segunda-feira, 20 de março de 2017

Ainda as flores ...

... naturais ou artificiais?

Para mim, naturais, sempre!
Porque trazem vida para dentro de casa, porque exigem atenção e cuidados, porque me fazem bem.

Porém ... reconheço, é complicado manter a casa florida, especialmente certas zonas da casa, especialmente porque a sua manutenção é cara.
E, porque o bom é inimigo do óptimo, concedo a presença de artificiais em certos cantos e recantos, tanto mais que, dada a sua alta qualidade - não só à vista, mas também ao toque - se atinge um grau de elevada autenticidade.

Os exemplos que mostro serão, eventualmente, arranjos compostos por flores naturais, mas sugerem  composições belíssimas ...

No meu Pinterest formei um álbum com arranjos florais cada um mais bonito que o anterior  e nele bebo inspiração.

Tons quentes:

Este conjunto em cores quentes pode ser visto AQUI



Todas as flores são lindas, uma obra-prima da natureza, mas, quanto à cor, tenho preferência pelo branco:

Simple wedding bouquet of Lily of the Valley and Avalanche roses by Paula Pryke Mais:

AQUI, os próprios caules mergulhados em água fazem parte da beleza do conjunto.


No campo recolho muitas das minhas flores, mas, nem sempre as há.
Artificiais e perfeitíssimas, simulando as campestres,  comprei algumas.


Rustic Galvanized Metal Porch Planters:

AQUI, uma composição rústica, com objectos reciclados e plantas mais ou menos bravias.



Para um ambiente mais cuidado ...


Sábado é dia de flores!:
... como AQUI, flores e ramos de arbusto ...


Finalmente, as eternas rosas, as fantásticas tulipas ...

Arranjos florais - Blog Pitacos e Achados - Acesse: pitacoseachados.w... - www.facebook.com/... - #pitacoseachados:

Não sei se AQUI são verdadeiras ou artificiais, porque a água na jarra pode muito bem ser um artifício - que eu própria utilizo para dar maior realismo ao conjunto.
Sei, isso sim, que já fui muito mais reactiva às flores artificiais.
Actualmente reconheço-lhes qualidade e não me parece que devam pura e simplesmente ser excluídas apenas porque são a fingir - são a fingir, mas são lindas!
Abaixo os preconceitos!

Beijo
Nina




domingo, 19 de março de 2017

Coisas ...


Na última quarta-feira comecei a sentir-me estranha, era uma dor surda ao engolir, era uma ardência no nariz, eram os olhos que lacrimejavam sem motivo.
 Oh! diabo! estarei a chocar uma gripe?
 Eu que até me vacinei muito contrariada ...
 Será?- Interrogava-me.
Era!
Na quinta-feira dissiparam-se as dúvidas.
 Um mal estar difuso, uma impaciência, um não querer nada que me incomodava. 
Feito o teste do termómetro lá veio o veridicto inquestionável - quase 39 graus!
 Como me sentia mal!
 Como me sentia desgraçada!
Tratei de me hidratar com litradas de chá, muito mel, muito limão e um antipirético.
Sobrevivi depois de uma noite insone - o quadro , vá-se lá saber por quê , agrava-se imenso durante a noite!

Sexta-feira  a situação estabilizou. A má disposição manteve-se, mas a temperatura desceu
. Passei à fase dos lenços, caixas, montanhas de lenços  e um nariz transformado em torneira.
Segui-se a tosse, uma tosse irritativa, seca, alérgica, malvada ...

Sábado atrevi-me a sair embrulhada e sufocada por trapos.
É que a cabeça exigia espairecer.

Foi ainda um dia mau - almocei fora, mas jantei em casa, enterrada num sofá, com pouco ânimo, que estas viroses fazem tão mal à alma como ao corpo.

Hoje, dia do pai, sinto-me verdadeiramente melhor, capaz de preparar o almoço para o pai desta família - que correu muito bem, muito obrigada - e já com ideias e vontade de fazer coisas.

