quinta-feira, 11 de julho de 2019
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Cartão do Cidadão
O prazo de validade do meu CC termina no próximo mês de Outubro, mas, como prefiro tratar dos meus assuntos atempadamente, agendei há dois meses a renovação. Será amanhã, às 11 horas, na mesa 3, assim reza o agendamento.
Face ao que tem vindo a ser divulgado, esta tão simples operação pode transformar-se num calvário, numa descida aos infernos.
Temo o pior.
Sem escapatória, vou apresentar-me 15 minutos antes da hora marcada para que não me seja atribuída responsabilidade se a coisa der para o torto.
Entretanto li a notícia divulgando já ser possível tratar do assunto online. Será o meu plano B - o diabo seja surdo.
Depois conto como correu ou não correu.
Beijo
Nina
Face ao que tem vindo a ser divulgado, esta tão simples operação pode transformar-se num calvário, numa descida aos infernos.
Temo o pior.
Sem escapatória, vou apresentar-me 15 minutos antes da hora marcada para que não me seja atribuída responsabilidade se a coisa der para o torto.
Entretanto li a notícia divulgando já ser possível tratar do assunto online. Será o meu plano B - o diabo seja surdo.
Depois conto como correu ou não correu.
Beijo
Nina
sexta-feira, 5 de julho de 2019
Por aqui ...
Diz-se que santos da casa não fazem milagres e, com boa vontade e elasticidade mental, aplico a máxima à minha ignorância e desconhecimento de edifícios, museus e outros chamativos locais para forasteiros, que aqui ao lado, eu não conheço, nunca visitei, nunca me apeteceu e sempre vou adiando. O importante é tomar conhecimento da imperdoável lacuna e remediá-la , coisa que paulatinamente tenho tentado fazer.
A variedade de espécies é razoável, com exemplares de água salgada e de água doce.
A miudagem vai entender que os "douradinhos" são bem mais que um pacote trazido da área dos congelados.
Explorado o aquário, esta era a praia que nos esperava. Um paraíso, com mar calmíssimo, areal a perder de vista e nem ponta de vento.
Que pena não termos fato de banho!
Aqui bem perto, na Maia, existe um Zoo, o Zoo da Maia. Estou farta de ouvir falar acerca dele, mas visitá-lo que é bom, nunca o fizera.
Pois tratei de remediar a situação. Pus pés ao caminho e lá fui. Não que goste particularmente de Jardins Zoológicos. Não gosto. A ideia de ver animais enjaulados não me seduz. Porém, já que existe, tratei de observar ao vivo o espaço que é agradavelmente arborizado e onde os animais se encontram dignamente instalados .
Check! Portanto ...
Para não perder a "embalagem" hoje mesmo tratei de visitar o Aquário da Aguda, uma praia a sul do Porto, que hoje estava um paraíso. Disso falarei a seguir.
O aquário é pequeno, mas interessante. Uma boa proposta para entreter a criançada.
A miudagem vai entender que os "douradinhos" são bem mais que um pacote trazido da área dos congelados.
| Esta criatura foi quem mais suscitou a curiosidade da miudagem - quase um monstro! |
Explorado o aquário, esta era a praia que nos esperava. Um paraíso, com mar calmíssimo, areal a perder de vista e nem ponta de vento.
Que pena não termos fato de banho!
| Depois de uma triste manhã cinzenta em que até choveu, não seria de esperar que a tarde fosse assim... |
| Quente, calma, azul ... |
| Uma tarde de Verão |
À cautela, durante o fim de semana, é bom estar preparado para uma tarde de sol e - na loucura - para um mergulho gelado.
Pode ser que tenhamos sorte.
Beijo
Nina
segunda-feira, 1 de julho de 2019
A CASA DE SERRALVES, é incontornável para quem visita o Porto.
Que o digam as permanentes filas de turistas na entrada.
Eu que vivo aqui tão perto, tenho fases, impulsos que me conduzem a Serralves, às vezes com curtos intervalos, outras, imperdoavelmente, de longe a longe.
Na última sexta-feira, num repente, lembrei-me que lá se encontrava uma exposição de Joana Vasconcelos, pretexto mais que válido para uma visita.
Fui no princípio da manhã. Estacionei no exterior sem dificuldade. A fila de turistas era ainda pequena. Dirigi.--me à receção declarando ao que ia.
-Que não! Que pena! A exposição terminara três dias antes!
Nada feito!
Mas já que ali me encontrava, já que o dia era de sol pleno e céu azul, comprei o ingresso para os jardins e para visitar a casa. Deles trago imagens.
| Assim, de chofre esta aparição! |
| Uma combinação mais que perfeita de cores e de formas |
| Interior amplo, de um luxo despojado... |
Harmonia, é a palavra ...
| Harmonia em cada detalhe |
| Num espelho , eu |
Pelas amplas janelas, os jardins, o silêncio, e o piar constante das aves.
Numa clareira, sem palavras ...
| ... o convite. Apetece mexer na terra, apetece mergulhar no verde dos prados ... |
| Deixei-me estar |
Foi bom.
Qualquer dia volto.
