terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Vestido vestido.


Vesti o vestido!
Gostei imenso do resultado.
É favor observar;

Confortável - não enche - adapta-se ao corpo devido aos pontos com que foi tricotado, quente - que tem estado um frio polar - numa cor outonal que muito me agrada.


Combinei com sapatos/botins em camurça num tom aproximado e a marcar a cintura, um cinto castanho com detalhes dourados - tenciono comprar um outro que, até ao momento, só existe na minha cabeça... a ver se a coisa se concretiza.



Combinei com casacão preto  ...

Senti-me confortável, bem na minha pele.

A gola alta é bonita, mas atrapalha-me, pica-me ...


Por isso, com estas golas de que tanto gosto ...

... sempre uso um lenço de seda para proteger a pele sensível do pescoço.

A fim de a afastar ainda mais, prendi a gola com esta borboleta gigante.

O conjunto do "boneco" parece-me bem conseguido.

Que acham?
Que opinam?
Vá, não me poupem e critiquem à vontade.

Beijo
Nina

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Bolo de limão


Este bolo que recomendo com o maior entusiasmo, foi preparado a partir de um limão especial, UM LIMÃO ARRANCADO DA ÁRVORE, espécie cada vez mais rara e que mostrei AQUI.

Tinha, 2 peras e 1 maçã no ponto exato de serem consumidas, naquele ponto em que, se não se comem, acabam no lixo, o que é absolutamente contra os meus princípios, como, até à nausea, tenho repetido.


Descasquei, retirei pevides, cortei em fatias e reguei com sumo de limão para que não escurecesse.
Reservei.

"Despi" este limão - o tal apanhado da árvore ... - e raspei toda a casca, mas só a parte amarelinha que é onde vive o aroma - a branca serve apenas para azedar. Há que evitá-la a todo o custo.
E preparei a massa.

Assim:

INGREDIENTES
Farinha - 200g
Açúcar e manteiga (Becel) - 125g de cada
Ovos - 3
Leite - 3 c. de sopa
Fermento em pó - 1 c. de sopa
Fruta fatiada, açúcar para polvilhar e canela - q.b.

PREPARAÇÃO
Bate-se a manteiga com o açúcar e a raspa de limão até ficar cremosa.
Juntam-se-lhe as gemas uma a uma batendo sempre e depois, pouco a pouco, o leite e a farinha, alternadamente, misturada com o fermento, continuando a bater até a massa fazer bolhas.

Entretanto, batem-se as claras em castelo firme e envolve-se a massa nas claras, com jeito para não destruir o "castelo" - ou adeus bolo fofo.

Unta-se uma forma de buraco com manteiga e polvilha-se com farinha.
Despeja-se a massa que se cobre com a fruta fatiada, que, por sua vez, se polvilha com açúcar e canela.



Entra no forno  previamente aquecido a 180 graus e assa por cerca de 40/45 minutos

Resulta nisto!
Uma maravilha crocante por fora ...

... com a fruta a desfazer-se à superfície ...

... caramelizada devido ao açúcar...
Pintalgada de perfumada canela!

No coração, pedaços de pera, de maçã e vestígios de canela.

De tão fofo, desfaz-se em contacto com a faca!

Imagine-se o que faz na boca ...

E o perfume?
Já mencionei o perfume inebriante?
Já?
O tal que apenas se obtem de limão apanhado na árvore!
Pois foi esta a história do BOLO DE LIMÃO que mal nasceu, desapareceu.

Beijo
Nina

domingo, 29 de novembro de 2015

Adoro!



Eu, "bicho" da cidade. adoro o campo. 
Talvez porque, visitando-o só de longe em longe, dele só retenha o lado bom!
Repetiu-se a sensação quando passeei por PÓVOA DE LANHOSO  e almocei no restaurante 
O VICTOR, em S. João de Rei.

Se  nele, lá dentro, me deliciei, cá fora maravilhei-me com a exuberância da natureza:


Com as laranjeiras, tangerineiras e limoeiros ...

