quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Quando era criança,

mais tarde adolescente e, finalmente adulta, reagia a qualquer esforço intelectual em que me empenhava profundamente, dando tudo por tudo, "sangue, suor e lágrimas".
Verificava-se tal esforço, principalmente a nível académico.
Eram os terríveis testes em que os conhecimentos eram postos à prova.
Debaixo de enorme pressão, repito, entregava-me de corpo e alma, como só assim era capaz.
Pela metade, não, não fazia nada.
Uma exagerada, era (é) o que eu era (sou)!

O Day After, porém, era terrível.
Vazia de energia, fisicamente, colapsava.

Não querendo entrar em detalhes, confesso que durante toda esta semana, cozinhei uma certa angústia.
 Hoje, a situação clarificou-se, libertando-se a tensão,  como que se um teste de avaliação de conhecimentos estivesse concluído.
O sol voltou a brilhar e as nuvens negras já lá vão.

Só que, para não fugir à regra, esvaziei, escapou-se a energia por todos os poros e, embora tranquila, muito tranquila, sinto-me exausta.

Então, para relaxar, nada melhor que uma música suave e o tricot terapêutico:


Esta é uma revista de verão com modelos para todas as estações.

Adoro este modelo.
Em ponto de arroz, com ombros descaídos, diferente, muito original, encantou-me.

Será que o esquema e as instruções são legíveis?

Mais perto ...

E ainda mais perto!


O fio é uma lã suave, em verde musgo.

E o trabalho avança.
As frentes estão já concluídas, faltando-lhes, apenas, o remate.

As costas vão a meio.
Os fios coloridos marcam os aumentos.

É, garantidamente, o trabalho mais relaxante que existe.
Garanto eu, que hoje, "não posso com uma gata pelo rabo!"

Beijos
Nina

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quando a chuva parou,

... aproveitei a trégua para fotografar as flores do inverno.


Imperturbáveis, estas orquídeas florescem, pontualmente, no pino do inverno, quando mais chove, mais venta, mais frio faz.
Dentro de casa, amuadas, mantêm-se estéreis, meras fitas, folhas verdes, desinteressantes.

No rigor dos elementos encontram o seu acalento.
Todos os anos.
Pontualmente.

Os bolbos das Íris começam a espreitar, tímidos, curiosos.
Um pouco mais de tempo, um pouco mais de luz, um pouco mais de calor e serão uma mancha roxa, forte, perfumada.

Adultas, altivas, vistosas, vestindo rosa, são deslumbrantes.

Limões obesos, pesados, dourados, multiplicam-se, oferecidos.

Num arbusto anão, em pura magia, enfeitam o espaço, sugerem delícias.

As limas verdes, de casca finíssima, reluzente, vidrada, insinuam sabores, frescuras de caipirinhas divinas.

As vizinhas, nuas, tristes, desoladas, fingem-se de mortas.

Alfaces engordam, num solo húmido, rico de nutrientes.

Couves-roxas ganham cor.




Estrelas de Natal, sobreviventes do passado ano, exibem vestígios vermelhos, promessa do que virão a ser.

Ah! E as camélias, lindas, amantes e amadas do inverno.
Ei-las, felizes, ao frio.

Manchas fúcsia no verde profundo.




No calor da casa, as estrelas de Natal, vaidosas, exibem-se.
Quando todas as flores e folhas caírem, irão para o exterior, ganharão endurance e, no próximo ano, voltarão a brilhar.



As azáleas abriram, numa festa salmão.
Adoram, exigem, solo muito bem regado.
Estão no paraíso com as chuvadas permanentes.

Se não interferirmos, a natureza trabalha na perfeição.
Se não estragarmos, a natureza não decepciona.
Se não perturbarmos, em cada estação, a natureza representa o seu mais perfeito papel.

Beijos
Nina

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Dez dias para o Natal!

