sexta-feira, 3 de maio de 2019

Só para dizer ...






Só para dizer que, uma vez mais, não consigo que nenhum dos comentários que tentei postar apareça. Só a mim acontece? Será perseguição do blogger? Deficiência passageira?
Coisa mais chata!
A todos os comentários que recebo respondo no blog que mos envia. Foi o que tentei fazer sem sucesso.
Conclui que, nem mesmo no meu, a resposta aos comentários aparece.
Haja paciência!

Bom sábado.

Beijo
Nina

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Trabalho/ Jardinagem/Diversão

Jardinagem é atividade que pratico com entusiasmo porque é gratificante ( ver obra feita) e me dá imenso prazer. Não sou pessoa de ficar “olhando o balão “, pasmada. Sou feliz, estou feliz, quando ocupada. Deve ser por isso que o meu tempo voa.
Para hoje determinei uma série de tarefas,começando pela jardinagem.
As sementinhas dos tomateiros germinaram, estão ganhando corpo e é um gosto vê-las, embora me pareça que ainda não se encontram no ponto de serem transplantadas.


Acho que todas  germinaram ...

... mas não me atrevo a mudá-las, por enquanto.

Na altura referi que as tinha comprado  no Lidl, por quase nada - cada pacote custou menos de 1€. Escolhi então Tomates Cherry - aqueles pequeninos como cerejas que dão imensa graça e sabor a qualquer salada.
Trouxe ainda uma segunda variedade, que não sei identificar, mas que, digamos, é a mais comum. Contudo, a minha preferida é  o Tomate Coração de Boi, carnudo e muito saboroso com que se prepara a melhor das compotas. Essa variedade é bastante cara e não muito fácil de encontrar nas frutarias.
Toda esta conversa vem a propósito de um post que encontrei no PINTEREST , onde se aprende a plantar tomates a partir de algumas rodelas. Se de facto funciona, não sei. É questão de experimentar e tentar, desse modo, uma plantação de Tomate Coração de Boi.
Enquanto aguardo que os meus rebentos cresçam e fortaleçam, comprei, também no Lidl dois vasos adequados para o seu posterior cultivo.

Prometem colheita abundante ...

... com a vantagem de possuirem um reservatório para a água  que evitará  que a sua carência os mate.

Entusiasmada com o exemplo dos tomates,  trouxe ainda um pacote de sementes de pimento vermelho e já tratei delas.

Esta a promessa!
Lindos e carnudos. E com sabor a pimento. Não essa coisa que não sabe a nada.

Não tem nada que saber - espalham-se as sementes, na bandeja e cobrem-se com uma fina camada de composto ...

Borrifa-se ligeiramente ...

Todos os dias toco a superfície para avaliar o grau de humidade.
 Borrifo diariamente.

Ainda do Lidl - oh! paraíso! - trouxe morangueiros para acrescentar aos do ano passado:

Já colhi alguns morangos e acredite-se, sabem mesmo a morango.
Estes vasos, onde os plantei,  são, na verdade, três em um, ligados entre si.

Têm sol q.b. e rega moderada.
 Só espero que os pássaros não se antecipem e me assaltem o  tesouro.

A próxima aquisição será um limoeiro que, de todas as árvores de fruta - segundo a minha experiência -  é a única que realmente sobrevive e frutifica em vaso. Aguardo a sua chegada ao Lidl
(de que deveria ser sócia ou , pelo menos subsidiada, tal a propaganda gratuita que lhe faço!).
Coisa a pensar, proposta a fazer!

Beijo
Nina


quinta-feira, 25 de abril de 2019

Abril, águas 1000

Ok! Parece que é preciso que chova e tem chovido que se farta. É cada aguaceiro que se se for apanhado na rua, é banho certo, que a chuva vem atravessada, tocada a vento, impossível de escapar.
Também está um frio desgraçado, tanto que eu, dentro de casa, fui resgatar um casaco de malha grosso e quente - aquele de andar por casa ... - que o desconforto assim exigiu.
Só me espanto perante a transição brusca, abrupta mesmo - no último fim de semana, sábado e domingo, tivemos tempo de quase Verão e agora é o que se vê.

