sábado, 8 de dezembro de 2012

Ideias!


Desfolhei uma Marie Claire. Acho que a última a ser publicada. Nela encontrei um monte de ideias coloridas e interessantes para o Natal.
Gosto das ideias, disse!
Acho-as interessantes e coloridas! Sem dúvida?
Mas, propostas para o Natal?
Absurda sugestão!
Só quem nunca pegou em agulhas pode ter a pretensão de sugerir que , em menos de dez dias se concretize qualquer uma destas ideias.
Uma vez que são, indiscutivelmente apetecíveis, há que agendá-las, guardando-as na gaveta dos projetos.

Por exemplo, este conjunto colorido de rosetas, completa uma bolsa alegre e primaveril, com a vantagem de permitir o aproveitamento de restos de fio.
Ligadas as rosetas, é só comprar a pega, forrar e já está!

Este remate para toalha é um encanto, pela leveza, fantasia de pontos, cor e resultado final.
Numa toalha de rosto, de lavabo, de mesa, onde quer que seja aplicada, dá alma nova e um toque de requinte ao mais banal paninho.

Adoro estas florzinhas.
Aplicadas, uma a uma, onde quer que a fantasia nos conduza, garantem um feliz resultado.

E que tal tricotar um gorro e um cachecol para os reis da casa?
Fazem-se num instantinho, coisa de dois ou três serões frente à TV e asseguram um ar fashion, porque é de pequenino que se começa.

Quem não gosta do belo do napperon que ponha a mão no ar!
Ena, tantas mãos!
E assim, quase como um sous-plat, pregado numa toalha branca, já gostam?
Bem me parecia!
Há que pegar nos napperons do enxoval e dar-lhes uso.
Já!
E uma toalha branca banal, deslavada, igual a mil toalhas que vestem outras tantas mil mesas, ganha estatuto de , no mínimo, preciosidade.


Esta sugestão é a minha favorita.
Não tem que ser Natal.
Tem apenas que se querer dar vida nova a frascos ou jarras banais.
Vamos vesti-los de renda.
Ficam lindos, espetaculares na bancada de uma casa de banho, com um arranjo floral seco, ou sem nada, vazios, agrupados num canto, com  ar festivo.
Logo que a renda perca a alvura, troca-se, recicla-se, inova-se! 

Ainda o crochê branco.
Faz isto a uma banal almofada.
Contra factos não há argumentos.
Apliquem-se, pois, rendas sobre as almofadas.



Finalmente, a cereja no topo do bolo, uma colcha patchwork com quadradinhos de tecidos, para ir ligando, paulatinamente, um a um. Para bordar estrelas e corações na sua superfície, ao sabor do capricho. Para forrar com xadrês de flanela, para inventar, para ousar, para, ao longo das noites frias, ver a obra crescer, tornando-se única.

Repito, são propostas sem prazo.
São propostas para se ir fazendo, com a total liberdade que garante total retribuição.

beijo
Nina

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Não é por acaso ...






... Que, tanto no campo da psicologia como da psiquiatria se recorra ao processo de associação de ideias com a finalidade de realizar diagnósticos. Assim, ao "branco" do clínico, o paciente responderá com a palavra que, com a sugerida, estabelece ponte.
Este é, de uma forma grosseira, a estrutura dessa operação mental.
Comprovo-a e confirmo-a todos os dias, a toda a hora. A associação de ideias é um by pass produtivo e um auxiliar de memória fantástico.
Concluída que foi esta "brilhante" introdução "cientifica", passemos aos factos.
Tenho uma amiga querida ( passo a redundância, já que merecendo o título de amiga, é por inerência do título, querida, queridíssima ...), dizia, que adora a cor roxa. Para ela, se todas as cores, por catástrofe sobrenatural, fossem extintas, que se salvasse o adorado roxo.
Falo da Liliane, do blog paulamar.
Pessoalmente, não tenho particular predilecção pela cor, que, por associação de ideias --lá está ela, associação de ideias -- associo à Quaresma, ao Senhor dos Passos e à paixão de Cristo.
Mas isto sou eu, e o que seria do amarelo ...
Em grandes doses, pura e simplesmente, recuso, como quem foge a sete pés de temível overdose. Já em detalhes, em apontamentos, gosto e adiro.
Então, hoje, aqui no bar da FNAC, enquanto tomo o meu expresso matinal, discorri, vá-se lá saber porquê, sobre a controversa cor e pensei em Liliane, minha amiga linda!
É que hoje, vesti-me de preto, optando por rabiscos roxos.


