domingo, 18 de dezembro de 2011

O MANJAR DO MARQUÊS

Esta é uma maravilhosa história de sucesso.
Sucesso do trabalho.
Da perseverança.
Da honestidade.

A história conta-se em poucas linhas.
Os 300 Kms que separam o Porto  de Lisboa eram feitos através da Estrada Nacional nº1, um labirinto de curvas, mau piso e filas intermináveis de veículos.
Chegar a Lisboa era coisa para um dia.
As paragens impunham-se e os restaurantes multiplicavam-se.
Até que a auto-estrada ligando as duas cidades ficou concluída.
Foi uma conquista incrível para os condutores e uma fatalidade para os donos dos restaurantes da antiga via que, um a um foram fechando, falidos pela falta de clientela.
Mas nem todos.
Alguns resistiram e continuam prósperos, justificando uma fuga à auto-estrada, para uma retemperadora paragem.

É o caso do Manjar do Marquês.

Nada discreto, recebe os comensais com festa e alarido.

Antes de atingir a sala do restaurante, tenta a clientela co as suas delícias.

Tudo em grande, aos montes.

Resmas de ofertas.

Antecipação de sobremesas.

E mais ofertas.

E ainda mais!

A decoração é exuberante, excessiva...

Assim...

Mas a comida, ah! a comida...

Arroz de tomate caldoso e uns filetes de pescada fofos, suculentos, como se de pão-de-ló se tratassem.

De uma qualidade intocável que os torna irresistíveis.


Tudo é festa e um presépio gigante marca presença.


Estes, pequeninos, lindos, estão à venda.

Como estas louças

E estas bolsas.
Visitar o MANJAR DO MARQUÊS é um experiência!
Gastronómica, principalmente, mas não só.
O Manjar do Marquês fica em Pombal, logo à saída da auto-estrada.

Beijos
Nina

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O sal na comida!

Funcionava como termo de comparação, quando, numa conversa se pretendia sublinhar a importância da moderação.
Sacava-se então da frase feita:
Tudo se quer..., nem de mais, nem de menos, como o sal na comida!

Acontece que, o que era comumente aceite como uma verdade universal carregada de virtudes -- o sal na comida -- acabou por cientificamente revelar, não só infundada, como perigosa.

O sal faz mal, faz sempre mal, faz tanto mais mal quanto mais dele se abusa.
Sem discussão.
Está provado.
Definitivamente provado.

Há que, portanto, aos poucos, restringir o veneno.
Até que, num dia, num qualquer dia, sem aviso prévio, o excluímos.
Primeiro da panela de sopa de legumes.
Depois, de tudo o resto.

E não é que é fácil?
Não é que o paladar se desabitua e se habitua a outros temperos?
O jardim de aromáticas faz, então, um brilharete.
O paladar reeduca-se, ficando atento a outros  sabores, mais ténues, mais delicados, mais sofisticados.

E o dia a dia decorre, assim,  sem sobressalto na intimidade da nossa cozinha.
Mas, chega o fim de semana, com os seus convites, combinações e refeições por outros (que não nós, os avisados...) confecionadas.
E então...

Hoje almocei fora.
Escolhi um bacalhau  Moda de Braga, com muita cebola, pimento e batatas fritas.
Estava bom.
Não parecia salgado.

Duas horas volvidas, sinto uma sede horrível. Estou desidratada, seca por dentro.
Estou a pagar o preço do sal que subliminarmente ingeri.

Com o Doctor Oz, aprendi uma panaceia em forma de chá que funciona com anti hipertensor:

O chá de Hibisco.
Compra-se na Ervanária, em sacos contendo as flores secas da planta.
Da sua infusão resulta um chá vermelho:


Levemente ácido se ingerido sem açúcar, erradica a sede.

Este é o seu aspeto.

Se não posso, socialmente falando, evitar as refeições fora de casa, posso, pelo menos, tentar colmatar os seus malefícios.
Há que experimentar o cházinho.
Recomendo!
Beijos
Nina



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Quando era criança,

mais tarde adolescente e, finalmente adulta, reagia a qualquer esforço intelectual em que me empenhava profundamente, dando tudo por tudo, "sangue, suor e lágrimas".
Verificava-se tal esforço, principalmente a nível académico.
Eram os terríveis testes em que os conhecimentos eram postos à prova.
Debaixo de enorme pressão, repito, entregava-me de corpo e alma, como só assim era capaz.
Pela metade, não, não fazia nada.
Uma exagerada, era (é) o que eu era (sou)!

O Day After, porém, era terrível.
Vazia de energia, fisicamente, colapsava.

Não querendo entrar em detalhes, confesso que durante toda esta semana, cozinhei uma certa angústia.
 Hoje, a situação clarificou-se, libertando-se a tensão,  como que se um teste de avaliação de conhecimentos estivesse concluído.
O sol voltou a brilhar e as nuvens negras já lá vão.

