terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Compras online



Compras online são experiências muito mais gratificantes do que seria a simples aquisição de um produto, porque envolve um entusiasmo superior ao que acompanha a compra ao balcão. Evidentemente que falo por mim e que cada um sabe de si!

Gosto de semanalmente percorrer as novidades - sempre online - no site da Zara, cuja política é receber semanalmente novidades.

Percorro com o olhar as ofertas, consulto a composição dos tecidos, observo as combinações sugeridas e, se algo me cai no goto, encomendo.
Esta encomenda não exige pagamento de portes se for levantada na loja - tenho uma aqui ao lado - ou, se quiser recebê-la em casa, desde que o custo seja superior a 30 €, é também isenta de custos extra.
Quando compro na loja, nunca, mas mesmo nunca, experimento, porque tenho horror àqueles cubículos a que chamam provadores, com espelhos e iluminação  propositadamente (?) sabotadora do aspeto final de quem experimenta roupa nova  - aliás, constitui para mim um insondável mistério, o facto de  TO-DA a roupa provada nesse local nos transformar em perfeitos espantalhos.

Portanto, ainda que compre na loja, provo em casa, donde só vejo vantagens em comprar online.

Ontem recebi - com redobrado entusiasmo, já se vê - choruda encomenda - choruda mesmo!
Eram oito peças!

Vesti, mirei, despi, escolhi.
Ficaram três.




Este conjunto (twin-set) vermelho ...

... já que esta cor se transformou na minha preferida, desde há uns meses a esta parte.

Combinei com esta saia de pele, antiga, mas que muito me agrada ...

...e calcei meias pretas opacas e sapatos de verniz, também eles bem antigos.

No decote, rematei com lenço de seda que aconchega, neste dia gélido.

Gosto das pérolas nos punhos - tanto do casaco como da camisola / blusa , bem como o abotoamento também em pérolas

A malha é confortável, muito macia e adapta-se lindamente

Cai que nem uma luva ...

Da encomenda, ficou ainda uma saia plissada, linda de morrer que a seu tempo mostrarei.

Das devoluções constavam umas calças em "príncipe de Gales" que não ficaram apenas porque estavam largas. Serão repescadas numa próxima encomenda, num tamanho menor.

Conto ter hoje mais uma alegria - uns quantos novelos em lã que me devem ser entregues. Essa é uma novidade. Nunca tinha comprado lãs online. A ver se me saí bem.
E o entusiasmo, a expectativa mantem-se.
Afinal falo de compras online com todos os encantos já referidos.

Beijo
Nina

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Do fim de semana ...


O último fim dee semana merece registo, merece narrativa, porque foi um fim de semana diferente - embora os "iguais" deixem muito boas recordações, ligadas ao conforto da repetição de rotinas extremamente agradáveis. Este, porém, foi diferente.

Na sexta- feira, com muito frio, mas céu profundamente azul, arriscámos uma saída mais longa, uma viagem de cerca de 200 Km que é a distância que separa o Porto da Nazaré.

Por quê Nazaré?
Porque Nazaré está na moda,. Fala-se incessantemente dela  como paradigma para records mundiais do surf, desde que Garrett Mcnamara  ficou "conhecido por quebrar o recorde mundial da maior onda já surfada em Nazaré, ..."

Na televisão, a imagem dessas ondas gigantes que se formam no  CANHÃO DA NAZARÉ - 

"... um desfiladeiro submarino de origem tectónica situado ao largo da costa da Nazaré, Portugal, relacionado com a falha da Nazaré-Pombal, começa a definir-se a cerca de 500 metros da costa. Considerado por muitos o maior da Europa, separa a costa da Península Ibérica na direção este-oeste desde a plataforma continental, numa extensão de cerca de 211 km começando a uma profundidade de 50 metros até à planície abissal Ibérica onde atinge profundidades na ordem dos 5000 metros." é impressionante, avassaladora ,,,

É pois, devido a esta morfologia que as ondas atingem alturas assustadoras, medonhas e se torna quase inacreditável que alguém seja suficientemente corajoso e/ou  louco para se aventurar naquele território - mas o certo é que muitos se aventuram, tendo sido Mcnara o primeiro a tornar-se merecidamente famoso naquele local.

