quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Andando para trás no tempo


Viajar ou deixar que o pensamento viaje - como é o caso - é também não respeitar o tempo na sua sequência lógica, é voar para o futuro construindo projetos, ou regredir no passado revivendo momentos especiais.

Hoje vou viajar no passado.
No passado recente.
Em Agosto, na Alemanha, com base em Trier, a tal cidade considerada a mais antiga do país.

Aí estabelecemos a base.
Daí partimos.

Um dos destinos foi BernKastel-Kues, uma cidade maravilhosa.
Foi através de ILA que  cresceu o meu interesse. Foi Ila quem primeiro mencionou este destino. Foi graças a Ila que aí passei um dia único.


O caminho faz-se seguindo uma estrada secundária - nada de autoestrada!
Vai-se olhando, vai-se vendo, vai-se entrando no espírito do país.-
Um país que ama a natureza, que cultiva flores ...

As terrinhas sucedem-se - aqui parámos para um café

Aqui desscobri um castelo

Este!
Aqui podemos comprar vinho ...
Esta é uma extraordinária região de vinhedos, os mais incríveis vinhedos, espalhando-se pelas encostas dos montes

O caminho faz-se seguindo o rio Mosel.
A dada altura entrámos num dos muitos barcos para um cruzeiro de uma hora.
Estava muito calor!
Foi lindo e fresco!

O rio corre entre margens  verdejantes



É povoado por patos e gansos e ao longe avista-se um castelo

Estámos em Bernkastel-Kue


Outra cidade encantada ...



Ruas estreitinhas, casas antigas, turismo essecialmente alemão - tenho a certeza que éramos os únicos portugueses.

Almoçámos lindamente, que os alemães não fazem batota. Cozinham muito bem!


DEpois de almoço, perdemo-nos pelas ruelas ...








Tudo, tudo espantosamente bonito.


Atrevo-me a afirmar que é um lugar imperdível, único.


Beijo
Nina

domingo, 16 de setembro de 2018

Restaurante Fonte Férrea

Fazemos  normalmente a viagem Porto/ Algarve/ Porto, seguindo a lei da geometria - isto é, a recta é a distância mais curta entre dois pontos.
Assim, começámos por “engolir” a Via do Infante, até ao desvio para Lisboa. Depois é sempre em frente, sempre para norte até chegarmos a casa. São 600 km que se fazem em cerca de 5 horas.

Desta vez, porém, inovámos. Viemos por Odemira.
Valeu a pena o desvio, seguindo uma estrada secundária, no meio da floresta.

Por quê Odemira?

Porque queríamos almoçar/ testar o RESTAURANTE FONTE FÉRREA.





Valeu!

Situado num belo parque, acolhe os comensais com flores aos montes:






Local agradável, simpatia, excelente acolhimento, comida de primeiríssima qualidade.













Pedro, o proprietário fez as honras da casa.
Um senhor!
Nem de mais, nem de menos. Presente sem incomodar. Presente para que nada falhasse.
Nada falhou.



Parabéns!




Desde as entradas, ao prato principal, acabando nesta memorável sobremesa, tudo impecável!

Recomendo o mais possível.

A seguir um novo desvio para visitar a PRAIA DE ALMOGRAVE.
Linda, selvagem, extensa.
Sujeita aos humores do Oceano Atlântico.






Maravilhosa para visitar.
Para ficar, para estar, não!
Prefiro a calmaria do Algarve, eternamente fiel ao meu Algarve,  com água morna e sol único.

E foi assim, aos ziguezagues - esquecendo as rectas -  que regressámos a casa.

Beijo
Nina


domingo, 9 de setembro de 2018

Saarburg


Trier localiza-se numa área abençoada, pela sua própria beleza natural, mas também pela proximidade a várias pequenas cidades verdadeiramente deslumbrantes, como é o caso de Saarburg.

Depois de, durante a manhã termos percorrido a pé e de autocarro tudo o que havia para ver em Trier, depois de um almoço ligeiro numa pizzaria, metemo-nos no carro ( estacionado no parque do hotel) ligámos o GPS e, seguindo o rio Mosela , por uma estradinha que cruzava aldeias e bosques, chegámos a Saarburg, uma beleza aninhada junto ao rio.

No cais vários barcos de cruzeiros percorrendo o rio, pontes, muitas pontes que permitiam passar de uma margem para outra, esplanadas, bares, restaurantes e sempre muito verde, sempre uma paisagem de calendário.

Por puro acaso descobrimos um teleférico que subia até ao cume de uma montanha.

Sem hesitar, comprámos os bilhetes e sentámo-nos.

A viagem é curta, mas a vista deslumbrante.

Senti-me uma criança a quem ofereceram a oportunidade de voar.

De regresso à base, dirigimo-nos para a Altstadt, a cidade velha, sempre a parte mais interessante das 
cidades alemãs, sempre uma zona histórica vedada ao trânsito.





Está não foi excepção. Eram ruelas atravessaras por cursos de água, pontes peatonais carregadas de 
flores , a paisagem certa para ocorrerem espantos e maravilhas.
O certo é que me cruzei com um casal de felizes noivos que não poderiam ter encontrado lugar mais perfeito.
Que sejam felizes - murmurei - também eu feliz por eles.
Cruzei-me ainda com uma numerosa família portuguesa, assim provando que nós “somos um povo cigano, anda sempre alguém por fora ...”

Vejam as fotografias, sem legenda, que o meu temperamental novo IPad tem-me posto a cabeça em água ... depois conto, se entretanto não destruir o zangarelho.

















































































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Beijo 
Nina