terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Constipadíssima ...



... sem voz, com ataques de tosse, desgraçada e miserável, eis como me sinto.
Ainda assim, a vida não para e, por isso, vi-me obrigada a sair para tratar de um monte de assuntos pendentes, entre os quais se incluía uma ida à Repartição de Finanças. Fui.

Antes de entrar, umas quantas voltas ao quarteirão até descobrir um lugar para estacionar. Estacionei.
Entrando, há que extrair uma senha de atendimento. Extraí.
Depois, há que esperar. Esperei.
Finalmente vi o número que me correspondia no painel que me remetia para o balcão 13. Fui.
Não sou supersticiosa, mas, no caso, deveria ter desconfiado que  o episódio acabaria mal.
Conto:
Tratava-se de apresentar uma reclamação perante um imposto automóvel indevidamente cobrado. Apresentei.
Respondi a perguntas, esclareci (com bons modos ...), perdi tempo, tudo para concluir que o serviço fora mudado para uma localidade vizinha, dada a alteração autárquica  já refletida nas últimas eleições.
Chorar foi fácil.
Os meus olhos vermelhos lacrimejam há mais de 24 horas.
Não disparatar é que foi mais difícil!
O meu limiar de tolerância encontra.se perigosamente baixo por culpa  do vírus influenza!
Acredito que, se tivesse cedido à tentação de destratar o sistema, sairia, ainda assim,  incólume do episódio, dada como inimputável.
Desgraçada e miserável, eis como me sinto!
E um pouco tonta, e surda, também!
Estou a repetir-me?

Beijo
Nina



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ouvi suspiros ...

... ouvi "ahs!", enquanto servi esta tarte, que quase sumiu sem se deixar fotografar!
Que se derrete na boca!

Que no palato apenas deixa a recordação da delícia ...
 Ouvi!
A crer no que ouvi, vale a pena copiar.

Ingredientes:
150 g miolo de pão
1/2 litro leite muito quente
250 g açúcar
6 gemas
puré de 6 maçãs cozidas  com um pouco de vinho do Porto
Canela, farinha, manteiga q.b.

Unta-se uma forma de fivela com manteiga, polvilha-se com farinha, passa-se por água e polvilha-se novamente com farinha.
Reserva-se.

Descascam-se as maçãs que se cozem no microondas com um pouco de vinho do Porto.
No copo (dos batidos) coloca-se o pão, o leite, o açúcar, as maçãs, as gemas e canela.
Bate-se até obter uma mistura homogénea.
Despeja-se na forma.
Assa a 180 graus até ganhar cor e solidificar (+/- 45 minutos).

É tão bom, mas tão bom que merece o tempo (pouco) e o (quase nenhum ) trabalho.

Beijo
Nina

domingo, 1 de dezembro de 2013

Sopa e sobremesa

Concluído o almoço, ainda com a desordem instalada na cozinha, tratei de antecipar e facilitar as refeições da próxima semana, com um panelão de sopa e uma sobremesa com que sonhei.
Não é que costume ter tal tipo de sonhos, mas, depois de ter jantado num certo restaurante alentejano onde me foi servida uma tarte de maçã especial, inspirei-me e criei a minha, a minha super especial e absolutamente original tarte de maçã.



Ainda fumega, de tão quente e cheira de uma forma a que as glândulas gustativas respondem em prantos, de tão ávidas.

A medo, desenformei-a.
É que de tão fofa, ameaçava desmoronamento.
Mas não!
Impecável, soltou-se da forma, assim:

O que parece papel, não é.
É antes a própria massa que, de tão fina, se desfaz com um sopro.

Falta saber se sabe tão bem como sugere!
Logo confirmaremos.
E, enquanto que na quentura do forno, os elementos congeminavam a delícia, para não ficar na imóvel e apática e improdutiva expectativa, avancei recorrendo a cebolas, cenouras, batatas, nabos  e grelos para a sopinha de legumes que nos redime da tentação do açúcar, tanto mais que estes, os legumes, vieram do quintal da minha vendedora de estimação, sem tóxicos, sem beleza artificial, puros, purinhos!


Reduzida a puré, será afago quentinho no gelo nosso de cada dia.
A tarte?
Só depois de testada , degustada e avaliada receberá direito a publicação. 

Beijo
Nina

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Aprendendo, sempre!

Tenho, há muitos anos, um livrinho precioso, um livrinho que ensina a quem não sabe quase nada, os princípios do tricô.
Tenho um livrinho precioso e muito atrevimento!
Tenho um livrinho precioso, muito atrevimento e igual quantidade de curiosidade!
Tenho, pois, todos os ingredientes para, temerária, me lançar sem medo e sem  pudor nas mais ousadas aventuras que envolvam fios e agulhas!

Daí que, naturalmente, sem constrangimento, nasceu, há dois ou três anos, este vestido.
Nos meus primeiros passos, tímidos e inseguros, na blogosfera, mostrei-o.

O vestido é lindo, num verde pistachio que, para além do branco, é a minha grande debilidade.
Está novo, porque, quente como um fogareiro, raramente o visto.
Agora, com este ar polar, sabe bem, especialmente em casa, onde a comodidade é um imperativo.
( Atenção que comodidade, não deve, não pode, ser sinónimo de desleixo ...  o tema ficará para outra oportunidade!)



Então, nele, no corpo, desenrolam-se tranças cujo esquema segui concentrada.

Na cintura, umas quantas carreiras de canelado, que o corpo da mulher quer-se elegante!

A saia é uma sucessão de curvas, de mates e aumentos cujo efeito me deixou rendida. É mesmo bonito!

