domingo, 17 de maio de 2015

Gerês




Neste domingo ameno, saí de casa às 10 da manhã, rumo ao Gerês.
Levava cábula, conselhos e roteiro a seguir.


A primeira dica prendia-se com o restaurante - Casa Eufêmea, na vila do Gerês.
Depois de algumas tentativas falhadas, de erro de percurso, de GPS mal  informado, lá cheguei, que quem tem boca ...


Espaço simples, mas asseado, de hospedaria, onde hóspedes e proprietários convivem amistosamente.
Sem lista, nem nenhuma dessas inúteis esquisitices, comi o que me trouxeram:
- Uma excelente sopa de espinafres e ...

... vitela assada com batatas, arroz e salada.
Tudo muito bom, muito saboroso, muito reconfortante.
Como sobremesa, fruta, que não havia outra opção.
Gostei muito da qualidade aliada à simplicidade.

Tomado um cafezinho,chegou o momento de partir à descoberta.
Hoje, apenas de um pequeno sector do parque, espaço gigantesco que, acredito, nunca estará completamente visto nem  desvendado.


Estava calor!
30 graus, mesmo sob a proteção da copa das árvores , que, muito verdes contrastavam gloriosamente com o azul cobalto do céu.

 De carro, avancei, parando sempre que o espetáculo o exigia ...


... como aqui, neste luxuriante túnel verde.
 Segui ...


... até ao Campo do Gerês, onde aparquei.

A pé, desci a estrada durante 15 minutos, sem custo, que a descer é fácil, registando um ou outro quadro vivo ...


... como estas violetas selvagens.
 Descendo sempre, atinge-se a ponte que cruza o rio Homem.



E a vista é esta!!!!!


Uma cascata trepidante, de espuma branca ...
 e ...
... esta piscina natural, escavada nas rochas, repleta de água cristalina!

Verdadeiramente incrível!
Sobres as rochas, destemidos veraneantes trabalham para o bronze, a meu ver, com risco de vida - não sei como lá chegaram, nem como de lá sairão.
Tentei aproximar-me e a vertigem é real!


Este, indiferente ao perigo, tosta ...

O local é absolutamente paradisíaco, irreal e merece uma visita.
Pela descrição que fiz do percurso, não tem como enganar.
Logo que se vê esta placa ...


Identificando o rio, e esta ponte ...

... que atravessa o próprio  ...
 ... chegámos!

Depois, a água que transborda da piscina e corre pelo leito rochoso...

Sempre com paisagens magníficas
 Menos de 1 Km  acima, a fronteira com Espanha.



Curiosamente, o percurso mais curto para regressar a casa faz-se por Espanha.


Através de um vale com montanhas pintadas de roxo.
O norte de Portugal é esta maravilha e muito, muito mais!


Beijo
Nina

sábado, 16 de maio de 2015

Túnicas brancas!

Sábado!
Cerveira!
Galiza!
 
Uma trindade que tende a repetir-se e de que gosto imenso, ou não gostasse eu de rituais.
 
Hoje, com argumento favorável, extra:
- O céu de um azul profundo e amena temperatura de 23 graus!
 



Fã incondicional de jeans- sempre versáteis -  combinada com túnica branca, outra das minhas debilidades, assim me vesti para viver este glorioso sábado.
Esta que exibo, foi comprada na feira, em Cerveira, o melhor local do mundo para as encontrar.
Há tantas, tão variadas ( tão baratas ...) que a dificuldade é escolher.
Para mim, sempre e só brancas que nunca são em excesso.


Com sapatos cómodos. colete de franjas para alavancar o look, lá cirandei pelas ruelas da feira.

No final, mais uma túnica comprada ( que vergonha!)
 
Depois, almoço na Galiza, onde sempre se come bem, seja peixe fresquíssimo, marisco fantástico ou carne com sabor a carne.

Tenham um feliz sábado.

Beijo
Nina

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Sobremesa Light


Parece realmente  uma impossibilidade - associar as palavras "sobremesa" e "light", já que uma, em princípio, exclui a outra.

No caso, para ser rigorosa, devo esclarecer que esta sobremesa light o é em comparação com outras repletas de açúcar e gorduras.

Sei que existem umas soluções para terminar as refeições a que chamam sobremesas light que, provadas e analisadas, são apenas umas coisas sensaboronas tipo iogurte  magro natural ou gelatina. Nesse caso, passo. 
Antes não comer nada que pactuar com as ditas sobremesas light.

A que hoje trago é pouco calórica - mas, já se sabe - só não engorda o que fica no prato.

Posta assim a questão, honestamente, ainda que me doa admiti-lo, esta sobremesa light tende para o inocente, é deliciosa, incrivelmente fácil de preparar, bastando para tal abrir a porta do frigorífico - está lá tudo!

Precisamos de fruta variada, 2 ou 3 bolachinhas e sorvete - que, como é sabido, não contem gorduras, limitando-se à fruta e ao açúcar. 


