terça-feira, 26 de maio de 2015

Socorro!

Sem internet, penando, esperando, desesperando!
Só amanhã, prometeram!
O que é que eu faço? O quê? Prisioneira da falta de rede!
Cheira-me a dependência!
Assumo! Sou dependente!
Até amanhã ... Se a ZON quiser!

Beijo
Nina

domingo, 24 de maio de 2015

Moda

 
Fomos abençoados com um domingo de sol radioso e quase sem vento, convidando a longos passeios, a pé.
Foi o que fiz na margem esquerda do meu rio Douro, partindo do cais de embarque e seguindo até à Afurada. Depois, o mesmo percurso em sentido inverso.
 5Km de puro prazer.
 
A seguir ao  almoço tranquilo  (e delicioso), em casa,seguiu-se uma preguiça tão intensa, tão boa, que a vista do sofá se tornou quase irresistível.
Quase, disse eu, que não cedi à tentação e me obriguei a agir, a produzir.
Andando numa onda de reorganização, por aí fiquei e daí surgiu o tema "MODA" para quem como eu - repito, uma vez mais! - não percebe nada do assunto, desatualizadíssima, movida apenas pelo gosto pessoal.
 
Tenho despachado, destralhado, com grande vigor e maior entusiasmo.
Há, porém itens sagrados, intocáveis, peças de que jamais me separarei, seja porque foram muito caros, seja porque os meus laços afetivos com eles são incontornáveis.
 
No caso, como agir, para que a mim não se cole um ar demasiado retro, demasiado conservador, demasiado antigo?
 
À minha custa aprendi que o problema se soluciona com toques modernos que - e aí é que reside a vantagem ... - não precisam nem devem ser caros, porque, sendo modernos hoje, estarão ultrapassados amanhã.
 
A propósito, mostro alguns exemplos:
 
 
Carteiras, bolsas, malas - chame-se-lhes o que se chamar - são um bom investimento, se de qualidade.
Esta, em bege com apontamentos em azul bebé, foi comprada há muitos anos, foi muito cara e foi uma excelente compra.
O modelo é intemporal - uma Kelly - e o material de primeiríssima qualidade.
Nem me passa pela cabeça despachá-la, mas, para aliviar o ar muito clássico, combino-a com jeans ou com outras peças tendência.
O lenço que surge em primeiro plano, é uma beleza e acompanha camisas ou t-shirts brancas promovendo-as a um grau superior.

Este casaco é parte de um fato de que jamais me separarei.
Em azul acinzentado, combina muito bem com a Kelly e o lenço.



Com um top e jeans, compõe um conjunto agradável.

As calças que completam o fato são vestidas separadamente, combinadas com peças ligeiras,.
No caso, prefiro evitar o conjunto completo que, se vestido, confere um ar cerimonioso, de quem vai a um casamento.


Este blazer de linho é também um dos meus queridos, sempre atual e versátil.

Ao contrário do que atrás mostrei, comprei uma bolsa engraçada ( e barata) que funciona como alavanca para conjuntos mais passados.


Falo desta!
Num lindo rosa, jogando com o lenço nos mesmos tons.
Irá acompanhar este casaco - parte de um fato com calças.

Foi caro e continua , felizmente, atual.


A qualidade e a marca pagam-se e por isso se transforma em investimento a rentabilizar.

Tal como com o fato azul, este rosa acompanha-me também há anos e, sendo absolutamente sincera, não me parece que vá fazer parte do destralhamento, nunca!

Uma das minhas ferramentas preferidas, ingrediente de atualidade, são os lenços


Tenho muitos, em todas as cores ...


... Bem como as écharpes!
Estes acessórios, de vez em quando são reciclados - lá está:
- Investindo pouco dinheiro de modo a repaginar tudo o que não é passível de doar.

Tenho uma amiga que costura incessantemente lenços e echarpes, com resultados fantásticos.
Ainda não me dispus a tal aventura que, à partida, me parece ser de uma simplicidade absoluta.
Um dia destes, começo!
É que lenços e echarpes ficam sempre bem, de Verão ou de Inverno, valorizando sempre, mas sempre, o conjunto.

Diz quem não percebe nada de moda!

Beijo
Nina

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Jeans, bainhas e coisas assim...

Tenho muito boa relação com os jeans e possuo-os de todas as formas e feitios:
 
- Semibaggy, com a cintura no lugar e perna ligeiramente afunilada;
- Boyfriend, o jeans bem folgado;
- Cargo, amplos, com muitos bolsos na lateral da perna;
-Boca de sino, com pernas ajustadas e bainha bastante ampla;
- Capri, termina logo abaixo do joelho, bem justos;
- Alfaiataria, que são jeans com corte clássico, bolsos e pregas;
- Skinny, com elasticidade, vestem - como o nome indica - como uma segunda pele.
 
