quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Tricotando!


É tão bom, tão libertador!
Limpa a mente, enxota, varre o que não interessa!
Tendo, como fundo, a televisão, tricota-se que é uma beleza.
Raramente sou apanhada sem ocupar as mãos, muito raramente!
Então, comecei um casaquinho para bebé.
Este, ainda não concluído, sem costuras e sem botões.
Acho lindo, mas parece-me muito grande para recém nascido.



Será, pois, oferecido a um bebé mais velho.

Nesta revista, o casaquinho da capa seduziu-me!

Sendo pequenino, tricota-se num instante e, quase sem se dar por isso, está pronto.

Foram horas de puro prazer.
Só falta fechar as costuras e ser vestido pelo bebé a quem se destina.
Há que descobrir novo desafio, rapidamente, já que uma gaveta cheia de novelos de lãs me espera.

Beijo
Nina

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Decisão ...


... oh! cruel decisão!

O que vestir quando o dia está assim, tristinho, com alguma chuva, mas ainda demasiado quente para abrir o armário das invernias?


Lá ao fundo, o mar.
O céu cinza, o vento do sul a puxar chuva, mas nada de frio.

Talvez uma combinação em preto e branco ...

... talvez uma túnica de seda, em preto, com um colete bordado, também ele preto!

E pulseiras ...

... muitas pulseiras que as mangas são a 3/4, não alcançando o pulso.

E uma gabardine ou parka, no banco de trás do carro, à cautela, para um aguaceiro imprevisto.

Será que vamos ter "meia estação"?
Será?
Com o clima extremado, há anos que se transita do calor tropical para o frio polar.
Tenho saudades da meia estação e muita roupa dependurada, anos a fio, por falta de oportunidade para a vestir.
A "meia estação", encaixada na primavera e no outono, é a época de todos os requintes, dos fatos leves, das sedas, das malhas, das primeiras meias, dos sapatos de salto alto fechados, das primeiras noites frias.
Tenho para mim que foi esta, a meia estação, que inspirou Chanel, a maior,  entre todas as estilistas que, como mulher, sabia o que favorecia o seu género criando um chique intemporal.
Que venha a meia estação!

Beijos
Nina


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Liliane ...


... é a dona do blog http://paulamar.blogspot.pt/.
É minha amiga. Minha amiga desde os meus primeiros voos na blogosfera. É uma pessoa linda. Muito linda.
Cultiva as amizades. Rega-as diariamente. E assim se criam laços.

Gosto muito da Liliane. Da sua frontalidade. Sem máscaras, sem maquilhagem. Gosto.
Gosto de ver a sua dedicação aos animais.
Quanto mais desgraçados, mais desprovidos de tudo, mais os acolhe e acarinha.
Quem assim ama os animais só pode ser uma pessoa linda.
É médica.
Ama o frio.
Faz musculação.
Foge dos doces.
E é linda!

Dela recebi, lá do Recife, cruzando o Atlântico, esta caixa do correio.
Não é uma caixa qualquer, não.
Reflete o cuidado na escolha, o cuidado de quem se deu ao trabalho.


Lá dentro, tesouros!

Uma touca de banho, fofa, preciosa ...

... uma bolsa para telemóvel (celular) ...

... com duas faces, com capacidade para alojar dois, se necessário.

Uma sacola para o lixo, a ser colocada no carro.
Adorei o detalhe da assinatura a comprovar a autoria!

Este pedaço de jardim ...

... é a capa para livro, double face.
O meu livro de receitas vai ficar muito chique!

Adorei estes porta guardanapos e talheres que sugerem jantares a dois, daqueles íntimos, em que cada pormenor conta.

Precioso o postal que acompanhava o conjunto.
A mensagem, não divulgo.
São coisas nossas.
E assim, do nada, sem esperar, nasceram fortes laços.
Liliane, querida, obrigada por me distinguires com a tua amizade.
Farei por merecê-la.