Então, dadas estas circunstâncias, não me apetece sair e bem precisava de o fazer, com montes de tarefas em lista de espera. Mas não. Assim não tenho ânimo.
A dizer a verdade sinto-me até ligeiramente deprimida. Portanto, para contrariar a neura, vou ocupar-me na cozinha, porque, até prova em contrário, nada melhor do que ocupar as mãos e a mente para assim espantar a nuvem negra.

Para o jantar - seremos 4 - teremos, nem mais nem menos, do que  um GRATINADO BEIRA-MAR!










Peixe cru, sem peles nem eespinhas - 500 g
Camarões - 300 g
Cogumelos - 1 lata pequena
Sopa de cogumelos - 1 pacote
Cebola média picada - 1
Leite - 1/2 litro
Margarina - 3 c. de sopa
Manteiga - 1/2 c. de sopa
Queijo gruiere ralado - 1 c. sopa
Pão ralado - 1 c. chá
Sal fino e pimenta - q.b.

Coze-se a cebola em 2 colheres de margarina, mexendo sempre até ficar transparente.
Junta-se a sopa de cogumelos desfeita no leite, tempera-se com sal e pimenta, mexendo sempre até ficar cremosa.
Salteiam-se os cogumelos na restante margarina e juntam-se ao creme.
Retifiuca-de os temperos, adicionam-se os camarões cozidos e descascados e o peixe cortado em pedaços pequenos.

Deita-se em Pirex fundo untado, polvilha-se com o queijo e depois com o pão ralado.
Distribui-se por cima a manteiga em pedacinhos e leva-se ao forno a 180 graus durante 25 a 30 minutos.
Serve-se imediatamente.

Vou acompanhar com arroz de tomate e brócolos cozidos a vapor.

Não é a primeira vez que preparo este prato. Sei que é muito bom e amigo da cozinheira que dispensa a cozinha quando chegam os comensais, já que todo o processo pode ser antecipado.

Recomendo.

Beijo
Nina

terça-feira, 23 de abril de 2019

Parque de Cerveira





No último sábado, véspera da Páscoa, tivemos um dia incrível, quente, com céu azul, sem vento, quase um dia de Verão.
Rumámos a Cerveira onde nos confrontámos com tal multidão que até estacionar o carro era missão impossível.

Desistimos e adiámos a ida à feira para depois de almoço.

Sendo então demasiado cedo para almoçar, rumámos ao Parque contíguo e aí, a multidão não existia - as pessoas queriam fazer compras e não contemplar a natureza.

Foi uma decisão acertada, com vastos espaços verdes, o rio Minho correndo ali ao lado e tapetes de flores silvestres.

No INSTAGRAM, postei já algumas fotos, mas são tão bonitas, tão convidativas como sugestão para um passeio em contacto com a natureza protegida, que aqui deixo algumas.



Um braço do rio atravessa o parque.
 Há sombra, há sossego, há o canto dos pássaros e no rio, peixes.




Existe uma ciclovia.
Curiosamente cruzei-me com vários ciclistas, todos espanhóis - não esquecer que atravessando a ponte estamos na Galiza.

Os campos verdes, imensos, aparecem assim, com vastas áreas floridas

São momentos de uma calma preciosa, em que os sentidos se deleitam

Casando com as amarelas, aparecem estas, flores roxas, silvestres, humildes, enfeitando o quadro.

E estas brancas!
E quantas mais existirão ...
Quero voltar.

Não por acaso, mas propositadamente e aqui, neste Parque,  me perder sem relógio, esquecida da vida.
Coisa melhor não existe!

