sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Lousã, Serra da Lousã!


Tivemos uma sexta-feira de sol que convidava a passear.
 Pensei, pensei e decidi inverter a minha tendência de sempre, aquela que me condiciona ao norte, ao meu amado norte e, por uma vez, escolhemos o sul ( o centro, para ser geograficamente rigorosa). Escolhemos Coimbra, por onde passo muitas vezes, mas onde não paro há muitos, muitos anos.

Consultando o Trip Advisor, escolhi um restaurante para almoçar, o primeiro numa lista dos 10 melhores - O Burgo!
Telefonei e reservei mesa. Pedi ainda indicações acerca do trajecto:
-Venha até à Lousã e depois siga as setas que indicam o castelo - informaram-me.

Lousã?
Nunca aí estive.
Fomos! 

Sempre por autoestrada, fazem-se os cerca de 30 Km de desvio , sem dificuldade.
Depois de entrar na vila - maior do que eu imaginava - chega-se ao castelo que espreita na floresta.
O lugar é lindo, de uma paz invulgar.

Estava muito frio no alto da serra ...

... mesmo para quem como eu estava bem equipada.

Demos uma volta em redor do castelo ...

... que, infelizmente, não permite o acesso ao seu interior.

O Burgo localiza-se ao fundo de uma rampa íngreme e, do castelo, adivinha-se a sua silhueta por entre as árvores.


É aquela casa branca!

Sendo a Serra da Lousã uma área protegida há que respeitar as regras.


Achei oportuno este conjunto de avisos.

Junto ao restaurante, um conjunto de piscinas naturais, muito frequentadas no Verão:



Hoje, praticamente despejada, era ainda assim uma moldura mais que perfeita para O Burgo


Exteriormente, este o aspeto ...

Lá dentro, uma sala rústica, com lareira acesa e uma parede envidraçada sobre a bela paisagem.
 
 A comidinha, excelente ...


Optámos por provar um pouquinho de cada prato, numa selecção a que chamam Rapsódia ...


E Rapsódia foi também a sobremesa.

A seguir impunha-se uma passeio, que foi lindo.
Eis as imagens:



O castelo lá no alto ...

.. e, ao longo de um passadiço, o curso de água que alimenta as piscinas ...


... com cascatas ...

... com pontes ...


... com a paz que torna este lugar verdadeiramente paradisíaco.

Considero que foi uma descoberta muito feliz!
É que, às vezes, as indicações do Trip Advisor são decepcionantes.
Não desta vez, repito.
O restaurante é excelente e quero repetir.

É claro que não deu tempo para visitar o centro da cidade de Coimbra.
Fica para uma próxima vez.

Beijo
Nina

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Muffins de banana



Aprendi que as bananas, quando se aproximam perigosamente do ponto sem retorno, isto é,  quando o seu destino é o caixote do lixo , aprendi - dizia - que podem perfeitamente ser congeladas aguardando utilização.

Estas, as 3 de que me servi, foram congeladas inteiras e com casca, mas deduzo que a melhor maneira será descascá-las, cortá-las em pedaços e só então as congelar.
Se congeladas inteiras e com casca exigem um tempo à temperatura ambiente para que a casca seja retirada facilmente.

Posto isto, voltemos à história:
Era uma vez 3 bananas que, muito tristes, se mantinham congeladas feitas pedra.
Hoje, dando a volta semanal aos recursos guardados no frio, dei com elas e decidi dar-lhes destino.
Muffins! Era o que me apetecia.
E muffins se tornaram, assim:



Fofos, perfumados e tostadinhos.

Tudo muito fácil com forminhas de papel - nada de untar e (depois) lavar formas de metal .

A massa rendeu 12 muffins!

Que vão desaparecer num instante.

A receita?
Ei-la!
Fácil, fácil, como eu gosto:

3 bananas
150 g açúcar
1 ovo
75 g manteiga
200 g farinha
1 c.chá de fermento
1/2 c. chá de bicarbonato
1 pitada de sal

Bater as bananas com o açúcar até resultar numa pasta homogénea;
Juntar o ovo;
Juntar a manteiga;
Juntar a farinha com o fermento, o bicarbonato e o sal;
Bater bem;

Verter em forminhas individuais e assar 30 minutos a 180 g.

Pronto!
Para acompanhar o chá, o café, o sumo ... ou para não acompanhar nada e comer assim mesmo se apetecer, que ninguém é de ferro e morra Marta, mas morra farta ...

Beijo
Nina

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

St-Tropez




Estive em St-Tropez.
 Aliás foi aí que passei a Passagem de Ano.
 Aí,  onde fui revistada, bem como todos os passeantes, por medida de segurança.

