segunda-feira, 9 de outubro de 2017

ZAMORA



Atravessando a fronteira que separa Portugal de Espanha e que , na verdade, já não existe, são 100 Kms para chegar a Zamora, por onde, aliás, já passara múltiplas vezes, sem, no entanto alguma vez ter visitado.
Acontece frequentemente - traça-se a rota, por exemplo, até Madrid e, pelo caminho não se vê nada. Quando se decide visitar, a surpresa é avassaladora, como foi o caso.

Zamora é uma cidade única, absolutamente imperdível e NESTE SITE
encontrei material muito bem organizado, bem como um roteiro a seguir.


O hotel - de que falarei adiante - ficava perto do centro e subindo uma calçada chegava-se ao coração da cidade a PLAZA MAYOR, a esta hora, princípio da tarde, ainda deserta, que os espanhóis não perdoam a hora da siesta.


Daqui parte-se para a zona antiga que termina no Castelo e na Catedral.





Esta área encontra-se impecavelmente preservada e cada casa, cada recanto, cada parede merecem uma pausa e observação.

Ao longe, a velha ponte de pedra que atravessa o rio Douro


Também há poesia, cântico de louvor à cidade ...


No limite da cidade murada, a belíssima Catedral ...


... rodeada por jardins, por obras de arte!




Até que se percorre o Castelo ...




... com visão de 360 graus sobre  a cidade e arredores ...




A majestosa Catedral ...


... imponente, vista de uma das torres do Castelo,

E mais poesia, poesia escrita na pedra !




Esta fachada é, pode dizer-se, poesia pura|


Depois a parte nova, agitada, plena de vitalidade ...




Por aqui passeámos, mergulhados na vibrante multidão, porque, até prova em contrário, não existe povo mais festeiro e amigo da rua do que o espanhol.
Passeámos!
Tapeámos!
Regressámos ao hotel onde apenas fizéramos  check in sem maiores demoras.

Era um NH, uma cadeia simpática.

Quando finalmente entrei no quarto - o nº 115 - que constatei?

Isto!

E isto!

E mais isto!

As janelas estavam emparedadas! Isto é, em frente a elas crescia uma monstruosa chaminé.
A sério! Esta era a vista!
Se não tivesse acontecido comigo, não acreditaria.
Reservara o quarto através da Booking!
Quando me foi requisitada a avaliação, limitei-me a um "Very poor"!

Mas deixo o aviso - Hotel NH de Zamora pode oferecer surpresas deste tipo.
Nunca mais me apanham!
E vocês arriscariam?

Tirando esse pequeno detalhe, recomendo uma visita. Recomendo imenso. Porque é lindo!


Fora das muralhas, junto ao rio Douro, é o paraíso ...
Vejam!















Aquela chaminé gigantesca que se vê ao fundo, foi a tal que emparedou as janelas do meu quarto.
Como é possível montar um quarto com esta vista?
Como? Continuo a interrogar-me, incrédula!
Serão loucos?
Brincalhões?
Ou apenas não têm noção do mínimo que são obrigados a oferecer a quem paga (muito bem pago)?

Pois foi assim exatamente como contei.
Tirando isso ... tudo perfeito.

Beijo
Nina

domingo, 8 de outubro de 2017

Fim de semana prolongado ...

Com o feriado de dia 5, quinta-feira, foi possível conseguir quatros dias de quase férias.
Com sol e calor, tudo se conjugou para sair.

Não apetecia guiar muitos quilómetros e, olhando o mapa, a cidade de Zamora, a 300 Kms do Porto pareceu uma boa opção, uma vez que, ao largo já passámos muitas vezes - como frequentemente acontece com outros lugares - mas, visitar mesmo, isso nunca acontecera.

A primeira etapa seria até BRAGANÇA, na fronteira com Espanha a 200 Kms do Porto.
Pela A4 chega-se em menos de 2 horas.

A cidade, como todas as do interior, sofre de uma certa desetificação, embora exiba ainda sinais de uma era de maior prosperidade, nos edifícios bem construídos ...




... como este!

Ao lado, mesmo ao lado, a exposição de frutos e legumes, em plena calçada.


Com muito bom aspeto, diga-se! E não fosse eu ter de seguir viagem teria feito umas comprinhas bem apetitosas.


No largo principal comemorava-se empenhadamente o Dia Mundial do Animal, que conviviam animadamente:



É bastante reconfortante observar o carinho e o cuidado que os humanos dispensam a estes doces peludinhos.
Gostei muito!




Estava calor, um calor infernal.
Não é por acaso que se diz que aqui - no interior - são 9 meses de Inverno e 3 de Inferno!






A visita ao centro foi rápida!
Seguimos para almoçar num restaurante que não fez jus à qualidade dos produtos da terra, pois apesar da fama não correspondeu, ficando-se, com muita boa vontade, pelo suficiente.
Nada de o nomear, pois!

Logo a seguir rumámos a Zamora.
Amanhã conto!