Nos collants!



Na mala.

Esta, transportou-me,de imediato a Sanremo, num processo mágico, no qual, a mala me transporta em vez de ser eu a transportar a mala.
Foi há dois ou três anos. Em Sanremo. Numa feira de rua.
Vi-a e foi amor à primeira vista. É uma cópia do clássico modelo Kelly, com direito a um autocolante aristocrático que garante a origem Hermes. ( por favor,não me ataquem por ter comprado contrafacção... Que atire a primeira pedra, quem nunca ...)
Feiras de rua italianas ou mercatto, como dizem os italianos, são deslumbramento para os olhos. Pela oferta, pelas italianas hiper, super, supra chiques, de jeans e ténis, mas, ainda assim hiper, super, supra chiques e a oferta e a oferta e a oferta!
 Este ano vou voltar e só a afirmação do propósito faz bater feliz e ligeiro o meu coração consumista, pecador, fraquinho face à tentação.


O casaco, quase festivo, quase prático, quase patriótico, quase chique, repõe-me em Milão, numa manhã fria de Dezembro, poucos dias antes do Natal.


Havia reservado quarto num hotel da cidade, relativamente afastado do centro, com todas as vantagens e desvantagens que a opção implica.
Uma aparente desvantagem, a distância do coração da cidade, rapidamente provou ser mais-valia:
- Percorrendo, a pé, as ruas que conduziam ao Duomo, descobri a autenticidade da vida dos locais, as lojas onde compravam, os restaurantes onde comiam, os parques por onde passeavam.
E foi assim que me deixei seduzir pelo casaco, exposto na montra de uma lojinha de bairro. Foi, como disse, amor à primeira vista. Pelo colorido, pelo brilhantismo de festa, pelo ar natalício.
Uso-o pouco, em comparação com o muito que dele gosto.
Acho que é o meu íntimo de formiga que me aconselha cautelas e prudências, não vá o tesouro finar-se.

Se não fosse já, tão longo o texto, por aqui me quedaria estabelecendo outra e outra e ainda outra ponte, tão numerosas quanto as minhas memórias.

P.S -- O casaco é de pele sintética!

Beijo
Nina

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Não foi premeditado ...


... garanto, juro até, que não foi!
Aconteceu, apenas!
E depois de acontecer, ganhou vida e vontade própria  fugindo inteiramente  ao meu controlo.
Foi assim:
Encontrámo-nos por mero acaso.
Olhei de relance e sem saber como nem porquê, voltei a olhar.
Nesse momento, percebi, que perdia o domínio das minhas ações.
Dei  ainda uns passos. Tentei afastar-me. Fugir da tentação.
Foi, porém, mais forte do que eu!
Voltei atrás e rendi-me.
Euforia e censura, em disputa, preenchiam o meu espírito.
Da contenda, saiu vencedora a euforia.
A censura e  o arrependimento virão depois.
No day after!


Chocolate preto com recheio de conhaque!
...em fabulosos gomos estaladiços, frágeis, leves como penas que se desfazem na boca, deixando atrás de si um gosto forte, amargo e doce capaz de mudar humores, de acender luzes numa alma tristonha.

E,tal como as cerejas, não é possível comer apenas um.
Come-se o primeiro e a mão estende-se para o segundo e a culpa desponta e come-se o terceiro e , marionete sem querer, engole-se o quarto e ...

Restam 6!
6 para mim, só para mim, que a ninguém mais agradam.
Sei onde encontrar uma nova caixa.
Não quero, mas sei.
E não tenho fé no meu querer. E tenho vergonha. E muita culpa!

Beijo
Nina


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Imparável ...


... esta que vos fala.
Uma semana, uma túnica!
Que tal?
Tricotada à noite, após o jantar, lareira ardendo, televisão ligada.
Um par de agulhas nº6, grossinhas, portanto, acelerando o trabalho que, em cada volta cresce quase meio centímetro, um fio branco trazido de uma das minhas andanças lá por fora e muita disposição.
O modelo muito simples.
Uma túnica sem mangas, apenas com mates na cava e pouco mais.
Depois, é vestir e ficar gira. Com ar de coisa cara, exclusiva e muito moderna!

