segunda-feira, 10 de novembro de 2014

1243 - A absoluta (in)coerência dos dias que correm!

Chegado que foi novembro, o frio instalou-se, trazendo consigo dias pequeninos, chuva, vento e céu cinza.
Faz sentido?
- Claro que faz!
Todo o sentido!

Ontem, domingo, inauguração oficial de lareira acesa.
Muito agradável, confortável com as labaredas,
só por si, fazendo companhia!

Da garagem, subiu o primeiro carregamento de lenha que,
este ano, precavida, abasteci-me a tempo e horas.
Tenho lenha para todo o inverno!
Que continue o frio, que, já que chegou,
seja coerente e se prolongue pelo tempo devido.
Só que, algo não bate certo, está deslocado no tempo e no espaço, não fazendo o menor sentido!
Passo a explicar:
- As árvores e arbustos foram podados no tempo certo, no tempo que lhes permite a dormência retemperadora, aquela que se prolonga até à primavera, quando tudo renasce.

Então, o que é isto?
Não entendo!

Que ideia é esta de desabrochar em flor, prometendo colheita breve?
Terei ameixas em janeiro? E maçãs? E peras?
Expliquem-me, se é que para este fenómeno existe explicação!

Beijo
Nina

domingo, 9 de novembro de 2014

1242 - Bolo de chocolate com beterraba

Bolos de chocolate há muitos e eu já provei um número incalculável de variantes.
 Já provei até aquele que, a si mesmo, pomposamente, se apelida de "o melhor bolo de chocolate do mundo".
Uns , secos e empanturrantes, outros mais ou menos aceitáveis e alguns, muito, muito poucos,irresistíveis.
O que hoje trago, pertence à última categoria e, se tal fosse pouco, é um daqueles bolinhos simpáticos que se preparam num instante, dispensando complicadíssimas e baguncentas operações laboratoriais que deixam a cozinha em estado de sítio. 



É este.
Foi feito ontem e dividido em quatro partes.
As restantes três estão congeladas, aguardando vez!
Não preparei cobertura,
Mas, se o tivesse feito, a perfeição
teria sido alcançada.
 Bastaria derreter uma barra de chocolate com metade do peso de manteiga e pronto!
Mas não!
Como saiu do forno foi comido, misturado com framboesas, o casamento mais que perfeito.


Veio do blog / livro FLAGRANTE DELÍCIA
e
faz-se assim:

INGREDIENTES

100 g de chocolate em pó
225 g de farinha com fermento
200 g de açúcar
100 g de chocolate em barra (52%)
125 g de manteiga
200 g de beterraba cozida
3 ovos
icing sugar para polvilhar

PREPARAÇÃO

- Misturar a farinha, o chocolate em pó e o açúcar;
- Derreter o chocolate com a manteiga;
- Bater muito bem os ovos, a que se adicionam o chocolate derretido e a beterraba triturada;
- Juntar os ingredientes secos;

Coze a 180 graus em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha, durante 25 a 30 minutos
Desenforma-se e polvilha-se com o icing sugar.

O único elemento extravagante é a beterraba.
Costumo comprá-la cozida e embalada em vácuo.
Só utilizei uma. O que sobrou foi para a sopa.

Portanto, concluindo, se têm beterraba em casa - os restantes ingredientes são banais - é favor correr para a cozinha e preparar um lanche divino para os vossos amores.

Beijo
Nina

sábado, 8 de novembro de 2014

1241 - A minha horta!

Se eu tivesse uma horta, seria biológica, completamente livre de tóxicos.
Nela colheria os produtos da época, às estufas dizendo não!
Agora, neste princípio de outono,  apanharia:


Nabos, alfaces, courgetes, alho francês,couves e tomates.

Mas não tenho!
O que tenho é a Fátima,
a minha fornecedora semanal,
em cujo quintal são colhidas
 - à minha frente -
estas maravilhas.

A Fátima é uma querida.
Mora perto do mar, em Esposende, numa zona onde a agricultura é uma das principais fontes de rendimento.
Tem uma casa espaçosa, decente, digna, face à estrada, com um quintal que se prolonga para as traseiras.
No portão, monta a banca de venda, mas a mim, faz questão de vender "fresquinho", "acabadinho de apanhar" e tira as folhas feias, limpa bem, às vezes borrifa com água fresca e só depois ensaca e coloca na mala do carro.
Hoje, por esta beleza, paguei 6€ e tenho legumes para toda a semana.
No último sábado, trouxe uma abóbora com 10 Kg que já está cortada, ensacada e congelada.
Na próxima semana, além das verduras, trarei batatas, cebolas, alhos e cenouras.
E assim, feliz, tenho a minha horta biológica.

Beijo
Nina

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

1240 - Entre mãos ...

ou, para ser mais cool ,WIP!

Naquela hora de todos os sossegos, depois de jantar, ocupo as mãozinhas, ora bordando, ora tricotando.

Era uma vez uma linda casinha rodeada por verde jardim!
São tantas as cores que, confesso, faço batota e improviso ao sabor do impulso.
Fica lindo à mesma, ainda que não siga religiosamente as cores tiranas das cruzinhas.




A malha, por outro lado,  avança quase em piloto automático, exigindo atenção apenas no momento dos "cruzamentos".
Gosto muito destes momentos de relax, com a televisão ligada, debitando, quase sempre, assuntos sem interesse.
Se, pelo contrário, o programa é bom, então as mãos descansam e sou toda olhos e ouvidos para a programação, sendo, (in)felizmente, raríssima essa situação.
De modo que, depois de jantar, é ver-me bem instalada no meu canto preferido, formiguinha trabalhadora.
Daqui a pouco, lá estarei.
Olhando para trás, para o dia que se escoou, não fiz nem metade do programado na minha lista de tarefas. Ainda assim, o que fiz, fiz bem ... até um novo bolo - vamos ficar obesos  - que de tão maravilhoso compartilharei neste espaço.
Mas isso fica para amanhã, que não quero ver "o meu pensamento ..." transformado em cozinha.
Tenham uma feliz noite de sexta feira!