Mas não vi a Brigitte Bardot.
Que pena!!!

O certo é que existe toda uma magia que associa  esta terrinha no sul de França à diva dos anos 50, 60.
Era linda. Era tão linda! Era perfeita!

Vi-a há uns anos num programa num canal francês, defendendo os direitos dos animais -  a principal causa na sua vida.
 Causa nobre.
Só que agora - o tempo cruel passou e ela está irreconhecível.


St-Tropez, junto ao mar, vive do mar, o mar é a sua razão de ser.
Na marina, impressionantes barcos de recreio e outros, não tão impressionantes.


... como estes.

Junto à Marina, os restaurantes ...


... muito mais simples do que se poderia supor ..

... e mais barcos e mais veleiros ...

Como andarilha .- gosto muito de passear a pé ... - segui trilhos e vi praias, praias insignificantes se comparadas com a magnificiência do nosso Algarve - e não estou a ser bairrista, não senhor! Acho mesmo que no Algarve se encontram as melhores praias do mundo.



Do outro lado, na margem oposta do golfo fica St. Maxim.
Fui ver e lá encontrei uma feira de rua onde descobri (e comprei) maravilhas.

Depois, chegou a hora do almoço ...


... e foi nesta Creperie , na Marina ...

... que saciámos a fome... parece pouco, mas é excessivo e nem metade comemos.

Assim acabou a visita a St. Tropez - sem encontrar Brigitte Bardot.

Se calhar, num dia qualquer, dou de caras com ela no Algarve!

Beijo
Nina



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Virus schawl!

É um nome, no mínimo estranho, mas é o nome!
Se quiserem encontrá-lo na net - como eu encontrei, só que por acaso ...- procurem por esse simpático nomezinho!

Gosto de aprender técnicas novas e de enfrentar desafios, desde que não demasiados difíceis, porque, nesse caso, desisto rapidamente.
Tem, pois, que ser giro e fácil, fácil para a minha competência!
É o caso!

Tinha (e tenho) gavetas cheias de novelos que guardo religiosamente , nem me passando pela cabeça nelas aplicar a técnica do desapego, pois sei, de experiência feita, que mais dia menos dia arranjo destino para os ditos novelos.
No caso, tinha dois, de um fio fininho, muito adequado para bebé. 
Simultaneamente, descobri o Virus Schawl (existem imensos tutoriais ) e foi decisão tomada no acto!



Está pronto e está assim!

Fofo, fininho, grande e lindo. Dá para enrolar várias voltas no pescoço e continua lindo!
Tenho-o usado quase diariamente pois, por sorte, casa lindamente com jeans e pronto!
Num instante fico protegida do frio e bastante bem posta!

Mostro algumas sequências da sua execução:


Inicia-se com uma argolinha ...


... que recebe pontos duplos ...

... vai-se repetindo as diversas fases ...

... e, de repente, está pronto!

Tive a sorte de encontrar na loja dois novelos da mesma cor, e,  com 4, nasceu esta coisa linda.

Gostaram?
Façam!
Façam muitos!
Divirtam-se!

Beijo
Nina

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Panela nova!


Para além das formas que referi AQUI, da mesma loja - num Outlet espanhol - trouxe também esta panela preta, também ela Le Creuset.
Não é mania minha, garanto! De facto, estas panelas em ferro fundido e esmaltado, são as melhores, as que cozinham com maior rapidez, as que deixam os alimentos mais suculentos. Enfim, são AS PANELAS!
São carotas, é verdade, mas a qualidade paga-se.

Na loja onde sempre vou, situada no Outlet La Roca Village, consegue-se um preço que, ainda que alto, é metade do das lojas convencionais.
Neste Outlet a oferta de produtos e marcas é fantástica, porém eu apenas compro panelas.
Trouxe esta em preto, num pack com uma assadeira e uma espátula.
Queria em rosa, em amarelo ou verde, mas, infelizmente não encontrei essas cores o que significa que, numa próxima passagem por aquelas bandas, lá terei que voltar à minha loja preferida!

Para inaugurar a panela, decidi preparar Bacalhau à Gomes de Sá, prato que todos apreciamos cá em casa.
Correu mesmo bem!



Ei-la, em toda a sua glória.

Comecei por cozer batatas e, uma vez cozidas, retirei-as deixando que arrefecessem para depois as cortar em cubos.


Na mesma panela - praticidade é o meu nome do meio ... - fritei cebolas cortadas às rodelas - 1 por pessoa, que amamos as ditas - até que amolecessem.



Juntei então o bacalhau.
Gosto daquelas embalagens em que o peixinho se apresenta salgado e em lascas
que deixo de molho em água de um dia para o outro e estando então  pronto a ser utilizado.
Dou-lhe uma ligeira cozedura e, depois de muito bem escorrido,
vai fazer companhia à cebola, com 5 dentes de alho picado.