... com o colorido da vegetação crescendo a esmo ...
Mas, o que de facto me deslumbrou foram os diospireiros!


Uma árvore magnífica que, no auge da sua produção, se apresenta quase despido de folhagem e repleto de frutos.

Eram tantos, dourados, perfeitos, esperando quem os apanhasse.

À saída do restaurante, deparei-me com eles, o meu fruto preferido entre todos os frutos, verdadeiramente, o rei dos frutos.
Vi-os espalhados num terreno que rodeava uma casa, com a indicação de mercearia.
Bati à porta.
Uma janela abriu-se no primeiro andar e uma cabeça interrogativa espreitou:
-Vende dióspiros? - perguntei.
- Não, não vendo, mas vou aí dar-lhe alguns!
E veio!
Uma mulher do campo, criatura simples, veio e encheu um saco que me ofereceu.
- Muito obrigada, mas quero pagar! - insisti!
Que não, que eram "para a canalha", que não gostava de dióspiros.
Após muita insistência consegui que recebesse uma quantia irrisória.


Comigo vieram,


Perfeitos, maravilhosos!

A seguir, não resisti aos limões e às tangerinas que de árvores carregadas se soltavam e cobriam o solo.


Extremamente perfumadas ...

Suculentas!


Com um limão, preparei, ao chegar a casa, um bolo maravilhoso.
Não sei se tal se deve às qualidades do limão apanhado da árvore, se é apenas imaginação minha.
O certo é que do meu forno saiu uma perfumada maravilha que apresentarei amanhã.

Domingo chega ao fim!

A todos, os votos de uma feliz semana.

Beijo
Nina

sábado, 28 de novembro de 2015

Póvoa de Lanhoso

 
Póvoa de Lanhoso é uma vila ao norte de Braga, perto do Gerês.
Perto do Porto, o viajante ignora-a quando percorre a estrada Braga- Chaves.
Estou farta de ler, nas placas sinalizadoras, o seu nome, mas, nas dezenas ou centenas de vezes que por lá passei, jamais tive o interesse de a visitar. Até ontem.
Ontem saí de casa com o objetivo definido de lá entrar.
 
Primeiro informei-me e, na Wikipédia fiquei a saber que:
 
 
"Estas terras são habitadas desde tempos imemoriais - pelo menos desde há três mil anos antes de Cristo. No acesso ao maior monólito de granito da Península Ibérica, no cimo do qual está situado o Castelo de Lanhoso, encontra-se um castro romanizado, que remonta à Idade do Cobre. O Castelo de Lanhoso tem um elevado valor histórico, sendo também o local onde as lendas dizem que D. Afonso Henriques prendeu a própria mãe, D.Teresa. O rei D. Dinis passou foral às Terras de Lanhoso em 25 de Setembro de 1292, e o foral foi renovado pelo rei D. Manuel I em 4 de Janeiro de 1514.
Na primavera de 1846 foi aqui que começou a revolução da Maria da Fonte. Partindo duma recusa em aceitar a nova lei de não enterrar os mortos dentro das igrejas, a sublevação conseguiu alastrar ao resto do país, mostrando o descontentamento do povo, e conseguindo provocar a mudança do governo. "

Desta informação retive três tópicos:

- Que D. Afonso Henriques ( esse querido ...) aí manteve a mãe prisioneira;
- Que aqui teve origem a Revolução da Maria da Fonte;
- Que o castelo está edificado no maior penedo da Península Ibérica;
 
 
 
O centro!
O centro em si, em termos arquitetónicos deixa muito a desejar, ostentando uma deplorável coleção de mamarrachos, reflexo da " sagacidade" dos seus autarcas!
Uma pena!
Vá lá que conservaram o arvoredo na praça principal.

É atravessado por minúsculo riacho, cruzado por ponte.
 Ontem dia de calmaria e céu azul, a água era um espelho cristalino.

Em relevo a heroína - Maria da Fonte!