Beijos
Nina

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sinais, pintas, diagnósticos ...


Ele há coisas em que não facilito, não me descuido. Cumpro com os preceitos de quem sabe, certa de que vale mais prevenir ...
Assim, terminada a praia,  é a altura ideal para consultar o dermatologista.
Observar a pele, procurar sinais novos ou antigos que se modificam, estar atenta é fundamental, já que as lesões na pele, ao contrário do que acontece com outros orgãos, são visíveis e facilmente detetáveis.

Na minha perna direita, dei conta de um velho sinal em mutação.
Não gostei.
Observei e voltei a observar, continuando a não gostar.
Na minha cabeça, uma vozinha murmurava "melanoma", uma neoplasia da pele, perigosa por metastizar facilmente.
Comecei a magicar.
Fiz o diagnóstico.
Procurei na net. Os sinais de alarme estavam lá.
Passei um domingo terrível, num nervosismo imenso.
Não comi.
Quase não dormi. Sonhei com o sinal.
Não falei.
Calada, não compartilhei a preocupação.

Esta manhã, tinha consulta marcada no dermatologista.
Fui como quem vai para a forca.
A consulta atrasou meia hora. Meia hora de suplício. Até que chamaram o meu nome.

O médico é meu velho conhecido. Despachado. Direto. Sem rodeios.
Eu suava frio.
Mostrei a perna.
Olhou. Voltou a olhar com luz forte. Depois com uma lupa.
- "Isso não presta para nada!". 100% benigno! Não se tira, não se toca, não se mexe! Usar apenas protetor solar fator 50!"

Quis abraçá-lo! E beijá-lo! Apeteceu-me saltar. Rir. Chorar de alívio.

Moral da história:
Todos os alunos de Medicina atravessam a fase em que se autodiagnosticam com todas as patologias letais que estudam.
Eu que nunca frequentei medicina, fiz o mesmo:
Informei-me na net.
ERRADO!!!!
Evitar a todo o custo esse tipo de informação.
E correr a marcar consulta com quem sabe.


E a vida, de repente, volta a ser azul!


Beijo
Nina

domingo, 23 de setembro de 2012

Outono, na montanha ...


... em todo o seu esplendor!
O dia estava quente, abafado, soalheiro, mas ameaçando tormenta que viria a cair pela noite dentro.



O primeiro grande sinal da chegada do outono são os ouriços que, nos castanheiros, apregoam as castanhas.

Na serra da Freita, em Arouca, um pedaço de uma praia fluvial do rio Paiva.
Ontem o local estava muito concorrido.
Há que aproveitar os últimos banhos antes que o frio chegue.

Aqui, o Paiva desliza tranquilo.
Tem, no entanto, trechos tão tumultuados que neles se pratica "Rafting"


Duma fenda da montanha, um fio de água, antecipa o que, na estação das chuvas , será uma cascata com 60 metros de altura, a maior de Portugal.

Pelos trilhos pedrestes, só de jipe se avança e, mesmo assim, com dificuldade.

No alto da montanha, um parque eólico produz energia amiga do ambiente.


Com este passeio se gastou o dia de ontem, sábado.
Digamos que foi de reconhecimento e que convida a voltar, convida a grandes caminhadas pelos muitos trilhos assinalados.

A seguir às brisas marinhas do verão que se despediu, o outono  exige outros roteiros, em que montanhas, bosques e florestas são o cenário ideal.

Beijo
Nina

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

EDP ...


... exatamente, a EDP dos lucros fabulosos, aquela que foi, até ao momento monopolista no fornecimento de energia elétrica, a EDP, entendámo-nos, essa EDP!

