sexta-feira, 8 de maio de 2015

Antes / depois

As minhas orquídeas de interior, todos os anos, resolvem florir ao mesmo tempo - lá terão as suas razões!

Começam por lançar umas tímidas hastes. 
É o primeiro sinal.
 Essas hastes devem ser atadas a estacas para ajudar o seu desenvolvimento.
 Depois é regar uma vez por semana e deixar que o milagre aconteça.

A medo, primeiro uma, depois outra e, finalmente, todas desabrocham.
São tão lindas que as trago para perto de mim, para o local onde passo os momentos mais calmos e descomprometidos de tarefas ...
 A sala!
 Concretamente, semeio várias sobre a mesa de apoio aos sofás.


Digamos que, apesar da beleza,  esta exuberância florida tem um não sei quê de coisa sem rumo,sem linha mestra, sem objetivo.
Fica-me a impressão que as pouso ali, como poderia pousar o jornal ou uma revista.
Não gosto!
Estas lindezas merecem outros cuidados.
Hoje decidi-me.
Decidi agrupá-las!
Dar-lhes rumo!

Agrupei quatro variedades nesta terrina!

Que não é uma terrina qualquer.
É centenária e absolutamente insubstituível, até por razões sentimentais.
Fazia parte de um serviço "de todos os dias", da casa dos meus avós maternos.
Quando a minha avó faleceu e a casa foi desfeita, divididos os bens pelos herdeiros, este serviço calhou a uma das minhas tias.Na altura não dei grande importância ao facto, mas, mais tarde, sempre que visitava essa tia, suspirava olhando a linda terrina da avó.
Tão visível deveria ser a minha emoção que, um dia, a preciosidade chegou às minhas mãos, oferecida pela tia querida.

Ninguém lhe toca que não deixo, mas, sempre que pretendo valorizar um espaço, penso na "terrina da avó".
Foi o que aconteceu esta tarde.
Organizei quatro variedades de orquídeas no seu interior e gostei muito.


Aquele aspeto de coisa desorganizada, de feira,  desapareceu e as flores passaram a fazer todo o sentido

Todas lindas na sua exuberância exótica ...

Todas com um ar de felicidade - que as flores têm sentimentos! - que prometem muitas semanas de repouso zen!
Basta olhá-las.

Beijo
Nina

quinta-feira, 7 de maio de 2015

96 Corações!


96  corações!
Ena!
Tantos!


Inicialmente, como previra AQUI, necessitaria de 8 tiras, cada uma delas com 8 corações!
Enganei-me, porém,  redondamente.

Os 64 que tinha julgado suficientes, não o eram, de modo algum!
Compunham uma mantinha insignificante, sem préstimo.
 Portanto, acabei por tecer 12 tiras, atingindo então o tamanho que pretendia - 1.30 m/ 1.60m.

O resultado foi este:


A toda a volta, uma carreira em rosa, em ponto baixo e uma segunda , em branco, com um simples picôt!

A ideia inicial - dar vazão aos restos de lãs - foi completamente ultrapassada,
porque, por várias vezes,
tive de comprar provisões.
Dei por muito bem empregue o meu tempo, que este, é o tipo de trabalho que se realiza em modo "piloto automático"!


O ponto baixo, confere-lhe uma textura densa, que torna a manta muito quente.
É o tipo de trabalho que vicia, tal os dividendos que paga.


Para já, vai repousar nas costas de um sofá branco ...

No inverno, alegrará um quarto de dormir.
Agrada-me vestir as camas com várias camadas sobrepostas, e, os corações vão colorir uma cama que, normalmente, opta pelo branco.

Como seria de prever, não despejei a gaveta das lãs e já me conformei com essa impossibilidade - desse assunto já falamos repetidamente.



Porém, já que estou com as mãos na massa, iniciei uma almofada com a mesma decoração ...

Porque, na minha opinião, corações nunca são de mais ...

Cabe sempre mais um e garantem momentos de puro prazer para os olhos.


Beijo
Nina

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Se no sul ...

Se no sul, durante o fim de semana, vivi num perfeito paraíso de sol ameno, aqui, no norte - disseram-me ... - choveu continuamente e, o que é mais grave, um verdadeiro vendaval varreu a região, com árvores derrubadas e outros estragos de monta.

Eu, tranquila, não dei por nada, tanto mais que, para além de dispensar relógio, faço uma espécie de greve às notícias da TV.

O certo é que, à medida que subia dirigindo-me para norte, o tempo mostrava má cara, com chuva, frio e vento.

