sexta-feira, 6 de março de 2015

Corações ...


Para dar sumiço aos restos de novelos que persistem em não desaparecer, apesar de todos os meus esforços, decidi-me por uma nova investida - corações, desta vez serão corações, corações coloridos.
São tiras em ponto baixo e - claro  - ostentando corações.
A inspiração veio DAQUI e o resultado final pode ser muito interessante, dando origem a uma manta  original - ou, pelo menos, a uma mantinha! - a dimensão depende dos novelos.
Estes, infelizmente, sendo de marcas diferentes, têm espessura de fio também diferente, o que, já se sabe, se refletirá na qualidade final do trabalho.
Este projeto serve-me como teste para uma técnica que nunca tinha experimentado. Não quero, por isso, investir em novo material e, como já disse, a manta termina quando o fio acabar.


Poderá vir a ser uma manta para cama de bebé, com cores alegres,
muito diferente da última que fiz.


As tiras serão apenas ligadas entre si,  no fim, não sei ainda como.

E aqui, as munições de que disponho!
 Aproveito para mostrar o canto, o MEU canto, onde, ao serão, e apenas ao serão, as malhas se tecem:

Ei-lo, a cena do crime.

Sempre gostei de corações como motivo decorativo, não me afligindo nada que seja um elemento muito repetido, muito explorado no mundo do  craft. Ainda assim, funcionam sempre bem! E, no caso, dão-me total liberdade para dar sumiço aos fios resilientes. Que é o que se pretende.
Uma vez as gavetas vazias, tenho em maturação um projeto que as vai encher de novo.
E é isto!
Uma luta perdida em que os fios, as lãs, os paninhos, me vencem sempre.
Tenham uma feliz noite de sexta-feira!

Beijo
Nina

quinta-feira, 5 de março de 2015

Vamos brincar?

Vamos?
Com paninhos! Proponho! Porque é muito divertido!
Acontece que da MANTA, sobraram muitos retalhinhos, todos em tons de azul e branco. Tenho uma cesta cheia a que quero dar destino. Comecei, então, a ligá-los entre si, sem saber ao certo o que deles nasceria, vogando ao sabor do vento, sem compromisso, só porque sim, só porque me apetecia. Brincadeira pura, como se verifica e, mais que brincadeira, terapia da boa, em que os sentidos se comprazem sem obrigação.
 É, pois, puro prazer, pura magia, aquilo do que falo.



E, sem saber como, surge objeto.
 No caso uma almofada - mais uma!
Adoro-as!
Adoro o ambiente de conforto, de intimidade que com elas nasce.

Como se entende, o avesso desta teia apresenta-se repleta de costuras, de fiapos - muito feia.
Nas mantas, contorna-se o problema  com a técnica da sandwich!
Na almofada, porém, não pretendo incluir manta térmica e, muito menos, quiltar.
Recorri, por isso, a um forro, neste xadrês miudinho que me encanta ... devo ter tido uma infância muito, muito feliz, já que qualquer pretexto é bom para a ela retornar.

Utilizei o que, suponho, se chama a técnica do envelope, que dispensa o fecho éclair ou ziper.

Rematando, não resisti a um bordadinho - lá está, a minha sempre presente busca da infância.
Rematei. pois, com duas tiras em bordado inglês e continuei ...

Na parte de trás, inclui uma porção do tecido do forro - tão lindo!


Sempre atenta às técnicas do rigor que controlam o patchwork. Não que esse rigor seja plenamente alcançado, que não é!
O rigor, para mim, é um caminho que se faz caminhando e todos os dias se avança um pouco mais para alcançar essa meta.
Hoje, costuro muito, muito melhor que ontem!
Amanhã, asseguro, uns quantos passos mais serão dados.



Ainda me sobraram retalhos, mas mais almofadas,não!
O meu quarto azul convida ao aconchego.
E foi tão fácil!
E, mais importante, deu-me tanto prazer! Encheu os meus dias de "que fazeres" muito bons!
Vamos brincar com paninhos?
Vamos?

