sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Ainda na cozinha ...

... sou dada a aproveitamentos, a economias! 
Digo não aos desperdícios!
Quando uma caixita, no frio, guarda umas sobras, trato,( tento) dar-lhes destino.

Face a duas fatias de presunto, daquele que se compra fatiado e que liga lindamente com o doce melão, em entrada diferente, lembrei-me de as transformar em croquetes.


Necessário foi uma boa dose de creme Bechamel, bem temperada e bem espessa.

Ao creme, junta-se o presunto picado.
E vai ao frio, até ganhar consistência que permita moldar os croquetes.
Depois, é passar por farinha, ovo batido e pão ralado.
E fritar!

Ficam assim, estaladiços e crocantes por fora .
Por dentro, cremosos e aveludados!

Não tem nada que saber!
São deliciosos!

Beijo
Nina

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A minha cozinha ...


... está assim:


Uma abóbora gigante, descascada, cortada em minúsculo cubos, exigirá muitos quilos de açúcar, muitos paus de canela, muita casca de laranja ... até ser transformada na deliciosa compota a que ninguém resiste.

Entretanto, dado o sucesso da marmelada, comprei 3 Kg de marmelos que, durante a tarde foram preparados -- a parte chatinha da coisa --- e agora já borbulham  para, quando cozidos, serem reduzidoas a puré e transformados em marmelada.

Exigem atenção.
Num virar de costas, a calda subiu e derramou-se, acidente a evitar a todo o custo, já que carameliza e é um sarilho para a remover da placa.
À cautela,  vou vigiar!
Já cheira a marmelada!

Beijo
Nina

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Costura + ponto de cruz = saco

Finalmente... finalmente conclui o saco!
O mais fácil e o mais divertido foi bordar, em ponto de cruz, o esquema antiguinho. Gostei muito do resultado. Depois, escolhido o tecido, um retalho que trouxe da feira de Espinho, por 1€, lá passei à costura.


Não sendo o primeiro saco que confeciono, a sequência das diversas fases é muito simples.

O  pior aconteceu quando, recheado com a manta térmica, a máquina de costura se engasgou, partindo constantemente a linha. Um desespero que obrigou  a intervalos forçados, sob pena de não concluir a empreitada.
Isto da costura é muito lindo, muito gratificante, muito tudo, mas se a máquina (foleira) sabota ... não há paciência que resista.
A máquina é chinesa e está tudo dito.
Em Dezembro, irei a Inglaterra e, já bem informada, comprarei uma máquina de costura de jeito!

Dei por concluído o saco, simplificando os detalhes.
Ainda assim, parece-me bonito , servindo a função para que foi criado:
-Guardar os trabalhos que, à noite, vou realizando, um olho na TV, outro no trabalho que não exige muita atenção e vai crescendo alegremente.
É, entre outras, a vantagem do tricô. 
Entre mãos tenho uma gracinha para um bebé que ainda é apenas projeto de gente. Nem mesmo o sexo é conhecido.
Daí que ataquei o amarelo. Claro, muito clarinho. Será exibido assim que pronto.

Entretanto e graças ao saco, acabou a bagunça no sofá da sala.
Tudo arrumado, tudo nos conformes.

Beijo
Nina

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Castanhas assadas!


Não é lá porque é São Martinho, quando se come castanha e se bebe vinho ( o provérbio não é exatamente este, mas este é o espírito ...) que eu me vou a elas, às castanhas.
Gosto muito e como-as ao longo de todo o ano (congeladas) e, agora, que é época delas, ainda mais.
Na sua forma mais pura, assadas, com sal grosso, são as melhores.
Confesso que não me saem muito bem e, por isso, quando as quero bem tostadas e quentinhas, compro-as na rua, onde o cheiro da sua assadura perfuma o ar outonal.
Em casa, para não correr riscos, cozo-as  durante 20 minutos em água temperada com sal e erva doce.
Ficam deliciosas.

Acontece que, no último domingo,  no Notícias Magazine, pensei ter descoberto o segredo das castanhas assadas na perfeição:



Foi nesta página ...

... nesta mesma página, que me foi revelado que poderia recorrer ao micro-ondas.
!0 minutos na potência máxima, com sal, num recipiente fechado, assim reza o texto.
 Pois assim fiz!
10 minutos volvidos, espreitei, cheirei e provei.
Encontrei um recipiente repleto de pedras, calhaus, seixos, armas de arremesso, mas, infelizmente, NÃO de castanhas assadas.
Não funciona, mesmo!
Desaconselho vivamente a experiência, e, querendo castanhas assadas, quentes e boas, quentinhas, é comprá-las na rua, sem risco, sem decepção.