Inventei detalhes para inovar a decoração, que, como todos sabemos, nunca, mas nunca, está concluída, já que a decoração é um estado de espírito, um contexto que nos determina na mesma medida em que a determinamos, numa acção tipo estrada de dois sentidos.
Pronto!
Farto-me de aqui e noutros espaços e ambientes, repetir o meu conceito de decoração, uma coisa viva que apenas estará concluída quando ( o diabo seja surdo ...) eu por ela deixar de me interessar - o que será sinónimo de muito desagradável situação!
Adiante ...

Não sendo adepta de artificialidades, não o sou igualmente de flores ou plantas artificiais salvo raras e honrosas excepções.




É que as ditas flores artficiais têm vindo a ganhar uma perfeição no acabamento que, até ao toque enganam 

Sobre a bancada de uma casa de banho resolvi compor um flamejante ramo de narcisos ...

... e que bem ficaram, e que bem alegram o ambiente!

Noutro local, num mundo azul, coloquei quatro fantásticas tulipas brancas ...


Misturadas com a folhagem de orquídeas, brilham!

O termo é esse ...

Brilham ...

Este tipo de flores são caras, são muito caras!
Ainda assim dou por muito bem empregue o dinheiro já que aportam vida e alegria à minha casa.
Não peço mais!
Quero harmonia, um toque de cor e alegria e um profundo sentimento de vida.

Estarei sozinha nesta avaliação face às flores artificiais?
Acham-nas lindas?
Acham-nas intoleráveis?
O que acham?

Beijo
Nina

quinta-feira, 16 de março de 2017

Pão-de-Ló

Nesta (minha) casa sempre existe bolo caseiro, de preferência simples, sem recheio nem cobertura, pronto para acompanhar o café ou o chá e mesmo substituir o pão ao pequeno almoço.

Não sou de exageros nem de gulosos pecados, mas um bocadinho cai sempre bem.

Depois que me tornei feliz proprietária da Bimby, a tarefa simplificou-se deveras , porque, se existem capítulos em que a maquineta não me convence, no que diz respeito aos bolos revelou-se o suprassumo  da praticidade. É que pesa, indica as funções e apita quando a tarefa está concluída - só lhe falta falar, diria (mas, como já referi, apita!)

Sem nenhuma programação ocorre-me , assim  de repente, preparar um bolo e pronto, preparo. Ele há o de iogurte, de limão, pão-de-ló, clássico, bolachas e bolinhos - que num abrir e fechar de olhos ficam prontos para entrar no forno.

As receitas encontram-se muito bem organizadas no livro e na "pen" da máquina que indica no ecrã cada passo a ser seguido. Não falha!


A receita pode perfeitamente ser reproduzida numa batedeira normal, mas aqui, ganha em comodidade.


Preparada a massa foi despejá-la na forma previamente untada - a propósito, descobri um spray que substitui maravilhosamente a manteiga nesta etapa e, até ao momento nada agarrou! - levá-la ao forno e  ...


Voilá!

Pão-de-ló fofo e perfeito.


Tão fofo e tão perfeito que caminha a passos largos para se extinguir ...



Com uma casquinha crocante no exterior e uma massa fofa e ligeiramente húmida no interior,
 com sabor de bolo de infância ...


Só por esta perfomance em termos de bolos já se justifica a aquisição da geringonça maquineta.

Beijo
Nina

quarta-feira, 15 de março de 2017

Roupa nova?

Esta a pergunta que repetidamente ele me dirige, ao que eu, quase sempre respondo:
-Não! Não é nova, mas está nova.

Bem sei que tenho muita roupa, demasiada roupa, mas, porque será que quando a fatiota é mesmo nova, passa despercebida? Porque será?
Serão os homens sujeitos a lapsos frequentes de memória?
Serão apenas cautelosos e, não querendo correr o risco de deixar passar o elogio que se impunha, elogiam sem critério?
Serão mesmo assim tão irremediavelmente despistados?
Serão?

Não sei!
Sei apenas que estes piropos inconsequentes me são dirigidos a despropósito!