Os meus preferidos, são os que têm a cintura no lugar, podendo ser "semibaggy", "boca de sino" ou "skinny".
 
Descobri uma marca que me assenta como uma luva, mas não digo o nome - oh! que pena! - porque não merece publicidade gratuita!
 
Normalmente, quando os compro, vêm com a bainha cosida na altura certa e não tenho que me preocupar com arranjos.
Acontece, porém, que alguns, mais antigos que vestia com saltos altos, agora, que privilegio mais o conforto, vestem mesmo mal, porque, demasiado compridos, fazem umas dobras horrorosas no tornozelo.
 
Isto parece não incomodar muitas mulheres que, alegremente, usam as calças "enfoladas" junto ao sapato, pensando, se calhar, que ainda vão crescer ...
 


          
Com calças justas, para mim, está é a altura perfeita.
As calças terminam direitinhas, sem foles.



É assim que eu gosto e é assim que uso.
 
Pelo contrário, se as calças são "boca de sino", então aí, o caso muda figura e o sapato tem obrigatoriamente que ficar tapado. Chego a deixar que as extremidades toquem ligeiramente o solo.
São estes os meus princípios básicos, dos quais não abro mão.

Tendo, como disse, alguns jeans programados apenas para saltos altos, eu própria lhes trato da saúde porque não me apetece dar 5€ na costureira do shopping - sou um nadinha forreta!


Começo por marcar com alfinetes a quantidade de tecido a dobrar.
Depois, com giz de alfaiate traço a linha que vou seguir para cortar.



E corto, sem medo.

A mesma quantidade de tecido nas duas pernas,
A seguir recorro à minha Singer inglesa - I love you, my precious! - que cose que é uma beleza, ao contrário de outra que já tive. Essa infeliz partia as agulhas quando o assunto era jeans. Adiante ...


Na orla do tecido cortado, um zig-zag fininho ...
E depois ...
É dobrar pela marca e alfinetar muito bem.

Vamos, agora, por a Singer à prova ...


Retira-se parte da "mesa" ...

... assim ...

... para que a perna da calça caiba e encaixe ..

E pronto!
Bainha cosida sem problema.

Na operação terei gasto 20 minutos, não mais.
Calças prontas, com a altura desejada.

Sem que o pesponto me envergonhe.
Sei que existem técnicas que preservam a bainha original.
Sei, mas não me apeteceu ir por aí!
Assim está ótimo e se melhorar ainda estraga.

Satisfaçam a minha curiosidade:
- Fazem ou mandam fazer as bainhas?
Eu prefiro guardar os meus 5€.

Beijo
Nina


 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Arroz

 
O arroz é um alimento carregado de simbolismo.
 Para muitos povos representa a abundância.
Para outros a felicidade e a fertilidade e daí a chuva de arroz nos casamentos.
 
 
Simbolismo à parte, gosto muito de arroz, simples, com verduras, com peixe, marisco, carne ou aves. Também do Arroz doce, mas menos, que não sou  dada a grandes  doçuras.
 
Temos pois que esta que agora escreve é arrozeira!
 
E de tanto gostar de arroz, fui aprimorando e diversificando as minhas escolhas.
Longe vai o tempo em que me circunscrevia aos triviais :
 
 
Arroz agulha, de grão longo,  indicado para arrozes "secos" e soltos,
e
 
 
... o arroz carolino, com resultado final mais cremoso, indispensável na preparação do arroz caldoso, vulgarmente conhecido por "arroz malandro", de tomate, feijão, grelos, de marisco - enfim, de uma enorme variedade de pratos em que o arroz "nada" em calda perfumada.
Com a mesma variedade se prepara o Arroz Doce.
 
 
Curiosa ( e estudiosa) de arrozes, sempre me detive, enlevada, na respetiva secção, no supermercado, percorrendo prateleiras com atenção e interesse, trazendo ora uma marca, ora outra, a fim de apurar o critério de escolha.
 
Assim cheguei às variedades que, pouco a pouco, inundaram o mercado.
Delas destaco:
 
 
O Basmati!
Maravilhoso, com um sabor único, um fundo em que se misturam sugestões do oriente.
Muito bom cozinhado a solo, frito numa cama de cebola picada, como acompanhamento.
 Nunca cola, nunca pega, nunca deixa mal a cozinheira e combina bem com tudo.
 
 
O mesmo a dizer deste - o arroz de jasmim.
Com um ténue perfume, acompanha maravilhosamente  os ardores dos pratos de caril!
 

