segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Nos arredores de Cáceres!


Como ontem à noite deixei antever, vim até Cáceres, comemorar uma data especial, que, para o caso não importa especificar, que cai uns dias antes do natal.
Todos os anos o mesmo ritual - aí pelo dia 19 ou 20 rumamos a passar uns diazitos diferentes,num local diferente. Este ano, com o já referi, fomos até Cáceres.

O meu partenaire, pessoa preocupada com o veículo, faz questão de aparcamento garantido.
Por isso, se encontramos um hotel fora do bulício da cidade,aí aterramos.





Marco, normalmente, alojamento através da booking, invenção extraordinária!
Ainda sou do teeeeempo ... em que partíamos à aventura e "fosse o que Deus quisesse.
Era ruim mesmo, um nervosismo, uma impaciência desmedida até descobrir poiso conveniente.

Pois, agora - abençoada Booking - as coisas simplificaram-se!
Tudo previsto, tudo organizado, tudo previamente escolhido - uma beleza.

Desta vez, ficamos neste antigo "cortijo" fora do bulício de Cáceres!

Gostei e recomendo!
Tranquilo e com qualidade.

Uma antiga fazenda - tipo "monte" alentejano  - transformado em confortável hotel.

Na manhã destas fotografias, ainda um densa neblina nos envolvia.
Depois, como por milagre, desapareceu!
E foi muito bom, muito bonito!
Mostrarei fotos e subliminar convite para que visitem a Extremadura espanhola!
A não perder ... mesmo!

Beijo
Nina

domingo, 21 de dezembro de 2014

LONDRES?

Que manto é este, denso, compacto e pegajoso, que cobre Cáceres como se em Londres me encontrasse?


Na Plaza Mayor, os vultos são sombras indistintas que rompem nuvens de neblina.

Uma surpresa, em terra de calores e frios extremos, mas, não de névoas profundas.

Geladas, molhadas, cobrindo gentes e coisas.

Duram há 4 dias, disseram-me ...
E assim se aproxima um natal de sombras.

Beijo
Nina

sábado, 20 de dezembro de 2014

Évora

Eu (também) fui a Évora!


Manifestar respeito...

... extrema admiração ...

... profunda solidariedade  ...

... e alguma comoção ...

... perante o Templo de Diana, e sua preservação.

O que é que estavam a pensar, do que é que julgavam que eu estava a falar?

Beijo
Nina


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Recebi este presente!


Recebi este presente e dele gostei muito!


Recebi a paisagem incrível do Atlântico ao fundo, pleno e plano apesar do gélido dia de inverno ...
Mais perto, a piscina e parte dos jardins de um hotel que aqui se aninha.

Em Paço de Arcos, perto de Cascais, Estoril e Sintra ...

e acolhe com mimo quem aqui se instala.

Nas paredes, poesia ...

... compondo uma única cabeceira de cama.
Por opção do decorador , encaxilha-se o "sofro", como que se desse ato se extraísse prazer!
 Se calhar, até se extrai!
 Dependerá da vocação que, decididamente, não é a minha!

Beijo
Nina

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Espremedor de limão

Campeã de inutilidades, sou dona das mais improváveis maquinetas.
No caso, o espremedor de limão é invenção genial e nada tem de inútil!

Este é o aspeto, conseguindo-se com simples rotação, extrair a totalidade da polpa e sumo do citrino.

Quando os limões são duros é que ele mostra toda a sua eficácia ...

... deixando-os assim, ocos, só casca.

É certo que poderia utilizar o espremedor de laranjas, pois podia! Mas era uma tralha imensa desarrumada, um monte de artefactos para lavar. Não, mil vezes este esporão rotativo.
Vi-o pela primeira vez, numa série inglesa protagonizada por duas figuras impagáveis, um par de velhotas que de mota se deslocavam por todo o território, montadas em potente mota, devidamente equipadas com capacetes e óculos pós guerra.
Esse foi dos primeiros programas de culinária a que assisti, sendo as protagonistas verdadeiras pioneiras da invasão que se seguiu - é que - não restam dúvidas - a culinária vende!
Com deleite, via-as percorrendo estradas secundárias de uma Grã- Bretanha rural de encantos infindos.
Cozinhavam umas refeições fartas e suculentas para os mais diversos públicos, desde aristocratas a lenhadores. E cozinhavam bem, inacreditavelmente bem, num país que faz jus à má comida!
Com elas entrei em mercados coloridos por mil vegetais e frutas, fui à lota abastecer-me de peixe e marisco e, em talhos assépticos comprei carnes variadas.
Também com elas e graças a elas, me apeguei a estranhos artefactos de uso imprescindível na cozinha, como é o caso deste espremedor de limões, com a diferença de que o delas era feito de madeira.
Foram horas de puro deleite, voando à boleia na sua moto pelas mais incrivelmente encantadoras localidades do British Country.