As costas lisas, rematadas na barra com um canelado 3/3

A frente, com um profundo decote em V e uma trança que remata o decote.

Como acabamento, uma carreira de ponto baixo e uma de ponto caranguejo.
Vamos lá ouvir as desculpas que inventam para não irem, imediatamente, comprar um novelinho e um par de agulhas.
Ou será que é mais fácil repetir, como um disco rachado?:
-Ah! não sei, nunca fiz, não tenho jeito...
Desculpas esfarrapadas.
Aprendi sozinha e continuo, ávida ( e muito feliz) a aprender.
Já comecei outro trabalho. Um casaco deslumbrante, já que não faço por menos. Tem que ser muito lindo para merecer o meu precioso tempo. Depois mostro, e com o frio que está, vou ali, num instante, abastecer-me com outro carregamento de fio. Que a cabeça fervilha de ideias.
Fui!

Beijo
Nina 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

MISSÃO SORRISO


Venho divulgar um projeto!
Venho pedir votos, muitos, muitos votos.
Este projeto é desenvolvido por duas médicas cardiologistas pediátricas, mulheres de uma imensa categoria, devotadas à causa que servem.
Pretendem adquirir um aparelho tecnologicamente avançado, para melhor servirem os seus pacientes, meninos que merecem todo o nosso apoio.
Para votar, por favor, procurem neste link, http://missaosorriso.continente.pt/projectos.php , a página 14.
E votem, votem muitas vezes, com a certeza de que promovem uma causa meritória.


 PROJETOS A CONCURSO •


Corações a três dimensões, uma ajuda para os cirurgiões


Hospital Pediátrico Integrado, Hospital de São João EPE
O HSJ é o Centro de referência do norte do país para o diagnóstico e tratamento de crianças com doenças do coração, sendo o único hospital desta região com cirurgia cardíaca pediátrica. As malformações cardíacas correspondem a cerca de 1/3 do total das anomalias congénitas da criança. Uma grande parte das doenças cardíacas vai necessitar de correção cirúrgica ao nascimento ou nos primeiros anos de vida. A realização de ecografia cardíaca durante a cirurgia é fundamental para avaliar o bom resultado cirúrgico e evitar cirurgias posteriores.
  Objetivo
O objetivo deste projeto consiste na implementação da ecocardiografia tridimensional no diagnóstico de doenças do coração em crianças, particularmente durante a realização da cirurgia cardíaca. Este exame vai melhorar a assistência médica e a qualidade de vida das crianças com doença cardíaca, pretendendo otimizar os resultados cirúrgicos e minimizar a necessidade de uma recuperação cardíaca.

• A SUA VOTAÇÃO •

Obrigado por apoiar este projeto.
Pode votar o número de vezes que pretender,
o seu voto marca a diferença.
Jamais divulgaria, jamais me envolveria, jamais faria o pedido se não tivesse a certeza absoluta da importância deste projeto.

Recapitulando, é só aceder ao link, procurar a página 14 e votar em "CORAÇÕES A TRÊS DIMENSÕES".

Fico muito, muito grata por ouvirem o meu apelo.

Beijo
Nina

domingo, 2 de dezembro de 2012

Não me canso ...


... de mostrar o meu espaço, o meu ninho.
Gosto muito da minha cidade. Tanto que não me vejo a viver em nenhum outro lugar desse mundo de Cristo.
Há, na verdade, lugares que me acolhem, que me abraçam como se a eles pertencesse. Por isso, não me canso de voltar, uma e outra vez ao Brasil. Mas, como visitante! Ao fim de algum tempo começo a sentir qualquer coisa de desconfortável, uma  coisa desagradável e indefinida, solto suspiros tontos, estou com saudades. De casa, das minhas coisinhas, das minhas coordenadas, do meu mar, das minhas árvores, do meu rio, do meu cheiro. O cheiro da casa.
Deve ser por isso que é muito, muito bom partir e ainda melhor voltar.


Para agravar a força destas raízes, sou animal de hábitos, de rituais.


São repetições que confortam e tranquilizam.


Assim, domingo pela manhã, gosto de ver o Douro. Vejo-o do Cais de Gaia, olhando o casario do Porto.