Cheguei a casa noite fechada, sem condições para fazer uma avaliação dos estragos no meu terraço, local desabrigado e muito alto.

Temi o pior!

Afinal, sem razão. 
Tive sorte e o meu jardim / quintal / pomar / horto, quase nada sofreram com a intempérie.



As flores resistiram  e ...

estas - as sogras e noras, como são popularmente conhecidas - grandes, vistosas, berrantes, maravilhosas, aguentaram ,quase sem dano, o impacto da ventania.

Os gerânios, também conhecidos por sardinheiras, perderam parte da floração,
 mas encontram-se em pleno processo de recuperação.
Gosto muito destas plantinhas. São muito fáceis de cuidar, muito resistentes,
muito alegres e muito decorativas.
Ainda não as contei, mas possuo uma enorme variedade e quantidade.
Têm ainda a vantagem de "pegarem" por estaca com a maior facilidade.
Por isso aconselho vivamente a que, quando encontrarem um exemplar que vos agrade,
 não hesitem
- cortem um tronquinho, conservem o caule mergulhado em água e rapidamente surgirão as primeiras raízes.
É altura, então, de serem plantadas.

Igualmente robusta é a lavanda /alfazema.
Compõe um arranjo lindo e quando chegar o verão é que mostram verdadeiramente o que valem.


Surgem então as florinhas roxas que se apanham, se deixam secar e, seguidamente, encherão os saquinhos perfumados para gavetas e armários.

 Este ano, após várias épocas de maturação, as minhas árvores darão fruto:

Aqui, pêssegos ...

Aqui, cerejas!
 Ao lado, um imenso redodenro lilás!


De uma beleza extasiante!

Perto, plantei na mesma floreira duas pereiras.
No ano passado, colhi 1 pera!

Este ano, serão muitas, muitas, muitas!

Noutro canto abrigado, os tomates cherry!


Não param de produzir ...

E todos os dias apanho os mais que suficientes para acompanhar as refeições.
Trouxe-os do Lidl. Dois vasinhos minúsculos que transplantei.
O resultado não poderia ser mais satisfatório nem mais surpreendente.
Aconselho a compra.

Os limoeiros, adubados com borra de café, revelam-se também extremamente produtivos.


Disponho de permanentes limões fresquíssimos.
É só ir à árvore e já está!

Gosto imenso de alperces /damascos e , já há alguns anos, comprei uma arvorezinha que transplantei.
No último ano, tive lindas flores rosa.
Este ano ...

... tenho 5 alperces / damascos!
Vão saber-me melhor do que quaisquer outros que possa vir a comprar!
 Estreante nestas andanças, é também esta figueira ...


Pela primeira vez na sua curta existência, exibe, vaidosa, 1 figo!


De todas as árvores de fruto que podem ser cultivadas em vasos, as mais resistentes, de acordo com a minha experiência, são os limoeiros.
Por isso tenho vários, que me garantem permanentemente limões frescos.


Assim, enquanto uns dão fruto, outros encontram-se em pleno processo de floração.
 Daí que, aconselho a quem pretender iniciar-se nestas artes, que aposte nos limoeiros.


Fiz - que não resisti - um close up desta linda perinha:


Promete - que sou otimista - vir a transformar-se numa delícia doce e sumarenta!
Fui, portanto, abençoadamente protegida da intempérie!

Com paciência, há que aguardar que a natureza cumpra os seus ciclos.
Observá-los é, só por si, uma dádiva, seja qual for o resultado!
Sou grata, muito grata!

Beijo
Nina


terça-feira, 5 de maio de 2015

Se eu pudesse ...

Se eu pudesse, hoje mesmo, regressaria ao meu paraíso particular, mas como não posso, a vontade vai crescendo, crescendo até chegar àquele ponto em que só o regresso me acalma.

Foi muito bom!

Na sexta-feira, primeiro dia de praia, com sol, temperatura amena, e quilómetros de arei só para mim, foi, apenas, e completamente, um dia divino. Daqueles perfeitos em que tudo flui e só nos dá alegria.
Sábado e domingo permaneceram no mesmo registo, mas, não sendo já novidade, limitaram-se a ser magníficos.
Segunda-feira poderia ter aproveitado ainda o dia na praia, mas o tempo - esse chato - não deixou.
O dia nasceu com nuvens e fresquito o que obrigou a mudança de planos.


