quarta-feira, 15 de abril de 2015

Quarta-feira, à tarde ...


Quarta-feira à tarde, é dia especialmente bom, dia em que  tenho toda a casa só para mim, sem barulhos, sem interrupções, sem nada! Gosto muito. Dá-me uma sensação de liberdade muito boa.

Esta tarde, aproveitei para adiantar umas costuras iniciadas na semana passada. Não gosto de ver panos e paninhos, linhas e alfinetes esperando, sobre a mesa, que lhes dê destino.
Porém, às vezes é inevitável a espera, já que, na costura, como em muitas outras coisa, a pressa é má conselheira e conduz facilmente ao desastre.
A esse propósito, confesso, que cedendo a uma urgência desnecessária, preguei muito, muito mal o fecho, o que equivaleu a trabalho a dobrar, já que hoje, com toda a calma, o despreguei e cosi , de novo, convenientemente.

O que andei eu a costurar?

Isto:


Uma bolsa, ainda com o tecido dos corações e forro às pintinhas.

No exterior, um passarinho, dos muitos que fui bordando.




Fundo em "caixa de leite", com um tamanho que dá para arrumar este mundo e o outro.

A parte de trás, lisa ...
 Já tinha confecionado , com os mesmos tecidos, uma menor que se conjuga lindamente com esta:

As duas vão ocupar o SACO que me acompanhará nas idas à praia.
Gostei tanto do resultado que sou bem capaz de costurar uma terceira bolsinha - bolsas e bolsinhas nunca são de mais - porque, doutro modo, instala-se o caos dentro do saco.

Esta servirá para as diversas chaves ...
E esta, maiorzinha,  para a escova de cabelo e o protetor solar.
Tomei o gosto a esta costurinha.
Já utilizo o pezinho especial para coser o fecho, que  aconselho, porque simplifica imenso a tarefa.
Quando se tem êxito em qualquer que seja o projeto, apetece continuar e, o que é mais importante e motivador, apetece subir a fasquia e ousar empreendimentos mais difíceis e desafiantes.

Assim se cresce!

Beijo
Nina

terça-feira, 14 de abril de 2015

Que dia!


Que dia!
Foi bom, mas imensamente cheio!
Mas bom, repito!

Do Leroy Merlin, trouxe três vasinhos de uma planta suculenta que promete cachos de fores brancas.

Coloquei-os no peitoril da janela, ali,  onde o sol bate toda a tarde.
Tenho a certeza que se vão dar bem com a nova casa  e
que só me darão alegrias.

Gosto de decorar as janelas com plantas e velas, embora, aqui em casa, só esta, na sala e outra na cozinha o permitam.


Coloquei as novas plantinhas nesta taça de vidro que trouxe da Alemanha.
A taça é linda e garante que as regas não estraguem a superfície de madeira.
 O cinza e o branco são uma combinação de cores muito tranquila, que me encanta.



Estes copinhos para velas, dentro das mesmas cores, completam a decoração da janela.
 Gostei tanto do resultado que, ao longo do dia, espreito. E cada vez me agrada mais.

Ao almoço, que preparei em pouco mais de meia hora, bacalhau cozido com grão!
É tão bom! Calórico, mas muito bom, muito português!


Com muitas couves, cenouras, ovo cozido e batatas novas ...
Regado com azeite virgem e umas gotinhas de vinagre.

De vez em quando assaltam-me uns apetites de comidinha muito simples, sem truques, muito reconfortante.
Acho que é comida de tempo frio, que aquece o corpo e a alma.

Depois do almoço, novo desafio:

-Arrumar roupas, guardando as de inverno!
Maldição! Tarefa mais chata!
A grande aspiração da minha vida é reduzir de tal forma "os trapos" que não precise de os trocar!


Despejei T-O-D-A-S as gavetas, libertei todos os cabides ...

... transformei o quarto em campo de batalha ou em recinto de feira ...
 ... mas consegui completar a tarefa!

Enchi sacos para doação:


Roupas, sapatos, malas ...

Ao todo 6 volumes!