Beijo
Nina

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Férias sem sair de casa

 Quando o Algarve se enche, quando os hóteis se esgotam, quando os voos atingem preços indecorosos, sabe bem ficar em casa.
Tínhamos 5 dias livres, que podiam ser uma espécie de miniférias e foram ... sem sair de casa, sem ceder à tentação da Internet, puro lazer.
Hesitámos quando as previsões meteorológicas garantiam uma Páscoa chuvosa, que não se confirmou.
Depois, as estradas cheias, os hóteis quase a 100% da sua ocupação e o tempo só "assim, assim", foram decisivos para ceder à preguiça e ficar por aqui.

Não quer dizer que tenhamos passado os 5 dias fechados em casa, mas, ao sair, encontrámos uma cidade muito despovoada.
Foi bom!

Há muito que não passeava pelo litoral de Leça da Palmeira. Ainda bem que lá voltei. Está lindo! Está assim:



Domingo, durante a manhã, uma caminhada ao longo da praia, depois de um café olhando o mar.

O magnífico farol.
O mais bonito que conheço é mesmo este.
 Nunca subi ao cimo, embora saiba que é possível.
 De dia é esplendoroso na sua imaculada brancura.
 De noite é mágico com o seu facho luminoso.

O mar ali ao lado estava invulgarmente calmo e cheirava bem, cheirava a algas, a maresia.
 Não havia vento.

Ao fundo, na curva da estrada, sobre uma pequena colina, A Casa de Chá da Boa Nova, obra prima de Sisa Vieira.
 Da estrada pouco se vê, porque a construção está "enterrada" no solo, aberta ao mar.
Já aqui jantei ao pôr do sol.
 Já aqui passei horas envolta no negrume da noite, apenas com a voz do mar a situar-me.
 Já almocei em pleno arraial de luz.
É magnífico.
Atualmente gerido por um cozinheiro medalhado pratica preços absolutamente escandalosos.
Uma pena!


Considerado monumento nacional, acredito que tenha sido construído há mais de 50 anos.
Permanece atual.
Porque é intemporal!

Não pisar as plantas - avisam!
É flora nativa que se encontra em fase de consolidação.

Ao lado, esta igrejinha.

Nunca nela entrei porque, uma vez mais, se encontrava encerrada.

Num recorte caprichoso, o mar, tranquilo, lago ou piscina, entra , perfura a costa.
É só olhar e permitir aos sentidos que aqui se percam.

Outros quiseram, como eu, aproveitar a manhã, respirar a paz ...

Foi assim, uma feliz decisão de fazer férias sem sair de casa.

Beijo
Nina





segunda-feira, 15 de abril de 2019

Golas

Descubro as imensas possibilidades das golas sempre que ao terminar uma camisola/ blusa me parece que a coisa poderia ter corrido melhor, no que ao decote diz respeito. Não esquecer que sou tricotadeira destemida, mas sem grande currículo.
Então, como dizia, sempre que  ocorre  a obra não corresponder ao sonho, pespego-lhe com uma gola. Uma gola de pôr e tirar, tipo cachecol. Asseguro que os desastres se compõem.


Tricotei em liga direito e avesso, até considerar tamanho suficiente para formar um gola "caída". Cosi.

Resultou assim.

Tinha referido há tempos uma compra online , de um fio 100% algodão que se revelou decepcionante, porque, composto por vários fios, desenrolava , levando a que nem todos fossem apanhados, conferindo um ar de malha caída. Arrependi-me amargamente da compra e prometi não arriscar de novo - fios só compro ao vivo.
O certo é que, a duras penas lá terminei a camisola/ blusa e a ela se destina está gola.


Depois de concluída, cosida e rematada, achei que o canelado do decote, não assentava.
Passei à fase em que sou verdadeiramente perita - desmanchar.

Hoje ficará pronta, que já lhe determinei o defeito.

A avaliação do conjunto até que não está mal, mas só eu sei o aborrecimento que foi trabalhar com este algodão.
Acontece que tricotar é essencialmente lazer, nunca, no que a mim diz respeito,  exigente atenção, que essa reservo-a para outro tipo de atividade.

