quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ainda o voluntariado

Pérgola, junto ao mar

Nem de propósito, assisti ontem, na TV, ao programa do Dr. Oz.
 Lembram-se dele?
Colaborava, esporadicamente, com a Oprah, mas, neste momento possui o seu próprio espaço.
Ontem, no seu estilo muito próprio ( e muito discutível ...), referia as três principais vantagens do voluntariado:

- As pessoas que o praticam, pelo menos duas vezes por semana, têm um objectivo;
- As pessoas sentem-se mais felizes por fazerem bem aos outros;
- As pessoas envolvidas no voluntariado desligam dos seus próprios problemas;

Segundo ele, o envolvimento no voluntariado garantia mais 7 anos de vida aos envolvidos.

Descodificando, o voluntariado é, para além de louvável , terapêutico, porque ocupacional, disso ninguém duvida.
Também ninguém duvida que gostar de si próprio é saudável, na medida em que, está laboratoriamente comprovado que as emoções negativas são tóxicas, mesmo letais,quando, interferindo com o nosso sistema imunitário, abrem a porta a toda a sorte de doenças.
A este propósito, descobri o blog  omeuchaverde.blogspot.com com conteúdos interessantes
Nunca fiz voluntariado, apenas porque não ... porque ainda não calhou, porque ando permanentemente ocupada ... não porque duvide dos projetos.Mas está no meu horizonte, tal como está   revisitar uma e outra e centenas de vezes o Brasil o projeto de aprender Alemão (adooooro a Alemanha) e escrever um livro...
Por exemplo, aqui bem perto do local onde vivo, existe um organismo chamado CASA DO CAMINHO, vocacionado em acolher bebés e crianças desfavorecidas. Outro dia, fui lá entregar um donativo (brinquedos e roupas em estado impecável) e fiquei impressionada com a qualidade do espaço e do pessoal em serviço permanente, com apoio de voluntários).
Uma obra notável, que merece ser mencionada.
Beijos, Nina

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

VOLUNTARIADO

Todas as manhãs, desde que não chova, faço uma caminhada de uma hora, junto ao mar, já que tenho o privilégio de viver numa cidade debruçada sobre o oceano e numa zona habitacional muito próxima da praia. Adoro o local onde vivo por muitos motivos, mas principalmente , por este.

Anémona

Esta escultura, da autoria de uma artista nórdica, é composta por círculos de metal com perímetros diferentes, ligados entre si por rede de pescador. Quando foi inaugurada, não foi bem recebida pela opinião pública, porém, actualmente constitui uma referência e tocada pelo vento norte que quase sempre se faz sentir, ganha vida própria e sugere, efetivamente uma anémona.
É aqui que começo a minha caminhada.
Existe, sobre as dunas, muito perto do mar e longe do tráfego automóvel, uma espécie de passadiço, que circunda um antigo forte, atualmente convertido em museu militar, de onde se olham as ondas e as gaivotas,se  respira e se medita.
É muito, muito bom!


Forte de São João
(vulgarmente conhecido por Castelo do Queijo)

Hoje, por sorte, não chovia e lá repeti o ritual.
Lembram-se que, na semana passada, dei conta de um temporal terrível que assolou a costa norte do país?
Só hoje foram visíveis os estragos. O areal estava repleto de detritos.


Poluição devolvida pelo mar

No meio da lixeira, vislumbrei duas senhoras que, de luvas calçadas revolviam o lixo:





Por me parecer estranho, abrandei o passo e fotografei-as, percebendo então qual a busca em que estavam empenhadas: catavam cápsulas, tampinhas de garrafas com que enchiam sacos. Trata-se de uma campanha, em que as próprias crianças estão envolvidas, com o objectivo de reunirem o maior número possível de tampinhas.Seguidamente, estas serão entregues num organismo apropriado que, em troca, oferece cadeiras- de- rodas para deficientes.
Claro que, no cotidiano, eu separo o lixo; claro que sou sensível à saúde do planeta; mas serei tão sensível a ponto de vasculhar o lixo como faziam aquelas senhoras? Honestamente, receio que não.
É que eu, reconheço, não tenho espírito de voluntariado, com a minha vidinha tão organizada, tão cheia de interesses, tão egoísta, em suma.
No entanto, conheço pessoas que fazendo voluntariado em variadíssimas áreas,  proclamam:
FOI O VOLUNTARIADO QUE ME SALVOU.
Estranhamente, o voluntariado é, para estas pessoas imensamente gratificante.
Dizem que tapa buracos na alma.
Dá que pensar,não dá?
Beijos, Nina

ÓSCARES

Dos nomeados para os óscares, vi, até ao momento, "A rede social", "o cisne negro", "o discurso do rei" (do qual já falei na semana passada" e, hoje, "True grit", com a tradução "Indomável".

