quarta-feira, 5 de novembro de 2014

1238 - Quadros


Há não sei quanto tempo, mostrei o furor com que transformei o meu jardim de inverno / atelier / quarto de engomar, num mundo verdinho, pintando paredes e teto  numa espécie de ovo visto de dentro para fora, - um ovo verde.
Foi nessa altura que dei os primeiros passos no ponto de cruz,  em coisa fácil, coisa simplezinha, surgindo os dois esboços de folhagem que se vêem à esquerda.
Tempo depois, descobri as duas maiúsculas monocromáticas de que já perdera a memória e, com tanta parede, decidi dar-lhes uso, pintando as molduras escuras em bege.
Continuo tendo muita parede!


Digamos que estes 4 quadros são uma espécie de primeiros passos de uma valsa que evoluirá!


Noutro extremo da parede, pendurei esta serigrafia ...
... e, de momento, um quinto quadro aguarda vez para entrar na dança.

Gosto de jogos de quadros, sabendo que o ideal seria organizar antecipadamente o esquema de colocação. No caso, revela-se tarefa impossível, já que os ditos quadros vão surgindo ao sabor do acaso.
Este é o único compartimento cá de casa que permite esta brincadeira, já que os restantes, em termos de pinturas, estão devidamente preenchidos.
Encaro como desafiante a tarefa em questão, não sendo de modo algum necessário aspirar a obras de arte. Não! Será sem gastos! O único dispêndio será a imaginação!
Aviso!
- Estou empolgadíssima!

Beijo
Nina

terça-feira, 4 de novembro de 2014

1237 - Não sou vegetariana ...

... mas, como quantidades imensas de vegetais.
Tudo é motivo, tudo é pretexto para abrir a gaveta dos verdes e acrescentar, um cubinho daqui, uma rodelinha dali.
Na sopa, esta tendência, nada tem de extraordinário, bem sei, mas falo de arrozes, de massas, de estufados e até de sobremesas - a seu tempo confessarei truques nessa matéria.
É um hábito cultivado, propositado, consciente.


Esta mistura de cores e sabores - 2 cebolas, 1 tomate, 5 dentes de alho, 1 pimento vermelho e uma mão cheia de salsa (acabadinha de apanhar na minha privada horta biológica ) - é a cama para um estufado.

São duas embalagens de pernas de frango que aqui repousam, temperadas com sal, pimenta, alecrim, caril,  molho de tomate e azeite.
Tapadas, vão estufar em lume muito, mas mesmo muito, brando.
Primeiro criam líquido, depois, vão secando.

Chegando o momento de as regar com vinho tinto, um fundo de garrafa sobrante, que conservei no frio..

Continuarão a cozedura por quase 2 horas.

O que tem de especial esta receita?
Nada, não tem nada. É um mero estufado que será servido com puré de batata.
A inovação, é nula, bem sei! Mas a gestão do tempo, essa é preciosa.
É que preparei o prato enquanto arrumava a cozinha depois de almoço, quando a desordem ainda impera.
Além disso, preparei dose dupla, o que significa que faço um "dois em um", sem sacrifício.
Finalmente - o que não é pouco - para cozinhar o petisco basta ligar o fogão. A bagunça de descascar e picar cebolas e alhos já foi realizada enquanto metia a louça na máquina.
A última vantagem refere-se ao sabor da iguaria que, temperada com antecedência se apodera dos sabores e transforma um banal franguinho em coisa deliciosa.
Para a sobremesa, abacaxi!
Escusado será dizer que o galináceo receberá, por acréscimo, uns cubinhos do suculento fruto.
E temos um Frango Supremo!
Nem mais!

Beijo
Nina


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

1236 - Rosas Brancas



Chove, chove tanto!
Metade do país encontra-se em alerta laranja, o que equivale a tempestade.
Por aqui, perto do mar, a inclemência é assustadora e sair de casa, ainda que de carro, impensável.
Estou, pois, por aqui, sem grande empolgamento, sem projetos importantíssimos inadiáveis, como sempre são os meus projetos.

Cirandando, dei de caras com esta taça, bonita, húngara de nacionalidade, pousada sem graça no canto de  uma mesa de apoio e , sem saber como nem por quê, acendeu-se a lampadinha das ideias, das tais inadiáveis e importantíssimas...

Com esta miserável tesoura de poda - que clama, infeliz, por aposentação - cortei os caules de umas quantas rosas brancas ...

... artificiais, infelizmente, daquelas que só sabem acumular pó!
Ainda assim, bem bonitas e quando a poeira chegar logo se vê o que fazer, que eu cá não quero, não gosto e não posso fazer projetos ad aeternum!

Sem medo, cortei os caules! Ficaram curtinhos, que essa era a intenção...

... e compus o arranjo ...

... nascendo na taça triste, -  linda, mas triste, como frequentemente ocorre -um novelo de rosas brancas, concluindo então que menosprezar os impulsos nem sempre é sinal de sensatez.
Às vezes,  a inércia, a reflexão ponderada, limita-se a matar à nascença felizes projetos.
Numa palavra, limita-se a ser chata.

Beijo
Nina

domingo, 2 de novembro de 2014

1235 - Pudim de Pão com Caramelo

Já aqui repeti que não gosto de desperdícios, princípio que se aplica a todos os aspetos do dia a dia, incluindo - principalmente - a comida.
Daí que, com o apoio dos eletrodomésticos disponíveis, administro a minha cozinha, sem me privar de nada, mas fugindo ao esbanjamento, atitude um tudo nada burra -que me perdoem os esbanjadores!


