações, ponto de cruz, tricô e costuras.

À monotonia digo não!

Beijo
Nina

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Ainda os corações


Se bem se lembram, quando AQUI falei dos corações cuja inspiração veio DAQUI, fi-lo por duas razões:
-A primeira foi porque não resisti aos coraçõezinhos lindos;
-A segunda foi porque me parecia que poderia juntar o útil ao agradável, dando sumiço aos restos de lãs que me entopem as gavetas.

No que à primeira razão diz respeito, tenho a declarar em minha defesa que a tentação se revelou uma excelente aposta, já que os corações coloridos são absoluta e totalmente encantadores.

O mesmo não se poderá dizer a respeito do segundo argumento, porque, se na verdade acabei com os restos, o certo é que ainda não parei de comprar novos novelos - no caso, na loja do chinês que vende por 0.99€ , nas cores mais variadas, na marca SAFIRA - para poder concluir o projeto.



Aqui estão as novas cores.
Inicialmente, calculara que, para o efeito que pretendo, iria necessitar de 64 corações!
Engano o meu!
Neste momento, tenho 8 tiras cosidas entre si e a nona, concluída ontem à noite, esperando para ser ligada.
E ainda não chega!
Já iniciei a décima carreira, sabendo que para obter a área pretendida, precisarei de 12!

A carreira da esquerda ...

...não está ainda pregada.
Haja corações!

Enquanto o tempo se mantiver fresco, mesmo frio, à noite, tricotar com lãs é um enorme prazer. Aliás, entre as diversas modalidades, a minha favorita é o tricô, que, ao serão, me encherá as horas.

Entretanto, recém chegada da rua onde, apesar de não chover, sopra um ventinho gelado, apeteceu-me um chá - de tília, no caso - e uma das últimas fatias do bolo de maçã, passas e vinho do Porto.

Uma combinação que aconchega o estômago.
Este bolo, que já tem uns dias, continua excelente, exigindo apenas ser conservado em recipiente fechado, para não secar.

Ao perto, mesmo na foto, consegue ver-se que a textura é húmida e suculenta.

Li, esta manhã, uma receita de brownies que me fizeram salivar.
Não deixarei de experimentar e, se forem tão bons como aparentam,  divulgarei a receita.

Beijo
Nina