Armada com temível foice, fez história:

"Maria da Fonte, ou Revolução do Minho, é o nome dado a uma revolta popular ocorrida na primavera de 1846 contra o governo cartista presidido por António Bernardo da Costa Cabral.
A revolta resultou das tensões sociais remanescentes das guerras liberais, exacerbadas pelo grande descontentamento popular gerado pelas novas leis de recrutamento militar que se lhe seguiram, por alterações fiscais e pela proibição de realizar enterros dentro de igrejas.
Iniciou-se na zona de Póvoa de Lanhoso (Minho) uma sublevação popular que se foi progressivamente estendendo a todo o norte de Portugal. A instigadora dos motins iniciais terá sido uma mulher do povo chamada Maria, natural da freguesia de Fontarcada, que por isso ficaria conhecida pela alcunha de Maria da Fonte. Como a fase inicial do movimento insurreccional teve uma forte componente feminina, acabou por ser esse o nome dado à revolta."

 

Deixei o centro ...

... e subindo sempre ...

...atinge-se o cume de impressionante penedo - o tal que, dizem, ser o maior da Península Ibérica.
Aí os sinos e ...

Esta igreja - que infelizmente se encontrava fechada.

Atrás ...


O castelo ...

... que, dada a sua localização, era / foi absolutamente inexpugnável.


Dizem que aí, no seu interior, têm lugar exposições de arte.

Infelizmente, não o pude comprovar, dado que, também ele se encontrava encerrado.

Feita a avaliação, cabe-me dizer que vale a pena visitar Póvoa de Lanhoso, ainda que por pouco tempo, já que é pretexto para que nos debrucemos sobre as ocorrências havidas noa fundação da nacionalidade!

Daí se parte para S. João de Rei, onde se encontra o imperdível VICTOR - com "c", que aí não chegou o novo acordo ortográfico.
(Por lapso, ontem omiti esta consoante. As minhas desculpas!)

Tenham uma excelente noite de sábado.

Beijo
Nina

 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Para quem gostar muito de bacalhau ..


Para quem gostar muito de bacalhau, deixo a informação:
- Descobri o restaurante que o serve  de forma irrepreensível, atingindo, sem favor, o grau de excelente.

É o restaurante Vitor, em S. João de Rei, Póvoa de Lanhoso.

Esta sexta feira de céu azul assim foi aplicada, na descoberta de lugares, aqui tão perto e tão indesculpavelmente desconhecidos.

Mais tarde falarei de Póvoa de Lanhoso.

Hoje, o foco recai no Vitor (do bacalhau), embora sirva também carne.
Mas, para uma primeira vez, parece-me sensato começar pela iguaria que o tornou justamente famoso.

Não se lá chega facilmente, porque o GPS desconhece a localidade, mas, quem tem boca vai a Roma e assim, sem problema, chegámos.

O local é simplesmente magnífico, um paraíso, perdido no meio de bosques e pomares.
A casa é simples, um local rústico, antiga mercearia.
O acolhimento é caloroso, de uma amabilidade que acalenta os esfomeados recém chegados.

O dono, o Senhor Vitor, um gentleman!
As colaboradoras não fogem ao tom.

Para começar, é, na minha opinião, o que há de melhor como boas vindas.

Pedimos bacalhau, what else?
Enquanto esperávamos - que tudo é preparado na hora - petiscamos uns magníficos bolinhos de bacalhau.

Até que o artista principal chegou:


Simples, assado na brasa, acompanhado por rodelas de cebola e regado com excelente azeite.

Alto, muito alto!
Fofo, muito fofo, desfazendo-se em suculentas lascas à menor pressão do garfo.

Batatas "a murro", no seu rigoroso ponto, acompanhavam o petisco

E, para beber, um tinto fantástico.

Uma dose chegou e sobrou para dois.
Daria, à vontade para três.

Pela janela, a vista do quintal, em toda a sua paz ...

