quinta-feira, 2 de junho de 2011

Costura

Calções e uma saia.
Ainda não estão passado a ferro, mas , modéstia à parte, ficaram uma perfeição!

Um grande plano da bainha da saia, numa seda pesada, feita com a fita de colar com o ferro quente.
Melhor é impossível!



Já mostrei a máquina de costura nova.
Falta dizer que lhe tenho dado imenso uso, até onde a minha limitadíssima competência me permite.
Bainhas, é comigo.
Para mais, achava escandalosamente caro o preço cobrado pelas costureiras de arranjos que, em qualquer cubículo, se dedicam à função.
Uma a quem recorria sistematicamente confessou-me que, em tempos, confeccionava peças de vestuário, mas que começou a perder clientela para as marcas low cost, tipo Zara, Mango e outras do género, que as clientes preferiam por oferecerem produtos muito modernos a um preço com o qual ela não podia competir.
Por esse motivo dedicou-se "aos arranjos", como ela diz.
Cobrando cerca de 5 E por subir a bainha de uma saia ou de umas calças, tinha muito menos trabalho e mais lucro.
Foi então que eu comecei a pensar...
Este ano as saias subiram para níveis muito acima do joelho.
As calças, continuam a ser feitas para mulheres de 1m 8ocm, logo, necessitando intervenção pós compra.
Porque não, eu própria me encarregar da tarefa?
Para meu espanto, nem achei difícil.
Para mais, quando fui à retrosaria comprar linhas, a empregada informou-me que, nos tecidos finos se aplica uma fita que, com o calor do ferro, fica invisível pelo exterior e de acabamento perfeito.
Hoje já o apliquei e estou banzada de espanto.
Subi a bainha a 1 saia e a 2 calções.
Façam o favor de fazer as contas e digam lá se eu não tenho a máquina paga no final do mês.

Palpita-me que ainda me vou tornar costureira.

Beijos,
Nina



quarta-feira, 1 de junho de 2011

Blusa de crochet


Uso-a com um cinto largo, de elástico, porque me parece que, marcando a cintura fica mais elegante.
Hoje combinei-a com uma saia também branca, mas liga muito bem com jeans ou com calças pretas ou brancas.
Mais do que uma blusa, é uma espécie de túnica, muito versátil e, a visão de conjunto, hoje, era esta:



O modelo foi retirado deste esquema:


O esquema que alterei, visto que, no original, tinha pontas assimétricas
Desta Revista -- Sandra
Vou fazendo algumas coisas em crochet, mas, na verdade, daquilo que eu gosto mesmo,  é de tricotar.
A minha maior dificuldade é acertar com as dimensões correctas, porque, o crochet é, na minha opinião muito  elástico e rapidamente fica num tamanho acima ao pretendido, depois de usado.
Daí o cinto.

Beijos,
Nina

Dieta...


Para grandes males, grandes remédios:


Mirtilhos, morangos e meia banana!

Desconfio, que tão cedo, não me verão a publicar outro tipo de sobremesas.
O aspecto é tentador.
Não é, de modo algum, um daqueles pratos que se comem com os dedos a apertar o nariz, é colorido, perfumado e saudável.
E o que tem que ser, tem muita força!



Beijos,
Nina



Baixa do Porto

Raramente vou à Baixa.
Como todas as cidades, o Porto evoluiu segundo ciclos, permitindo o nascimento de novos núcleos urbanos em detrimento de outros que perdem a pujança e se desertificam.
A Baixa do Porto é um exemplo vivo desse fenómeno, embora a tendência pareça querer inverter-se, com o surgimento de uma movida nocturna ali à volta da Igreja dos Clérigos.
Durante o dia, as pessoas que circulam têm ar de ser de fora, da província ou turistas estrangeiros, porque, se a parte comercial se tornou menos apelativa, o certo é que a maioria dos monumentos se situa nesse núcleo.
Hoje, vi-me forçada a ir à Baixa e aproveitei para fazer algumas fotografias do que em tempos foi a sala-de-visitas da cidade:

Praça dos leões.
Não é o seu real nome, mas assim é identificada devido à fonte ornamentada com quatro exemplares alados.


