sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ilha da Madeira



A ilha da Madeira é um local paradisíaco onde, neste momento decorre a Festa da Flor, um espetáculo único graças às belezas naturais e ao talento dos seus artífices.

Das várias vezes que visitei este lugar único, nunca coincidiu com a celebração desta festa a qual, juntamente com a Passagem de Ano, constitui datas de referência em termos turísticos.

Na primeira vez que lá estive, há muitos anos, comprei numa loja no aeroporto um galhinho de estrelícias, com uma pequena raíz, uma das flores emblemáticas da ilha, juntamente com os antúrios e as orquídeas.
Plantei-as  ao chegar a casa..
Agora e repetidamente ao longo do ano, estão assim:


( Em primeiro plano, encontra-se a minha viçosa plantação de tomates, de me ocuparei logo que sujam os primeiros frutos.)

É por estas e por outras que não posso ver uma plantinha mais bonita ou mais estranha, sem que, procure por todos os meios ( alguns nada legais, confesso...),  trazer "uma amostra" na esperança de que vingue e, meses decorridos, encha a minha vida de beleza.

Beijos,
Nina






quinta-feira, 5 de maio de 2011

Inauguração da máquina de costura!

Não foi com pompa e circunstância, mas, em todo o caso, foi uma inauguração.
Aprendi com funciona a geringonça e já produzi:

De uns jeans velhos, rasgados no joelhos, fiz estes calções!
Estou mesmo orgulhosa...
Comecei por cortar as pernas das calças pela altura que me parecia adequada.
Depois, remetei com um zig-zag as bordas do tecido esfiapado.
Seguidamente, marquei com alfinetes a bainha e cozi!

Ficaram assim, giros de verdade.

E, já que estava com a mão na massa, fui-me às calças que comprei ontem e Zás! Cortei-lhes o pedaço de tecido que sobrava na altura das pernas, deixando uma dobra para a bainha.
Comecei pelo zig-zag para rematar os fiapos, marquei com alfinetes a altura adequada, alinhavei e, finalmente, com pontos imperceptíveis pelo exterior, fiz a bainha à mão.
Terminei, vincando com o ferro.
Já as provei:
PERFEITAS!
Acho que a partir de hoje ninguém me segura.
Ainda por cima, achei tão divertido, que quase não me sobrou tempo para o blog.

E já tenho outros projectos:
Umas almofadas que quero muito especiais para o sofá que mandei forrar.

Tudo isto é muito engraçado, porque se compara bastante com as minhas primeiras aventuras na cozinha, quando, nem sequer sabia ligar o fogão e hoje... ninguém reclama dos meus petiscos.
Nesta ousadia, há, entre outras coisas , uma grande dose de loucura.
Cada vez mais me convenço que é essa loucura que faz avançar o mundo.

Beijos,
Nina

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Estou muito ocupada...

Resolvi dar um avanço no meu crochet, o xaile multicolor que já mostrei e, por isso, a minha página não tem grandes novidades.
Mesmo assim, aconteceu que saí por 2 horas com uma amiga e ainda deu tempo de comprar um esmalte de unhas num tom quase roxo, lindo de morrer.




Para escolher, a empregada da loja pintou-me uma unha de cada cor e desconfio que, se a moda pega, até vão achar graça.



Na Zara, que está cada vez melhor, comprei um par de calças num tecido de seda pesada, muiiiiito lindas.
Estão super compridas e vou tentar fazer-lhes a bainha sem recorrer à costureira. Tenho que começar por algum lado se quero aprender costura, não tenho?

A fotografia não lhes faz justiça... são mesmo lindas!
Comprei ainda esta blusa irresistível de tão maravilhosa.

O tecido é seda de cor bege com estrelinhas fúcsia ... só visto!!!

Agora tenho de voltar ao tricot porque, como dizia a minha avó, " esta vida não chega a netos nem a filhos com barba". ( Estava redondamente enganada, claro, porque a longevidade feminina quase duplicou).
Beijos ou bacione, como diz a minha amiga Edna, lá de Milão,
Nina