Continuo fascinada por esses cenários, por essas cores, por esses espaços e, por isso, me confesso  fã fervorosa de DOWNTON ABBEY e MIDSOMER MURDER.
Na primeira, extremamente bem feita, atentíssima a detalhes e fiel à história, é-me - ainda por cima ... - permitido descer à cozinha, gloriosa cozinha de outros tempos em que apenas o rótulo de "sublime" lhe assenta!

E toda esta conversa a propósito de um mero, embora muito eficiente, espremedor de limões, que pode até ser sugestão de útil presente de natal! 

Beijo
Nina

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Narcisos ou cebolas?


Cheia de fé e entusiasmo comprei uma embalagem de bolbos de narcisos com "garantia" de floração... isto há várias, há muitas semanas.
Tratei de os plantar adequadamente, espessa capa de drenagem e solo apropriado, exposição solar generosa, uns quantos carinhos diários para que não se sentissem sós.
Tudo conforme o figurino.

A uma semana do natal, apresentam-se assim, umas cebolas greladas!

Quatro receberam tratamento diferenciado ...

... sendo colocados em frascos cheios de água, para onde não tardaram em lançar raízes, porém, flores, nem vê-las!

Nesta janela - de todas, a minha preferida - virada a poente, se quero flores, vejo-me obrigada a contentar-me com os malmequeres  amarelos artificiais,  "nascendo" do bocal de uma garrafinha azul que guardei por ser diferente, mas quanto a narcisos ... estamos conversados!

Nesta janela, dispensei cortinados, coisa improvável em mim, adoradora de cortinas, reposteiros e tapetes.
Beneficiando de um quadro vivo, diferente todos os dias, bani outros enfeites.
Mas que um conjunto de narcisos enriqueceria o conjunto, não duvido.


Temos, pois, que a uma semana do natal ...

...  decoro a casa com cebolas!
É o que temos!

Beijo
Nina

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ei-lo!


Pronto!
Hoje vamos tricotar as frentes, mas exponho a obra já acabada para que se animem, peguem nas agulhas e aproveitem as noites frias para tricotar.
Acreditem que resultou em pleno e não sou apenas eu que o digo, pese embora eu ser esquisita e exigente quanto baste e  não me contentar com pouco.
Esta manhã, porque já me encontro mergulhada e entusiasmada com outro projeto de tricô que a seu tempo mostrarei, esta manhã, dizia, fui à loja das lãs, lugar terrível, tribunal implacável, sempre povoado por mestras no ofício.
Pois fui lá, usando o meu fofo, lindo, quente, confortável, elegante e novo casaco recém terminado.
Olharam-me insistentemente, as juízas,  primeiro em silêncio, depois aproximaram-se para observar em detalhe, colocaram questões e "IUPPI!!!!!" teceram rasgados elogios

Assim, de perto,  consegue ver-se o padrão que compõe as frentes, em ponto de arroz e com duas tranças.

Se bem se lembram, para as costas, montara 70 malhas.
Logo, cada frente teria 35 + 5 de remate em canelado 1/1, onde  seriam aplicados os botões e feitas as "casas".
Tal como ocorrera com as mangas, decidi-me pela execução simultânea das duas frentes e gostei da experiência. Demora um pouco mais, mas não ocorrem enganos nas contagens e teremos, garantidamente, duas frentes absolutamente simétricas.

A distribuição dos pontos é aritmética elementar:




- 12 malhas em ponto de arroz + 2 malhas em liga (tricô), 8 malhas em meia, para a trança, 2 m. em liga (tricô), 11 malhas em ponto de arroz e 5 malhas em canelado 1/1.

Tricota-se 67 cm (o decote da frente é um pouco mais acentuado do que o das costas) e repetem-se os mates feitos nas costas, prosseguindo até se obterem as 23 malhas para os ombros.

O avesso tricota-se tal como se apresentam as malhas.

Os botões e as casas devem ser colocadas equidistantemente, de acordo com o comprimento do casaco. 

Estes vieram da Feira de Cerveira e, pelos 10, paguei 3 € ... bom negócio!

No final, cosem-se as mangas, os ombros e as costuras laterais, tendo em atenção o espaço que forçosamente ficará aberto para pregar as mangas.

Depois é só rematar o decote com 5 carreiras de canelado 1/1 e pregar os botões.


Veste lindamente e, com uma camisola/ blusa usada por baixo, é  abrigo mais que suficiente para enfrentar o inverno.

Na minha gaveta de cachecóis descobri um acessório a condizer:


Esta gola!
Um peluche confortável que, por coincidência, se conjuga muito bem com a cor do casaco.

Obriga-me, apenas, a que prenda o cabelo para evitar confusões de cor!

Ainda outro ângulo!
Aprovam?
Então o que esperam para conseguir um igual?
A seguir virão vestidos e camisolas / blusas e o que mais a inspiração ditar.

Beijo
Nina