Beijo
Nina

quarta-feira, 4 de março de 2015

O meu coração balança!


Hoje, sinto-me particularmente indecisa!
Vou falar sobre que tema?
É que tenho vários, todos eles fresquinhos, aos saltos, cheios de vitalidade, gritando por vez!

Poderia referir o lindo dia de primavera que hoje nos foi oferecido e mostrar as minhas plantas, todas impacientes, prontas a cumprir o seu ciclo vital, com flores espreitando em cada uma ...

Ou poderia narrar a brincadeira que foi o jogo de encaixa e volta a encaixar com os meus paninhos coloridos que, está provado, são viciantes e continuam dando fruto.

Ou então, por uma questão de coerência, mostrar a conclusão da mantinha para bebé feita com sobras de lã, terminada ontem à noite. 

Decido-me por ela ,a mantinha colorida, que passo a apresentar:

Trabalhinho muito, muito fácil, de uma simplicidade infantil, muito adequado ao serão televisivo - já expliquei - um olho na TV, outro na malha.
 Enquanto não ficar estrábica, insisto na diversão. 

São 25 quadradinhos, todos diferentes, todos iguais, ligados com uma volta em ponto baixo, em lã branca,
porque, para as caminhas de bebé,
gosto de tons pastel!

Coisa  despretenciosa, gastou uns restos de novelos ...

As gavetas, essas,  incompreensivelmente, não refletem o gasto, continuando a deitar por fora.

Poderia lançar-me num projeto mais ambicioso, uma manta para sofá ou uma colcha de lã , não sei ainda.
Comprei há tempos, na Fnac, um livro com propostas em crochet. Talvez nele encontre inspiraçãao.
Por outro lado, se o bom tempo se instalar - oxalá! -  trabalhar com lãs deixa de ser apetecível e lá ficarão as gavetas atafulhadas esperando que o frio chegue.

Quanto à mantinha colorida,já tem dona prevista e será oferecida muito em breve.

Beijo
Nina


terça-feira, 3 de março de 2015

Leite de vaca é p'ra bezerros!

- Devo incluir o leite de vaca na minha alimentação? - perguntou a paciente ao seu médico.
-Sim, deve! Se for um bezerro!- respondeu o clínico.

E assim, de repente, vê-se uma pessoa com o seu mundo e conceitos virados do avesso, de pernas para o ar!
- Então não aprendemos que o leite era - a par com os ovos - o alimento mais completo? 
- Aprendemos, pois claro!

Acontece que na vertigem dos novos conhecimentos, o que era verdade ontem, deixa de o ser hoje, e assim o leite foi destronado e quase diabolizado.

Pessoalmente, pertenço à geração do leite - em oposição aos meus pais, eles da geração do chá -tendo consumido, ao longo da vida, litros, quilolitros de leite!
Era um hábito enraízado, mas, aos poucos, fui diminuindo a ingestão. Porém, ao pequeno almoço - para mim a melhor das refeições - não dispensava o meu cafezinho com leite. Até que aos meus inocentes e incautos ouvidos chegaram as notícias da maldição:
-Evitar o leite a todo o custo, porque nele recaiam as responsabilidades de doenças terríveis, para mais hoje, que as vaquinhas tomam hormonas e antibióticos!

Faz sentido, faz todo o sentido! Por isso, aos poucos, sem necessitar que o médico me perguntasse se sou um bezerro, fui pondo o leite e seus derivados de lado, o que não significa que, esporadicamente, quando o rei faz anos, coma queijo, manteiga e leite.

Quem pretender informação mais detalhada, encontra-a AQUI.

Mas, como há pouco dizia, não sendo radical, de vez em quando, recorro aos laticínios, com aconteceu hoje, ao preparar este maravilhoso BOLO DE IOGURTE!