Partimos, portanto, com o objectivo de fotografar as ondas, só que, embora o vento fosse violento, quase ciclónico, o mar, esse, estava flat, em linguagem de surfista.



Para chegar à Praia do Norte - o local das maiores ondas - devemos rumar ao "Sítio" o ponto mais alto da Nazaré e daí seguir a seta que indica "Farol"

O SÍTIO é, provavelmente, o local mais interessante de toda a vila, oferecendo uma paisagem impressionante.















É também o local mais vocacionado para receber turistas, com lojas de artesanato e restaurantes.

Muito tricô produzem as mulheres da Nazaré ...

Para almoçar escolhemos o Mar à Vista ...
...do qual não se observava nem nesga de mar - emparedado que está por outras construções e que - pasme-se!!!! - não servia peixe!


Foi assim:
Eu - Peixe fresco, o que tem?
Ele - Nada! Não temos peixe fresco!
Eu - Ah?????
Ele - Não! Não temos peixe. Não sabemos se vamos ter clientes e por isso não compramos.

Calei-me, perguntando a mim mesma se não era suposto e obrigatório que num local habitado por pescadores, fosse obrigatório haver peixe. Estamos a falar de um restaurante, certo?
Enfim! Decididamente não me cativou. Decididamente, não recomendo. Jamais.

Segui-se um passeio a pé, enfrentando o vento cada vez mais feroz:



O carapuço foi de uma utilidade, de um conforto extremo ... o que não impediu de ficar com o cabelo completamente emaranhado - tive um trabalhão para, mais tarde,  me pentear ...


Ao fundo, deduzo que se trate de uma das artesãs que tricotam  os muitos casacos expostos para venda.



Daqui seguimos para Alcobaça ...





... visitando o belíssimo Mosteiro


... recordando a trágica história de amor de Pedro e Inês.




... revendo o túmulo de D. Pedro ...


... e de D. Inês


O MOSTEIRO DE ALCOBAÇA  é de uma beleza incrível ...









... merecendo todas as visitas - já lá entrei muitas, muitas vezes e sempre me maravilho.


Antes de regressar, fiz questão de cair em tentação, de pecar deliberadamente.
Como?
Entrando na pastelaria Alcoa - depois de olhar não há quem resista, porque tudo é lindo, tudo premiado em concursos de doçaria conventual, tudo irresistível ...



Dentro desta caixinha ...

... a tentação!

Fui escolhendo - um destes, dois daqueles ...

... e enchi duas caixas!

Neste momento resta uma. Quase vazia!

Basta olhar para salivar. E comer!
Nunca mais passo, entro, olho,  compro na Alcoa - maravilha de lugar, paraíso dos gulosos.

Foi ou não uma sexta-feira para registar e recordar?
Pois foi!

Beijo
Nina

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Bolos e memórias


Hoje, desprovida de  bolo, meti mãos à obra, porque fim de semana sem bolo não é fim de semana.
O cheirinho que se espalha pela casa é quase melhor que o próprio bolo, ou, pelo menos, aguça o apetite para o comer.
 Aqui cheira mesmo bem!

Antes de decidir qual preparar, desfolhei um caderno de receitas, muito, muito antigo que contem aquelas que, já testadas, eu considero serem muitíssimo boas. O meu caderninho é 100% seguro - ao contrário de muitas sugestões que pairam na net e nem sempre o são - não interessa. Isso daria aqui uma crónica extensíssima, um verdadeiro rosário de lágrimas que, seguramente, já vitimizaram outras almas crédulas. Repito, não interessa.