Durante uns minutos, em lume brando, confraternizam ...


Chegando então o momento de acrescentar as batatas, temperar com pimenta e uma folha de louro.
Antes de servir cubro a superfície com rodelas de ovo cozido e azeitonas.

Eu sei, lembro-me perfeitamente que já tinha falado neste célebre bacalhau, mas, é tão bom que nunca é de mais repetir - e referi-la para quem não a conhece!

A panela portou-se muito bem, à altura do acontecimento e do seu preço, como seria de esperar e exigir.

Refiro, para terminar, que a salsa viçosa e verdinha que a imagem documenta é da minha produção particular, de um vaso que tenho ali na varanda, pujante de vida.
A propósito, ainda não começaram a semear a própria salsa?
Não?
Não acredito!
É começar já, que dentro de poucas semanas receberão a recompensa.

Beijo
Nina


domingo, 8 de janeiro de 2017

Sábado, almocei aqui ...





... na Casa Henriqueta em Oia, Galiza, a 20 Km de Vila Nova de Cerveira.

Não foi a minha primeira vez ... já AQUI registara  um almoço e um passeio memoráveis.

Diz-se que não devemos voltar aos locais onde fomos felizes, para evitar decepcionantes comparações, mas este não é o caso.
Ainda bem que voltei!

O dia gélido estava esplendoroso e o restaurante vive também da sua localização, sobre o mar.

Da sua localização beneficia também em termos da qualidade da matéria prima que é absolutamente excelente!
Comi tanto ...
Nem jantei! Fiquei-me pelo chá! Mas - digam-me - quem poderia resistír a estas delícias?





Vieiras!
Os espanhóis chamam-lhe  zamburiñas!
Grelhadas são fabulosas!

Ainda como entrada estas ameijoas mergulhadas num leve molho de cebola, alho e tomate!


Com as duas entradas dispensar-se-ia outro prato, mas ...

... apareceu ainda este robalo selvagem - nada de "aviário" que aqui tudo é legítimo ... - e também ele - o robalo - foi quase todo engolido.
Um exagero, bem sei!


Este, o jovem que nos atendeu, um galego simpatiquíssimo, aliás como todo o staff do restaurante ...

Posto isto, recomendo vivamente uma visita à Casa Henriqueta, em Oia!
E recomendo apenas porque merece. Não se trata de publicidade! Paguei o almoço como qualquer outro comensal.
Mas convem telefonar e reservar, principalmente ao fim de semana.
O local é fantástico, com uma vista deslumbrante e um passadiço que, depois do almoço, ajuda a digestão.
Portanto é ir!

Beijo
Nina






sábado, 7 de janeiro de 2017

Das compras, dos aproveitamentos, dos pratos fáceis e dos jantares de sábado ...



É do que falaremos hoje!

Das compras , das coisas lindas, das preciosidades que trouxe e de que falei por alto.
Espantem-se!
Comprei panelas!
Panelas e formas!
De que sou um nadinha dependente.

Começando pelas formas, comprei duas FERRARI!
São de Le Creuset - não preciso de dizer mais nada, pois não?



A primeira , com fundo amovível, ideal para tartes, mas que se porta lindamente com qualquer bolo - saem sempre bem ... porque será?

A segunda, também para tarte, mas com a parede lateral  repleta de saliências e reentrâncias - o efeito na massa é irresistível.


Se só comprei 2 formas?
É claro que não!
Mas, vamos por partes, que sou pessoa metódica!

Então, para o jantar de sábado que será caseiro - depois de um almoço pecaminoso - teremos uma espécie de Bola de carnes na qual aproveitei sobras congeladas do almoço do Natal.

É muito fácil. Mesmo boa para quem não percebe nada de cozinha.
Faz-se assim:

INGREDIENTES

1/2 chávena almoçadeira de manteiga ou margarina;
1/4             "       "                  óleo
1/2             "       "                   leite
1 e 1/2       "        "                  farinha com fermento
3 ovos inteiros
sal q.b.
Fiambre, presunto, mortadela, etc. q.b

Mistura-se manteiga + óleo + leite + sal + ovos;
Acrescenta-se a farinha e mistura-se bem.



Na forma untada e polvilhada com farinha, despeja-se metade da massa.
Cobre-se com as carnes fatiadas.

Junta-se a restante massa ...

... e cobre-se com as carnes restantes.

Vai ao forno, a 180 graus, por cerca de uma hora.


Fica assim ...


... e será jantar de sábado.

Jantar caseiro, daqueles muito, muito bons.


Tenham uma boa noite.

Beijo
Nina