Deste último gostei francamente.
É um western, no velho estilo de John Wayne,realizado pelos irmãos Coen, com a diferença que o heroi ( um fabuloso Jeff Bridges) veste a pele de de um sheriff mais ou menos amoral, alcoólico, sujo e velho, que apesar de tudo, desempenha rigorosamente o papel para que foram inventados os herois do velho oeste e salva a mocinha.
 Esta é uma talentosíssima jovem, que, ou muito me engano, ou vai arrecadar o óscar para o melhor papel feminino, como personagem secundária.

Quanto ao prémio para melhor atriz, na minha opinião, será arrecadado por Natalie Portman, um bailarina do New York City Ballett, que, através de um complicadíssimo, doloroso e patológico percurso, se supera e atinge a perfeição.
Hoje, num jornal diário li uma crónica de um escritor/jornalista que muito admiro: Miguel Esteves Cardoso.
No texto que escrevia sobre o Cisne Negro, fazia uma análise surpreendente, mas que faz todo o sentido. Para ele, a personagem principal era genial na pele de cisne branco, porque era uma criatura insípida, pura e quase assexuada. A sua dificuldade em fazer vingar o Cisne  Negro , residia nessa áurea de santa.
Apenas quando se libertou, através da perfídia e do sexo, atingiu o desempenho sublime. No fundo, na opinião do MEC, esta é a grande questão que condiciona e cataloga as mulheres: as santas e as outras.
Quando qualquer mulher se atreve a pisar o risco, no sentido de poder encarnar simultânea e plenamente os dois papeis (há uma canção popular que sinteticamente define a situação: Uma lady na mesa, uma louca na cama...), a justiça divina " tarda, mas não falha..."
Valha-nos Deus!
Beijos, Nina

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O pagador de promessas...

Lembram-se do filme?
É um pouco como me sinto hoje, pois prometi a mim mesma que só falharia a postagem se fosse de todo em todo impossível. Hoje, quase não pude parar por um minuto, mas , nos 15 que tenho livres, vou mostrar uma das muitas das minhas paixões:
O crochet!
Procuro ter sempre um trabalhinho entre mãos.


Quando estava grávida da minha filha, fiz esta colcha. em algodão branco, numa imensa sucessão de hexágonos.
Reinterpretei-a, agora, condicionada pelo inverno rigoroso, em lã, mais rústica, mas também mais moderna e em tons que jogam muito bem com a decoração do quarto.
Não está pronta, mas vai de vento em popa.
Se gostarem e quiserem o esquema, já sabem, é para isso que aqui estou!



Agora, um hexágono em detalhe:


Oxalá gostem.
Beijos,
Nina

domingo, 20 de fevereiro de 2011

CHICO BUARQUE, SOBRE A SOLIDÃO ...

PRAIA DA QUEBRADA
(ao norte da cidade do Porto)



Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo ... Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar ... 
Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos ... Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida ... 
Isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado ... Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto...

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma ...

FRANCISCO BUARQUE DE HOLANDA



Este texto tocou-me de uma forma indizível.
Até chorei, quando o li, muda de palavras, sufocada por emoções.
Compartilhei-o particularmente com amigos muito próximos, mas também com a long'inqua e desconhecida Andrea que nunca vi, nunca ouvi, nunca encontrei, mas a quem quero bem, muito bem.
Por motivos que desconheço e me ultrapassam, Andrea nunca recebeu o meu mail.
Por isso, aqui fica para todos os que me visitarem ( mas especialmente para si, Andrea) este excerto capaz de tocar bem lá no fundo da nossa alma.