Ontem pus um vestido de malha bem antigo, com anos de vida em meu poder.
É verdade que este ano ainda não lhe tinha tocado. É verdade! Porém tenho a certeza absoluta que se o tivesse visto noutro corpo o reconhecia.
Se calhar estamos perante um tipo de amnésia selectiva, isto é, para eles trapos são e sempre serão apenas trapos que naquelas cabeças desarrumadas se misturam em trouxa informe.
Agora se se tratasse de um automóvel, aí não haveria hipótese de confusão, porque desde as rodas, às jantes, à grelha, ao motor - uma coisa de cavalos que ouço até à náusea e de que não entendo nada, nem quero entender  - aí todos os detalhes, todos os pormenores, todas as vírgulas seriam infalivelmente precisas e de milimétrico rigor.

Homens ...!

O tal piropo desadequado aplicou-se aqui:



Um vestido de malha hiper colorido - impossível ser confundido por uma mulher ...

.. sobre o qual vesti um blusão de couro ...

.. porque, o vento é agreste ...


... e receio ter-me constipado - o nariz pinga e a garganta dói.




Hoje calcei sapatos novos e ... nem uma palavra!
O que é que eu disse?
É amnésia!
Amnésia particularmente dirigida aos trapos!

Beijo
Nina

terça-feira, 14 de março de 2017

Tróia

Tróia  situa-se no extremo de uma língua de terra ladeada pelo estuário do rio Sado e pelo Oceano Atlântico .
Seguindo em frente a viagem termina inevitavelmente junto à agua.

Vindo do norte, o percurso mais curto - diria mesmo, muitíssimo mais curto ... - é guiar até Setúbal onde se apanha o ferry para Tróia. 
Estes são muito frequentes, a viagem é rápida, cómoda e barata, pelo que, não se pretendendo percorrer toda a língua de terra esta é de longe a melhor opção.

Por distracção não fizemos esse atalho pelo que o percurso, já ao cair da noite, se tornou cansativo.

Chegados ao destino encontrámos o hotel sem a menor dificuldade já que a sinalização é excelente.

Nesta altura do ano quase não se vêem pessoas - apenas ao fim de semana aparecem os proprietários de habitações de férias.

O hotel encontrava-se igualmente despovoado.

Falamos do TRÓIA DESIGN Hotel, um 5* com SPA muito confortável, com serviço excelente e funcionários de uma simpatia absoluta.
Os quartos  - todos com vista - são amplos, insonorizados e muito bem mobilados.
O pequeno-almoço é igualmente de elevada qualidade.

Não jantei no restaurante porque preferi "uma coisa" leve.
 No Bar foi servida uma refeição ligeira mais que satisfatória.
Não experimentei a piscina nem o SPA, já que esse não era o objectivo da viagem, mas, pelo que sei, também aí a qualidade é elevada.






Terminada que foi aquela espécie de jantar saímos para caminhar junto à Marina sendo este o aspecto exterior iluminado do hotel 

Lá ao fundo, Setúbal


O movimento junto a qualquer Marina é sempre grande, mas não aqui!
Os próprios apartamentos que a rodeiam encontravam-se desabitados
 e só um ou dois restaurantes funcionavam fora do hotel.
Por acaso, no dia seguinte jantei muito bem num deles.






Sábado nasceu nublado e ventoso, mas felizmente não choveu.
Do hotel era esta a vista, uma paisagem quase aérea:








No interior, repleto de vidros e espelhos a perspectiva era igualmente interessante:


Quase não se consegue interpretar a imagem, mas é assim mesmo que se apresenta


Sábado foi dia de partir à descoberta, mesmo revisitando lugares, repetindo experiências que merecem ser repetidas.
Começámos por Carrasqueira, um porto palafita, perto de Tróia que, apresenta antigas construções de pescadores, erigidas sobre estacas enterradas na areia.
Entre elas circula-se por passadiços.
Estas estacas ficam mais ou menos submersas de acordo com a subida da maré.
Nestas construções os pescadores continuam a guardar o equipamento de pesca.
Eis as imagens:












Na povoação fez-se a pausa para o café, seguindo-se então para Grândola onde almoçámos -maravilhosamente, diga-se,  na "TALHA" - uma honesta comidinha alentejana onde predomina o porco preto e as migas.
O local é simples, mas confortável e serve muito bem a preços absolutamente normais.
Voltaremos de certeza.
Este o aspecto:














Para terminar o dia rumámos a Vila Nova de Mil Fontes.
O percurso junto ao mar é belíssimo, com paisagens fantásticas e a terrinha igualmente bonita.
Acredito (temo) que dado o seu exíguo tamanho, no Verão, se possa tornar claustrofóbica, pelos menos para mim que fujo de multidões.
Estas algumas das vistas:




E acabou o sábado.
Regressámos ao hotel, jantámos na Marina e na manhã seguinte iniciámos o percurso de regresso, atravessando o Sado no ferry, dando uma volta por Setúbal e apanhando a auto-estrada que rapidamente nos levou a casa.