Dela falo, a ela dedico umas palavrinhas.
Assim, esta manhã, dirigi-me a uma das suas lojas para tratar pessoalmente de um assunto de gestão.
A placa, vistosa, à porta, assinalava a sua presença num amplo rés do chão, de uma avenida central.
Entrei.
Não entendi.
Uma fila compacta crescia até à porta.
Qu'é da máquinas dos tikets que ordena por ordem de chegada?
Não tem!
Tem aquele senhor, que lhe dará indicações, esclareceram-me.
Entrei na fila, corajosa. Seria a décima pessoa a ser atendida por "aquele senhor". Estava suficientemente perto para ouvir a conversa de chacha, "daquele senhor" com os resignados clientes.
Que tinha de ser com calma, que não podia stressar, que assim tinha tido um colapso um seu colega, explicava "aquele senhor".
Apoiando-me ora num pé, ora noutro, aguentei meia hora, mas o diabo da fila crescia à minha frente. É que, espalhados por cadeiras dispersas, outros clientes entravam na fila à minha frente, porque tinham marcado o lugar , não aguentando, em pé, tamanha espera.

Espreitei para o fundo da loja.
Três funcionários despachavam os clientes enviados pelo dito "senhor"
Só que, alinhadas junto às paredes, viam-se uma boa dúzia de mesas desocupadas.
Qu'é dos funcionários?
Então esta não é uma empresa de sucesso?
Então não grassa o desemprego neste país?
Qu'é dos funcionários que deveriam ocupar as mesas vazias?
Por que é que o cliente, que tem sempre razão, atura esta situação?

Desisti!
Saí!
Bati com a porta, indignada.
Por que é que os clientes não se indignam?
Por que é que não bateram com a porta?

Já telefonei para o número EDP para desabafar. Caiu em saco roto o desabafo. Mas desabafei.

Beijo
Nina

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Na véspera da chegada do outono ...


... o calor abafado dribla os sentidos, os sensores térmicos, cansa, alagando os corpos numa humidade pegajosa, desconfortável, que anseia por banhos, por brisas, por fresco ...

Decididamente , não gosto deste calor!
Apetece-me um outono verdadeiro, com ventinho fresco, céu azul e uma forte vontade de agasalho.

As montras exibem tendências, mas sem sucesso.
Nenhum dos climas, nem o social, nem o atmosférico, incita à compra.
Não estou para compras!
Prefiro outras aquisições, como a leitura.
De momento, passeio num mundo de cheiros, no Aroma das Especiarias, da mesma autora de Chocolate. Ainda não me agarrou. Vou na página 50 e, repito, ainda não me agarrou, o que é mau sinal. Ainda assim persisto e insisto já que o Chocolate deu origem àquele filme maravilhoso onde, mesmo quem declara que não gosta, passa a desejar chocolate, ciente que ele opera milagres na alma, dos tristes fazendo alegres, dos loucos fazendo lúcidos, dos escravos, libertados.


Sendo a leitura pano de fundo do meu cotidiano, não conta, como novo desafio. É mais do mesmo.

O mesmo não se aplica à promessa jurada de praticar regularmente musculação.
Não é fácil de cumprir porque, não indo ao ginásio, a sua prática depende  essencialmente da disponibilidade psicológica.
Há que interiorizar a função, concretizando-a.
Exige disciplina e seriedade. Nada de desculpas, nada de adiamentos, nada de truques.
É assumir o compromisso e assinar por baixo.
Depois, inclui-lo na rotina diária com prioridade igual ao tempo para comer, que sempre existe.

Eis, então, o segundo desafio.
Para além do contexto psicológico, pouco mais demanda. Uns halteres com pouco peso e vontade. Depois, é pôr em pratica os exercícios do ginásio que não tenho paciência para frequentar. E persistência. E persistência. E persistência.

Agora que a luta contra a insónia se capitaliza com uma clara e indiscutível vitória da minha pessoa, abram alas para a musculação.

Muscular é preciso, tal como o é a caminhada diária de uma hora.  E atenção à alimentação. E olho na balança. E provar as roupas do último outono que devem, obrigatoriamente, cair como uma luva.

Um passo de cada vez, e, em breve partiremos para outros altos voos.

Beijo
Nina