sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Uma bela chávena de chá e uma fatia de bolo!


Há bolos perfeitos!
São o equivalente, na culinária, ao LBD - little black dress - o eterno "Vestidinho Preto", de quem se diz, justamente, que "com um simples vestido preto, eu nunca me comprometo".
Pessoalmente gosto muito de preto, seja o preto total, seja combinado com branco ou outras cores. Preto, como cor, é perfeito. E para viagem, quando se pretende reduzir a bagagem, funciona maravilhosamente, mesmo no Verão!
Sou, portanto, fã do preto, quer seja vestido, quer não!
Hoje, dia de chuva torrencial, vesti-me de ... preto, é claro.
Saia "pencil" preta, pelo joelho, blusa de seda azul com pintinhas pretas, botins pretos e anorak da mesma cor. Senti-me bem e podia ter recorrido à selfie para documentar, mas agora é tarde. Em casa, privilegio o conforto e já desmontei o boneco.
Fui para a cozinha com vontade de bolo!
Finalmente, depois de tanto rodeio, chego ao título deste post.

( Por favor, não esquecer que "o meu pensamento viaja" - posso e devo divagar!)

Na culinária, tenho uma lista de bolos perfeitos, daqueles que sempre saem bem, como é o caso do Bolo de iogurte!
O eleito!
Por quê?
Porque, antes de partir, congelei 4 iogurtes cujo prazo de validade seria ultrapassado - e aqui fica a dica:
-Congelem, congelem tudo desde que dentro do prazo de validade.
É gratificante, politicamente correto, sensato, exemplo de boa gestão, não desperdiçar alimentos.
O frio é um recurso excelente e a ele recorro permanentemente. 
Na arca e no congelador agora cheios, aguardam sobras do natal - perú, bacalhau, bolo rei, rabanadas, legumes, etc.
Tudo será consumido!
Não ao desperdício!

Preparei, portanto, este bolinho...


Com 4 ovos, 3 medidas de açúcar (usando o copinho do iogurte), 1 iogurte, 1 medida de óleo, 3 medidas de farinha, 1 colher de chá de fermento, raspa da casca de 1 limão e uvas passas - também elas sobras dos festejos.

Juntam-se os ingredientes pela ordem atrás citada, batendo bem entre cada adição. 

Coze em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha, em forno previamente aquecido a 180 graus, durante 40 minutos.
Desenforma-se ainda quente testando a cozedura com um palito.

Está ali, sobre a mesa, esperando arrefecer.
Cheira lindamente, é bonito, é perfeito, é um LBD!

Beijo
Nina

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

À descoberta ...


 Frequentemente, é por puro acaso, que se descobrem verdadeiros tesouros, daqueles capazes de provocar "OHS!" de espanto.
A condição indispensável para que tal ocorra é viajar sem horário, sem metas rígidas pré-definidas, o que apenas se consegue viajando de carro.

É claro que, antecipadamente, traço um plano, informo-me nos sites turísticos sobre o que merece ser visitado, procuro hotéis, calculo distâncias e, forçosamente, consulto as previsões meteorológicas.

Nas últimas férias, deliniei um plano que incidia sobre a Bretanha e incluia uma incursão à Alemanha, a uma pequena cidade fronteiriça - visitar a Alemanha é para mim um prazer imenso, sempre novo, sempre gratificante!
Precisaria de 12 dias.

Tinha assim um plano genéricamente elaborado.
Só que ...
Ao entrar em França, pernoitando em Biarritz, constatei que o tempo estava feio, para norte, ameaçando piorar, principalmente no litoral oeste, zona onde pretendia passar alguns dias.

Portanto ...
Toca a mudar tudo!

Opto sempre pela reserva de hotel que permite cancelar ou mudar datas até ao dia da chegada. É um pouco mais caro, mas compensa, pois de outro modo fica-se refém das marcações.