Beijo
Nina 

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Não chove desde Abril ...


Não chove desde Abril e durante o dia as temperaturas chegam aos 30 graus, pleno Verão. Pela manhã e à noite arrefece muito e, para piorar, aqui, junto à praia, o dia nasce envolto em denso nevoeiro. Tão denso que a "ronca" berra na sua voz rouca, avisando os navios que pretendem aproximar-se da costa. O nevoeiro é tão denso que impede a caminhada matinal junto ao mar.
Oh! tempo estranho!

Nunca sei o que vestir porque se me agasalho vou morrer de calor durante o dia, mas, se pelo contrário não o faço, é constipação pela certa.
Recorro pois à velha técnica da cebola, isto é, visto por camadas.

Sempre gostei dos chamados casacos compridos de Verão.
Este veio dos saldos da Zara e foi ridiculamente barato, um excelente negócio.

Veste bem, porque cai a direito e agasalha q.b.
A cor é muito do meu agrado - gosto de combinar este azul bebé com beges ou brancos.




As calças são de Verão e os sapatos no tal azul bebé vieram da Uterque no ano passado

Vesti uma t-shirt estampada que, por sorte, apresenta também, na frente, as cores do casaco

É também da Zara e tem mais de 2 anos.
É uma peça excelente porque lava e seca sem exigir ferro.






O casco é leve, mas protege do frio matinal, como se pretende e o conjunto muito prático, agrada-me.




O colar de pérolas completa e fica sempre, sempre bem - para quem como eu gosta de pérolas.


A mala no mesmo tom, dá o acabamento final


Tenho sempre cuidado ao vestir-me pela manhã. Não sou do tipo que veste qualquer coisa. Nunca fui. Faz parte de mim esse cuidado e essa exigência, ainda que para algumas pessoas isso soe a futilidade. Paciência. Cada um sabe de si e das linhas com que se cose.
Aliás não é preciso ter um guarda roupa extraordinário. Não! Com um pouco de atenção consegue-se estar bem com muito pouco.
Assim sou.
Assim penso.
Assim serei.
Para todo o (meu) sempre.

Beijo
Nina

domingo, 1 de outubro de 2017

Piratas?


Piratas?
Corsários?
- Não!
é o Gulden Leeuws, um navio holandês como nunca vi.


Esta manhã, quando me instalava numa esplanada junto ao Cais de Gaia, no rio Douro, reparei nos mastros imponentes de um barco, que sobressaiam no horizonte.

Não tinha máquina fotográfica e por isso usei o iPad. Daí que, a qualidade não sendo má, poderia ser bastante melhor.
Mesmo assim deixo as fotos impressionantes e um pouco da história do GULDEN LEEUWS que pode ser lida  AQUI!

O barco foi construído em 1937 e reabilitado em 2010, servindo de "morada" a estudantes que nele usufruem do ambiente clássico de um navio, com todas as comodidades modernas.

Lá no alto, nos mastros, podem ver-se jovens que executam tarefas necessárias



Originally built in 1937 and completely redesigned and rebuilt in 2010, the Gulden Leeuw offers students the ambiance of a classic sailing ship with modern amenities and safety systems.


Durante o dia, os estudantes adquirem competências para conduzir o navio debaixo da supervisão do capitão e de uma tripulação profissional.

Over the course of the journey, students acquire the skills to sail the ship under the guidance of the Captain and professional mariner crew.



O navio tem salas de aula, amplos espaços exteriores onde os alunos podem desenvolver actividades sociais e organizar projectos em grupo.
Dispõem de dormitórios confortáveis, com casa de banho e zonas privadas.
Existe ainda uma ampla sala de estar e sala de jantar.

The ship has dedicated classrooms; large deck space where students can gather outdoors for social activities, meetings and group projects; a quiet, climate-controlled dormitory with adjacent washroom, shower and private changing areas; a fully modern galley and large dining area.



O navio mede 70 metros de comprimento e 40 metros de altura de mastros 

70 meters long with 40 meter masts, the Gulden Leeuw has a three-mast topsail schooner rig with both schooner sails and square rig sails designed for safety and efficiency.


Ao fundo, a ribeira do Porto ...

... vendo-se também a Ponte D. Luís

Foi uma visita inesperada muito do agrado de quem por aqui passeava, eu incluída.

Como oportunidade é fabulosa para os jovens em férias ou que desejem iniciar uma carreira profissional nesta área.
Se eu pudesse ...

Boa semana.

Beijo
Nina

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Tentações



Andava há imenso tempo atrás de um vestido azul, muito mais interessante que o preto - a eterna solução para ficar bem:
-  Com um simples vestido preto, eu nunca me comprometo! - dizem os entendidos.
Mesmo assim, não queria preto, até porque nessa cor tenho dois ou três.
Queria azul. Azul noite!
E achei!
Onde?
Na Zara, onde mais poderia ser?
É de veludo com acabamento em renda e veste lindamente, o que me deixa imensamente feliz com a descoberta.
É este:


Imagem 8 de VESTIDO CRUZADO VELUDO da Zara
Acho que para o Inverno está perfeito

Agora é só jogar com os sapatos ou botas, variar o casaco e a mala e já está.