Beijo
Nina



domingo, 10 de novembro de 2013

Torta de doce de abóbora com coco


Os brasileiros chamam-lhe Rocambole, os espanhóis Brazo de Gitano, aqui, chamámos-lhe Torta, mas também já ouvi chamar-lhe Bolo Enrolado, que é, de facto, o que ele é.
Trata-se de uma massa fofa, assada em tabuleiro, desenformada enquanto quente, enquanto quente recheada e, ainda enquanto quente, enrolada.



Muito, muito fácil de executar, ou não fosse eu defensora incansável da facilidade e da descomplicação.
Leva:
180g de açúcar
5 ovos
90g de farinha
1 c. de chá de fermento

Bate-se o açúcar com 5 gemas e 2 claras até se obter uma massa esbranquiçada, que para isso servem e foram inventadas as batedeiras elétricas, que ficam ali, indefinidamente, girando e misturando.
Depois, despeja-se a farinha, continuando a dança da batedeira.
Finalmente, acrescentamos as 3 claras sobrantes, muito, mas mesmo muito, bem batidas em castelo firme.
Aí, parámos com a batedeira, que não queremos destruir as bolhinhas de ar do castelo, que, seguramente, darão leveza à massa  assada.
Portanto, com uma espátula, fortalecemos os bícepes  e damos por pronta a mistura que assará em forno médio, menos de 30 minutos.
Torna-se aconselhável o teste do palito!

Depois é rechear a torta com o docinho maravilhoso, que, mais maravilhoso (e diferente, e exótico, e chique) se torna, se o enriquecermos com umas colheradas de coco ralado (obrigada, amigas queridas brasileiras, a quem devo a dica!)!

É delicioso e, como toda a gente sabe, o que é bom, ou acaba depressa, ou é pecado, ou engorda.

Beijo
Nina

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O meu doce de abóbora ...

... é melhor do que o teu!
Por quê?
Porque a receita  do meu doce de abóbora remonta aos idos do século passado e vem das mãos e da sabedoria inigualável de uma senhora, uma senhora da alta, altíssima, sociedade de então, Bertha Rosa  Limpo, autora do Livro de Pantagruel. Uma bíblia. 
Uma bíblia porque não admite questionamento. Tudo que dita está certo, imaculadamente, indiscutivelmente  correto.
Aprendi tudo, com a sua leitura.
Depois, inevitavelmente, deixei que as minhas asas crescessem e tornei-me autonomamente competente ... passo a imodéstia.
Mas, o facto de ter tido cesso ao Pantagruel quando era ainda uma miúda, quando não era mulher de ninguém, nem mãe de ninguém, nem sonhava em ser capaz de cozinhar, fez toda a diferença.
Do mesmo modo que fez toda a diferença o facto de ter frequentado um colégio privado onde aprendi as primeiras letras e adquiri bases que me possibilitaram a progressão académica.
As bases, as basezinhas ... são tudo!



Como ia dizendo ... o meu doce de abóbora é melhor que o teu!
Honestamente, não conheço melhor.

É certo que, para além do cumprimento rigoroso das quantidades, acresce que o "olho clínico" faz toda a diferença.
Pressinto o ponto exato!
Lá está ... as bases, as basezinhas e a sua importância decisiva!
Compro as abóboras, daquelas bem laranja, na minha amiga fornecedora na estrada da Póvoa que as apanha à minha frente, para que eu confirme a frescura. Do mesmo modo, desenterra as beterrabas, corta as pencas, e apanha as alfaces.
É uma sorte, uma mais- valia, dispor assim de garantia de frescura absoluta, bem sei.

Depois, quando é o caso, preparo o doce até que fique com este aspeto cremoso, deliciosamente untuoso, mas sem líquido.
Comêmo-lo nas torradas,ao pequeno almoço, ou recheando tortas, ou na sobremesa, com requeijão, momento em que o  sublime delírio  se instala:
- É que, então, num assomo de gula,  misturo-lhe uma mão cheia de nozes!

Nada se compara a um docinho destes. Nenhum pitéu comprado na mais gourmet das lojas proporciona o prazer deste inebriante puré dourado.

Estamos no tempo das abóboras!
É comprar e encher muitos frascos!
Já!

Beijo
Nina

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Arrumação concluída!


Tudo OK!
Eu KO!
O que vale é que só acontece duas vezes por ano.
Finalmente tudo arrumado, tudo pendurado, engavetado ou encaixado como se pretendia.
Nos roupeiros, dei com uns antitraça gastos, já sem efeito nem odor e fora com eles.
São irritantes porque caros e de duração muito limitada.

Lembrei-me de improvisar, utilizando os corações que, tempos atrás, mostrei Aqui!


Baloiçavam em puxadores de portas ...

... engraçadinhos, mas inúteis.

Em cada um, coloquei umas gotas de essência de lavanda.
Agora, suspensos nos armários, mostram a utilidade que sempre procuro encontrar em cada coisa.
É que não basta ser bonito, acho eu!

Beijo
Nina