A minha árvore de Natal, cada ano reciclada, dá o toque natalício ao ambiente

Fiz hoje as últimas e definitivas compras para o Natal, perú incluído.
Não voltarei a passar perto de uma loja até que a loucura se desvaneça.
Não gosto deste sufoco!
As pessoas estão irritadas, impacientes, indelicadas.
No supermercado, filas intermináveis formam-se junto de cada caixa.
Nos corredores, os carrinhos de compras provocam engarrafamentos intransponíveis.
Estou exausta!


Agora, iniciada a contagem decrescente, as horas decorrerão no sossego do meu espaço, com muitas velas, música suave, recantos de leitura e lareira pronta a ser acesa para aquecer as noites gélidas.

Da Alemanha trouxe este castiçal, de uma tocante ingenuidade, que todas as noites oferece os seus braços às velinhas que adoçam o ambiente.

Quase no fim, esgotadas, duas velas gigantes teimam em tremeluzir até à derradeira gota de cera

Aqui e ali, grinaldas e motivos natalícios suspendem-se das portas.

Uma botinha bordada, espera a meia noite do dia 24, cofre de guloseimas e surpresas

A porta de entrada recebe os visitantes com uma coroa verde, em que pinhas, flores e frutos dão as mãos numa saudação de boas vindas.


Os sofás junto à lareira oferecem-se para ser ocupados.

E, à janela, um Pai Natal a rigor, marca presença.

Não gosto de decoração natalícia excessiva. Nunca gostei.
Prefiro meros apontamentos que identificam a quadra sem colidirem com o clima geral da casa.
Esta, continua a ser minha, com todas as minhas impressões digitais, apenas adornada, aqui e além, com detalhes silenciosos.
Gosto deste Natal!
Do Natal que se vive entre quatro paredes, longe do bulício consumista e extenuante.
Este ano, presentes, só para as crianças.
Bom, bom será a companhia de quem amamos  e que, com um simbolismo especial, receberemos nos dias 24 e 25.

Beijos
Nina



domingo, 11 de dezembro de 2011

Esta casa é um lar!


Adriana V. Piacezzi, dona de um blog incrível, é a autora da declaração que serve de título a este post.
Fê-la, quando mostrei o caminho, na cómoda do meu hall de entrada.
Ao responder ao seu comentário, deparei-me com textos belíssimos e uma criatividade artística impressionante.
A Adriana é uma pessoa especial, com cujo contacto saio sempre a ganhar, mais rica e com horizontes mais amplos.
Repito, está é a beleza da blogosfera.

Sendo que à Adriana devia esta referência, o entusiasmo pela recém descoberta costura, que coloca ao alcance das minhas mãos, ousadias até agora inimagináveis, vem crescendo de uma forma apaixonante,
que me apetece compartilhar.
É que um nada, transforma, efetivamente, uma casa num lar.

Assim, com 1 metro de tecido próprio para estofar sofás, mais concretamente, chenille ( 18€), esse é o seu nome, passei a fria, triste, cinzenta e chuvosa tarde de domingo, mergulhada em fios, linhas, alfinetes, tesouras e uma fita métrica, colar majestoso à volta do pescoço

Para um móvel grande, com 2 metros de comprimento, fiz este caminho que lhe recobre o tampo, aqui e ali marcado por arranhões de objetos mal deslocados.
O fundo é bege e a estampa, castanha.



Sobre este móvel repousam objetos de enorme valor sentimental, como é o caso desta terrina, cuja tampa apresenta sinais de fratura.
Veio da cozinha da minha avó materna e recebi-a, generosamente oferecida, por uma tia.

Encontrei este prato em Tavira, no Algarve, numa loja de velharias e comprei-o por quase nada.


Da mesma loja, veio esta caixa de chá, em casquinha gravada, que certamente, se pudesse falar, teria lindas histórias para contar.

A terceira peça, adquirida na mesma altura, foi esta peça de vidro gravada.
Suspeito que a tampa não é original, dado que não encaixa perfeitamente.
No conjunto, são veículos de viagem ao passado, quando o plástico não invadira ainda as nossas vidas.