Por exemplo, o pão!
Congelo em saco próprio todo o pão que sobeja e, quando me parece que a quantidade é suficiente, trato de com ele preparar um prato apetitoso.
Às vezes, limito-me a fazer torradas, croutons ou pão ralado.
Outras vezes, preparo uma açorda e por aí vamos, dando livre curso à imaginação.

Para hoje, resolvi aplicá-lo numa sobremesa e fiz um maravilhoso Pudim de Pão com Caramelo.

Preparei o caramelo com 200 g de açúcar e 1 colher de chá de água, que ferveram até ser atingida esta bela cor.

Com todos os cuidados - que queimadura de caramelo é experiência a evitar a todo o custo - forrei esta forma, rodando, rodando e rodando de modo a que aderisse à superfície o que, além de garantir um sabor delicioso, impedirá que o pudim "agarre" no momento de desenformar.
Depois, passei à preparação, assim:
INGREDIENTES

Miolo de pão - 1/2 kg
Leite - 1/2 litro
Açúcar - 250 g
Vinho do Porto - 1 cálice
Gemas de ovos - 4 + 2 ovos inteiros
Manteiga (Becel) - 1 colher de sopa
Limão - raspa da casca de 1

PREPARAÇÃO

Corta-se o pão em bocados que se cobrem com o leite a ferver.
Junta-se a manteiga e mistura-se com a batedeira.
Acrescenta-se o açúcar, a raspa de limão e os ovos.
Bate-se até que a mistura esteja perfeitamente homogénea.
Despeja-se na forma previamente preparada.


Assa em forno a 180 graus, num tabuleiro com água quente - banho-Maria - durante cerca de 1 hora

Está pronto.
 Desenforma-se para um prato de serviço, mantendo a forma sobre o pudim, até que arrefeça completamente e deixe que todo o caramelo se solte.


- É calórico?
- É!
Mas é igualmente delicioso e lindo.
Come-se só um bocadinho (de cada vez) o que o torna perfeitamente inocente.
Garanto!

Beijo
Nina

sábado, 1 de novembro de 2014

1234 - As primeiras orquídeas

Lá fora, nos vasos do terraço, no cantinho das orquídeas, desabrocharam as primeiras:


Estas!
São roxas, lindas e com uma maravilhosa história associada!
Entraram na família ao mesmo tempo que uma criaturinha maravilhosa chegou.
Não posso deixar de associar o seu florescimento com esse dia inesquecível.

Quando vi que despontavam, decidi cortá-las e trazê-las para o conforto da casa, onde me pareciam estar mais resguardadas.
Enganei-me!
Má ideia tentar driblar a natureza!
Cá dentro duram muito menos e, uma a uma, as flores vão caindo.
Que pena!.

Não repetirei a gracinha.
Outras estão iniciando o processo de florescimento e, prometo, vou deixá-las em paz, ao sabor do vento, do calor ou da chuva.

Estas, enquanto durarem, são uma festa para os olhos!

Bom sábado!

Beijo
Nina

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

1233 - Pinturas

Arrumadas num canto da garagem, encontrei 3 latas com alguma tinta, sobras de umas pinturas que por aqui fiz e eu adoro pintar!

Contra o desperdício, "marchar, marchar" e, com este verde chá -assim se chama - para já pintei dois cestos.

A operação começou ontem, no terraço e lá ficaram durante a noite, porque esta é uma tinta com cheiro muito forte.

Esta manhã apliquei uma segunda camada ...

... num instante, sem complicações.
Os cestos ficaram irreconhecíveis e vão casar com os irmãozinhos que tenho em branco.
Costuro o revestimento, aplico uma renda na borda,  uns laços e transformam-se, transformando também o espaço que vão ocupar.
A única exigência que a mim mesma imponho é parar com a compra de cestos ou, ver-me-ei obrigada a montar uma venda na rua, ou na feira, e começar a vendê-los!
Sabe-se lá se não seria um negócio lucrativo?

Beijo
Nina

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

1232 - Super cool!

Apesar deste calor fora de época, estamos em pleno outono, quase em novembro, o que, por si só, justifica o início das hostilidades com as lãs e as agulhas.



Dei, pois, como oficialmente inaugurada a estação do tricô - que isto do outono, como se sabe,nunca devia chegar, sendo com  é um horror, uma tristeza, um convite à depressão -  o que prova que, mesmo na mais funesta estação, há detalhes a valorizar.
Como puro exercício terapêutico, comprei uma revista, desfolhei-a de trás p'ra frente, da frente p'ra trás, detive-me  nas propostas mais apelativas, hesitei, decidi, escolhi e fui às compras.
Trouxe esta lã branco pérola a ser trabalhada com agulhas 7 e 8

O modelito em todo o seu glamour!

Gosto do decote amplo que não me esgana e da manga pelo cotovelo que me areja. Gosto dos torcidos e do comprimento pela cintura.
Já iniciei os trabalhos, devagarinho que está calor!  Mas estou animadita! E, enquanto tricoto, a neura desvanece-se!
Recomendo!
1 hora por dia, para começar, parece-me razoável. Depois, ganha-se ritmo e balanço e, sem saber como, estamos de novo na loja investindo em munições para novo ataque.

Beijo
Nina