quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Amigos!

 
Amigo é quem está lá, no sítio e no momento certo, para ouvir, dar colo, oferecer o ombro!
 
Amigo não falha!
Amigo é confiável!
Amigo é irmão por opção!
Amigo não é quem quer!
Amigo é quem sabe e pode!
Amigo é quem me adivinha!
Amigo é anjo da guarda  na terra!
 
Aqui, ganhei muitos e bons, amigos de estrada aberta, de pontes, de abraços e laços.
Virtuais, é certo, mas a quem devo alegrias, sorrisos rasgados, sol em dias tristes.
Com eles aprendo, a eles ensino!
Com eles só ganho!
 
 
Minha vizinha de cidade, a ANA, é minha amiga, muito amiga!
A ela devo muitos e bons ensinamentos no universo da costura, professora competentíssima, amiga sempre disponível para ajudar.
 
Se tudo isso fosse pouco - que não é! - recebi, vencedora num sorteio, esta coisa linda:
 
Um quadro para recados.
Ocupará uma parede na minha cozinha que a combinação de cores casa na perfeição.
Em patchwork, primorosamente pespontado.
A toda a volta, um viés branquinho que lhe confere acabamento de primeira, de obra de arte, diria mesmo!


Acompanhando, este cartão:

NO MUNDO DA TATAS
feito à mão, feito com amor!

Ana, publicamente - que o que é bonito deve ser partilhado! - o meu obrigada, pelo presente lindo e pela imensa alegria que com ele chegou!

Sou visita assídua, com lugar cativo, no blog da Ana.
Deixo as pistas, deixo todas as coordenadas, que a ANA merece ser visitada.

Beijo
Nina 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A dona de casa perfeita!

"A dona de casa perfeita" é uma espécie de medalha que se cola às pessoas .
Há quem goste, há quem deteste e há ainda quem passe alegremente indiferente ao lado da medalha.

Quem gosta da distinção terá os seus muito respeitáveis motivos, pois cada um se afirma como pode , onde pode e como muito bem lhe apetece.
Quem não gosta e sacode furiosamente a classificação, será, seguramente, porque esta, de algum modo a diminui - dona de casa é coisa pequena, coisa pouca - pensarão.
Há, finalmente, quem conviva placidamente com o rótulo, sem briga, sem tentar provar a todo o instante a sua maioridade intelectual.
Eu, definitivamente, decididamente, encaixo-me na última situação, porque, ser dona de casa - que de momento sou! - é coisa boa, que preenche os meus dias, que dá asas aos meus delírios, que me permite todos os devaneios, até o de ser cozinheira e costureira.
Pelo relato que aqui, diariamente, inscrevo, passarei, eventualmente, a imagem de dona de casa perfeita!
Pois deixem-me que esclareça:
- Serei tudo, menos perfeita!
Primeiro, porque conto com ajuda permanente e delego as tarefas que pura e simplesmente não me apetecem.
Depois, porque, nas que me apetecem, tenho, às vezes resultados absolutamente anedóticos.
Querem ver?


Foi, é o que resta de um bolo de maçã!
Com receita escrupulosamente seguida, chegada a hora de desenformar, é o desenformas!
Foi comido às colheradas e a minha perícia muito "elogiada"!
É assim, umas vezes corre bem, outras não!

E, por estas e por outras, é que torço o nariz à perfeição!
Diferente, muito diferente, é fazer o que quer que seja, o melhor que só possa!
Agora ser perfeita ... Não, obrigada!

Voltando ao bolinho ... não era suposto comer-se inteiro, pois não?
Então!!!!!

Beijo
Nina

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

As camisas do marido.


As camisas do marido têm o irritante hábito de, repentinamente, aparecerem com o cololarinho e punhos em muito mau estado, enquanto que as frentes, costas e mangas se apresentam impecáveis.
É assim comigo e, tenho a certeza, será assim convosco.

Até há bem pouco tempo, observando o triste aspeto do colarinho, dava à camisa o triste destino do caixlote do lixo ou, quando muito, colocava-a junto do monte de panos que são utilizados nas limpezas.

Porém, a minha atitude mudou e já quando cortei os blocos para a MANTA , aproveitei duas camisas em tons de azul, uma vez que,  que o tecido, 100% algodão, era belíssimo para incorporar em qualquer projeto.

Cá em casa, concluo,  estragam-se muitas camisas, pois, de repente, mais três foram separadas para a reciclagem.