Importante, importantíssima é a cor.
Por isso utilizei bananas, kiwis e cerejas.

Os sorvetes são de limão e framboesa, mas, tendo outros sabores, resulta, igualmente, perfeito.


Gosto de ter uma reserva de sabores e, quando apetece,
 para satisfazer a gula, uma bolinha basta.
 As bolachas podem (devem) ser evitadas, a não ser que se seja mesmo guloso(a).

No caso, recorri a estas, aparentemente inocentes.

Comecemos a preparação daquilo a que repetidamente chamamos sobremesa light - pois, o auto-convencimento é fundamental, como se sabe.
 Se nos convencermos que é light, que não engorda, que a montanha vem a Maomé ... enfim, o espírito dominará a matéria.

Colocamos, uma bolinha de sorvete de limão no fundo da taça.
Polvilhamos com bolacha grosseiramente desfeita, que conferirá ao conjunto uma crocância irresistível.

Passemos à fruta - saudável e honestamente inocente:


Uma banana e um kiwi cortado às rodelas ...

... e mais sorvete.


No caso, insisti , a pedido, no de limão, mas qualquer sabor funciona lindamente.

Enfeita-se com cerejas e 1 bolachinha - insisto que é apenas 1, ou o título Sobremesa Light deixará de fazer sentido e nós, os pecadores, ficaremos carregados de culpa e profunda vergonha!
Avisei!

Beijo
Nina

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Ponto de Ziguezagues Curvos


De todas as artes feitas com e a partir de fios, a que mais me agrada é, de longe, o tricô, que, sendo embora a minha favorita, é também a que maiores dúvidas e desafios me coloca.
O tricô é um mundo imenso, um universo ilimitado.

Já aprendi, porém,  à minha própria custa, que tudo se aprende, desde que se queira aprender - e assim tem sido.

Infelizmente, com a chegada do tempo quente, as lãs são forçosamente postas de lado, porque incompatíveis com o calor, o que é uma enorme pena.

Porém, numa ida recente à minha fornecedora , descobri uma forma de contornar o problema:
- Um fio lindo e irresistível adequado ao tricô -  fininho, ligeiramente mesclado, 95% acrílico e 5% viscose, com um distinto aspeto de algodão.
A marca é Klass e aconselha-se a utilização de agulhas grossinhas, variando entre o 5.5 e o 6.
O resultado é um trabalho fofo, com malha bastante aberta, muito apropriado para a estação.



Comprei o fio, numa cor de areia deliciosa.
São vários novelos para dele fazer surgir uma camisola / blusa / túnica - a ver vamos, de acordo com o meu humor e o  evoluir da situação.


E assim vai crescendo ...
Para combinar com branco, uma combinação sempre feliz.

O PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVO em todo o seu esplendor!

Não hesitei, portanto,  quanto ao ponto a aplicar - PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVOS!

A minha primeira experiência com este ponto quase é histórica. Ocorreu, quando em 2011, no início do blog, decidi tricotar um vestido de lã.
Então,  muito a  medo, reproduzi uma amostra,  concluindo que o PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVOS é absolutamente acessível sendo o resultado  fantástico.

O PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVOS compõe, neste caso,  a saia!


AQUI encontrarão informações detalhadas de como tricotar o ponto dos ziguezagues curvos,  sendo que, depois de repetidas as primeiras carreiras, o esquema passa a fazer sentido lógico não precisando de ser consultado.


Gostei tanto do resultado, que tratei de repetir o ponto dos ziguezagues curvos, nesta camisola/blusa de meia estação, que se encontra AQUI! num  fantástico look safari.


De novo, utilizando um fio leve que simula o algodão.

O ponto dos ziguezagues curvos foi utilizado no início, como se de um canelado se tratasse.

A parte superior é lisa, com um jogo de mates e laças.

O ponto de ziguezagues curvos presta-se particularmente bem para situações que não exijam mates (como, infelizmente, é o caso das cavas e do decote).


No trabalho atual que será, como já disse,  blusa / camisola / túnica, irei optar por não desenhar cavas, deixando que o ombro fique descaído.
Do mesmo modo,  o decote será "de barco".
Dessa forma, escapo ao constrangimento dos "mates" que podem não bater certo.

Possuo muita documentação escrita - livros e revistas - para além da própria NET que fornece pistas e informações preciosas e, pretendendo não só evoluir, mas  gostando também do desafio, atrevo-me por novos caminhos.
Porém, no caso do PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVOS, a paixão é tão forte que não me importo de repetir uma e outra vez.

Prova disso encontra-se,aqui, conforme o que as imagens documentam.

Beijo
Nina









quarta-feira, 13 de maio de 2015

Tralha ...

Tenho muita, muita tralha!
Cansa-me a falta de espaço, cansa-me o atafulhamento, cansa-me, cansa-me muito.
Porém, destralhar é igualmente cansativo.
Destralhar por atacado é tarefa diabólica.
Tenho, no entanto, a noção clara e indesmentível que o destralhamento é saudável.
Tenho igualmente presente que não quero arruinar o meu dia com tarefa tão mortificante.
Decidi!
Pensei!
Descobri!
Será assim:
- 5, 10, quando muito, 15 minutos por dia. Não mais!
Sem disciplina rígida que não tenho feitio para sofrer.
A disciplin,. a haver, será determinada pelo meu humor.