Beijos, Nina






sábado, 19 de fevereiro de 2011

VILA NOVA DE CERVEIRA

Também conhecida apenas por Cerveira, é uma vila no norte de Portugal no Distrito de Viana do Castelo, região do Minho, com cerca de 1300 habitantes.
A Igreja Matriz, o Forte de Lovelhe e o Castelo de Cerveira constituem os seus atrativos em termos patrimoniais:

 Igreja Matriz

 Entrada para o Castelo
 Relógio de Sol

Terras de Cerveira

A Bienal de Cerveira é uma exposição de arte que se realiza cada dois anos, desde 1978, e que tem reunido nomes de artistas conceituados, portugueses e estrangeiros.

Adoro Cerveira! 
Pelo que ficou dito e por muito, muito mais.
Todos os sábados se realiza uma enorme feira que atrai multidões, mais espanhois do que portugueses, dada a proximidade da Galiza ( 30 Km ?).

Vende-se de tudo, desde vestuário e calçado, a utensílios domésticos e de decoração.
E evidentemente que  todos" hablamos español " ou, pelo menos portoñol.

Acessórios
( nova coleção - 5€)

Casa e Decoração


Malas de crochet
(não perguntei o preço, mas são lindas de verdade!)


Cestos

A secção dos ciganos, a mais barulhenta e desorganizada, é a que atrai maior número de visitantes, ou não fosse lá que se encontra a bela da bolsa Carolina Herrera a 15 €, os sapatos de vela Lacoste por preço equivalente, para não falar das camisas para homem de TODAS AS MARCAS, de casacos da Gant , relógios Cartier e sei lá mais o quê. 

Malas
(dos mais renomados estilistas)

De vez em quando aparece a polícia, nesta secção, e a debandada é geral.
 Os artigos contrafeitos dos vendedores menos ágeis são apreendidos, ouvem-se gritos, insultos, súplicas e ameaças, mas, na semana seguinte tudo recomeça na maior tranquilidade.
Os artigos citados são o que são ... cópias, com qualidade de cópias e nada mais.
 Há que ter a certeza que não se fazem, porque não existem, negócios da China.
 Tendo-a, pode ser muito divertido.
Depois, há uma série de bares e esplanadas onde, os menos afoitos leem o jornal, tomam um cafezinho e esperam pelo almoço num qualquer dos muitos restaurantes onde se come muito, mas mesmo muito bem.
Garanto que, como programa para sábado, é de adotar.
Beijos, Nina

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mãe, sou vegetariana!

Foi um choque, assim , de repente, ser confrontada com esta realidade e com a minha incapacidade.
A minha filha, muito "verde", muito ecológica, sugeria esta possibilidade: "carne mal passada, nem pensar", "sobrevivo muito bem sem carne", blá, blá, blá!
A mensagem estava lá, a campainha já tinha soado na minha cabeça, porém, apenas na área do subconsciente.
Uma vez o facto consumado, houve que arregaçar mangas, que é como quem diz, pôr pés a caminho para a secção de macrobiótica (?) do supermercado.
Contudo, cedo me apercebi que essa não era a solução. Tratava-se de ingredientes muito estranhos, muito tofu,  muita soja e outros cuja designação ultrapassa o meu entendimento.
Na posse do valor nutricional dos alimentos diários, decidi que, sem infringir as sagradas normas do vegetarianismo, poderia  confecionar pratos que até eu, convictamente omnivora, como sem desconfiança e, principalmente, sem repugância.

Hoje preparei uma espécie de Tortilha, cuja elaboração reza assim:

Ingredientes:
4 claras
8 cogumelos
2 fatias de queijo
ervas aromáticas

Comecei por saltear os cogumelos fatiados numa frigideira levemente untada com azeite de oliva, até ganharem cor.

Seguidamente, juntei o queijo cortado em pedaços (no caso, era um queijo espanhol, tipo manchego):


Quando o queijo começa amolecer, acrescentam-se as claras, levemente batidas. Tempera-se com pimenta preta moída no momento e salpica-se com as ervas aromáticas ( salsa picada e cebolinho cortado fino):


Loco que a mistura se encontra coagulada, vira-se com a ajuda de um prato, deixando que ganhe cor na outra superfície.

O resultado final é este:




Como acompanhamento, brócolos cozidos ao vapor e arroz branco.
Bom apetite!
Beijos, Nina