Conclui que ainda tenho muiiiiiita tralha! Que nervos!
Mas eu chego lá!
Mais uma mudança de estação e será a última mudança de roupa!
Prometo!
Porque isto de ter muito armário, muito lugar para arrumar, conduz a um tipo de acumulação doentia.
A sério! Isto vai acabar!

E assim preenchi esta terça-feira!
Maior  produtividade seria impossível!

Beijo
Nina

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Caril? Adoro!

Adoro caril, uma paixão recente. Há ainda pouco tempo, só o cheiro me nauseava.
Lá está ...
-Nunca digas desta água não beberei!

Gosto de todas as combinações possíveis, sejam elas apenas legumes, frango, marisco, peixe ou o que mais me ocorrer.

Desta vez preparei um caril de peixe e marisco:


- Comecei por picar 1 cebola grande e 4 dentes de alho que fritei em azeite, mexendo sempre para não queimar;
- Acrescentei um copo de vinho branco e deixei que a cebola e o alho cozessem, temperados com sal, pimenta , 1 colher de sobremesa de caril e 1 colher de chá de açafrão;
- Quando o vinho reduziu, desaparecendo quase completamente, acrescentei 1 frasco de leite de coco, 2 paus de canela,  tamboril em cubos, lombos de pescada, ameijoas, mexilhões e camarões descascados, deixando que cozesse por 5 minutos;



Está pronto!
Decora-se com umas ervinhas aromáticas - salsa, segurelha ou coentros - , camarão gigante previamente cozido e serve-se com arroz basmati.

Este prato de peixe e marisco resulta sempre bem, desde que se tenha o cuidado de não deixar que coza demasiado, o que endureceria o marisco e reduziria o peixe a nada.
Para além da delícia é  uma excelente forma de servir peixe a quem o desdenha.

Vinho branco ou cerveja gelada são as bebidas indicadas.

Mais fácil não pode ser.

Beijo
Nina




domingo, 12 de abril de 2015

POP 101

O POP 101 é um local diferente no Porto!

É nome bar de tapas, com opções vegan e vegetarianas, uma oferta que, convenhamos, não é particularmente abundante.

Situa-se na parte velha da cidade do Porto, melhor dizendo, no coração da cidade velha, abraçada à Torre dos Clérigos, ali , onde se desenvolve a movida!

A rua, concretamente, é a Rua de Trás, nº 101!

Local tranquilo e acolhedor,  recebe os visitantes com um sorriso nos lábios e faz-nos sentir como se em nossa própria casa, na nossa própria sala,  nos encontrássemos, para jantar, ou apenas para um copo , com música de fundo, após o jantar.

Esta-se bem no POP 101!

Os proprietários - o Dani e a Xana - sempre presentes, sempre solícitos, fazem questão de garantir  a excelência no acolhimento. 


Ambiente agradável e descontraído serve, entre outras ofertas:
Fino a 1.50€; cervejas artesanais, entre 3.50€ e 4.50€;
 Espirituosas, a partir de 2€
Vinho a copo desde 2€.

As chamuças custam 3€;
Hamburger vegetariano ou vegan, 5.50€; Ttábua de queijo a 10€ (meia, 6€);
Batatas bravas, 3€; croquetes a 1.75€; alheira, 6.80€;
Fondant de chocolate e crepes a 3€; 
Café e chá a 1,50€

Este o horário de funcionamento :

Terça a quinta, das 19:00 às 24:00
Sexta e sábado, das 19:00 às 02:00

O projeto invulgar e inovador nasceu, como já referi,  da aposta de dois amigos, o Dani e a Xana, ele biólogo, ela bioquímica,  pretendendo dar resposta  numa área onde a oferta é ainda restrita, a da comida vegetariana e vegan.

O espaço  simpático, repleto de referências à cultura POP, proporciona um ambiente intimista, com atendimento expedito e afável.

Fui ao POP 101 na última sexta-feira e gostei muito!
A quem, noite adentro,  deambular pelas ruas do Porto antigo, deixo, pois, a sugestão.

Beijo
Nina



sábado, 11 de abril de 2015

Sábado!

