terça-feira, 21 de julho de 2015

Da horta ...


Da horta acabo de trazer estes tomatinhos cherry, que, já AQUI tinha mostrado, muito doces, com um sabor acentuado,  completamente diferente dos que se compram no supermercado.

Curiosamente, a plantinha veio do Lidl, envasada, pequenina. Trouxe dois vasinhos e transplantei-os para duas floreiras. Fui regando e, depois que floresceram, não mais pararam de dar frutos.

Alguns tomatinhos, de muito maduros, acabam por cair na terra e aí ficam, o que não tem a menor importância, porque, as suas sementes germinarão e, para o ano, tomateiros irão brotar do solo.

Isto da natureza é mesmo espantoso, verdadeiro milagre, que nós, tontos civilizados damos como garantido esquecendo frequentemente de respeitar.

Portanto, ainda não tive de comprar tomates cherry para enfeitar as saladas.
 Digamos que sou, nesse capítulo autosuficiente.


No tomateiro, outros tantos ganham cor e amnhã, seguramente, virão para a salada.

Da minha experiência hortícula, concluo que em vaso ou floreira tomates, pepinos e alfaces se dão muito bem, multiplicando-se a colheita.
Os pepinos - que este ano não plantei - costumam crescer desmesuradamente - é que nunca vi pepinos tão grandes como os que aqui crescem.
As alfaces também são um êxito, desde que se tenha em atenção que o local do plantio deve variar para que os nutrientes não se esgotem.

Seguro e sem risco é o  plantio de aromáticas. A salsa, os coentros, a hortelã, a sálvia e o rosmaninho, desenvolvem-se que é uma beleza.

Neste momento, com excepção dos tomates, os vasos estão em pousio, sem qualquer planta. Faz-lhes bem a espera e, depois de férias, lá para Outubro, reinicia-se o ciclo.

Do pomar, vieram hoje 4 pêssegos (paraguaios), 1 limão e meia dúzia de morangos..


Estes moranguinhos cheiram e sabem mesmo a morango e não àquela coisa insída que compramos no supermercado.


Os pêssegos ainda estão um pouco duros, mas receando que caíssem resolvi apanhá-los
. Acabarão de amadurecer na taça da fruta.

Neste momento, as árvores estão vazias com excepção da macieira que mostrei  AQUI.

As árvores, como os animais, necessitam de tempo para maturação que equivale ao primeiro ano em que dão fruto.
Recomenda-se pois paciência na certeza de que aquele arbusto desengonçado acabará por cumprir a sua função.

No próximo outono apostarei numa ou duas laranjeiras que, a portarem-se como os limoeiros, rapidamente pagarão com juros os cuidados que com elas tiver.

Espero que se inspirem.
Espero que no próximo Outono apostem numa arvorezinha de fruta. Qualquer uma. Mas, para começar aconselho um limoeiro.
Depois, serão chás e limonadas e bolos e pratos salgados ... tudo temperado com os limões da varanda!

É bom, não é?

Beijo
Nina

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Vamos aproveitar restos de fios?


Quem tricota ou crocheta sabe que enquanto o fizer terá sobras.
É que não há como evitá-lo!
Os fios sobram e tem-se pena de os deitar ao lixo - que sacrilégio!
Então, a alternativa, é uma (ou mais ) gavetas atafulhadas de fios - uma visão absolutamente deprimente, principalente para quem, como eu, gosta de tudo muito arrumadinho e muito organizado.

Às vezes lá descubro modo de utilizar as sobras, mas, muito raramente o faço convictamente, sempre com a íntima impressão de que a emenda é pior do que o soneto - como dizia o outro!

Quando as sobras são de lã, o destino mais provável é vê-las transformadas em mantas como aconteceu, com imenso sucesso AQUI, quando conclui esta manta que continua alegrando os meus olhos:


Este amontoado de corações é uma excelente solução para sobras de lãs.

Quando, porém, as sobras são de algodão, a coisa fica bem mais complicada.
Já fiz PEGAS ... já fiz muitas pegas ...


... como estas ...