Beijo
Nina

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

1239 - Bolo de Merengue


Absolutamente deprimente, é como está o dia, banhado por uma cortina contínua de chuva miudinha, como se de cinza se tratasse.
Desmotivador! 
Para reagir, fui para a cozinha e fiz um bolo.
É tereapêutico, sim senhor!
Ocupa as mãos, a cabeça e os sentidos.
No Pantagruel, aberto ao acaso, parti para a aventura do BOLO DE MERENGUE!


Resultando nesta maravilha perfumada!

Precisamos de:
Farinha - 250 g
Açúcar - 300 g
Ovos - 2
Óleo - 1/2 dl
Leite - 1 dl
Sal fino - 1 c. de café
Raspa de 1 laranja
Fermento em pó - 3 c. de chá



- Batem-se  as claras em castelo, juntando, aos poucos, metade do açúcar pesado, até obter um merengue consistente;
-Numa taça, coloca-se a farinha com o fermento, o sal e o restante açúcar;
- Por cima, colocam-se as gemas, o leite, o óleo e a raspa de laranja, batendo até a massa fazer bolhas;
- Finalmente, envolve-se no merengue, levemente, utilizando a espátula de borracha;
- Assa em forma untada e polvilhada com farinha, a 160 graus, cerca de 30 minutos, sendo necessário confirmar a cozedura utilizando um palito.

Pode ser coberto com chantilly, embora, por uma questão de bom senso, eu me tenha limitado a polvilhar com icing sugar ... sempre é menos calórico.
Recomendo convictamente o bolinho, não sendo necessária uma neurótica tarde de chuva para o confecionar!
Ainda que o sol brilhe, merece ser feito.
Garanto eu, que acabei de o provar, como sobremesa do jantar.
É mesmo bom!

Beijo
Nina

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

1238 - Quadros


Há não sei quanto tempo, mostrei o furor com que transformei o meu jardim de inverno / atelier / quarto de engomar, num mundo verdinho, pintando paredes e teto  numa espécie de ovo visto de dentro para fora, - um ovo verde.
Foi nessa altura que dei os primeiros passos no ponto de cruz,  em coisa fácil, coisa simplezinha, surgindo os dois esboços de folhagem que se vêem à esquerda.
Tempo depois, descobri as duas maiúsculas monocromáticas de que já perdera a memória e, com tanta parede, decidi dar-lhes uso, pintando as molduras escuras em bege.
Continuo tendo muita parede!


Digamos que estes 4 quadros são uma espécie de primeiros passos de uma valsa que evoluirá!


Noutro extremo da parede, pendurei esta serigrafia ...
... e, de momento, um quinto quadro aguarda vez para entrar na dança.

Gosto de jogos de quadros, sabendo que o ideal seria organizar antecipadamente o esquema de colocação. No caso, revela-se tarefa impossível, já que os ditos quadros vão surgindo ao sabor do acaso.
Este é o único compartimento cá de casa que permite esta brincadeira, já que os restantes, em termos de pinturas, estão devidamente preenchidos.
Encaro como desafiante a tarefa em questão, não sendo de modo algum necessário aspirar a obras de arte. Não! Será sem gastos! O único dispêndio será a imaginação!
Aviso!
- Estou empolgadíssima!

Beijo
Nina

terça-feira, 4 de novembro de 2014

1237 - Não sou vegetariana ...

... mas, como quantidades imensas de vegetais.
Tudo é motivo, tudo é pretexto para abrir a gaveta dos verdes e acrescentar, um cubinho daqui, uma rodelinha dali.
Na sopa, esta tendência, nada tem de extraordinário, bem sei, mas falo de arrozes, de massas, de estufados e até de sobremesas - a seu tempo confessarei truques nessa matéria.
É um hábito cultivado, propositado, consciente.


Esta mistura de cores e sabores - 2 cebolas, 1 tomate, 5 dentes de alho, 1 pimento vermelho e uma mão cheia de salsa (acabadinha de apanhar na minha privada horta biológica ) - é a cama para um estufado.

São duas embalagens de pernas de frango que aqui repousam, temperadas com sal, pimenta, alecrim, caril,  molho de tomate e azeite.
Tapadas, vão estufar em lume muito, mas mesmo muito, brando.
Primeiro criam líquido, depois, vão secando.

Chegando o momento de as regar com vinho tinto, um fundo de garrafa sobrante, que conservei no frio..

Continuarão a cozedura por quase 2 horas.

O que tem de especial esta receita?
Nada, não tem nada. É um mero estufado que será servido com puré de batata.
A inovação, é nula, bem sei! Mas a gestão do tempo, essa é preciosa.
É que preparei o prato enquanto arrumava a cozinha depois de almoço, quando a desordem ainda impera.
Além disso, preparei dose dupla, o que significa que faço um "dois em um", sem sacrifício.
Finalmente - o que não é pouco - para cozinhar o petisco basta ligar o fogão. A bagunça de descascar e picar cebolas e alhos já foi realizada enquanto metia a louça na máquina.
A última vantagem refere-se ao sabor da iguaria que, temperada com antecedência se apodera dos sabores e transforma um banal franguinho em coisa deliciosa.
Para a sobremesa, abacaxi!
Escusado será dizer que o galináceo receberá, por acréscimo, uns cubinhos do suculento fruto.
E temos um Frango Supremo!
Nem mais!

Beijo
Nina