Estas!

Esperavam enrodilhadas no cesto de peças a aproveitar.
Esta tarde, decidi tratar delas.

Desmanchei-as, cortando-as em partes.
Costas, frentes e mangas separadas, sem costuras, sem botões, prontas a ser utilizadas.

Seguidamente, passei-as a ferro e dobrei os retalhinhos obtidos.

Este é o empurrão necessário para por em prática um novo projeto. Foi coisa simples e rápida, mas será, seguramente impulsionador para meter mãos à obra, isto para não mencionar que o balde de roupas a reconverter ficou deliciosamente quase vazio.
Foi a minha tarde de carnaval.
Divertida e tranquila embora, a alguns, possa parecer enfadonha!

E já agora deixo no ar a pergunta que abrirá os meus horizontes:
- O que fazem com as camisas imprestáveis dos maridos?
Sou toda ouvidos!

Beijo
Nina

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A(s) minha(s) gaveta(s) de lãs!

Foi-se enchendo a primeira e, sorrateiramente, a segunda, a terceira e a quarta!

Este o aspeto, o caos absoluto.

Quatro gavetas caóticas em que os fios se entrelaçam, se enredam, feitos répteis com vida.
Que horror!
E continuo sob proibição de tricotar que a lesão é chata, persistente , exigindo repouso que, confesso, não respeito como devia. Não tenho paciência. Preciso de ocupar as mãos, frente à TV, depois de jantar.
Vou bordando uns pontinhos, mas não é a mesma coisa, porque o bordado exige atenção que me troca os olhos,saltando entre o trabalho e a televisão, ameaçando estrabismo.
O bom mesmo é, em piloto automático, prosseguir o tricô.
É certo é que às vezes dá asneira, mas, sou muito boa a desmanchar, sem complicaçao, sem hesitação, sem drama!

Pois bem, não devia, mas comecei umas malhinhas!

Uma das frentes de um casaquinho.

Para bebé pequenino, é trabalho leve e decidi que não prejudicava e soube mesmo bem voltar a pegar nas agulhas.
Amarelinho, porque desta cor tenho vários novelos,para menino ou menina, tanto faz!

O modelo é este:

Mangas raglan e ar desportivo...
Só faltam os jeans!
Acho muito engraçado ver um bebé com este tipo de roupa casual!
Para completar, nos pezinhos, uns ténis e há-os bem bonitos em tricô ou crochê, réplicas das All Stars!

O meu carnaval será como se depreende:
-Lareira acesa, muitos filmes e séries na TV, cházinho com bolo, e tricô nas mãos.
Não quero nada diferente! Para mim o carnaval perfeito.
E o vosso, como vai ser?
Contem-me tudo!

Beijo
Nina

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Costurando, costurando ...


Domingo de carnaval chuvoso e gelado convidando a ficar em casa, ocupando as mãos.
Decidi costurar, uma vez que da MANTA, um monte de sobras me atrapalha o horizonte que pretendo organizado.
Aquelas coisinhas, aqueles restinhos amontoados espicaçam-me onde sou bastante débil, isto é, na convivência com a bagunça. 
Fui-me , pois, a eles. 


Peguei em dois destes blocos e decidi que seriam centro de almofada.

Utilizando tiras já cortadas, aumentei o bloco até atingir o tamanho pretendido ...

...alfinetendo, cosendo  e ...

... passando!
Reconheci o valor inestimável dos alfinetes que uso sem restrição - muitos, muiiiitos! - e do ferro de engomar que dá acabamento perfeito.

Igualmente incortonável a placa de corte, o cortador rotativo e a régua. São, realmente ajudantes imprescindíveis.
Não são baratos - foram até bastante carotes - mas valem cada cêntimo do seu preço.

E temos a frente concluída. Repeti o procedimento para a parte de trás.

Forrei com pano de lençol para esconder toda a teia de costuras, mas não utilizei manta acrílica.


Apliquei o fecho e ...

Ei-la, prontinha.
A descrição do processo, feita em meia dúzia de linhas, levou-me a tarde inteira, mas valeu a pena.


Eu que gosto de sofás ocupados com muitas almofadas, consegui um resultado muito harmonioso.

E já que estava com a mão na massa, conclui o caminho que cobre a mesa de mármore.

Ficou assim ...

Lindo e confortável.