Mesmo muito agradável, com um chazinho ou mesmo, no fim do jantar.
Precisamos de:

1 iogurte natural
4 ovos
12 colheres de sopa de açúcar
9 colheres de sopa de farinha própria para bolos
2 colheres de chá de fermento
1 copo de óleo - usa-se o do iogurte
Frutos secos variados


Misturam-se, por esta ordem, os ingredientes:

Ovos + açúcar + iogurte + óleo + farinha com fermento.
Bate-se muito bem entre cada ingrediente.
Salpica-se com frutos secos variados.
Unta-se uma forma com manteiga e polvilha-se com farinha.
Assa durante cerca de 50 minutos em forno a 180 graus.

Lá está! Tive de incluir 1 iogurte!
Se faz mal? Não! Não faz mal nenhum!
A vida é para ser vivida com prazer e o importante é o equilíbrio!
Garanto!
E comam o bolinho sem culpa!


Este o aspeto!
A  pedido de uma menina muito curiosa, mostro o interior fofo e delicioso!


Beijo
Nina

segunda-feira, 2 de março de 2015

Papéis!



Tantos papéis!!!!
E refiro-me mesmo a papelada, burocracia, coisas, coisinhas chatas que têm de ser despachadas.
 Fi-lo! Até agora, foi tudo quanto fiz,  nesta segunda feira que continua igual ao domingo, que foi igual ao sábado, que ... Isto é, a chuva não nos larga!
Com ela vem uma preguiça boa, de fazer o que apetece e não é urgente nem imperioso. É sentar ali
num cantinho, no meu cantinho, que já tem a minha marca, o meu molde e ficar rodeada de agulhas e fios. Tão bom! Não foi possível! Quando for - daqui a pouco - ainda vai saber melhor.

Quase 5 da tarde! E já "matei" imenso trabalho, que quando se impõe, encaro o bicho de frente e vou-me a ele. Não sou, nunca fui de adiar, de empurrar com a barriga. Agora, sabe bem! Livrei-me, libertei-me.
E ...

Fiz sopa! Assim que arrumei os papéis, fui para a cozinha, inspirada numa receita que me ficou no ouvido e me caiu no goto. A fonte? Não sei, que se soubesse, referia! Mas, a fonte foi apenas inspiração e a minha sopa é completamente distinta da versão inspiradora. Dela ficou o nome.
-SOPA DE ALHO FRANCÊS COM MAÇÂ!!!!
Não é irresistível?

Então, inventei assim:

- Cortei 2 cebolas às rodelas;
- Cortei 3 talos de alho francês, também às rodelas;
- Piquei 5 dentes de alho;
- Reguei com azeite e deixei que fritasse muito levemente;
- Descasquei e cortei em cubos, 3 batatas e 4 maçãs;
- Reguei os alhos com caldo de legumes até os cobrir e juntei as maçãs e as batatas.
- Cozeu meia hora.
- Reduzi a puré.
- Temperei com sal e pimenta e raspa de gengibre;
- Polvilhei com salsa fresca.


Ficou assim:


Cor, sabor e odor em equilíbrio!

Nem doce, nem salgado, com um suave aroma a maçã!
Quentinha, aqucce o corpo e a alma!
Mesmo num jantar que se pretenda mais elaborado, é uma excelente entrada, uma sopa incrementada, diferente e, se quiserem pecar, creio que umas gotinhas de vinho do Porto e uma colherada de natas, serão a cereja no topo do bolo!

Nada de torcer o nariz à novidade! É experimentar, se faz favor!

Beijo
Nina

domingo, 1 de março de 2015

Pareço inglesa, eu sei que pareço!

Pareço inglesa porque ando com fixação no tempo!
 Tenho verdadeiras crises de ansiedade quando, pela manhã, abro os estores!

Oh! Páááááá´!!!!


É isto! Tem sido isto todos os dias.
Já cancelei fins de semana à beira mar, já adiei sine die programas de fim de semana ... 
Estou farta, mais que farta!
É que na última sexta feira (com hífen ou sem??? Olha, tanto faz!), soprava uma nortada cortante, mas havia sol e céu azul. 
Era só apertar o casaco, enrolar o cachecol e enfiar o gorro que estava pronta para o passeio.
Não é que o sábado nasceu cinzento e molhado, com uma chuva miudinha, também conhecida por Molha Tolos, que não deu tréguas?
Parece de propósito - chega o fim de semana, chega a chuva!
 Nem à Feira pude ir, eu que estava tão necessitada de umas coisinhas, não me atrevi!
Domingo, é isto!
O que a imagem documenta!
De modo que me sinto uma genuína inglesa, sem outro assunto que não seja "the weather!!!"