Tratei, pois, de cancelar, não um, mas todos os hotéis, iniciando um processo de navegação à vista, isto é, todas as manhãs se decidia a progressão da viagem de acordo com o tempo.

Não ocorreu nenhum problema e a disponibilidade dos hotéis escolhidos foi total.

Digamos que foi uma feliz decisão, com liberdade total de movimentos.

Foi assim que, uma manhã, numa qualquer estrada francesa, avistei uma placa indicando uma povoação com interesse turístico e assim cheguei ao ...




 ... que, embora fechado, se deixava contemplar do exterior ...


Assim, magnífico, imponente, no meio de um lago!

O desvio mostrou-se, portanto, absolutamente compensador!

Seguindo pela mesma estrada secundária, chegámos a ...


Este local encantado ...
 Atravessado pelo rio La Vilaine, ostenta recantos, bacias, rias, cais e ancaradouros de uma beleza incrível, sugerindo a dos Fjordes da Noruega.


Acho que este e outros paraísos, apenas são acessíveis aos franceses ...


.. sendo vedados a essa praga que se chama turismo em massa.


Orgulhosamente, proclama-se a história local.

... de La Roche Bernard.

Na atualidade foi construida uma elegante ponte que, na cota mais elevada, liga as duas margens do rio.
Foi dessa ponte que registei esta foto.

Tive uma sorte incrível.
Descobrir este local é/ foi, quase como espreitar o paraíso!
À descoberta, portanto, sempre!

Beijo
Nina





quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Home!


Em casa!
E como é bom voltar!

Nem o frio, nem a chuva beliscam o prazer de retornar ao ninho.

Ninho que, diga-se em abono da verdade, se encontra bastante desorganizado.
Prometi, porém, a mim mesma que tudo tem o seu tempo e que hoje é tempo de assumida desorganização.
Foram apenas 10 dias de ausência e pouquíssima roupa usada- que com o frio do norte, o sistema adotado foi o da cebola, isto é, peça sobre peça.
A propósito reafirmo que este é o melhor método para combater o frio.
É que, lá pelo norte, de clima implacável, os espaços interiores encontram-se super aquecido, sofrendo-se um horror de sauna, se não for possível "descascar" camadas à cebola em que se transforma a nossa enregelada pessoa.

Há anos - recordo - passei o reveillon em S. Petersburgo, na Rússia.
Foi lindo!
Maravilhoso, num cenário encantado de palácios herança dos czares, cobertos de neve.

Foi, na mesma medida, um suplício!

Protegida por camisolas de lã grossíssimas, sofri horrores, suei em bica, dentro de edíficios hiper aquecidos.
Aprendi a lição:
- Agora, visto t-shirt, uma blusa ou casaco de malha fina e, por fim, um agasalho digno desse nome.
É a resposta ideal em termos de vestimenta.

Este ano, para culminar o sucesso, comprei um anorak com carapuço, preto, impermeável, recheado com penas - uma maravilha, arma infalível para o frio e para a chuva, leve e prático.

Descobri ainda que nestas situações devemos abolir malas ou carteiras, um incómodo, um peso arrasador que derruba o mais forte.
Para as substituir, usei uma bolsa em lona, a tiracolo,  com muitos bolsos e muitos fechos, onde cabiam o telefone, os cartões de crédito, os óculos, algum dinheiro, um batom e pouco mais. 

Foi, portanto, a logística perfeita - associada a botas altas, sem tacão - detalhe importantíssimo para quem pretende enfrentar quilómetros, frio e chuva.


Regressando ao aqui e agora, iniciei calmamente a reorganização, lavando e arrumando roupa.

Reassumi também as rotinas e hoje já tivemos almoço em casa - a dizer a verdade estava farta de comida de restaurante.

O congelador, repleto de mantimentos, começou a ser esvaziado.

Já preparei uma sopa de legumes, com enorme percentagem de abóbora que procuro ter congelada e pronta a utilizar - é uma dica que ainda desenvolverei aqui.