Na sala, muito asseada, mesas com toalha e guardanapos em tecido branco - que não há nada que os supere.
 Terminado o almoço, saímos. Com vontade de voltar. Com a certeza que voltaremos.


Perdi-me olhando em redor, laranjas, limões ...

... imensas flores e ...


Tantos ...

...tantos dióspiros!


Não vim de mãos vazias, não!
É que adoro fruta apanhada na árvore.
Calcule-se como regressei carregada.

Ficará para um próximo post essa descrição.

Para já, para o fim de semana que se aproxima deixo a sugestão:
-VITOR!
S.João de Rei!

Beijo
Nina


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Últimas carreiras



Tricoto, agora,  as últimas carreiras - as da gola - do vestido bordeaux iniciado no ano passado.
Penso que se não surgir nenhum imprevisto, ficará concluído durante o serão de esta noite.

Este vestido segue - se bem se lembram - o modelo de um outro tricotado há pelos menos 4 anos.


Este!
Sendo verdade que é com os erros que se aprende, com esta primeira experiência, muito satisfatória para uma novata como eu, conclui que as mangas e as cavas poderiam e deveriam ser alteradas.
Além disso, decidi mudar o corpo, não porque os torcidos me desagradassem, mas apenas para inovar.
Na saia não toquei. Estava perfeita.

Recapitulando, no Inverno passado apeteceu-me repetir a experiência, tricotando novo vestido..
Comprei o material e meti mãos à obra, só que o trabalho evoluiu lentamente e vi-me, de repente, com uma quentíssima peça de lã pousada no regaço, quando o tempo começava a aquecer - um incómodo, um enorme desconforto.
Por isso, arrumei lãs e agulhas e deixei que esperassem por nova estação fria que, efetivamente chegou e, devo dizer, que é muito agradável passar o serão com o quente do vestido pousado sobre as pernas ... é que já não vou para nova!

Feita esta introdução, segue-se a declaração - repito, o vestido está praticamente pronto:


Salta à vista a grande alteração:
Cavas e mangas raglan que ficam sempre bem!

o vestido está totalmente cosido .
Levantei as malhas para a gola com uma agulha circular, tricotando à roda, sempre à roda, como o caracol!
Ontem provei-o e verifiquei que serão necessárias mais algumas carreiras para dar a gola por concluída.


Veste muito, muito bem ...

... e o novo ponto que apliquei no corpo - uma espécie de canelado - elimina excessos, adaptando-se como uma luva.

Os links para a execução desta receita,  podem ser encontrados AQUI! 
Acrescento que, pelo menos uma das minhas seguidoras - a Tina - aceitou o desafio e já concluiu e vestiu a sua obra de arte!
Espero, brevemente, poder exibir as fotografias, as dela e as minhas.

Entretanto, qualquer dúvida, qualquer esclarecimento, é só dizer - estou aqui para isso.

Beijo
Nina


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Franjas


Esta é uma tendência que me agrada de tal modo que este ano repeti as compras neste detalhe, como já tinha exibido AQUI,

Depois, fartei-me de ver botas com franjas e, gostando de todas,  decidi comprar umas.



Estas!
São muito confortáveis, a pele é macia e o salto grosso e baixo.


Uso-as com túnicas e leggings.
Continuo sem me arrepender de as ter comprado.

Há uns anos, entusiasmei-me também com umas botas acima do joelho, como estas.
Eram em pele preta e tinham salto alto.
Foi isso mesmo, um entusiasmo!
Nunca as usei e despachei-as novas, conformr timham vindo da loja.




Com estas, tudo é diferente.

Calço-as pela manhã e só as tiro à noite, de tão confortáveis que são - uma espécie de segunda pele.

Comprei-as online, correndo o risco de ter que as devolver.
Felizmente, tal não foi o caso. Acertei na mouche e transformei as franjinhas no meu uniforme de quase todos os dias.
Só não dão para a chuva, visto que sendo em camurça, não aguentam a água.
Última informação:
- Vieram da Zara, da abençoada Zara!

Beijo
Nina