quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A dona de casa perfeita!

"A dona de casa perfeita" é uma espécie de medalha que se cola às pessoas .
Há quem goste, há quem deteste e há ainda quem passe alegremente indiferente ao lado da medalha.

Quem gosta da distinção terá os seus muito respeitáveis motivos, pois cada um se afirma como pode , onde pode e como muito bem lhe apetece.
Quem não gosta e sacode furiosamente a classificação, será, seguramente, porque esta, de algum modo a diminui - dona de casa é coisa pequena, coisa pouca - pensarão.
Há, finalmente, quem conviva placidamente com o rótulo, sem briga, sem tentar provar a todo o instante a sua maioridade intelectual.
Eu, definitivamente, decididamente, encaixo-me na última situação, porque, ser dona de casa - que de momento sou! - é coisa boa, que preenche os meus dias, que dá asas aos meus delírios, que me permite todos os devaneios, até o de ser cozinheira e costureira.
Pelo relato que aqui, diariamente, inscrevo, passarei, eventualmente, a imagem de dona de casa perfeita!
Pois deixem-me que esclareça:
- Serei tudo, menos perfeita!
Primeiro, porque conto com ajuda permanente e delego as tarefas que pura e simplesmente não me apetecem.
Depois, porque, nas que me apetecem, tenho, às vezes resultados absolutamente anedóticos.
Querem ver?


Foi, é o que resta de um bolo de maçã!
Com receita escrupulosamente seguida, chegada a hora de desenformar, é o desenformas!
Foi comido às colheradas e a minha perícia muito "elogiada"!
É assim, umas vezes corre bem, outras não!

E, por estas e por outras, é que torço o nariz à perfeição!
Diferente, muito diferente, é fazer o que quer que seja, o melhor que só possa!
Agora ser perfeita ... Não, obrigada!

Voltando ao bolinho ... não era suposto comer-se inteiro, pois não?
Então!!!!!

Beijo
Nina

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

As camisas do marido.


As camisas do marido têm o irritante hábito de, repentinamente, aparecerem com o cololarinho e punhos em muito mau estado, enquanto que as frentes, costas e mangas se apresentam impecáveis.
É assim comigo e, tenho a certeza, será assim convosco.

Até há bem pouco tempo, observando o triste aspeto do colarinho, dava à camisa o triste destino do caixlote do lixo ou, quando muito, colocava-a junto do monte de panos que são utilizados nas limpezas.

Porém, a minha atitude mudou e já quando cortei os blocos para a MANTA , aproveitei duas camisas em tons de azul, uma vez que,  que o tecido, 100% algodão, era belíssimo para incorporar em qualquer projeto.

Cá em casa, concluo,  estragam-se muitas camisas, pois, de repente, mais três foram separadas para a reciclagem.

Estas!

Esperavam enrodilhadas no cesto de peças a aproveitar.
Esta tarde, decidi tratar delas.

Desmanchei-as, cortando-as em partes.
Costas, frentes e mangas separadas, sem costuras, sem botões, prontas a ser utilizadas.

Seguidamente, passei-as a ferro e dobrei os retalhinhos obtidos.

Este é o empurrão necessário para por em prática um novo projeto. Foi coisa simples e rápida, mas será, seguramente impulsionador para meter mãos à obra, isto para não mencionar que o balde de roupas a reconverter ficou deliciosamente quase vazio.
Foi a minha tarde de carnaval.
Divertida e tranquila embora, a alguns, possa parecer enfadonha!

E já agora deixo no ar a pergunta que abrirá os meus horizontes:
- O que fazem com as camisas imprestáveis dos maridos?
Sou toda ouvidos!

Beijo
Nina

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A(s) minha(s) gaveta(s) de lãs!

Foi-se enchendo a primeira e, sorrateiramente, a segunda, a terceira e a quarta!

Este o aspeto, o caos absoluto.

Quatro gavetas caóticas em que os fios se entrelaçam, se enredam, feitos répteis com vida.
Que horror!
E continuo sob proibição de tricotar que a lesão é chata, persistente , exigindo repouso que, confesso, não respeito como devia. Não tenho paciência. Preciso de ocupar as mãos, frente à TV, depois de jantar.
Vou bordando uns pontinhos, mas não é a mesma coisa, porque o bordado exige atenção que me troca os olhos,saltando entre o trabalho e a televisão, ameaçando estrabismo.
O bom mesmo é, em piloto automático, prosseguir o tricô.
É certo é que às vezes dá asneira, mas, sou muito boa a desmanchar, sem complicaçao, sem hesitação, sem drama!