Por onde começar?
- Por onde me apetecer!

Por exemplo, hoje, enquanto, depois de almoçar, metia a louça na máquina, reparei que, sobre o balcão da cozinha, num recipiente próprio, jaziam - como se de mortos se tratassem ... - jaziam, dizia, um conjunto de acessórios que, otimista, num dia remoto,  comprei, achando que me seriam imprescindíveis nos cozinhados!
Não são, não foram e seguramente nunca serão.
Meti-os num saco.
Fechei o saco.
Olhei a bancada livre de tralha.
Demorei menos de 5 minutos.
Foi a minha ação destralhadora diária.
Suspirei de alívio.
Sorri de felicidade.
Não doeu nada.
Aconselho!

Beijo
Nina

terça-feira, 12 de maio de 2015

O patinho feio!


Quem não ouviu, em criança, a história do patinho feio, o mais feiinho de todos os irmãos, o mais desdenhado, o menos querido? Quem?

Afinal, o patinho feio cresceu e revelou ser um belíssimo cisne!
Moral da história ... há que ser comedido nas avaliações!

Quando, uns dias atrás, mostrei o início de uma almofada resultante de sobras de fio, acreditei piamente que a coisa não resultaria, porque, " o que nasce torto ..." - preconceituosa, eu!



Mas lá que era pouco ou nada promissora, a tarefa era!

Pois enganei-me!
Redondamente!



E, uma vez mais, o patinho feio, superou-se!

Deu origem a este monte de flores coloridas que alegrarão qualquer canto, qualquer sofá, qualquer cama, por mais soturnos e tristonhos que sejam, porque, às vezes um nada basta para iluminar o ambiente.


A toda a volta, uma carreira em azul turquesa,em ponto baixo,  e, a seguir, umas conchinhas em verde limão - uma das minhas combinações cromáticas favoritas.
 Depois, a costura.

Aplicando o método do "envelope", uma maravilha que dispensa fecho ou botões, cortei o tecido de modo a criar uma almofada que, no tampo, receberia as florzinhas de 1000 cores.

Depois, foi só alfinetar e coser todo o perímetro.

Estava pronta.

"Recheei-a"  devidamente e instalei-a num sofá branco ...

... fazendo companhia a uma irmãzinha mais velha, também ela muito colorida.
 Depois foi um tal inventar de situações:


Com a manta de corações como pano de fundo, assim mesmo, pousada e não milimetricamente arrumada, que as casas e os espaços querem-se vivos e vividos, com o desalinho próprio de quem neles se movimenta.

O tecido, todo ele salpicado por corações e pintinhas, funcionou muito bem neste casamento, onde não queria sobriedade, mas divertimento.

Se ainda não sabem confecionar almofadas de "envelope", há que aprender.
 A dificuldade é de grau zero e o efeito fantástico.

Aqui, vê-se muito bem a dobrinha do "envelope" que envolve completamente o enchimento / recheio / miolo ... seja lá como for que se designe!
 E pronto, está pronta!

Só  mais esta pose, de perto, e esta ...

... de longe  ...

... e a última que me deslumbra.

Confesso que ainda não parei de admirar o conjunto.
Sempre que consigo um resultado satisfatório, fico assim, criança deslumbrada.

E vocês?
Não gostam de lamber a cria, uma e outra vez?

Beijo
Nina

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Farwest

É que tenho mesmo queda para o farwest!
Índia ou cowboy, tanto dá!


Esta bolsa, por exemplo, poderia muito bem ser usada por um qualquer caçador de bisontes nas imensas pradarias americanas.
Franjas não lhe faltam!
 Ok! Eu sei que é tendência deste ano! Eu sei!
Acontece que não é de agora e sempre me deixei arrebatar por franjas.
Que o diga esta bolsa que guardo há muitos anos.
Comecei a usá-la agora, porque, consegui que um santo de um sapateiro milagreiro  que eu conheço, lhe colocasse um fecho. Não tinha! Provavelmente porque no farwest não existiam carteiristas!
Agora, devidamente fechada, passeia assim no meu ombro.

Depois, saindo para jantar, exibi ... mais franjas!
Se calhar é amor a mais por franjas!

Agora neste casaco de couro bege!
 Como o tempo melhorou e a temperatura subiu, arrisquei cores pastel - no caso, branco e bege - e lá fui ... cavalgando!

Franjas, franjinhas, everywhere!
 Prometo! Não compro mais franjas!

Quanto a estas, uso, volto a usar e a abusar.

 Portanto, se na rua, se cruzarem com um ser drapejado de franjas ...


Não tem dúvida!
Sem medo, sem hesitação, dirijam-se à índia apache.
Sou eu!
Beijo
Nina