quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Em Burgos

 Saindo do Porto, chega-se a Burgos em menos de 5 horas, numa viagem tranquila, sem grande trânsito, onde, imperiosamente, há que respeitar o limite de 120Km/hora de velocidade - imperiosamente, repito - porque os polícias espanhóis não brincam em serviço, presentes, omnipresentes por onde quer que se circule e, um tudo nada sádicos, têm predileção especial em multar portugueses.
Este o primeiro aviso que deixo - e, acreditem, sei do que falo!

Portanto, tendo presente este aviso, o percurso é pacífico e, em Espanha, gratuito se se circular pela A52 .
Existem imensos locais para parar, repousar, comer e abastecer o depósito de gasolina.

Burgos, só por si, é um destino apetecível, uma cidade muito interessante, com uma catedral imponente que é Património da Humanidade.

Se o destino for diferente, mais longínquo, Burgos continua sendo o local para a pausa perfeita, para  aí pernoitar.
Dada a sua localização, visitei e fiquei aí inúmeras vezes.

Este ano. logo a seguir ao Natal, saímos para uma road trip de curta duração - tendo em conta a presença dos coletes amarelos em França, não nos animamos a cruzr a fronteira, limitando o percurso a Andorra.

Chegámos a Burgos a meio da tarde ...



Não chovia, mas havia uma humidade gelada no ar. Talvez por isso, os passeantes eram em número reduzido.
Esta alameda corre ao longo do rio  sendo um percurso lindíssimo para caminhar .


Mesmo  Inverno, a beleza do local fascina ...

Para aceder à parte velha da cidade há que atravessar esta ponte ...

... entrando por esta magnífica porta.

Abundam as esculturas.
Aqui uma típica vendedora de castanhas.

Árvores nuas ...

... que na Primavera se vestirão de densa folhagem ...

...que na canícula do Verão serão frondosa sombra.

Há túneis ...

...Praças ...

... e feiras de Natal.

Há luzes ...


... e a Catedral!


Espanha, país que amo, tem uma particularidade desconcertante, única, absurda, irritante!
Qual?
Os horários dos restaurantes!
Aqui só se janta a partir das 21 horas! Nem um minuto menos. Quer chova quer faça sol.
21 horas!
É o horário ditatorial.

Eram 19h 30m. Estávamos cansados. Queríamos comer.
Impossível.

Miraculosamente, depois de expulsos de vários locais, encontrámos este, quando já pensávamos regressar ao hotel e recorrer ao room service.

Pareceu-me que o funcionário não ficou feliz com a visita.
 Trombudo, respondia por acenos ou monossílabos - o grande antipático.

Pedimos sopa, uma tábua de presunto e queijo e vinho tinto - melhor que nada.

Regressámos ao hotel no meio de nevoeiro cerrado ...

... por entre sombras ...

e mais sombras ...

... sempre mergulhados em neblina  gelada




Um fabuloso cenário londrino!

 O hotel - NH Palacio de Las Mercedes - é bastante confortável e oferece a comodidade que se espera de um 4 estrelas e é normalmente o escolhido, com quartos confortáveis e um  hall  amplo e bem decorado:






Digamos que não é o mais económico da cidade, mas a relação custo / benefício compensa.
Nesta cadeia gosto particularmente do pequeno-almoço (café da manhã) de elevada qualidade.

Enfim, a inevitável  passagem por Burgos tem sido e continua sendo uma experiência compensadora.
Recomendo.

Beijo
Nina

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Para começar o ano ...





Na manhã de Ano Novo, com um céu azul sem vestígio de nuvens e um arzinho gelado, quase cortante, saí para desentorpecer as pernas junto ao mar, tomar o primeiro café do dia, ler o jornal e passar os olhos pelo correio.

Vivo muito perto da praia, mas, ainda assim, desloco-me de carro.
Lá chegada, estranhei a quantidade imensa de automóveis estacionados... porque seria?

Lá consegui encontrar um lugar e, arrepiadíssima, dirigi-me para a beira-mar.

Logo ali, de caras, sem anestesia, esbarrei-me com um "rabo" envergando fio dental. 
Um rabo?
 Um rabo, sim!
 Eram duas nádegas brancas, arrepiadas, atravessadas por um farrapo vermelho, que me contemplavam.
O rabo era masculino, esclareço.
O dono, um sujeito descalço e quase nu, passeava pelo passeio.
Estranho!!!!
E ninguém, mesmo ninguém,  merece começar o novo ano contemplando um fio dental vermelho, adjacente a um rabo arrepiado.
Pensei que estava bêbado!
Ou a ressacar uma bebedeira do réveillon. 
Só podia ser essa a explicação.
e segui em frente...



... atravessando a Praça da Anémona.

Muita gente na praia, muito mais do que seria de esperar numa manhã gelada com mar bravo

Ao longo do percurso, uma multidão ...

Até que se fez luz!

Era um ritual ...

... uma espécie de banho santo ...

... para receber o novo ano.

Na praia, os friorentos e os outros ...

... os destemidos.


Homens e mulheres ...

... gordos e magros ...

... enfrentando uma aguinha a 12 graus.

A criatura de fio dental vermelho, a mais sensual de todas, não a vislumbrei de novo.
Terá congelado?

Lá ao fundo o terminal de desembarque dos cruzeiros, impassível, contemplando a coragem dos bravos.
Tenciono visitar este edifício, arquitetonicamente interessante, mas parece ser necessário agendar a visita.
 Fica para outro dia ...



Um dia de menos espantos, de mais normalidade ...

Apenas para comprovar que não exagero quando refiro um dia frio, aqui têm como me equipei para o enfrentar:

Casaco, calças e botas.

Senti a falta de um chapéu, que o vento exigia ...