A avaliação é francamente positiva, uma experiência a repetir, especialmente na chamada época baixa quando os preços são inesperadamente acessíveis. Só não iria se chovesse , Com chuva parece-me que este destino - como aliás quase todos os outros - é pouco ou nada atractivo.

Beijo
Nina

segunda-feira, 13 de março de 2017

Leiria


Saindo do Porto de manhã, - no caso pelas 10:00 horas - fazer pontaria para almoçar em Leiria é uma boa estratégia e uma ainda melhor opção porque em Leiria se come muito bem.
Aliás já nos organizámos repetidamente, em casal ou em grupo de amigos para ir a Leiria apenas e principalmente para almoçar.
Lá, o meu restaurante de sempre é o TROMBA RIJA, um local sem defeito - a tê-lo é apenas porque apresenta uma comida espantosamente bem feita e em doses excessivas, com tanta oferta que, mesmo os mais frugais acabam por se tentar e exagerar.
 Já me aconteceu.
 Sempre me aconteceu no TROMBA RIJA, graças ao incrível talento dos seus proprietários, os simpatiquíssimos senhores Real.

Desta vez, para variar não escolhemos o TROMBA RIJA - mesmo sabendo que há escolhas que, de tão perfeitas, são, devem ser intocáveis e imutáveis.

Então, aventureiros, reservamos no CASINHA VELHA localizado mesmo em frente do TROMBA RIJA.

A decoração - a primeira importante avaliação - é descuidada, pobre a pedir cuidados e remodelação.
A sala de jantar situada num primeiro andar continua a não primar pelo bom gosto - mas, admito - não se escolhe nem avalia um restaurante (apenas) pela decoração.

Encaminhados à mesa que nos esperava ...



... encontrámos um tabuleiro de queijos e enchidos que ..."pagaríamos de acordo com o peso do tabuleiro"
 Estranho!
Então quem é que controla o peso?
Nestas coisas não há nada que chegue à transparência, não é?

Portanto lá provamos um pouco de queijo, pão, uma (amostra) de compota de abóbora e um pratinho de presunto de Barrancos - tudo bom, tudo sem defeito -tirando o facto de não saber quanto custava.

Como prato pedimos cabrito assado que chegou perfeito, muito bem temperado e com acompanhamento igualmente satisfatório





 



O vinho combinou com o assado, embora, no momento de pedir sugestão ao chefe, ele tenha perguntado qual era o orçamento ... estranho!

Resumindo e concluindo, quando chegou a conta - conforme já suspeitávamos - foi alta, salgada, muito cara, muito desadequada ao almoço, pelo que  não voltaremos.

Também quem é que nos mandou trocar o TROMBA RIJA?
Quem?
Lá o almoço tem preço fixo, incluindo entradas, prato à escolha e divinas sobremesas!

Lá diz o outro que "... em equipa vencedora não se mexe!"

Partilho esta informação e avaliação porque o site do Trip Advisor é mesmo muito falível, portanto, em caso de dúvida é perguntar à Nina que não recebe qualquer oferta dos restaurantes e, por isso, está perfeitamente à vontade para dizer o que lhe parece!

Depois de almoço, antes de seguir viagem, visitámos o Castelo - BELÍSSIMO!
Vale mesmo a pena conhecer.























Nessa sexta-feira, o castelo encontrava-se deserto - tão deserto, tão intimista que quase não me admiraria cruzar-me com um grupo de guerreiros, ou uma multidão de crentes nas ruínas da igreja!
Não cruzei, mas sonhei!

Portanto - e repetindo - indo a Leiria é obrigatório almoçar no TROMBA RIJA e a seguir - para ajudar a digestão - visitar o castelo.

Depois, seguimos para Tróia que mostrarei amanhã.

Beijo
Nina