Antiga Universidade.
Actualmente, as diversas faculdades encontram-se agrupadas em pólos de  acordo com a sua especificidade.
Lembro-me de aqui ter funcionado a Faculdade de Ciências e mais tarde a reitoria.
Acredito que, actualmente, funcione meramente como museu.

Adjacente à Universidade e aos Leões, a Igreja do Carmo ostentando belíssimos painéis de azulejos nas paredes exteriores.

O eléctrico.
Dantes meio de transporte que percorria, sobre carris, toda a cidade.
Actualmente vocacionado para o turismo, proporciona um City Tour, desde a Baixa, à zona nobre, a Foz do rio Douro.


Café Âncora d'Ouro, mais conhecido por Piolho, testemunhou a licenciatura de várias gerações de estudantes que, na Universidade, em frente, recebiam as aulas, para depois, no Piolho, estudarem, cabularem, crescerem...


Frontaria da Igreja do Carmo

Nas  redondezas o centenário Café Progresso, onde se bebia o melhor café da cidade, dizem ...
Esta é, portanto, a Zona que rodeia a antiga Universidade.
Daqui parte a Rua de Cedofeita que, antes do aparecimento dos Shoppings, era uma das artérias comerciais mais concorridas da cidade.
Perpendicularmente, desce a Rua dos Clérigos, com a sua igreja e famosa torre que, logo que possível , mostrarei, porque, se há alguém orgulhoso do seu berço, esse alguém sou eu!

Beijos,
Nina

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Louca, eu?

Receio que sim.
Fora da onda, dessintonizada, extraterrestre ...
Então, ouçam:
Esta manhã, após a sagrada caminhada, ritual incontornável, instalei-me na minha esplanada de sempre, sobre o mar, onde "é  um café, se faz favor!" e o jornal diário para, principalmente, ler artigos, evitando a todo o custo as delícias políticas com que nos bombardeiam, degustando meia horinha de tranquilidade e repouso.
Na marginal circulam empenhados os caminhantes, transpiram e arfam os corredores, passeiam avós ou mães com carrinhos de bebé e os donos de cães matam dois coelhos com uma só cajadada: queimam calorias e, pela trela, exercitam os canídeos, salvo aqueles que,dado o seu exíguo tamanho, são deixados à solta, libertos de trela.
Observo-os, distraída.
Hoje, porém, algo quebrou a mesmice.
Uma algazarra súbita levantou-se frente aos meus olhos espantados:
Um cachorro mínimo, descabelado, pesando aí 800 g, agarrou-se como um tigre esfaimado à perna de um transeunte, rosnando, espumando e, finalmente, guinchando de dor ( por esta ordem!).
Os guinchos foram provocados pelo sopapo que o dono da perna lhe desferiu, para se libertar.
Acontece que a fera tinha dono, melhor dizendo, dona, uma senhora  muito "bem" que, possessa, tentava justificar o ataque   " foi a primeira vez! Nunca atacou ninguém!"e acalmar o cachorro, que , qual esfregão esfiapado, teimava em escapulir-se.
Mas havia baixas!
O dono da perna, de calças arregaçadas, exibia uma escoriação rosada  perto do tornozelo.
Havia que socorrer os feridos!
O dono da esplanada acorreu com os primeiros socorros, numa garrafa de alcoól que despejou no membro quase mutilado e um penso autocolante que colocou com a intenção de prevenir futura e fatal ( quem sabe?) hemorragia.
Despachada que foi a mais vital prioridade, urgia tomar medidas legais:
- Quero uma indemnização!
- Preciso de ser visto por um médico!
- Onde está o boletim de vacinas do cão?
Exigia, em catadupa, a vítima.
Então, aquela senhora tão chique, tão preocupada, tão consumida com a ocorrência, ouvindo falar em custos e vacinas, respondeu:
- O cão é mais limpo que o senhor!
E desapareceu sem deixar rastro!