Temos portanto que o bolo de hoje é pura e simplesmente delicioso.

Comi-o há anos - lá vêm as memórias gustativas - em Frankfurt, na Alemanha, país pelo qual tenho uma predileção, um carinho, uma admiração muito especiais.
Foi em Frankfurt, a meio de uma tarde gelada e era Carnaval.

Não gosto do Carnaval.
Não gosto da excitação que o rodeia.
Não gosto dos desfiles.
Não gostos das criaturas quase nuas, fingindo sambar no Brasil, tiritando de frio.
Não gosto (nada) do Carnaval.

Se posso, sempre que posso saio, fujo do Carnaval.
Nesse ano foi para Frankfurt, cidade onde já estive muitas vezes, no aeroporto. É lá, que muitas escalas para voos intercontinentais, acontecem.
Conhecia o aeroporto. Muito bem. Não conhecia a cidade.

Também lá me cruzei com um pálido desfile de Carnaval, coisa soft, discreta, que não me perturbou.
Foi lá que experimentei este bolo, este bolo delicioso, com uma fumegante chávena de perfumado chá ... salivo face à memória do Bolo de Cenoura e Nozes cuja receita me foi dada por uma alma caridosa.



Acabadinho de desenformar, ainda muito quente


Preparei-o na Bimby, mas deixo a receita tradicional:

300 g de cenouras
4 ovos
200 g de açúcar
1 saqueta de açúcar baunilhado
raspa de 1/2 limão
2 c. chá de sumo de limão
300 g de nozes moídas
65 g de farinha
2 c. de chá de fermento
1 pitada de sal
150 g de icing sugar


Preparação:


Ralar as cenouras e guardar;
Misturar gemas, açúcar, açúcar baunilhado, raspa e sumo do limão;
Adicionar as cenouras;
Juntar as nozes, a farinha, o fermento e o sal;
Bater as claras em castelo firme e envolver com suavidade;

Numa forma untada e polvilhada com farinha, despejar a massa.
Coze em forno previamente aquecido a 180 graus durante +/- 45 minutos.



Depois de desenformado, deixa-se que arrefeça e cobre-se com ...


... o sumo de meio limão misturado com o icing sugar.

Não é por nada - ou, se calhar é por isto tudo ... - mas este bolo é daqueles que se instala na memória e de lá não sai.
Nunca.

Beijo
Nina

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Deu-me para a costura


Hoje deu-me para a costura, aproveitando um tempinho livre.
Só que "costura" e"tempinho" não se conjugam assim, juntos, porque a primeira leva tempo, o tempo necessário e não se compadece com pressas. Costura é para se ir fazendo e não para se fazer num instante.

Lá no meu canto guardo em vários cestos muito pano, muito retalho, muita confusão. Prometi a mim mesma que não compraria nem o tecido mais tentador enquanto não acabasse os tais "monos".
Então, quase sem programar, hoje meti-me entre fios e panos, porque ando há tempos congeminando uma cobertura para a máquina de costura que, não só a protegerá do pó, mas, principalmente, dará ao local um ar mais composto, mais bonito.

De umas sobras de toalha, cortei retalhos

... e aproveitei estes passarinhos bordados há imenso tempo, para os quais não tinha ainda descoberto destino. Cortei igualmente uma margem a toda a volta


Depois, com estas pintinhas que já foram fronha de almofada ...


...cosi uma espécie de moldura.

A seguir continuei a inventar e apliquei uma rendinha .
Fui cortando  e passando e medindo.
Aliás, pela minha (pouca) experiência, não é possível dispensar o ferro de engomar - cada costura, uma passadela!

Continuei juntando paninhos, introduzindo um rosa nesta mistura que quero suave.