Sábado é dia de todos os lazeres de todas as preguiças.
É dia em que menos visitas recebo. Entendo bem porquê. Eu própria tenho pouca vontade de aqui cirandar. Forço-me, obrigo-me a vir porque sim!
Com um dia de profundo céu azul. temperatura amena - embora com uma ponta de vento gelada - apetece sair e, como o caracol, armazenar sol na alma, se tal é possível.
Tratei de regar toda a minha plantação, por ordem na casa e aguardar pelo jantar que será na companhia de amigos, em restaurante previamente aprovado. Dele darei notícias futuramente.
A seguir, sessão de sofá!
Naquele sofá banhado pelo sol que convida ao dolce fare niente.
Talvez um filme, talvez a leitura de jornais, talvez deixar simplesmente que as horas escorram sem qualquer controlo.

Aproveitem o sábado, este, único e irrepetível!

beijo
Nina

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Entra um(a), sai um(a)!


É uma regra de ouro!
Diria mesmo que é A regra de ouro!

Refiro-me às compras!
Cada vez compro menos, mas, ainda assim, vou comprando, porque ninguém é de ferro e uma roupinha nova dá um ânimo que nenhum Prozac consegue!
Muito bom, muito agradável, uma massagem revitalizadora no ego, desde que se cumpra o sagrado pressuposto:

-ENTRA UM(A), SAI UM(A)!

Encontrei este vestido branco, com corte muito simples, muito linha trapézio, que garante conforto absoluto. O tecido é um jersey que simula relevo em tricô, inspirado no tricô tipicamente irlandês.
Pareceu-me bem, excelente para combinar com casacos 7/8, compondo um conjunto adequado a esta estação intermédia.
Na loja, nem o provei!
Seguramente que é o meu tamanho, mas, não sendo, nenhum impedimento em trocar ou devolver.
Acrescento que tenho verdadeira fobia aos provadores das lojas, uns cubículos claustrofóbicos, com uma luz tenebrosa que confere à potencial cliente um verdadeiro ar de morta-viva e que - o que é mais grave - acentua todo e qualquer defeito , por insignificante que seja, no nosso adorado corpinho. Por isso, recuso-me a provas na loja. Se feitas, acabam em recusa absoluta da compra.
Mas onde é que estes entendidos em vendas têm a cabeça?- pergunto-me!
Eu, se tivesse uma loja de roupa, trataria de arranjar espelhos adelgaçantes e que promovessem a figura da potencial compradora, com perfume no ar, luzes suaves e música inebriante!
Mas não tenho e portanto provo em casa!

Perdi-me!
Vinha falar da tal máxima - Entra um ...

Cá está, o lindo vestido, que fará conjunto com diversos casacos.

Ocupará o cabide de um outro, já com alguns anos, em perfeito estado de conservação.
Este:


É bonito, eu sei. E está novo!
Por isso vai alegrar o armário e a vida de outra pessoa.
 Tempos houve em que não encontrava a quem doar roupas.
Atualmente tudo mudou e sei muito bem que quem recebe as minhas roupas as usa com toda a alegria.

Comprei, ainda, uma blusa branca.
Confesso que é uma das minhas obsessões! Adoro blusas e camisas brancas!
Acho que conferem um ar moderno, desportivo e cuidado, para além do facto inegável de combinarem bem com tudo.
Ei-la!


Num tecido translúcido, exigindo, talvez, um top!
Gostam?
 Pois a que sai, e que até já saiu, e que já se encontra arrumadinha num saco, é esta:

Tenho-a há algum tempo, já foi lavada diversas vezes, mas continua nova!

Sou totalmente incapaz de doar o que quer que seja por estar velho e estragado.
Nesse caso, vai direitinho para o caixote do lixo.

Finalmente, perdi-me por estas calças brancas com pintinhas em azul marinho:


As hipóteses de combinações e conjugações são infinitas!

Tanto mais que adoro, na primavera e no verão, a combinação marinheira.

Portanto, se entraram umas calças, saíram outras:


Estas, em couro preto, usadas, mas eternas!

Teremos , pois novo visual no fim de semana, coisa que, já se sabe, faz muito bem à alma.
E, o armário, esse continua organizado e nada atafulhado, como se exige!

Beijo
Nina

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Primavera!