Leio jornais, tomo café, atualizo o mail e caminho.


Uma longa caminhada silenciosa pela margem do rio em direção ao mar.
Sob as pontes, olhando barcos, gaivotas, pescadores.



Alheia a tudo. Focada nos meus pensamentos.

É a típica manhã de domingo.
Depois, a tarde escorre, rápida, dentro das quatro paredes. Demasiado rápida. Tanto projeto, tanto afazer, tanta vontade de concretizar ... mas o tempo voa! Logo será noite e nem metade do agendado se efetiva.
Quase apetece não ter de dormir para ganhar tempo ao tempo.
Ou aprender a adiar projetos.
Seguramente, alternativa mais viável e mais saudável.

Beijo
Nina

sábado, 1 de dezembro de 2012

Sábado ...


... quem diz sábado, diz Cerveira, Vila Nova de Cerveira, com a sua feira gigantesca e animada.
Há que estar sol, ainda que o frio seja polar, mas, repito, há que haver sol.
Então, mesmo para quem abomina compras, shopping, confusão, calor e luzes artificiais, Cerveira continua sendo um íman irresistível.
 O efeito começa a fazer-se sentir já na sexta.
 É um desassossego, uma inquietação, uma ânsia boa que a alma invade!

É perder-se pelas ruas e ruelas vedadas ao trânsito, semeadas de cafés, bares e esplanadas que insistem na pausa.
Mesmo que o espírito (comercial) do Natal esteja presente, não é claustrofóbico, não encurrala, não manipula, não encosta à parede.
O espaço é amplo.
O horizonte, distante.
Só compra quem quer.
As opções para viver o sábado, múltiplas e diversificadas.
Se, por um acaso longínquo e altamente improvável, dou comigo nos corredores de um qualquer shopping, reconheço-me, macambúzia, quase irada, forçada a uma incursão em terreno inóspito e insalubre, que despoleta no meu pobre ser, um quase letal grau de stress.
Aqui, não!
Aqui, desfruta-se do luxo de deambular, de parar para ver, fotografar, tomar café ...

... comover-se com a singeleza das coisas.
Cada biscoito de milho foi modelado por mãos pacientes, em cozinha doméstica, longe da máquina da montagem
industrial .
São biscoitos reais, que apetecem.

... vendidos aqui, numa lojinha que assumiu, também ela, o Natal ...

... com pinhas e laços ...

... azevinho e neve a fingir.

Ao fundo, a parede imponente e comovente da montanha, altiva e protetora.
Cerveira nasceu no seu sopé, debruçada sobre o rio Minho.
 Na praça da feira, as coisas são diferentes.
 São sempre diferentes e ainda mais agora, que se aproxima o Natal.
Aí fazem-se belíssimas compras, vencem-se multidões, enfrentam-se apertos (e pick pockets), regateiam-se preços, enchem-se sacos, carregam-se fardos de embrulhos.
Se não pretendo uma compra específica, fujo da feira.
Fico-me pelo coração da vila. Em esplanada ensolarada, com o jornal do dia e um expresso fumegante. Momento 100% Zen!
Depois o almoço com múltiplas possibilidades, dúzias de ofertas.

Hoje, Esposende, ao sul de Cerveira.
Hotel Suave Mar.
Delicioso nas suas três estrelas.
Ambiente cálido e intimista.
Vista deslumbrante sobre a foz do rio Cávado, com o mar ao fundo.
Comida divina.
Tratamento de outras eras, roubado à vivência dos antigos hotéis  de campo ingleses.
Não me espantaria se, numa mesa discreta, avistasse Agatha Christie trabalhando nos enredos de um intrincado policial.

Esta, a sala ...

... esta eu ...

... esta a mesa de sobremesas.

Terminado o almoço, uma experiência quase transcendental, de novo o sol, de novo o céu muito azul, de novo o vento norte cortante!

O regresso a casa ...

... com uma preguiça boa que sugere sesta.

Sábado perde a luz, perde o azul, perde o fulgor.
São 17 horas e o dia está prestes a acabar.
Agora a noite, de mansinho, avança.
Foi um dia bom.
Será uma noite tranquila, com lareira, música, um pouco de tv, leitura, alguma e, espero, muito tricô.
São os pequenos prazeres.
As grandes felicidades!

Beijo
Nina