Parece-me que a parte da frente está pronta.
Agora é colocar o "recheio" que lhe dará corpo, pespontar tudo e passar para a parte de trás.
Garanto que é uma atividade muito tranquila, muito relaxante, desde que não se pretenda costurar tudo rapidamente.
Esta cobertura de máquina levará o tempo que levar ... e, confesso, agora que parei, sinto imensa vontade de recomeçar.
Amanhã será!

Beijo
Nina

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Foi uma tarde muito boa ...



Consegui passar quase toda a tarde em casa, sempre ocupada, sempre despachando afazeres.

Saí apenas, logo a seguir ao almoço, para uma rápida visita ao Lidl - parece impossível, quando se fala em supermercado, utilizar o adjetivo "rápida", mas no caso concreto deste, aplica-se com toda a justiça, porque o espaço dispõe de um bom parque de estacionamento, a área da loja é pequena, os produtos encontram-se muito bem agrupados e, consegue-se, de facto, fazer das compras uma experiência "rápida", algo impossível nos gigantescos hipermercados onde, o passeio pelos imensos corredores consome muito, muito tempo.

Portanto, recapitulando, a ida ao supermercado resolveu-se num instante.

Em casa, arrumadas as compras, organizei roupas, tratei de papéis e consegui sentar-me para alinhavar este texto.
Preciso inevitavelmente de uma tarde por semana  em casa porque só eu sei como despachar assuntos pendentes. Feito isto, toda a semana decorre pacificamente, sem sobressaltos.
E a semana promete dias bonitos.
Hoje tivemos sol bem quentinho e eu livrei-me de agasalhos pesados:


Vesti saia ...
Gosto muito de saias. Mais do que de calças e uso-as com muita frequência, ao contrário de amigas minhas que, pura e simplesmente, não têm nenhuma saia!

Como é possível?

Nunca, em tempo algum, abdicaria das minhas saias. Tenho-as de todas as cores e feitios, umas mais clássicas (como esta), outras mais modernaças, umas mais curtas (como esta) outras bem compridonas! Não dispenso saias e vestidos, embora use calças com muito gosto.
Vesti um blusão quente, mas leve e resolvi usar luvas apenas para "compor o boneco", jogando com a camisola/ blusa que não se vê, mas que é da mesma cor.
Espero que o bom tempo continue amanhã. Livre das tarefas que despachei esta tarde, sairei para arejar as ideias e exibir (quase de certeza) outra bela saia.

Já agora, meninas lindas que me lêem, digam lá à tia Nina:
-Gostam de saias ou nem vê-las?

Beijo
Nina

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Ex-futuro casaco



O MEU EX-FUTURO CASACO - que não foi, que nunca chegou a ser, que  não passou dum devaneio, está já transformado em manta muito quentinha.

As cores alegres, mas não berrantes, compuseram um agradável colorido, com a imensa vantagem de me ter permitido acabar com sobras de lãs. Efetivamente, de momento, as gavetas onde as guardo estão praticamente vazias ( esperando inevitável carregamento ) e a sensação é ótima.

Ainda bem que refleti a tempo e dei ouvidos ao meu "grilo falante", a minha consciência que não para de me enviar sinais. No caso tratava-se de uma quase inconsciente certeza que, jamais, em tempo algum, eu vestiria um casaco arco-íris com fortíssimo pendor hippie.

Em seu lugar, uma mantinha que combina muito bem com as cores claras e neutras da minha casa.




A toda a volta, em ponto alto, algumas carreiras construídas com um fio matizado, sobra de uma camisola

Usei ainda um fio turquesa que joga bem com os quadardinhos do centro e acabei um novelo em verde bebé que, como o nome indica, sobrara de um casaquinho

Rematei com uma espécie de conchinhas - tudo simples, tudo fácil e sem pretensões

Ao perto o motivo principal do casaco

Como é que eu - em são juízo - imaginei vestir-me assim?
Obrigada grilo falante!
Espero que te mantenhas ativo por muitos e bons anos e me desvies  do desvario e da loucura.

Beijo
Nina