... e eu - está-se mesmo a ver - não tenho espírito viking ...

... para enfrentar as gélidas ondas.



O mais que consegui foi despir o casaco ...

... mas apenas para a fotografia.

Rapidamente o voltei a vestir.

À cautela, a vigilância ...

... de banheiros e paramédicos.


Que me conste não foram necessários, porque, está visto, provado e comprovado,  somos um povo guerreiro, dado a aventuras ... desde os descobrimentos.
Provado fica ainda  que a alguns essa bravura, essa coragem destemida para enfrentar os elementos, persiste!
Pergunto, no entanto, cética:
- Quantos estarão hoje de cama, vítimas de brutal constipação?
Muitos, deduzo, ou nenhum, que quem tem brio não tem frio.
Mas valeu a pena!


Beijo
Nina

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Retrospectiva


Agora que o Natal passou e o Ano Novo já entrou e eu andei por aí completamente desligada das minhas rotinas, agora que a poeira assentou, façamos um pequeno exercício de regresso ao passado recente. Refiro-me ao Natal.

Não sou dada a grandes excitações quanto a esta data, nada de correrias, de loucuras nas compras, de obrigações festivas, de grandes comilanças... aliás quando se referem ao Natal como momento de todos os exageros, confesso que não sei do que falam. Não engordo 1 grama. Nada. Tudo dentro do habitual, até porque os chamados doces de Natal não são de modo algum sobremesa que me tentem. Enfim, sou uma sortuda.
Porém, o Natal não passa em brancas nuvens como se não tivesse importância. Não! Rodeio-me das minhas pessoas e a tribo confraterniza.
Acontece que a tribo tem crescido em número de elementos ... infelizmente não chegaram bebés, mas,   por circunstâncias várias tem de facto crescido. Tanto que este ano dei por mim a montar uma segunda mesa para o almoço do dia 25, uma vez que, na mesa principal não cabíamos.

Desta ocorrência cheguei à conclusão que preciso de uma mesa de jantar maior - refiro-me àquela variedade que "estica" quando necessário. Vou investir numa. E isso deixa-me muito feliz porque gosto de incrementar a decoração. Portanto, uma consequência do Natal foi esta - comprar uma mesa nova (iuppiiii!).

A segunda ocorrência relevante, foi bem menos agradável. Foi terrível. Porr@! foi dolorosa!
- Queimei-me com açúcar em caramelo quando queimava o leite-creme.
Que experiência "lixada"!
Vi estrelas de todas as cores!
No momento, larguei a pá elétrica. Esta caiu sobre o próprio fio que derreteu, provocou um curto-circuíto e ficámos mesmo sem luz.
Foi necessário ligar o disjuntor elétrico para que a situação normalizasse.

Tive o bom senso de imediatamente colocar a mão em água fria, o que atenuou a dor, mas não impediu o aparecimento de uma bolha gigante. Faz exatamente hoje 8 dias que isto aconteceu.
Tive a precaução de não rebentar a bolha e hoje, finalmente, começou a desaparecer.
Deixo o ensinamento e o alerta - caramelo efervescente é para ser manipulado com todo o cuidado, com toda a precaução.

Tirando esta ocorrência, foi um Natal muito feliz, muito tranquilo, muito aconchegante,
O Natal, este tipo de Natal, faz-me muito bem, faz muito bem a todos os elementos da tribo, esta tribo que tive a sorte de formar e que se ama sem limitações.

Tenham um Feliz 2019 - não se esqueçam de estar bem todos os dias, todos os momentos do dia. Sim?

Então até amanhã, que tenho "resmas" de fotos e de outras cositas mas para repartir.

Beijo
Nina

domingo, 30 de dezembro de 2018

Quase fim de ano

Tenho andado num virote, sem rotinas, sem tempo para nada, nem para o meu amado blogue.
Vou deixando umas fotografias no Instagram, uns apontamentos no Facebook e nada mais.
Em minha defesa prometo que vou contar tudo, ou quase tudo.
Deixo,entretanto votos de um feliz 2019, que os vossos desejos se concretizem.
Por mim, não peço nada, a não ser viver plenamente cada dia, aceitando o que a vida me trouxer.
Sejam muito, muito felizes e muito obrigada por me terem acompanhado (e aturado).

Beijo
Nina






quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Enfrentando a intempérie


Vivo muito bem todas as estações, sendo que a que mais me aflige é o Verão quando ocorrem temperaturas tórridas que me derrubam. Ainda se estou na praia, tudo bem, que para isso temos o mar e a brisa marítima. Já na cidade, o calor excessivo não me agrada, aflige-me, incomoda-me.
Nas outras estações, adapto-me sem problema. É questão de vestir mais casaco ou camisola/ blusa, calçar botas, enfiar um chapéu e pronto!

Ainda na semana passada, numa sexta-feira gelada e chuvosa, lá me aperaltei e a coisa correu bem.


Foi assim ...

Calças de couro, sapatos confortáveis ...

... camisola/ blusa de lã ...

... casaco de pelo ...

... chapéu na cabeça ...

... e pronto!

Feliz e contente sem me deixar abater pelo mau tempo e pronta para enfrentar o vendaval.

A mala dourada é antiga, mas dá uma certa luz ao conjunto e, sendo espaçosa, é perfeita para a tralha feminina. Gosto muito dela e é das tais peças de que não me vou desfazer nunca.

Suponho que não estarei sozinha nesta preferência - calor moderado, sim, deserticamente quente e seco, jamais. Não me digam que é da idade (pois será), mas nunca, nunca me agradou.
Bom, bom é a moderação. Ou frio, mesmo muito frio, de preferência com neve. Ou mesmo chuva. Que a tudo me adapto. Sem medo.

Beijo
Nina