Por muito que nos queixemos e que refilemos, que isto não é tempo que se apresente e que chega de frio, de nuvens, de chuva e de frio ... por muito que protestemos, a primavera já está entre nós!

Hoje, dei com ela de frente, cara a cara, no jardim da casa dos meus pais, todo ele pincelado pelo colorido das novas fores.
De lá, vieram estas:

Orquídeas - divinas orquídeas - e lírios.
 No meu hall de entrada, que está longe de ser o meu ideal - é pequeno e sombrio - alegram os olhos de quem chega e o espaço parece, de repente, ter-se iluminado.

As minhas orquídeas - as de interior ... - depois de nove meses sem flor, cumprem o seu ciclo de vida e, uma a uma, têm vindo a desabrochar.
Lindas e únicas merecem lugar de destaque e, por isso, viajaram para as mesas de apoio da minha sala, local dos meus lazeres.


Esta, livre e selvagem, deu asas à imaginação e expandiu-se em todas as direções.
Branca, da cor que mais me agrada.
 Se não fossem tão absurdamente caras, encheria, permanentemente,  a casa com ramos de flores brancas!

Esta, roxa, foi a primeira a florescer.
Entretanto, todas as outras se preparam para, uma a uma, dar um ar da sua graça.
 São preciosidades, verdadeiras obras de arte de uma infinita delicadeza e, no entanto, são de uma quase total facilidade.
Água com parcimónia, ambiente bem iluminado, um pouquinho de borra de café e é tudo quanto precisam para que a metamorfose aconteça.
Sem flor, estas plantas são de uma insignificância absoluta, limitando-se a um par de folhas sem graça.
Porém , cumprida a hibernação, transfiguram-se nestes seres magníficos que, ainda por cima, se mantêm exuberantes durante meses.


Esta, do exterior, é ainda menos exigente, apreciando chuva, vento e calor!

 Quando, como agora, abundam,eu,  num acessodelirante de milionária, pego numa e com ela enfeito a bancada da minha casa de banho.


Refletida no espelho, copia o ambiente de uma suite num hotel de 6*


Mas nem só de orquídeas se veste a primavera. De modo algum!
É que, no terraço, a sua presença é vísível e palpável.
Por exemplo, um arbusto de alperces / damascos, floresceu e foi lindo!



Mas, sublime mesmo, foi encontrar os primeiros frutos!
Parecem azeitonas!
Pela primeira vez desde que comprei a árvore, há 3 ou 4 anos, ela frutificou!
São muitos, ainda verdes e pequeninos, mas não interessa. O importante é que o milagre aconteceu!

Ei-la, à esquerda, a árvore dos damascos/alperces.
 E os bolbos que de ano para ano permanecem na terra, uma vez mais, floriram / explodiram.


São lírios e são lindos!
 Nos limoeiros, muitas flores e já alguns frutos:


Prontos para todas as limonadas, para todas as tartes de limão.

Comprei vasinhos de tomate cherry e transplantei-os para duas floreiras:
-Resultado:


Tomatinhos vermelhos, maduros e suculentos ...

Serão imensos, a avaliar pela floração.
 E terei peras, quilos de peras:

Que as pereiras estão floridas ...
 São duas qualidades distintas que assim me aconselhou o jardineiro.


No ano passado, tive uma pera! Deliciosa! Este ano, espero colher muitas mais.
 E vão nascer cerejas:

Que as duas árvores estão brancas de tanta flor!
Já frutificaram, embora timidamente.
Este ano a colheita promete.
E figos!
Eu que adoro figos, vejo a promessa ao vivo e a cores.
 Noutro canto, mais atrasadas, as macieiras - duas - começam a florir.
Com elas sempre colho maçãs!

As primeiras florziinhas que daqui por meses serão frutos ...

E, para terminar, o meu pessegueiro ...

... que, no último ano produziu um pêssego!
 E pronto!
Aqui está a inegável força da natureza!
Pode parecer insignificante, mas, para mim, este testemunho do ininterrupto ciclo da vida é o mais apaziguador argumento da verdadeira importância das coisas!
Nada de material é muito importante!
Importante é a sequência da vida, em que tudo passa, mas em que tudo se renova e reinventa.

Beijo
Nina