Foi ao não foi uma tarde produtiva?
E também divertida, ainda que sem desfiles nem samba!
Gostei muito da sessão de costura. Sinto que cada dia ganho uma nova aprendizagem e soluciono problemas à medida que vão surgindo.
Acho que esta é a mais eficaz forma de aprender.
Concordam?

Beijo
Nina

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Sábado, chuva, dia dos namorados e cozido à portuguesa.


Um sábado triste este que coincidiu com o Dia dos Namorados.
Esta chuva miúda que ainda não parou de cair, gela a alma. O vento frio acentua o desconforto.
Passei pela feira, comprei uns paninhos, almocei em Espanha, passei por Esposende para me abastecer de hortaliça fresca e voltei a casa. E a chuva continua, persistente, chata.
Parece que conseguiu molhar-me, arrefecer-me a alma, logo a mim, que quase sempre enxergo o lado iluminado das situações.
Sei que é temporário, como tudo na vida, mas hoje, está sendo difícil manter o sorriso.
Nestes momentos soturnos e melancólicos, comigo, funciona muito bem ocupar-me para espantar a nuvem cinza que paira, chata, sobre a minha loura cabecinha.
Resolvi, por isso, preparar o almoço de domingo:

Que tal um cozido?
Gosto muito!
Com hortaliça fresquinha - esta penca foi apanhada à minha frente - cenouras e batatas, tudo do quintal da Fátima.
 Vou prepará-las e só amanhã entrarão na panela.

Quanto às carnes, exigem cozimento prolongado.


Já fervem!
Já cheira!
Cheira a comidinha caseira, boa e saudável.

Prefiro sempre carne com osso, muito mais saborosa e suculenta.
Juntei-lhe um chouriço que lhe acrescenta paladar, e cozo  quantidade suficiente para duas ou três refeições.

Amanhã, como disse, trato dos legumes e preparo um arroz utilizando o caldo do cozido.
Será um almoço feliz.
E, como já afirmara, nada como me ocupar para assim dissipar a nuvem negra.
Garanto que já me sinto melhor, mais animada e pronta para o jantar do dia dos namorados, que será coisa simples e muito rápida, como sempre prefiro.

Tenham um final de dia muito feliz.

Beijo
Nina




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Agora, é oficial!

Agora é definitivamente oficial!
Conclui a manta de patchwork e garanto que foi um trabalho muito gratificante.


Dobrada no braço do sofá ...

... ou aberta, as opções são infinitas.

E, já que a ideia era reciclar e reutilizar, no forro, apliquei um lençol que,
 entretanto, ficará diminuto para a dimensão das camas king size.

Ei-la, em todo o seu esplendor.
Confesso que o resultado superou em muito as minhas expectativas.



Pretendo repetir a experiência, agora com outra desenvoltura, pois ocorreu muito " faz / desfaz ) que aprendi como evitar.
Entretanto, comprei uma revista contendo uma série de projetos muito interessantes e, o que é mais importante, uma série de informações e dicas preciosas para quem, como eu, marinheira de primeira água, procura aprender novas técnicas e apropriar-se de informações.





Aprendi, por exemplo, que existe uma espécie de manta térmica termocolante que, seguramente, facilita a etapa do quilt, a mais melindrosa. Não sei se esse material se encontra disponível nas nossas lojas, mas se não estiver, é sempre possível encomendá-lo via net, o que me anima imenso.

Da manta sobraram uns quantos blocos que já têm destino. Com eles farei - aliás já comecei a fazer - um caminho para esta mesa com tampo de mármore, que me congela os braços, sempre que "piloto" o novo computador.

Esta a mesa assassina, super repaginada, que veio de casa dos meus avós ...


Este o caminho que ainda hoje irá cobrir  o mármore.

Este trabalho de dimensão reduzida manipula-se com a maior das facilidades. Aconselho a quem se inicia nestas lides que opte por um projeto de tamanho reduzido para assim escapar ao trauma que foi tentar quiltar a manta à máquina - uma coisa assim muito próxima do pesadelo! Eu, que sou dura na queda, resisti,  mas reconheço o sério risco de pura e simplesmente desistir.

E é isto!
Parece-me que a aventura do patchwork se pode facilmente comparar às cerejas - é só mais uma, e mais uma, e ainda mais uma, até acabarem as cerejas ou os paninhos!
Segue-se uma almofada para o sofá azul do quarto azul, que, até eu, eternamente inquieta com a decoração, até eu, dizia, considero satisfatoriamente pronto.

Tenham uma boa seta feira, 13!

Beijo
Nina