Beijo
Nina
sexta-feira, 28 de junho de 2019
Virei-me para o crochê
Terminei uma camisola/ blusa, em algodão, azul-marinho. Um clássico apenas com três riscas em branco e vermelho no canelado do início do corpo e mangas e a mesma fantasia no decote. Como disse é um clássico que espero vestir nas noites mais frescas de Verão, combinando com calças e camisa brancas. Sendo simples não passa de moda e tenciono usá-la por muitas estações.
Acho que chegou a altura de por um ponto final no tricô, muito embora seja o meu entretenimento preferido, mas com calor, eu que tricoto com o fio à volta do pescoço - o único processo que domino - deixa de ser agradável. Impossível tricotar.
Acontece que preciso desesperadamente de algo que me ocupe as mãos quando, depois de jantar, me sento em frente à tv. Se não é soneca garantida.
Ponderei possibilidades e decidi aumentar uma manta que, desde que nasceu, se mostrou pequenina, acanhada, insignificante. O problema era arranjar fio na mesma cor.
Fui à loja onde geralmente me abasteço e, depois de muito comparar, ver à luz natural, hesitar, voltar a comparar, decidi-me.
Trouxe os fios e já comecei a empreitada que ocupa o meu serão. É coisa para levar o seu tempo, mas não tenho pressa e desta vez ficará com tamanho decente.
Sendo extremamente simples, sem exigência de contagem e atenção apurada, é muito indicado para ser tecido com um olho na tv, outro no trabalho. E, no final, é bonito. Muito bonito.
Bom fim de semana com o calor que finalmente se anuncia. Se calhar bem, ainda vou à praia trabalhar para o bronze.
Beijo
Nina
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| Já a experimentei e gostei. |
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| Sempre a direito com mangas raglan - o modelo de cava em que me sinto mais à vontade e cujo resultado me agrada. |
Acho que chegou a altura de por um ponto final no tricô, muito embora seja o meu entretenimento preferido, mas com calor, eu que tricoto com o fio à volta do pescoço - o único processo que domino - deixa de ser agradável. Impossível tricotar.
Acontece que preciso desesperadamente de algo que me ocupe as mãos quando, depois de jantar, me sento em frente à tv. Se não é soneca garantida.
Ponderei possibilidades e decidi aumentar uma manta que, desde que nasceu, se mostrou pequenina, acanhada, insignificante. O problema era arranjar fio na mesma cor.
Fui à loja onde geralmente me abasteço e, depois de muito comparar, ver à luz natural, hesitar, voltar a comparar, decidi-me.
Trouxe os fios e já comecei a empreitada que ocupa o meu serão. É coisa para levar o seu tempo, mas não tenho pressa e desta vez ficará com tamanho decente.
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| Não sei se existe algum nome próprio para este efeito. Eu chamo-lhe ziguezague. As cores são as mesmas das almofadas, cores suaves como me parece adequado para um quarto. |
Sendo extremamente simples, sem exigência de contagem e atenção apurada, é muito indicado para ser tecido com um olho na tv, outro no trabalho. E, no final, é bonito. Muito bonito.
Bom fim de semana com o calor que finalmente se anuncia. Se calhar bem, ainda vou à praia trabalhar para o bronze.
Beijo
Nina
quarta-feira, 26 de junho de 2019
Avelãs e cerejas
De vez em quando dou uma volta às prateleiras da despensa, não só porque gosto de as limpar regularmente, como também porque faço questão de rever o que se encontra armazenado. Não raras as vezes descubro autênticas antiguidades com prazos de validade caducados, cujo destino é o caixote do lixo - Coisa que me incomoda valentemente, tal como me incomoda o desperdício.
Ontem investi na despensa com os propósitos que já atrás referi. Limpei, organizei e não achei nenhum artigo com prazo de validade ultrapassado. Foi bom!
Descobri, porém, dois produtos de que já perdera a memória:
| Um pacote de avelãs raladas e ... |
| ... um frasco de cerejas em calda. |
Foram o pretexto para um bolo - muito bom.
Com uma receita que sai sempre bem, introduzi as alterações necessárias e ...
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| Ei-lo já pronto. |
Usei uma forma redonda, sem buraco e, depois de frio, polvilhei a superfície com icing sugar - que preparo na Bimby sempre que preciso. Para tal basta pulverizar o açúcar branco comum, durante uns segundos, na velocidade 10. Fica perfeito.
Voltando ao bolo, a receita é esta:
INGREDIENTES
Farinha - 1 chávena
Açúcar amarelo - 1 chávena
Avelãs picadas - 1/2 chávena
Cerejas em calda bem escorridas - 1 chávena
Manteiga à temperatura ambiente - 200 g
Ovos - 4
Fermento em pó - 2 colheres de chá
O forno deve ser pré-aquecido a 150 graus e a forma untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Bate-se a manteiga com o açúcar;
Acrescenta-se os ovos 1 a 1;
Junta-se a farinha com o fermento e, por fim as avelãs;
Coloca-se a massa no forno e distribuem-se as cerejas na superfície.
Assa por cerca de 1 hora.