Estamos pois conversados quanto a esta modalidade de compras.

Entretanto, ao vivo e a cores, numa loja perto de mim, já me abasteci para os próximos que fazeres.
Pela primeira vez atrevi-me com um casaco. Para já estou a gostar e, o que é mais importante, estou a divertir-me, com vontade de não parar, cedendo ao impulso de que é só mais uma voltinha.
O fio é fininho, indicado para agulha número 4 ou 4 e 1/2, na cor bege areia, uma das minhas preferidas de sempre.


O fio rende, rende imenso, mas, por outro lado, adivinho trabalho demorado - não faz mal que não tenho pressa.
O método é o topdown, do qual fiquei devota convicta dedede que passei a dominar a técnica. Dela já falei AQUI, com todos os detalhes.

E é isto.
Com esta semana de quase férias e chuva, tenho ocupação garantida.

Boa semana.

Beijo
Nina


quarta-feira, 10 de abril de 2019

Iris da praia



Não é que saiba muito acerca de plantas e de jardinagem - acho que os meus conhecimentos são apenas moderados e fortemente intuitivos - nem água a mais nem a menos, sol direto a evitar, claridade quanto mais melhor, adubo ocasional, cortar folhas secas e ramos velhos sempre que aparecem.
A meu favor, disponho de um espaço envidraçado, amplo e arejado, onde tudo cresce, cresce desmesuradamente, em alguns casos, cresce até atingir o teto.
Portanto, este é meio caminho andado para ter sucesso.
O outro meio é o meu sincero afeto face às plantinhas.

Daí que, sempre que posso, acho graça em surripiar um raminho, uma haste, uma folha - se vier com raíz, melhor, se não, trato de as colocar num copinho com água e, tendo sorte, as raízes surgirão, transferindo então a planta para terra.
Nada de muito científico e até com o seu quê de proibido, censurável e ilegal ...

Às vezes, muitas vezes, compro na feira ou no Lidl (com preço comprovadamente baixo) especimenes a que não resisto, como é o caso das roseiras e dos limoeiros, as únicas árvores de fruto  que envasadas, dão realmente fruto.

Acresce que também vou recebendo algumas plantinhas novas,  prenda que considero magnífica para receber ou oferecer.

Feita que foi esta introdução, no conjunto das recebidas como presente, inclui-se esta:


Uma maravilha com carinha de bicho.

Foi-me oferecida por uma amiga que a trouxe do Brasil.
Seguindo o seu conselho, deixei-a no exterior, numa varanda onde apanhou chuva, frio e sol escaldante.
Aí permaneceu um ano, com este aspeto:

Folhas verdes, muitas, mas flores, nada.

Seguindo o meu instinto, trouxe-a para dentro de casa para o tal espaço envidraçado e, um belo dia, floriu.
Feliz, procurei registar o milagre, mas, 24 horas volvidas, a flor desaparecera.
Eu não sonhara, não imaginara coisas, não!
A flor tinha existido mesmo.
Continuei a regar uma vez por semana, a eliminar as folhas secas até que se repetiu o milagre - a flor que hoje mesmo fotografei e que acima publiquei. Mais ... entre as folhas várias flores espreitam, saindo diretamente da cada haste.

Tinha para mim que estava perante uma orquídea. Porém este relâmpago de floração era absolutamente atípico - nas orquídeas verdadeiras as flores perduram durante semanas, meses, até.

Então, na minha página do INSTAGRAM, publiquei a foto e pedi ajuda na identificação. A ajuda chegou. Trata-se de uma Íris.
A seguir pesquisei e cheguei AQUI.

Fiquei, então, informada - chama-se ÍRIS DA PRAIA e floresce, efetivamente durante 24 horas.
Pena que dure tão pouco, porque a planta em si não é particularmente bonita.
 A seu favor conta a expectativa do quase permanente parto iminente que em mim cria uma ansiedade boa - agora mesmo estão prestes a nascer três ou quatro novas crias!

Beijo
Nina