Posto isto, fiquei-me por casa ...


Com lareira acesa , muito chazinho e mãos ocupadas.

Continuando na árdua e quase impossível tarefa de despejar as gavetas das lãs, comecei a dar destino aos novelos em fim de vida e já dizimei uns quantos.

Estes quadradinhos que não têm novidade alguma, serão ligados entre si dando vida a uma mantinha para bebé.
Entretanto, terminei o casaquinho tricolor:


Modelito que vestirá um bebezinho que  aparecerá, apesar da crise de natalidade.
Para abotoar, estas joaninhas!
Teria preferido um botão naútico, mas, à falta dele, preguei estes bichinhos e o resultado é até bem engraçado.
Vieram de uma loja chinesa e - pasme-se! - por toda a embalagem (deve ter 12) paguei 0.90€ ... não entendo estes preços!

Aproveitei ainda para dar destino a uns quantos retalhos que sobraram da  MANTA EM PATCHWORK e, assim, o domingo foi ocupado.

Oxalá o vosso tenha sido feliz como o meu, porque, embora resmungando contra a chuva e o nevoeiro, aproveitei plenamente a dádiva de mais um dia muito bem vivido.

Beijo
Nina

sábado, 28 de fevereiro de 2015

E o mês de Fevereiro chega ao fim!

Num instante, sem fazer alarde, termina o segundo mês do ano.
Voou! O tempo voa!
Sem deixar rasto, desaparece - faz medo, faz pensar na vertigem que é a vida.
O que é que eu fiz, como usei o meu tempo?
Para lá das tarefas rotineiras, terei aplicado bem o meu bem mais precioso?
Admito que os meus dias são bem vividos!
Admito que fui abençoada com a capacidade de gostar de gostar!
Admito que não alimento o tédio, nem outros sentimentos pequeninos!
Admito que gosto de estar ocupada!
Admito que estou de bem comigo e com a vida!

Fiz hoje, ultimo dia deste mês que se extingue, um apanhado palpável do que me saiu das mãos. Pretendo repetir o balanço todos os meses, obtendo a gratificante sensação que a velocidade vertiginosa dos dias, na sua vacuidade,  é apenas aparente e, desconfio, que este apanhado me/nos reconcilia com o tempo que passa, não em vão, nunca em vão!

Recorro meramente aos registos do blog que, ainda que incompletos, me apaziguam, porque, afinal, não desperdicei o tempo:



A grande aventura foi a realização da minha primeira manta em patchwork, um trabalho muito, muito gratificante.

Durante os serões, frente à TV, bordei vários quadrinhos, com esquemas fornecidos pela minha amiga Nina Dias, que do Brasil proporciona estes desafios.


Este é apenas um dos muitos já bordados e que, de momento, aguardam destino - por acaso, sei muito bem onde os vou aplicar e só não o digo, porque estragaria a surpresa e também porque não sei se tenho unhas para o projeto ...
Com as camisas do marido, cortei retalhos que apliquei assim:


Neste saco que já foi utilizado, agora que as restrições ao plástico, finalmente e em boa hora, se impuseram.
Com as sobras da manta, fiz uma almofada e um caminho para mesa:









Remexendo a gaveta das lãs que quero esvaziar - não compro nem mais um novelo enquanto nela houver um fiozinho de lã - descobri um amarelinho e dele nasceu este casaquinho:



Tenho mais dois trabalhos em fase adiantada, o que me leva a concluir que o tempo deu frutos, diria mesmo que rendeu, neste mês, o mais pequeno de todos!
Há quem faça este balanço diariamente! Há quem nunca o faça!
Por mim, prometo fazê-lo mensalmente, sendo que este exercício funciona  como recompensa e motivação para bem gerir o tempo e a vida !

Beijo
Nina