Não é preto, é certo, mas acho que em azul noite não me vai comprometer, pois não?

Bom fim de semana.

Beijo
Nina

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Acabando, acabando, acabando ...



Nesta ânsia que subitamente me acometeu de repor a ordem, de esvaziar gavetas, de destralhar, de completar os tais WIP, tenho andado, todas as noites, ao serão, atacando fios, novelos, meadas.
Vou acabar com eles e não descanso enquanto não vir as gavetas gloriosamente vazias.

Então, com as sobras DESTA MANTA , comecei uma pequenina que, mais tarde ou mais cedo será presente para um bebé - tenho sempre algumas prendinhas prontas a ser oferecidas e, embora se fale muito da baixa taxa de natalidade, no meu círculo de amigos e conhecidos os bebés vão surgindo.

Poderia ter optado pelos simples granny squares - os quadradinhos da avó, mas de momento apetece-me a técnica Corner to corner afeghan que pode ser consultada em dezenas de sites diferentes, como por exemplo este,  AQUI.

A vantagem desta técnica é que se executa a peça de uma só vez, começando num canto e terminando noutro, como o próprio nome indica, sem necessidade de ligar elementos e assim se aproveita o fio quase completamente.

A mantinha pensada num bebé que ainda não existe, vai crescendo na mesma medida em que as sobras de novelos vão desaparecendo e neste momento está assim - já ultrapassei o meio:


A única exigência passa pela espessura do fio que, obviamente, tem de ser sempre igual.



E vai-se crochetando, sem compromisso, ao sabor do impulso do momento que determina a combinação das cores. No caso, todas em tons pastel como convem.

Esta mantinha tem o tamanho adequado para o primeiro berço do bebé, mas nada impede que com esta mesma técnica se teça uma manta para cama de adulto.



Não passa de uma sucessão de pontos altos duplos - coisa mais simples não existe - com um efeito muito bonito

Para além de novelos, estou - verdadeiramente formiguinha - aproveitando até uns quadrados sobrantes da manta que no início mostrei ...


... num verdadeiro exercício de aproveitamento que ronda perigosamente a sovinice .

Que seja!
Importante é que o objetivo que agora me comanda está sendo cumprido ...

Aproveitar, aproveitar, aproveitar ...
Acabar, acabar, acabar ...
Tudo depois de jantar.
Tudo ao serão, que o meu dia não se compadece com pausas tão divertidas como esta - fazer croché!
Queria eu!

Tenham um bom fim de semana e aproveitem o sol radioso que brilha durante o dia.
Aproveitem antes que chegue a chuva!

Beijo
Nina

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Coisas de que gosto muito e recomendo


Gosto muito de almoçar em Espanha e é o que faço quando  resolvemos passear pelo norte, principalmente quando me desloco a Cerveira, o que acontece frequentemente.
De lá para Espanha é um salto - basta atravessar a ponte e chega-se.
Lá tenho os meus restaurantes preferidos, mas gosto de variar e experimentar novos.
Foi o que fiz no último sábado.

Atravessada a ponte, seguimos pela marginal até Oia, que sendo de uma beleza única, só por si merece a visita.
Aí, arriscámos um restaurante novo:


A CAMBOA


É um restaurante de tapas, embora sirva pratos de carne ou peixe grelhados. E que bem que serve!

Pedimos vieiras (zamburiñas) grelhadas, empanada de bacalhau, ovos mexidos com camarão e nabiças (revueltos), pimentos Padron e uma salada.
Tudo ótimo!
Há, contudo, um problema - é comida a mais para um casal, pelo que o ideal será que se juntem dois.
As doses são generosas e servem perfeitamente quatro comensais.
Este é o (único) problema das tapas - porque,  para variar, pede-se três ou quatro variedades, que, forçosamente sobrarão.

Numa próxima ida, se estivermos sozinhos, optaremos por uma entrada para "compartir" e um prato de peixe que aqui é de uma frescura sem par, ou não nos encontrássemos mesmo debruçados sobre o Oceano.

O restaurante oferece um espaço interior envidraçado, com esta vista incrível do mosteiro de Santa Maria de Oia ...

... e do mar, que nesta baía protegida é muito sereno.

No exterior, sobre um relvado ...

... estas mesinhas com cobertura - mesmo giras!

A vista continua sendo deslumbrante.


O espaço é "vedado" por enormes limoeiros, o toque final que o torna único e muito agradável.

A comida estava excelente, sem defeito e o serviço foi atencioso, rápido e atento.
O preço sem reparo - acessível e justo, pelo que não posso deixar de divulgar e aconselhar.
Repito - Casa A CAMBOA!

Beijo
Nina