... mas, por agora chega!
E os fios continuam a entupir as minhas gavetas.

Hoje, num feliz acaso, vi no blog de uma amiga - SIDNEY - a resposta para as minhas interrogações, uma blusa Boho Chic, com uma fantástica cara de Verão, de férias, de Algarve, de jantares ao ar livre, de momentos felizes.

A solução é mesmo muito interessante e, não querendo publicar as imagens dessa amiga, deixo o convite para que a visitem.

Gostei tanto, mas tanto, que reproduzi o motivo principal a partir do qual nasce a blusa:


Este Granny Square!

Neste rosa, tenho abundância, assim como de amarelo e branco.
Provavelmente a minha blusa dançará em redor dessas três cores, mas, só à medida que ela for crescendo, tomarei as decisões.

O quadradinho - como se pode observar - é extremamente fácil de copiar.
Depois, é um tipo de trabalho muito agradável, muito portátil, que crescerá aproveitando pausas.

Quem for para a praia em Agosto tem mais que tempo de iniciar e concluir a obra.
Se não conseguirem acabar, não faz mal nenhum. Continuam pelo Outono dentro, que, para o ano há mais Agosto.

Beijo
Nina

domingo, 19 de julho de 2015

Aletria



Aletria!
Ou deverei dizer, a volúpia da aletria?
Acho que é mais rigoroso. Temos, portanto, a volúpia da aletria!

Só de pensar que nunca gostei, sem nunca ter provado - atitude comum às crianças e aos preconceituosos. Pois, era assim- odiava sem nunca ter provado. Detestava o aspeto compacto e denso que associava a uma barra de sabão. Aliás, o doce era cortado às fatias e em fatias se mantinha, pujante de  personalidade.

Era doce infalível na ceia de natal, juntamente com o leite creme - mas desse sempre gostei muito.

Até que um dia, a pedido, preparei a minha aletria.
Consultei o Pantagruel que sempre me livrou de dificuldades e nele li que, antes de cozer a aletria em leite, se deveria dar-lhe "uma fervura" em água.
Discordei!
Demasiadas etapas e muita louça para lavar.
Tentei nova estrtégia que consistiu em aumentar o líquido, diminuindo a quantidade de "massa".
E não é que resultou?
A minha aletria é cremosa, com um não sei quê de ovos moles.

Entretanto, procedi a outros upgrades fruto da disponibilidade de produtos.
O último revelou-se mesmo muito bom.
E é esse que vou agora dividir:


INGREDIENTES:
1/2 litro de leite
1 lata de leite condensado
5 meadas de aletria
6 gemas
casca de 1 limão, 3 paus de canela e canela em pó para polvilhar.


Nenhum açúcar que o do leite condensado é mais que suficiente.

Fervemos o leite, o leite condensado, a casca de limão e os paus de canela.
Quando começa a entrar em ebulição, juntamos as meadas de aletria que, entretanto, partimos entre os dedos.
Deixamos que ferva muito lentamente por 5 minutos, mexendo sempre.


Retiramos a mistura do lume e ...

Numa malga, misturamos as gemas, às quais acrescentamos, 1 a 1 colheres do preparado quente, mexendo sempre.
Depois das gemas se encontrarem perfeitamente diluídas, vertemo-las na panela da aletria, que volta ao lume, só para cozer as gemas, mas sem ferver - o que poderia talhá-las.


Despejamos o preparado numa travessa baixinha e, quando arrefecer, polvilhamos abundantemente com canela em pó.
Se é bom?
- Não, não é bom! É divino!
Se esqueci a dieta?
- Apenas por escassos minutos, enquanto deglutia umas quantas colheradas.
Se não tenho palavra?
- Tenho! Claro que tenho!
Mas não sou de ferro e uma pessoa feliz emagrece muito mais depressa do que uma pessoa amarga e amargurada.

E é isto!
A volúpia da aletria!

Beijo
Nina

sábado, 18 de julho de 2015

Do fim de semana ...

 
Fim de semana!
Bom, sempre muito bom!
 
