segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Arribas do Douro

 Saindo de Salamanca, são 200 km no total, esta visita lá, onde o Douro já é rio. Chama-se Aldeadavila de la Ribera, a localidade onde, do alto, de muito alto, pode ser observado.
Já aí é linha de fonteira, ficando, do outro lado, Freixo-de-Espada-à-Cinta.



Lá chegados, no posto de Turismo, recebi indicações. Recebi ainda a decepcionante informação que, o barco responsável pelos cruzeiros saíra há 10 minutos e que, apenas às 18h haveria outro. Foi mau!



Face à impossibilidade do passeio fluvial, aventurámo-nos por caminhos e miradouros com paisagens espetaculares.




Até ao momento em que foi chegada a hora de almoçar.
Na povoação apenas um restaurante aberto. Repleto. A rebentar pelas costuras. Sem previsão possível de atendimento. 


- Logicamente que na estrada de regresso não faltam restaurantes, certo?
- Errado!
Nada!
Tudo "cerrado".
- Em pleno Agosto? Não percebo!



Num posto de abastecimento de gasolima, comprei uma garrafa de água e um pão.
Foi uma espécie de açorda.


Açorda, mais um conjunto de paisagens magníficas.


Porque diabo não seguimos para Freixo-de-Espada-à-Cinta?
Porque avaliámos mal a situação.
E ficámo-nos pela açorda.
E ainda com as vistas deslumbrantes.

Beijo
Nina

domingo, 25 de agosto de 2019

Vicissitudes de uma road trip


Percurso planeado, reservas nos hotéis realizadas, iríamos para a Alemanha, num circuito de pequenas cidades que, à partida não seriam o foco de multidões de turistas.
Dois ou três dias antes de partir, por precaução, foi feita uma consulta à previsão meteorológica e o resultado foi alarmante, com chuva, trovoada e tempo enublado durante todo o circuito. Um desconsolo, tanto mais que, no norte da Europa, enquanto que em Portugal não se sentia o Verão, no no norte da Europa - dizia - os termómetros haviam registado recordes com temperaturas elevadas. Mas, isso fora nas semanas anteriores. Na que escolhêramos a coisa mudara completamente de figura.
Posto isto havia que repensar a saída.
E assim surgiu a ideia de começarmos por Salamanca, seguindo para Zaragoza, Gerona, Andorra , terminando com um circuito nos Pirinéus Aragoneses.



Em Salamanca, o Parador foi a opção.
Ficámos três noites muito bem instalados.


Muito bem localizado, permite chegar ao centro da cidade em 10 minutos.
A piscina é agradável e nas horas de maior calor, uma excelente opção.

Para fidelizar os clientes, os Paradores de Turismo dispõm de uma oferta designada por Amigos dos Paradores. É um cartão através do qual se acumulam pontos que poderão ser transformados em dormidas. É gratuito e só tem vantagens. Há muito tempo que somos Amigos dos Paradores.

Dispondo de 2 dias em Salamanca, cidade maravilhosa que já calcorreei por diversas vezes, decidimos conhecer os arredores, AS MAIS BELAS ALDEIAS DE ESPANHA E ARRIBAS DO DOURO.

Dedicámos o primeiro dia às aldeias:
HERVÁS, CANDELÁRIO, MOGARRAZ E LA ALBERCA.
























Por todo o lado as lojinhas da praxe para captar turistas:







Fora do percurso, Bejar, uma povoação que surgiu no exato momento em que queríamos almoçar:


Cheia de arcadas, úteis para o Verão inclemente e para o Inverno rigoroso









Aguardando a abertura do restaurante - naquela terra não se come antes das 14h... oh! horário peculiar! - entrámos na igreja, o único local fresco.
Gostei dos vitrais.






No centro, ninguém que o sol queimava.


Finalmente, às 14:00 conseguimos almoçar - há que considerar o típico horário espanhol - come-se muito, muito tarde!



Foi na Casa Pavon e correu muito bem.


Continuando ...






... paulatinamente, seguimos o percurso estabelecido.






Foram quase 300 Km. Foram experiências novas. Povoações tranquilas, com curiosidades para oferecer.





Amanhã mostrarei as impressionantes Arribas do Douro.
Ficará para (minha)memória futura - caso os meus leitores continuem ausentes.

Beijo
Nina


terça-feira, 20 de agosto de 2019

Meu querido mês de Agosto - parte IIPonte de Lima





Vai uma pessoa e decide que está um belo dia para rumar a Cerveira. E vai.
Vai, mas quando decide parar no sítio do costume para o café matinal, desiste. Foge espavorida, que era uma tal fila para ser atendida que metia medo.
Então, vai uma pessoa e decide ficar por Viana do Castelo.
É o ficas!
É o entras!
Eram as festas da Senhora da Agonia e a multidão, um mar de gente.
Então, uma pessoa decide -se por Ponte de Lima, tão linda e ali tão perto.
E vai!

Quando chega, novo oceano imenso de pessoas.
Lá se estaciona a custo , não reconhecendo a pacífica vila, sempre tão serena, sempre tão pacífica.

Ainda assim, foi possível o adiado café, um  passeio junto ao rio Lima, algumas fotos e um excelente almoço longe do bulício do centro.

A ponte romana .
Nela se cruzavam grupos, muitos portugueses, outros tantos ou mais estrangeiros.

É que atravessar a ponte e olhar esta imensidão de rio, vale mesmo o sacrifício da confusão.

Achei graça a estes turistas, um casal que seguia impávido e sereno, não se deixando - como eu - perturbar pela confusão.

Lá no meio do rio, paz, muita paz!

Por aqui passa quem percorre o Caminho de Santiago - não há passagem mais linda!

E, mesmo eu, num momento de privação dos sentidos me deixei fotografar ...

... esperando ser/estar totalmente irreconhecível.
Depois, ao longo do rio, caminhei até uma exposição de jardins ... que, sinceramente, não me impressionou ... tirando uma ou outra flor:




... um ou outro ângulo do jardim ...

... um ou outro conjunto.

De regresso, houve ainda oportunidade para este ângulo fotográfico com o seu quê de artístico - digo eu, na minha habitual modéstia.


Beijo
Nina