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| A consistência da massa é agradabilíssima e, devido à manteiga, nada seca. |
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| O sabor das avelãs prevalece. Impossível não notar. Casa lindamente com a doçura das cerejas que conservam a suculência apesar do tempo no forno. |
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| Apenas posso elogiar o resultado |
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| Este é dos tais bolos que desaparecem num instante. Não é maçudo, nem pesado, tão pouco é excessivamente doce. |
Quase diria que raia a perfeição.
Eu que nem sou dada a doçarias, recomendo mesmo.
E se na despensa não houver avelãs, mas nozes ou amêndoas, também serve. E, presumo, que se não houver cerejas, outro fruto pode ser.
Que não seja por isso que deixam de experimentar.
Porque a culinária é isto mesmo, imaginação, invenção, liberdade e criatividade às mãos cheias.
Beijo
Nina
quinta-feira, 20 de junho de 2019
Bolo de cenoura e noz
Comi uma vez em Frankfurt, na Alemanha, um bolo de cenoura que ficou para todo o sempre gravado na minha memória.
Foi em Fevereiro e estava muito, muito frio, com um céu cinza chumbo, anunciando neve que não tardou em cair.
Passeando pela cidade antiga, dei de caras com uma confeitaria/ café convidativa. Entrei. Depois de instalada numa mesa junto à janela, pedi um chá e uma fatia de bolo.
- Pode ser de cenoura? - perguntaram.
- Sim - respondi, embora a sugestão não me seduzisse particularmente - sou, por natureza, adepta dos "de chocolate".
Chegou o chá acompanhado pelo bolo - tão perfumado, tão fofo, na textura certa, ligeiramente húmido e com uma suculenta cobertura de creme de limão. Comi e guardei desde então a experiência.
Tendo apetência para confecionar bolos, tentei por várias vezes o "de cenoura". Mas nunca sequer me aproximei daquele comido em Frankfurt.
Na net, o que não falta são receitas deste, doutros e de todos os tipos de bolos.
Cheguei porém à conclusão que, salvas raras exceções, as receitas da net são tudo menos fiáveis. Tenho tido repetidos fracassos, seguindo embora, escrupulosamente, as receitas.
Aliás, quando entrei neste mundo cibernáutico, numa tola atitude de nova-rica, desfiz-me de um grande número de publicações culinárias, que vinha acumulando desde há muito. Repito, uma atitude tola!
Felizmente conservei a minha bíblia - O LIVRO DE PANTAGRUEL - graças ao qual dei os primeiríssimos passos na cozinha. A ele e a uma amiga experiente, fui aos poucos, muito devagarinho, num processo de fracasso/êxito, evoluindo até ao ponto de garantir a autonomia e sobrevivência do recém formado casal. O pior mesmo, foram os primeiros meses, as primeiras tentativas, aqueles em que, teoricamente, tudo corre bem e a mim (desgraçada) tudo saí intragável.
Desabafos!Voltando ao que aqui hoje me traz - o bolo de cenoura.
Na semana passada, imprudente, decidi experimentar uma receita proposta num qualquer site e ... saiu uma porcaria! Uma grande porcaria. O bolo cresceu pouco, enqueijou e a cobertura talhou. Bem feito para eu não ser parva!
Esquecido o fracasso, bolo atirado ao lixo, encontrei na FNAC um livro de culinária que despertou o meu interesse. Desfolhei-o e pareceu-me credível. Comprei-o. E dele tirei a receita que hoje apresento - introduzindo algumas alterações.
BOLO DE CENOURA COM NOZ
Ovos - 3
Cenouras raladas - 3
Óleo - 200 ml
Farinha - 240 g
Fermento - 2 colheres de chá
Nozes - 100g
Cobertura
1 pacote de queijo Philadelphia
1 chávena de chá de icing sugar
2 colheres de chá de sumo de limão
Raspa de 1 limão
Preparei a massa do bolo na Bimby apenas porque é um processo prático, mas poderá ser feito de forma tradicional.
Liguei o forno a 180 graus e untei uma forma com manteiga, polvilhando-a depois com farinha.
- Comecei por ralar as cenouras e as nozes.
- Bati os ovos com o açúcar;
- Juntei o óleo;
- Adicionei as cenouras e as nozes, a farinha e o fermento. Bati até obter uma consistência cremosa e homogénea.
- Levei ao forno durante 50 minutos;
- Desenformei e deixei que arrefecesse.
| Comecei por deixar que perdesse calor sobre uma grelha e, só então, o coloquei no prato |
Preparei a cobertura, misturando o queijo com o icing sugar.
Juntei o sumo de limão, misturando bem.
| A raspa da casca de limão é absolutamente vital. Dá personalidade à cobertura, quebrando o excesso de doçura que poderia enjoar. |
Cobri o bolo.
Salpiquei com a casca de limão ralada.
E, assim, de repente, viajei até Frankfurt, sentei-me na mesma mesa junto à janela, na mesma pastelaria, na mesma cidade velha, no mesmo gelado mês de Fevereiro.
Venham cá agora dizer que isso da "máquina do tempo" é pura ficção", que eu dou a provar uma fatia deste bolo e vamos ver se não viajam até ao mais recôndito paraíso!
Beijo
Nina
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