Pois bem, não devia, mas comecei umas malhinhas!

Uma das frentes de um casaquinho.

Para bebé pequenino, é trabalho leve e decidi que não prejudicava e soube mesmo bem voltar a pegar nas agulhas.
Amarelinho, porque desta cor tenho vários novelos,para menino ou menina, tanto faz!

O modelo é este:

Mangas raglan e ar desportivo...
Só faltam os jeans!
Acho muito engraçado ver um bebé com este tipo de roupa casual!
Para completar, nos pezinhos, uns ténis e há-os bem bonitos em tricô ou crochê, réplicas das All Stars!

O meu carnaval será como se depreende:
-Lareira acesa, muitos filmes e séries na TV, cházinho com bolo, e tricô nas mãos.
Não quero nada diferente! Para mim o carnaval perfeito.
E o vosso, como vai ser?
Contem-me tudo!

Beijo
Nina

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Costurando, costurando ...


Domingo de carnaval chuvoso e gelado convidando a ficar em casa, ocupando as mãos.
Decidi costurar, uma vez que da MANTA, um monte de sobras me atrapalha o horizonte que pretendo organizado.
Aquelas coisinhas, aqueles restinhos amontoados espicaçam-me onde sou bastante débil, isto é, na convivência com a bagunça. 
Fui-me , pois, a eles. 


Peguei em dois destes blocos e decidi que seriam centro de almofada.

Utilizando tiras já cortadas, aumentei o bloco até atingir o tamanho pretendido ...

...alfinetendo, cosendo  e ...

... passando!
Reconheci o valor inestimável dos alfinetes que uso sem restrição - muitos, muiiiitos! - e do ferro de engomar que dá acabamento perfeito.

Igualmente incortonável a placa de corte, o cortador rotativo e a régua. São, realmente ajudantes imprescindíveis.
Não são baratos - foram até bastante carotes - mas valem cada cêntimo do seu preço.

E temos a frente concluída. Repeti o procedimento para a parte de trás.

Forrei com pano de lençol para esconder toda a teia de costuras, mas não utilizei manta acrílica.


Apliquei o fecho e ...

Ei-la, prontinha.
A descrição do processo, feita em meia dúzia de linhas, levou-me a tarde inteira, mas valeu a pena.


Eu que gosto de sofás ocupados com muitas almofadas, consegui um resultado muito harmonioso.

E já que estava com a mão na massa, conclui o caminho que cobre a mesa de mármore.

Ficou assim ...

Lindo e confortável.

Foi ao não foi uma tarde produtiva?
E também divertida, ainda que sem desfiles nem samba!
Gostei muito da sessão de costura. Sinto que cada dia ganho uma nova aprendizagem e soluciono problemas à medida que vão surgindo.
Acho que esta é a mais eficaz forma de aprender.
Concordam?

Beijo
Nina

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Sábado, chuva, dia dos namorados e cozido à portuguesa.


Um sábado triste este que coincidiu com o Dia dos Namorados.
Esta chuva miúda que ainda não parou de cair, gela a alma. O vento frio acentua o desconforto.
Passei pela feira, comprei uns paninhos, almocei em Espanha, passei por Esposende para me abastecer de hortaliça fresca e voltei a casa. E a chuva continua, persistente, chata.
Parece que conseguiu molhar-me, arrefecer-me a alma, logo a mim, que quase sempre enxergo o lado iluminado das situações.
Sei que é temporário, como tudo na vida, mas hoje, está sendo difícil manter o sorriso.
Nestes momentos soturnos e melancólicos, comigo, funciona muito bem ocupar-me para espantar a nuvem cinza que paira, chata, sobre a minha loura cabecinha.
Resolvi, por isso, preparar o almoço de domingo:

Que tal um cozido?
Gosto muito!
Com hortaliça fresquinha - esta penca foi apanhada à minha frente - cenouras e batatas, tudo do quintal da Fátima.
 Vou prepará-las e só amanhã entrarão na panela.

Quanto às carnes, exigem cozimento prolongado.


Já fervem!
Já cheira!
Cheira a comidinha caseira, boa e saudável.

Prefiro sempre carne com osso, muito mais saborosa e suculenta.
Juntei-lhe um chouriço que lhe acrescenta paladar, e cozo  quantidade suficiente para duas ou três refeições.