Ontem dia de pesagem e, embora o ritmo de perda de peso tenha abrandado, a tendência mantem-se e o que é verdadeiramente fantástico é que se mantem sem sacrifício. Tenho estado atenta ao que como  e, principalmente, ao que não como, o que , na verdade não tem sido penoso. Estar atenta significa não comer se não tenho fome. Tão simples como isso!
 
Hoje,   saída para olhar e comprar, em Cerveira, como sempre.
Gosto de levar um objetivo e não de ir à pesca de oportunidades que raramente me convencem.
Esta manhã queria umas sandálias confortáveis para a praia e achei-as:
 
 
 
 
Além de bonitas são muito, muito confortáveis.
 
Tenho imensos sapatos e quando digo imensos quero dizer que não me atrevo a enumerar quantos, que o número é verdadeiramente escandaloso. Acontece que os meus pés são impossíveis, tudo me dói, tudo me provoca bolhas e incómodo e, se há coisa que definitivamente não suporto são dores nos pés.
É que fico transtornada, com vontade de me descalçar e num estado de nervos perfeitamente arrasador. Deve ser por isso - por não ser sofredora - que os meus pezinhos são perfeitos, sem calosidades nem outros horrores próprios de quem aguenta as consequências de sapatos incómodos.
 
Calcei as sandálias logo que as comprei e até agora continuo com elas na mais perfeita harmonia e comodidade.
 
Estas possuem uma ligeira plataforma que dá total apoio ao pé.
Estou tão satisfeita com o achado que poderei até comprar um segundo par.
 
 


Aqui, em corpo inteiro -exibindo as sandálias novas -  prestes a entrar no restaurante onde almocei.
 
Quanto ao  QUIMONO - descoberto por puro acaso -  tem sido vestido repetidamente nestes dias de Verão envergonhado, provando que foi uma excelente aquisição.

E pronto. O sábado chega ao fim. Vou assistir a 1 ou 2 horas de TV, o que equivale a igual tempo de tricô (sim, o casaco cinza avança determinado!).
Ainda nos resta um dia de fim de semana.
Vamos  aproveitá-lo muito bem!

Beijo
Nina 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Vamos fazer compota de pêssego?



Já tinha publicado esta receita lá atrás, quando iniciei o blog há 4 anos, mas dada a sua atualidade decidi  editá-la.
Ora façam o favor de observar como, mesmo quem não percebe nada de cozinha, poderá brilhar.


No fundo da arca congeladora descobri um saco de pêssegos  abandonados, descascascados, descaroçados e cortados em pedaços, que, com um ar suplicante, pediam melhor destino, seguramente resultantes de uma compra excessiva, nesta época de todos os frutos.

Fiz compota!

Assim:

Pêssegos descascados - 1 Kg
Açúcar - 750 g
3 paus de canela

Cortam-se os pêssegos em pedaços, misturando-os com o açúcar.
Repousam assim 24 horas.
Decorrido esse tempo, verificamos que estão mergulhados numa espécie de calda.



Assim!


Vão então ao lume brando, mexendo sempre com a colher de pau e deixando que o doce atinja a consistência desejada.



Ei-los, fervinhando sem pressa que, já sabemos, é a pior inimiga da culinária .
Além disso, "quem tem pressa come cru!"

O líquido irá desaparecendo lentamente dando lugar a uma espécie de marmelada perfumada.


Deixa-se que amorne e guarda-se em frascos - providência quase inútil, pois será devorada quase imediatamente!


Esta tacinha irá para a mesa na hora da sobremesa, acompanhando requeijão.
Não sobrará nada!

Ao pequeno almoço, com o pãozinho frescos, é dos melhores sabotadores de dietas e dos melhores antidepressivos até hoje inventados.
Acresce que estamos no tempo dos pêssegos e das nectarinas e das ameixas que, juntos ou separados darão origem ao pitéu.
Ainda por cima o grau de dificuldade, repito, é nulo.

O retorno , esse é divino.

Beijo
Nina

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Ah! Este Julho ...