Estes conjunto é atualíssimo, mas acompanha bem as velharias.

Agora, com um caminho por base. tudo cresceu em encanto.


Custou quase nada e uma tarde de domingo.
O remate com a fita de seda é uma ousadia delirante da minha imperícia, de que não me arrependo, já que as minhas (queridas, queridíssimas) mentoras me incentivam dizendo que se aprende a costurar, costurando.

Mais duas almofadas.
Vestem o recheio de duas velhotas sem graça que por aqui estagiavam.
Agora sim, o sofá está composto, completo, elegante, convidativo.
 Nunca imaginei  que a costura proporcionasse tais dividendos em termos de prazer.
Sinto que perco o medo e que tenho de me acautelar para não dar um passo maior que a perna.
Para já, tem corrido bem e publico os resultados para incentivar as mais medrosas a embarcarem nesta aventura.

Beijos
Nina


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Flores em crochet

Para guarnecer e enriquecer almofadas, sacos, toalhas, nada melhor do que estas fabulosas flores.
Absolutamente originais, transformam o mais simples trabalho numa obra de arte.
Permitem, além disso, dar uso aos restos de novelos que atafulham as nossas gavetas.
Estas, encontrei-as na Burda de 08/2011, quando, numa das minhas múltiplas investidas, resolvi relê-la.
Procurei na Burda on line, mas, infelizmente, não encontrei estas páginas.
Fotografei-as, assim como os esquemas correspondentes, que, seguramente, não oferecerão qualquer dificuldade às amigas talentosas.

Eu vou meter mãos à obra, pois o desafio é fascinante.
Vejam:


Lírios,fúcsias, campânulas e outras mais

Os caules recorrem a arames finos que lhe dão firmeza

As cores misturam-se de acordo com a criatividade

Esquemas

Mais esquemas

E ainda mais esquemas
Parece-me tarefa acessível, com resultado, garantidamente, fantástico.
Enquanto, depois de jantar, se assiste a programas televisivos que ameaçam a sanidade mental de qualquer um, esta é uma ocupação escudo contra as agressões que livremente nos assaltam.
Ainda por cima, de resultados incríveis.
Há que meter mãos à obra, de preferência, ainda hoje.

Beijos
Nina

Mais costuras, mais almofadas, mais coisinhas...

Com a aproximação do feriado de hoje ou com a chegada do fim de semana começo a inquietar-me se não tenho tecidos.
É que a costura vicia, toma conta dos nossos tempos livres, afastando as outras vontades.
Ficam desde já avisados os que pretendem iniciar esta atividade.
Mas é um vício bom, muito gratificante.
Dito isto, ontem fui às compras, como que a abastecer-me de mantimentos e comprei um grande retalho de um tecido lindo.
Para quê?
- Logo se vê, respondi a mim mesma.

Na minha sala, uma mesa quadrada separa dois grandes sofás colocados em "L"
Sobre ela, uma tolha que a cobre até ao pavimento e, para terminar, uma menorzinha, em damasco, do mesmo tom.
Assim:




Como descrevi, toalha sobre toalha, tudo no mesmo bege, tudo demasiado monocromático.


Com a nova toalha, confecionada com o novo tecido, o resultado foi um nlovo visual, uma lufada de ar fresco

Sem fugir à paleta de cores existente, ganhou nova vida,


recebendo as coisinhas que nela exponho.


Um dos sofás, bem comportado, não foge aos beges.

Até que resolvi tumultar o conjunto sem quebrar a harmonia.

 Adoro o resultado obtido.
Para incrementar o conjunto preciso de mais tecidos, que o fim de semana está à porta e sábado será chuvoso, com garantida permanência em casa.
Amanhã lá vou eu, de novo, abastecer-me.
Prometo que, depois, mostro.

Beijos
Nina