  
Finalmente, o arroz selvagem!
Magnífico e exótico, casa na perfeição com grelhados.
É o meu eleito para acompanhar salmão!
 

Estes chegaram hoje e, numa perspetiva gourmet,  serão, um a um, testados.
 
Hoje, para o jantar, teremos arroz de jasmim acompanhando caril e, como sugestão para as cozinheiras indecisas, deixo 
AQUI, um fantástico arroz de cenoura e alho francês e AQUI um irresistível arroz de tomate, qualquer deles uma deliciosa possibilidade ( ou não fosse eu apaixonada por arroz!)

Beijo
Nina



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Otimizando a otimização!


Cheguei, agorinha mesmo, à conclusão que é possível otimizar a própria otimização!
Se não, vejamos:

Referi ontem que, enquanto arrumava a cozinha, depois de almoço, poderia muito bem preparar o jantar, dando assim por finalizadas as hostilidades no que à culinária diz respeito.
 Acrescento que a experiência de ontem foi um absoluto sucesso e que não quero outra estratégia.

Hoje, pronta para repetir o esquema, reparei que as minhas unhas reclamavam atenção.
Que fiz?
- Preparei o jantar de hoje, o almoço de amanhã, o jantar de amanhã e, com um pouco de sorte, o almoço para depois de amanhã!
Nesta operação "matei" , portanto, vários coelhos.

- Entretanto, enquanto no fogão as panelas fervilhavam, tratei das unhas;

- Enquanto as unhas secam, escrevo este post!

Com esta articulação, para além de outras vantagens, garanto que as unhas secarão sem que eu, numa pressa, as estrague!
(confesso - é o meu forte!)

Sou ou não sou mesmo muito boa nestas operações encadeadas?

É que bem vistas as coisas, isto é coisa de mulher, esta capacidade de gestão em várias frentes.
 Aposto que um homem faria o mesmo, apenas e se tivesse cinco pares de braços (e, pelo menos, três cérebros ...)

Quanto à comidinha, cozinhei frango com caril que dará, à vontade, para duas refeições e uma razoável quantidade de picado que combinarei com massas , puré de batata ou arroz.

Quando cozinhava o caril, reparei que não tinha leite de coco, um ingrediente imprescindível, ou pelo menos, um ingrediente que valoriza imenso esta preparação.
Lembrei-me de improvisar, fervendo uma quantidade de leite com uma colher de sopa de coco ralado. 
Funcionou lindamente, havendo apenas que coar a mistura, antes de a juntar ao frango.


Esta é a imagem do leite já fervido com o coco.

Quando o frango se encontra no ponto de cozedura, é só regá-lo com o leite coado.

A  quantidade a usar depende do gosto.
 Pessoalmente, gosto de triturar o molho antes de servir e despejá-lo então sobre o frango.
Já provei e garanto que resultou plenamente. Servirei com arroz jasmim e chutney de abacaxi- assim mesmo, chique e requintado, sem o mais pequeno esforço.

O picado é convencional, sendo que, gosto de temperar com alecrim e basílico.

Engrossei o molho resultante de uma boa porção de vinho tinto, com uma colher de sobremesa de Maizena diluída em leite.

Temos, portanto:
- Várias refeições cozinhadas;
- Unhas impecáveis;
-Post redigido;
- Comentários lidos e respondidos;
- Mail verificado;

A otimização da otimização parece possuir a dinâmica dos corpos em movimento uniformemente acelerado!
Quanto mais se pratica, mais se automatiza!
Uma beleza!

Beijo
Nina

terça-feira, 19 de maio de 2015

Otimização



Quando falamos de otimização o conceito aplica-se à vida em geral, pois é sempre possível melhorá-la nos diversos, nos infinitos aspetos que a compõem.
 Reconheço, contudo, que a palavra aparece, atualmente, conectada com o  tempo - que é dinheiro!

Sem grandes preocupações, sem a pretensão de querer "descobrir a pólvora", vou-me dando conta, no meu dia-a-dia, que é possível simplificar, rentabilizar - numa palavra - otimizar o precioso tempo.

Hoje, por exemplo, almoço comido, hora de arrumar a cozinha, detive-me pensando que , mais tarde, iria desarrumar novamente, repetindo as tarefas.
Porque não adiantar o jantar?
Deste modo, a única obrigação será ... jantar!

Congelada tinha uma embalagem de bacalhau ( que não havia maneira de utilizar ...). 
Cozi-a, o que demorou escassos minutos e, enquanto arrefecia, fritei 2 cebolas às rodelas, 1/2 pimento vermelho às tiras e 2 dentes de alho - muito devagarinho, para não queimar.