Julho costuma ser mês de grandes calores, de dias de praia, de esplanada com cerveja gelada, roupa leve, pés nus.
Costuma sim!
Este, porém ...
Este em que nos encontramos, aqui no norte, tem sido uma partida, uma anedota de Verão, uma decepção.

As manhãs nascem encobertas, cinzentas, carregadas de nuvens e, os veraneantes que vêm do interior confiando no sol radioso que lá os iluminou, chegam aqui, à praia e , incrédulos e desconsolados, enrolam-se no abrigo das toalhas, em vez de se estenderem nelas, sobre o areal.

Pela manhã está frio. Está triste. Não é Julho.
Se me dissessem que era Abril ou fim de Outubro, se não estivesse a par do calendário, acreditaria.
Ontem até chuviscou!

Depois, aos poucos, limpa.
E o dia fica azul e lindo, até que à noite arrefece novamente num simulacro outonal.


Aproveitei, então,  a tarde ...

... e passeei junto ao Douro.

É de uma beleza sem comparação, este local!
Penso que, por esse mundo fora, em nenhuma das imensas cidades que conheço, é possível encontrar lugar mais bonito.

Daí que se perdoe este clima nortenho, cheio de capricho, cheio de personalidade, que não aquece nem arrefece só porque o dita o calendário ...
Este clima de neblinas matinais faz apetecer a paisagem única do Douro e das suas margens.


Em local nenhum, perto ou longínquo, encontrei tais águas, tais cores, tais margens ...

E por isso se perdoa o tempo instável!


É só erguer os olhos e, de repente, no céu, este arco magnífico ...

.. e no rio, atarefados, os barcos com turistas deslumbrados.


- Olha para trás!
- Que vez?
Mais céu, mais renda em ferro, mais barcos, mais, mais, mais ...

Por isso perdoo este Julho, mesinho atípico, friorento e ventoso ...

Quem assim vive imerso em beleza, bem pode tolerar nevoeiros e neblinas

Beijo
Nina.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Casaco em Ponto Estrela




Devagarinho, sem esforço, aos bocadinhos, conclui o casaco em PONTO ESTRELA.
Faltam os botões, que não tinha, mas, esta manhã, na loja chinesa , já me abasteci de um pacote com dez por 0.75€ - mesmo!
É por estas e por outras que estas lojas não têm concorrência!
Às vezes, confesso, tenho escrúpulos em comprar  nestes comerciantes que fazem concorrência desleal aos portugueses ( parece que, em termos fiscais, são imensamente beneficiados , não sei ao certo ...), mas, perante a exigência de ter que me meter no carro e ir à baixa para comprar os ditos botões, não hesitei e comprei aqui mesmo, pagando este preço inacreditável.
Falta, portanto, apenas pregar os botões e o casaco está pronto para ser usado, embora, com o calor abafado que temos tido, só a ideia de o vestir me deixe transtornada.
Daí que, só no Outono, quando os dias arrefecerem, o poderão ver vestido, em combinações mágicas de beges e brancos e cores pastel, a minha absoluta predileção.


Está, pois, prontinho!

Sem stress, sem correrias, nas calmas - que só assim o tricô é gratificante.

É tão imensamente gratificante que, já tenho em mãos um novo casaco.
Feito com ESTE FIO, seguindo este modelo: 






Dir-me-ão que me encontro mergulhada em estranha obssessão por casacos e por tricô.
Seja!
O que realmente ocorre é que esta atividade quase automática do manipular de fios e agulhas é, indubitavelmente, imensamente gratificante.
Vamos, sem pressa, sem obrigação, mexendo as agulhas num tic-tic constante e, pasmadas - eu não deixo nunca de me pasmar ... - assistimos ao crescimento da obra, carreira após carreira, até ao glorioso final.
Aprendi a tricotar tarde, quando já não era expectável!
Aprendo, diariamente, constantemente, novos truques, novas competências e é com uma genuína alegria infantil que constato que a "coisa" funciona.
E assim, de uma forma simples, ingénua, descomplicada, prosaica, eu consolido momentos quotidianos de puro e genuíno prazer.

Agora digam-me:

- Porque é que ainda não tricotam?

Beijo
Nina