Depois, para prato principal, a simplicidade de um empadão de carne: 



Estava muito bom!

Congelada, tinha uma embalagem de carne de porco picada.
Descongelou durante a noite.
Hoje, ao meio-dia, quando cheguei a casa, preparei o picado, refogando cebola, alho, concentrado de tomata e a carne, que, depois de frita, semi cobri com vinho branco, temperando com sal, pimenta, louro e noz moscada.
Deixei que cozesse meia hora e engrossei o molho com 1 colher de sobremesa de Maizena e um pouco de leite.
Preparei o puré de batata e montei o empadão:
- Uma camada de puré, uma camada de picado, terminando com uma de puré.
Polvilhei com queijo ralado e foi ao forno a gratinar.

Para sobremesa, bolo-rei (congelado) e fruta.

Foi um almoço agradável e que, para melhorar, sobrou para o jantar, pelo que - excelente notícia - por hoje, encerrei as hostilidades na cozinha.

Beijo
Nina

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Saindo de Andorra

Conforme o previsto, esta manhã saí de Andorra.

Uma tarde, ou uma manhã é tempo mais que suficiente para circular na parte comercial e aí fazer as compras. Pelo menos para mim que conheço muito bem o local e quais as lojas que me interessam, esse tempo basta.

Se vale a pena aí fazer compras?
- Vale! Quanto mais não seja porque a taxa de IVA não existe.
Além disso, a oferta de grandes marcas, que, durante a época dos saldos, atinge valores baixíssimos, é, só por si um argumento de peso.
Encontramos algumas marcas - concretamente a Zara e afins - mas, na minha opinião, são as que menos compensam já que o preço é bastante aproximado ao que se pratica em Portugal.
Se falarmos, porém, em GRANDES marcas - Dior e equivalente - então sim. 
Já adquiri peças para a vida a preços inacreditáveis.

Sempre, mas sempre, compensa a perfumaria e cosmética, com reduções incríveis.

Como quase todos os anos passo por Andorra, lá me abasteço nesse departamento.

Se encontro malas ou carteiras de elevada qualidade a bom preço, invisto sem hesitar, nem que compre apenas uma peça por ano.

É certo que Andorra já foi bem melhor, neste capítulo, mas, a partir de certa altura, ocorreu a invasão ( literalmente falando) dos russos que compram/ compravam tudo a qualquer preço, o que, inevitavelmente, provocou inflação.
Ouvi dizer que viajavam de avião até Toulouse e daí partiam e invadiam Andorra.

1200 Km a separam do Porto.
Às vezes fazemos a viagem numa só etapa, outras não. Paramos em Zaragoza, partindo na manhã seguinte.

Esta foi a opção hoje tomada.


É que, no alto da montanha, no hotelzinho onde pernoitámos, a vista era esta.

De carro, subimos para além dos 2000 metros...

... fotografámos ...

... e a manhã avançou!

Seria meio dia quando iniciámos a descida ...

... permanentemente interrompida ...

... para mais ...

... e mais fotografias.

Pelas 13h00m, paragem para almoço o que levou a que às 16h00m, tivéssemos pela frente, 800 Km, missão verdadeiramente impossível.

Em Zaragoza, no hotel de sempre, descansamos, esperamos pelo jantar para amanhã seguirmos diretos a casa.

Aqui chove!
Chove muito!
Imensa sorte a nossa termos escapado à chuva lá no norte de França.

Beijo
Nina

domingo, 3 de janeiro de 2016

Terminando, começando ...


Estou a terminar estas mini férias e prestes a reassumir as rotinas do dia a dia.

Foi uma semana muito, muito boa, descobrindo detalhes e segredos em locais por onde repetidamente esvoacei. Foi tão bom que prevejo repetir, mais lá para a frente, no Verão.

É que a Bretanha é realmente uma região riquíssima em termos culturais, sociais e geográficos.