Beijos,
Nina




domingo, 29 de maio de 2011

As meninas

Não sei se há uma escrita para mulheres. Esta é uma discussão que já vi acesa, porque, sendo a resposta afirmativa, a ela vinha colado um rótulo de menoridade intelectual que acendia fogueiras de fúria libertária.
A haver, seria depreciativa a classificação.
Não sei responder e estou-me nas tintas para os rótulos.
Acho, aliás, irresistíveis os homens com forte vertentente feminina, não confundindo, por favor, com efeminados.
Aliás, as crianças, meninos ou meninas, não fazem a menor questão de assumir tipos e ambos se lambuzam por um colinho, por atenções e não hesitam em lacrimejar como meio para atingir um fim ou , apenas, como genuína demonstração de que ainda não estão formatados.

Acontece que eu estou apaixonada!
Por uma Mulher!
De 88 anos!
Por um livro!
"As meninas", de Lygia Fagundes Telles.
É literatura feminina?
Continuo a não saber!
É uma caixa de bombons que não consigo fechar, onde não avanço, porque me deleito em cada palavra, cada construção de frase, cada sequência de ideias.
Se um homem poderia tê-lo escrito?
Que me perdõem os homens, mas duvido!

Provada que está que as estruturas cerebrais dos dois sexos divergem, não será desprimor que a obra traga agarrada características do criador.

Só uma mulher diria:

" Sentei na cama. Era cedo para tomar banho. Tombei para trás, abracei o travesseiro e pensei em M.N., a melhor coisa do mundo não é beber água de coco verde e depois mijar no mar, (...), a melhor coisa do mundo é ficar  imaginando que o M.N. vai dizer e fazer quando cair o meu último véu."

Porque só uma mulher concebe o "último véu"

Beijos,
Nina

sábado, 28 de maio de 2011

Barrigas!

Gato barrigudo
http://hypescience.com/lista-os-mais-obesos-do-mundo/

É um problema velho como o mundo, a barriga, principalmente se é proeminente.
Acho que nenhuma ou muito poucas mulheres estão satisfeitas com a sua.
Como dizia Wallis Simpson, a bi-divorciada plebeia americana por quem o rei Eduardo VIII de Inglaterra se apaixonou e, em nome de quem viria a abdicar:
-"Nenhuma mulher é suficientemente magra nem suficientemente rica!"
E ela sabia das coisas... tanto sabia que conseguiu o que conseguiu!
 Quero ver quem seria capaz de tal proeza!
O certo, repito, é que esta senhora não brincava em serviço.
Era uma autoridade em barrigas, para além de outros bem mais obscuros assuntos que, sussurra-se por aí, ela dominava com mestria.

Quem sou eu, portanto, para a contradizer?

Tomemos, pois, como ponto assente, que a barriga é inaceitável.
Perante este axioma, impõe-se uma tomada de posição, aliás, duas ... para ser mais rigorosa, três.

Começando pela mais prosaica, quem não se incomoda com a sua barriguinha, deve rebaptizá-la e, usando um eufemismo, chamar-lhe "Curva da Felicidade", mantendo com ela uma salutar e pacifica convivência, como a que, presumo, se estabelece " entre Deus e os Anjos".

Quem não aceita, mas cujos recursos são escassos, sobra a covarde atitude de encolher a barriga sempre que a situação o exige,  assim  esgotando a segunda solução.

Por fim, para os inconformados e endinheirados, o cirurgião plástico existe, prestativo, para redesenhar o mais grotesco perfil.
Penso que a abordagem ao problema passa por uma lipo-aspiração e/ou uma abdominoplastia, da qual se emerge absolutamente plano, dizem, mesmo, que planificado.

Convenhamos que este é o sonho de todo o barrigudo.

Beijos,
Nina