Tem gola alta, que, me apeteceu rematar com esvoaçante borboleta.

Porém, apesar do quanto me agrada o conjunto, hoje, fá-lo-ia com algumas alterações, a começar pelas mangas que tricotaria mais largas e em canelado.
Confesso que, no fundo, congemino projetos ... refazer o vestido, noutra cor, com outros pontos, o que me leva à fase da meditação sobre a cor. Não sei (ainda) qual será. Mas, se me conheço, é deixar a ideia germinar e, num dos próximos dias, sem hesitações, determinada e decidida, sairei para adquirir o fio e pôr mãos à obra, nas noites frias de lareira.

Beijo
Nina

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Peras!

Gosto muito de peras! Especialmente da Pera Rocha, a genuinamente portuguesa, que agora se compra no seu melhor.
Se chegam duritas a casa, em dois, três dias, adquirem a consistência perfeita, maravilhosamente doces e sumarentas, desfazendo-se na boca,
No Lidl, esta semana, encontravam-se em promoção e comprei umas quantas embalagens.
É que a pera é extremamente versátil! Veste qualquer papel e desempenha-o na perfeição.
Digamos que não há peras más!
Não há!
Cruas, em salada de fruta, em Tatin, em tarte ou torta, não falham!
Acompanhando assados, ao natural ou ligeiramente caramelizadas, são divinas!
E adoçando um picante caril? São exemplo de casamento perfeito que, ao menos na culinária, vão existindo:-)!!!!

Porém, estas perinhas tiveram um destino inusitado. Fiz compota ( e agora vem o inusitado ...), compota de pera com vinho do Porto!
Absolutamente gourmet!

Comecei por descascar as ditas.
Tarefazinha chata, já que eram muitas!
Depois, reduzi-as a cubinhos sem preocupação de regularidade, já que o seu destino final lhes amaciaria as arestas!

Cá estão elas, aguardando a faca e a panela, lindas e fotogénicas.

Na panela, valsaram com igual peso de açúcar e um generoso copo de vinho do Porto.
E valsaram, e valsaram, e valsaram mais ainda, até que o caldo atingiu o ponto perfeito, o Ponto de estrada!

Encheram frascos...

... e mais frascos ...

... mostrando, à transparência o seu conteúdo sedutor.

Já provei!
DELICIOSA!

Beijo
Nina

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Branco ...

... tudo branco.
 Gosto!
Na decoração é a minha combinação de cores favorita, quando o menos é mais.


Preguei a renda Pote de mel num retalho de linho branco.
Foi na tarde de ontem, segunda-feira, sozinha, com a casa toda por minha conta, sem interrupções, sem chamamentos.
Costurei, portanto!
Sempre concluo que a costura é uma atividade muito gratificante, pois paga dividendos imediatos, diferente do tricô ou do crochê, que se vai fazendo, evoluindo, lentamente, com o decorrer do tempo.
 




A toda a volta, um zig-zag miudinho.
Nele nascerá o acabamento, um biquinho que copiarei dum individual antiguinho e muito estragado.
Depois de pronta, a toalha viajará para a mesa branca da minha cozinha branca.

Aliás, tenho para mim, que toalhas, guardanapos e afins, só ganham em ser brancos, já que as inevitáveis nódoas,  são vencidas, apenas, pela lixívia.
Assim sendo, tudo quanto seja tecido estampado não me convence.

De vez em quando, muito de vez em quando, sou atacada por paixões fulminantes face a tecidos estampados. Arrependo-me sempre. Cansam-me, além de, rapidamente passarem a exibir marcas de uso que muito me desagradam.
Mesmo a nível de roupas de cama, a minha opção se mantem,
Sou, portanto, fã dos brancos, "ah!, mas sujam-se muito e nota-se tudo ...", há quem, prudente, me contrarie.
Não interessa! Se sujar, lava-se! Que interessa que "não se note" e esteja sujo?
 Nã ... branquinho, quero tudo branquinho!

E, nessa onda, continuo, à noite, ao serão, crochetando "tampas" para as minhas compotas.
Termino, pelo menos uma, por noite.

E agora, sem esquema!
Um olho na TV, um olho no crochê e lá vou avançando ao sabor da inspiração do momento.
 Refletindo, concluo que tenho uma dúzia de trabalhos começados, o que não abona nada a favor da minha organização, é certo, mas abona muito a favor do meu entusiasmo!
E, sendo branco, já se sabe, não resisto ao desafio.

Beijo
Nina


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Sobremesa ou aperitivo?


Quando preparei e mostrei o Doce de Abóbora  (ver aqui!) , da Montana ( minha amiga querida!), recebi a sugestão de servir o tal docinho, acompanhado por Chévre e envolto em massa folhada.
O queijo de cabra entra, como clássico, na preparação de muitas entradas. Eu própria faço um "vistaço" quando o sirvo com ameixas pretas em caixinhas de massa filo.
Porém, no caso presente, dado o forte sabor doce da abóbora, pareceu-me que resultaria numa excelente sobremesa. Não me enganei!


Fiz uma espécie de envelope recheado com uma grossa fatia de chévre e uma farta quantidade de doce. Fechei. Levei ao forno até a massa folhar como lhe é devido e corar ligeiramente.

Para evitar confusões ( entrada ou sobremesa?), polvilhei abundantemente com icing sugar ...

... e uma chuva fina de canela!

Ficou ... dos deuses! Tão bom, mas tão bom ... que não encontro os adjetivos que lhe façam justiça.
Tempo de preparação?
Uns minutinhos. O forno faz o resto.
Nenhuma desculpa para não experimentar!

Beijo
Nina