Na minha narrativa, fiquei-me por Nantes, mas tendo material disponível, pretendo continuar o relato.
É que vale mesmo muito a pena.

Nos meus regressos a casa cumpro um ritual - passo por Andorra.
Sabe-me muito bem...
Gosto de ir às mesmas lojas de sempre, de descobrir as previsíveis pechinchas, de me esgueirar entre a multidão de esquiadores que, ao fim da tarde, fechadas as pistas, descem à cidade.

Costumo escolher um hotel bem no centro.
Porém, desta vez foi impossível dada a enchente de turistas.
Em desespero de causa, reservei um desconhecido. Vim à aventura. E adorei. E estou a adorar!
Fica no alto da montanha, a 1500 metros de altitude, é uma espécie de hotel familiar, serve refeições, os funcionários são simpatiquíssimos, temos TV portuguesa e muito, muito silêncio.

Amanhã fotografo.
Amanhã mostro.
Amanhã partilho.

Beijo
Nina

sábado, 2 de janeiro de 2016

Castelo dos duques da Bretanha


Quando estive em Nantes, onde passei 2 dias, seguindo o risco verde de que falei AQUI!, cheguei ao incontornável Castelo dos Duques da Bretanha, situado mesmo no centro da cidade, muito perto da Catedral.
O edifício encontra-se em perfeito estado de conservação e, fazendo o circuito das muralhas, obtem-se uma excelente panorâmica da cidade.




Originariamente, ocupado pelos duques Francisco e Ana, era local de habitação devidamente protegido por muralhas e circundado por profundo fosso de água.
Todo o local é "legendado" ao longo do percurso ...
Compreender a forma como era vivido este espaço torna a visita extremamente interessante.

A dada altura, soube que mais de 500 servos trabalhavam no castelo - muito servo para poucos nobres - mas essa era a realidade de então - ou se tinha a sorte de nascer nobre ou então, quase mais valia a pena não ter nascido!

Gosto muito de ler romance histórico, porque, através dele, fácil é entender a evolução da humanidade que, estando muito, muito longe da perfeição, está, ainda assim, a anos luz da realidade medieval.

Com a minha sorte, concluo, que fui muito afortunada por ter nascido nos dias de hoje, caso contrário - aposto - lavaria as escadas do castelo dos duques da Bretanha.
Safa!
Do que me livrei!
(Um desabafo que vale o que vale! Sei lá eu quais os caprichos da natureza!)

O que sei - e isso garanto - é que ir a Nantes e não visitar o castelo é imperdoável!


Pensando bem, era muita janela para lavar, muita lareira para acender!
Se calhar os 500 servos eram mesmo necessários ...

Do alto das muralhas ...




Um espelho de água em amplo espaço verde ...

E, nas muralhas, os visitantes circulavam livre e gratuitamente, o que - já se sabe - torna o passeio muito mais agradável.


Um fosso, uma ponte, muralhas e portas indestrutíveis - que todo o cuidado era pouco ...

No relvado, um recente labirinto vegetal.
Não entrei. Não quis experimentar.
Detesto ratoeiras que é o que para mim são os labirintos!


No exterior, esta senhora:

Anne, ou Ana, a Duquesa da Bretanha, rainha de França!

Como atesta esta placa.

A avaliar pela estátua, uma linda mulher!
Morreu jovem, com 37 anos, longevidade de acordo com os padrões da época, de nada lhe valendo ter sido rainha!

Lá está, safei-me de lavar escadas e os 37 anos já lá vão ... e espero que muitos mais virão!
Antes plebeia!
Antes nascida no século XX!


Beijo
Nina





sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O mais hilariante


Do blog da minha amiga Carla Renata, que pode ser visto AQUI, transcrevo o mais delirante, mais engraçado, mais criativo texto, formulando votos de bom ano novo ... ou de qualquer outra coisa:




De cada vez que releio, rio, rio perdidamente!
Obrigada, Carlinha!
O mesmo para você!

Beijo
Nina