Só que, para não fugir à regra, esvaziei, escapou-se a energia por todos os poros e, embora tranquila, muito tranquila, sinto-me exausta.

Então, para relaxar, nada melhor que uma música suave e o tricot terapêutico:


Esta é uma revista de verão com modelos para todas as estações.

Adoro este modelo.
Em ponto de arroz, com ombros descaídos, diferente, muito original, encantou-me.

Será que o esquema e as instruções são legíveis?

Mais perto ...

E ainda mais perto!


O fio é uma lã suave, em verde musgo.

E o trabalho avança.
As frentes estão já concluídas, faltando-lhes, apenas, o remate.

As costas vão a meio.
Os fios coloridos marcam os aumentos.

É, garantidamente, o trabalho mais relaxante que existe.
Garanto eu, que hoje, "não posso com uma gata pelo rabo!"

Beijos
Nina

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quando a chuva parou,

... aproveitei a trégua para fotografar as flores do inverno.


Imperturbáveis, estas orquídeas florescem, pontualmente, no pino do inverno, quando mais chove, mais venta, mais frio faz.
Dentro de casa, amuadas, mantêm-se estéreis, meras fitas, folhas verdes, desinteressantes.

No rigor dos elementos encontram o seu acalento.
Todos os anos.
Pontualmente.

Os bolbos das Íris começam a espreitar, tímidos, curiosos.
Um pouco mais de tempo, um pouco mais de luz, um pouco mais de calor e serão uma mancha roxa, forte, perfumada.

Adultas, altivas, vistosas, vestindo rosa, são deslumbrantes.

Limões obesos, pesados, dourados, multiplicam-se, oferecidos.

Num arbusto anão, em pura magia, enfeitam o espaço, sugerem delícias.

As limas verdes, de casca finíssima, reluzente, vidrada, insinuam sabores, frescuras de caipirinhas divinas.

As vizinhas, nuas, tristes, desoladas, fingem-se de mortas.

Alfaces engordam, num solo húmido, rico de nutrientes.

Couves-roxas ganham cor.




Estrelas de Natal, sobreviventes do passado ano, exibem vestígios vermelhos, promessa do que virão a ser.

Ah! E as camélias, lindas, amantes e amadas do inverno.
Ei-las, felizes, ao frio.

Manchas fúcsia no verde profundo.




No calor da casa, as estrelas de Natal, vaidosas, exibem-se.
Quando todas as flores e folhas caírem, irão para o exterior, ganharão endurance e, no próximo ano, voltarão a brilhar.



As azáleas abriram, numa festa salmão.
Adoram, exigem, solo muito bem regado.
Estão no paraíso com as chuvadas permanentes.

Se não interferirmos, a natureza trabalha na perfeição.
Se não estragarmos, a natureza não decepciona.
Se não perturbarmos, em cada estação, a natureza representa o seu mais perfeito papel.

Beijos
Nina

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Dez dias para o Natal!

A minha árvore de Natal, cada ano reciclada, dá o toque natalício ao ambiente

Fiz hoje as últimas e definitivas compras para o Natal, perú incluído.
Não voltarei a passar perto de uma loja até que a loucura se desvaneça.
Não gosto deste sufoco!
As pessoas estão irritadas, impacientes, indelicadas.
No supermercado, filas intermináveis formam-se junto de cada caixa.
Nos corredores, os carrinhos de compras provocam engarrafamentos intransponíveis.
Estou exausta!


Agora, iniciada a contagem decrescente, as horas decorrerão no sossego do meu espaço, com muitas velas, música suave, recantos de leitura e lareira pronta a ser acesa para aquecer as noites gélidas.

Da Alemanha trouxe este castiçal, de uma tocante ingenuidade, que todas as noites oferece os seus braços às velinhas que adoçam o ambiente.

Quase no fim, esgotadas, duas velas gigantes teimam em tremeluzir até à derradeira gota de cera

Aqui e ali, grinaldas e motivos natalícios suspendem-se das portas.

Uma botinha bordada, espera a meia noite do dia 24, cofre de guloseimas e surpresas

A porta de entrada recebe os visitantes com uma coroa verde, em que pinhas, flores e frutos dão as mãos numa saudação de boas vindas.


Os sofás junto à lareira oferecem-se para ser ocupados.

E, à janela, um Pai Natal a rigor, marca presença.

Não gosto de decoração natalícia excessiva. Nunca gostei.
Prefiro meros apontamentos que identificam a quadra sem colidirem com o clima geral da casa.
Esta, continua a ser minha, com todas as minhas impressões digitais, apenas adornada, aqui e além, com detalhes silenciosos.
Gosto deste Natal!
Do Natal que se vive entre quatro paredes, longe do bulício consumista e extenuante.
Este ano, presentes, só para as crianças.
Bom, bom será a companhia de quem amamos  e que, com um simbolismo especial, receberemos nos dias 24 e 25.

Beijos
Nina