Lá, no meu paraíso, tenho, cultivo e mantenho rituais e, para começar o dia, uma pausa no café do Senhor Tony - que me permite acesso à net - um cafezinho bem tirado, jornais, uma volta rápida pelo blog e ...
- Muitas cócegas, muita festa no Continente!
O cão mais pulguento, mais vadio, mais mal lavado e com melhor memória do mundo dos cães!

Já aqui falei no Continente!
Cheio de personalidade, livre como o vento, amigo apenas de quem quer.
Conhece o meu carro.
Corre para ele e espera que eu abra a porta.

Depois são festas e lambidelas e abanar de rabo!
Simpatiza comigo, que eu sei.

Ao senhor Tony perguntei a quem pertencia.
- A ninguém! Aparece e desaparece quando quer!
Um livre pensador, está visto!

Costumava trazer-lhe uns miminhos. Não aceita. Não se vende. Gosta de mim porque sim e é tudo.


Posto que, segunda-feira era, portanto, dia de regresso e dia sem praia (buááá ....), houve que escolher um sítio lindo e bom e simpático e delicioso para almoçar.

Pensei, pensei, telefonei e marquei.

Um restaurante mesmo em frente à Ria Formosa que poderia muito bem estar na estrada que conduz ao paraíso.
É favor de observar:

 

Para entrada, uma salada de abacate com gambas!
OMG!

Tão bom, tão fresco, tão colorido, tão, tão, tão ....
 Depois, para compor o estômago, filetes de peixe galo, fresquíssimos ...


Ligeiramente regados com sumo de limão e umas areiazinhas de sal, fritos envoltos em polme sequinho, no ponto exato.

Para acompanhar, arroz de coentros ou açorda de conquilhas.


Optei e bem pela açorda, levezinha e perfumada. Uma delícia.

Não precisava, não devia, não podia pedir mais nada, mas, a carne é fraca e não resisti!




Não resisti aos morangos com souflé de queijo.

Uma experiência transcendental.
Juro!

Olha! É assim! Doce e amargo, branco e vermelho, suave e crocante - graças aos frutos secos!

Eu sei que pequei!
Que a gula é uma pecado muito grande e muito feio!
Que deveria estar coberta de vergonha e arrependimento.

Mas não estou!
Voltaria / voltarei a pecar assim que a oportunidade surja!

Porque - como dizia o outro ... - se é para pecar que seja em grande e por algo que valha a pena!

Beijo
Nina

domingo, 3 de maio de 2015

No céu não há internet!

Enquanto tomo um cafezinho matinal, aproveito a rede do "Senhor Tony", dono do bar, para registar o momento.


Assim se apresenta ...

... como se apenas Adão e Eva, num passe de mágica que conduzisse ao futuro, os recolocassem no seu Éden , no seu paraíso perdido.

Lá longe, uns poucos pares...

O céu imenso, o mar plano, o silêncio.

Tão lindo!
Tão bom!
Tão único!
A construção, é vestígio de forte militar que protegia o território de invasões vindas do mar!
Cacela Velha, assim se chama!

A fuga, a minha fuga à dura, à exigente realidade diária, chega ao fim!
Com pena, mas, também com profunda gratidão pelas benesses que a vida me concede.

Beijo
Nina

sábado, 2 de maio de 2015

No paraíso!

No paraíso temos tudo.
Temos sol e céu azul.
Temos mar calmo, embora gelado.
Temos tempo.
Temos longos passeios ao longo da orla do mar.
Temos o sumo de laranja mais delicioso do mundo.
Temos conquilhas com cerveja gelada.
Temos Dom Rodrigos os docinhos mais irresistíveis, feitos de amêndoa, figo e doce de ovos.
Temos o robalo selvagem, fresco e suculento.
Temos banhos de sol que aos poucos bronzeiam a pele de inverno pálida.
Temos flores.
Temos frutos.

Só não temos internet!

Beijo
Nina

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Quando ...


Quando o dia nasce sereno, com um ventinho que mais não é que mero sopro, quando se escuta o silêncio, quando o suave canto dos pássaros é música aqui ao lado, quando um sol morno toca a nossa pele ... 
Temos o inicio de um dia perfeito.

Sem horários, cheio de calma.
Com chá verde bebericado  lentamente, pão quentinho e sumo de laranjas acabadas de espremer.


Brotando de rico solo negro, exibem-se maciços de rosas vermelhas


E é tudo quanto se vê, se ouve, se degusta.


Chamo-lhe:

-  Um dia perfeito.

Beijo
Nina


P.S. - sem internet!