Aconselho vivamente a só introduzir os alhos no final da operação, uma vez que eles, sendo deliciosos, têm o péssimo hábito de esturricarem, arruinando o sabor do prato.

Entretanto, reduzi o bacalhau a lascas, sem peles nem espinhas e cozi meia dúzia de camarões, aproveitando a água da fervura,

Da horta, trouxe um molho de salsa de cujo sabor muito gosto.

Mexendo de vez em quando a cebola ...

... introduzi o bacalhau, a salsa e o líquido em que foram cozidos os camarões.

Para ficar perfeito, convem coar esse líquido ...



... o que não representa qualquer dificuldade e não há experiência pior do que engolir bigodes e barbas de camarão.

Tapa-se o tacho e deixa-se que ferva muito lentamente cerca de 10 minutos.
À parte, dissolve-se 1 colher de sopa de Maizena num pouco de leite frio.
Junta-se ao bacalhau até que ferva.
Retificam-se os temperos, acrescentando o sumo de meio limão.



Enfeita-se a superfície com os camarões descascados e serve-se com puré de batata ou arroz branco.


Com sorte, ainda sobra para o almoço de amanhã!
(Que esperta!)

Entretanto - e porque já há muito não o fazia - preparei este BOLO de COCO ENCHARCADO, cuja receita veio do blog da Carina que pode ser encontrado AQUI!


O aspeto e o cheirinho são tentadores ...
Ainda não provei, mas para mostrar o aspeto interior ...


Aqui fica a amostra.

Resumindo - para não perder de vista o objetivo deste post - tenho a certeza de que é possível simplificar as tarefas na cozinha, local onde o tempo é verdadeiramente devorado.
Agora, por exemplo, são 18 H 25M.
Se não tivesse preparado ou, pelo menos, adiantado o jantar, estaria neste momento mergulhada em segunda sessão culinária. Assim, não! O que havia para desarrumar e para sujar, foi limpo de uma só vez.
Por mim, tenho a certeza que nunca mais enfrentarei duas doses diárias de cozinhados.
Além disso, há que valorizar os préstimos do moderno equipamento de que se dispõe - arroz aquecido é igual a arroz fresco ( com as excepções do risoto e do arroz caldoso); preparando doses em duplicado, é sempre possível congelar, o que equivale a poupar tempo e dinheiro!
(Continuo a achar-me muito esperta!)

Meninas(os) que me lêem:
- Partilhem comigo os vossos truques!
Sou toda ouvidos, muito grata!

Beijo
Nina
















segunda-feira, 18 de maio de 2015

Multitask


Multitask é a designação moderna da ancestral capacidade de, nós mulheres, executarmos 1000 tarefas, sendo que algumas são realizadas ao mesmo tempo.

Dias há em que essa competência me pesa mais e sinto-me cansada.
Hoje é um desses dias.

Parando para pensar, rebobinando as tarefas concluídas, compreendo que o cansaço não se instalou por acaso.

Comecei o dia de lista em punho e, agora, 18:00H, concluo que cumpri todos os objetivos.

Mereço, portanto sofá e descanso, ali, frente à TV, assistindo a alguns episódios da série HOUSE OF CARDS ... enquanto tricoto!
É escusado pensar que poderia, apenas, deixar-me ficar ali, olhando o ecrã! Acho que adormeceria!
Tricotar é relaxante, é terapêutico, desafia a atenção e é maravilhosamente gratificante.

A camisola / blusa / túnica - o que quer que venha a ser - em PONTO DE ZIGUEZAGUE CURVO
tem a frente (ou as costas) concluída e já iniciei a parte que completa esta.
Também já concluiu que o fio não chega e amanhã comprarei o restante - e se calhar mais algum, que entrando naquela loja de tentações, tudo pode acontecer. 

Rematei com duas carreiras em liga, mas só depois de alinhavar as duas partes, poderei concluir se este remate funciona ou não.
Repito - apesar do aspeto elaborado, este ponto tricota-se com a maior das facilidades.


Ainda gostava de saber se iniciaram um tricô para as noites frescas de Verão.
(Alguém aceitou o desfio? Quem?)
É que o tricô veste sempre muito bem dando um ar elegante e descontraído, como se pretende.

Entretanto, fechei as atividades culinárias, com sopa de feijão verde, jardineira, arroz de tomate e massa para uns bolinhos de arroz, o que equivale a dizer que, amanhã, a minha cozinha será um verdadeiro deserto, com pouquíssima atividade.

Quando o fogão funciona durante a tarde, significa que termos dias de descanso gastronómico.

Vou, pois, para o sofá, que o tricô espera-me!

Beijo
Nina