Amanhã, como disse, trato dos legumes e preparo um arroz utilizando o caldo do cozido.
Será um almoço feliz.
E, como já afirmara, nada como me ocupar para assim dissipar a nuvem negra.
Garanto que já me sinto melhor, mais animada e pronta para o jantar do dia dos namorados, que será coisa simples e muito rápida, como sempre prefiro.

Tenham um final de dia muito feliz.

Beijo
Nina




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Agora, é oficial!

Agora é definitivamente oficial!
Conclui a manta de patchwork e garanto que foi um trabalho muito gratificante.


Dobrada no braço do sofá ...

... ou aberta, as opções são infinitas.

E, já que a ideia era reciclar e reutilizar, no forro, apliquei um lençol que,
 entretanto, ficará diminuto para a dimensão das camas king size.

Ei-la, em todo o seu esplendor.
Confesso que o resultado superou em muito as minhas expectativas.



Pretendo repetir a experiência, agora com outra desenvoltura, pois ocorreu muito " faz / desfaz ) que aprendi como evitar.
Entretanto, comprei uma revista contendo uma série de projetos muito interessantes e, o que é mais importante, uma série de informações e dicas preciosas para quem, como eu, marinheira de primeira água, procura aprender novas técnicas e apropriar-se de informações.





Aprendi, por exemplo, que existe uma espécie de manta térmica termocolante que, seguramente, facilita a etapa do quilt, a mais melindrosa. Não sei se esse material se encontra disponível nas nossas lojas, mas se não estiver, é sempre possível encomendá-lo via net, o que me anima imenso.

Da manta sobraram uns quantos blocos que já têm destino. Com eles farei - aliás já comecei a fazer - um caminho para esta mesa com tampo de mármore, que me congela os braços, sempre que "piloto" o novo computador.

Esta a mesa assassina, super repaginada, que veio de casa dos meus avós ...


Este o caminho que ainda hoje irá cobrir  o mármore.

Este trabalho de dimensão reduzida manipula-se com a maior das facilidades. Aconselho a quem se inicia nestas lides que opte por um projeto de tamanho reduzido para assim escapar ao trauma que foi tentar quiltar a manta à máquina - uma coisa assim muito próxima do pesadelo! Eu, que sou dura na queda, resisti,  mas reconheço o sério risco de pura e simplesmente desistir.

E é isto!
Parece-me que a aventura do patchwork se pode facilmente comparar às cerejas - é só mais uma, e mais uma, e ainda mais uma, até acabarem as cerejas ou os paninhos!
Segue-se uma almofada para o sofá azul do quarto azul, que, até eu, eternamente inquieta com a decoração, até eu, dizia, considero satisfatoriamente pronto.

Tenham uma boa seta feira, 13!

Beijo
Nina

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Rosas amarelas e Pão de Ló!


Rosas amarelas - as minhas preferidas - e pão de ló ...
Recebi-os ao abrir a porta à minha empregada, a M. J.-
Esclareço que muito mais que empregada - que é, e a melhor que alguma vez tive - a M.J. é minha amiga e não me canso de lhe declarar que, por muitas voltas que dê a vida, ela ficará para sempre na minha, porque é gentil, porque é decente, porque é atenciosa, porque é de uma honestidade a toda a prova, porque me é indispensável!
Preciso muito mais dela do que ela precisa de mim e, ainda assim, aqui está, presente, sem falhas, na sua discrição bem educada.
Gosto tanto dela!

Hoje, apareceu -me com este maravilhoso ramo de 7 rosas amarelas:


Porquê?
Porque, faz hoje 7 anos que começou a trabalhar aqui. E ela faz questão de comemorar!
Não é linda, e querida a M. J.?

Nunca, nunca esqueceu a data, para ela importante.
Foi a primeira vez que desempenhlou este papel. Chegou tímida e inibida e cedo me conquistou.
Foi a vida, numa curva mal desenhada que a  forçou a enfrentar este desafio.
Entretanto, as coisas compuseram-se, mas a M.J. continua comigo, porque gosta, porque acha que teve sorte ... quando quem a teve fui eu!

Acompanhando as rosas, este pão de ló delicioso, do mais amarelo que pode ser um pão de ló, porque os ovos "têm de ser caseiros!"
Sou pessoa de sorte, está visto!
Agradeço todos os dias o presente que o acaso me concedeu.
E cada vez gosto mais da M. J.

Beijo
Nina