terça-feira, 3 de maio de 2011

Presente do dia da mãe

Eu sei que não devia ligar, que são, essencialmente, datas produzidas artificialmente, que dia da mãe é todos os dias que blá, blá, blá... Eu sei, mas sou fraca e se não recebo um mimo do marido fico podre, fula da vida, zangada com ele, zangada comigo, zangada com a vida.
Semanas antes anuncio/ pergunto:
__ Quando é o dia da mãe?
 E, assim, infantilmente, vou deixando no ar avisos de que, para mim , o dia não pode passar, superiormente, em claro.
Eu não sou superior, pronto!
Quero um presente!
Mas não quero um presente qualquer, não!
Por exemplo, não quero um livro com um talão de troca , para devolver se me apetecer, e um acessório de cozinha só me enraiveceria.
Não, não é isso que eu quero.
Eu quero uma coisa muito gira, muito fashion, muito irresistível!
Conhecendo como conheço o meu marido, asseguro que ele,só consultando um desses personal adviser, poderia,e mesmo assim  sem qualquer garantia, vir ao encontro dos meus loucos delírios, tanto mais que nem eu própria sei ao certo, antecipadamente, o que quero.
Sejamos então práticos.
Aviso, antecipadamente:
--Eu compro o presente!
E então, sem propósito definido, saio e entro em lojas, vasculho, miro e remiro, até que, de repente, acho:




A prenda foi o blusão de couro castanho manchado, feito com uma pele fininha e uma aplicação de malha no lado interno das mangas que o torna imensamente confortável.
Descobri-o na Zara por um preço mais que acessível e, tenho a certeza que tirarei dele um grande proveito.
E assim se salvou a paz doméstica!
Já aos meninos, concedo-lhes liberdade absoluta, desde que não se esqueçam que eu, repito, quero prenda.
Deles recebi um perfume e uma clutch branca, para as noites de verão.

Que se há-de fazer?
Sou assim desligada!
(Que vergonha!)

Beijos,
Nina

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Jantar de Amigos

Eu, tão moderninha,  ao contrário do que seria de esperar, tenho imenso prazer em fazer jantares para amigos.
Tem,  no entanto um decisivo "mas"... exijo que retribuam, não em restaurantes, nada disso, quero que seja na casa deles, cozinhado e preparado pelos próprios.
E não faço segredo, ou cerimónia acerca desta minha posição... quando ofereço um jantar cobro a retribuição.
Há por aí uns quantos amigos, com quem saio frequentemente, jantando em restaurantes "xpto", que não escapam às mordidelas sorridentes da minha parte:
--- Então, quando é que me vamos jantar à vossa casa?
E, pode tardar, mas acabo por ir.

Ontem ofereci um jantar para 6 pessoas.
Comecei a prepará-lo na véspera e no próprio dia, estando tudo adiantado e  mesmo pronto, o que era possível estar,consegui que, às 20 h, quando começaram a chegar, eu os recebesse linda e perfumada, embora tenha passado parte da tarde na cozinha.

Como metodologia, gosto de começar pela sala, pondo a mesa e preparando os aperitivos.
Este foi o aspecto final da mesa, já que era um jantar sentado:




Far-me-ão o favor de reparar que nada se compara a uma mesa branca.
As únicas excepções que permito são em festas de crianças e no Natal. De resto, a cor branca é a minha favorita.



Claro que há detalhes coloridos. Neste caso, os pratos apresentam uma margem em dourado e as flutes para o champanhe são a coisa mais linda, mais retrógada, mais decadente, mais elegante que  alguma vez vi.
Comprei-as em Paris, numa loja presente em todas as cidades francesas, chamada Maisons du Monde.
São tão frágeis que só eu as posso lavar e, mesmo com todos os cuidados, já parti uma.
O gosto de servir os que me são queridos é tão grande, que mesmo correndo estes riscos, faço questão de os apaparicar como se de princípes se tratassem.

A toalha de crochet dá um trabalhão gigantesco para ser passada a ferro. É uma tarde de toalha, já sei, mas compreendo e não apresso a operação.


O menu eleito foi, na sua quase totalidade, já publicado na Cozinha da Nina:

Enquanto esperavamos e conversávamos, comemos uns CROSTINI DE TOMATE, que apareceram na página " Cebolas e alhos", regados com uma garrafa de Don Perignon, bem gelada, que nos havia sido oferecida... casamento abençoado.

Iniciámos as hostilidades, propriamente ditas, com um CREME DE COUVE FLOR COM AMÊNDOAS E CEBOLINHO, já apresentada e que aguardava no frigorífico, desde a véspera, o momento de ser servida.

Continuámos com o QUICHE DE CEBOLA E AMEIXAS, uma experiência gustativa inesquecível, assada no próprio dia, mas cujo recheio descansava no frio.



O prato principal foi um ARROZ DE PATO, receita que hoje postarei na Cozinha da Nina e cuja preparação pode e deve ser iniciada no dia anterior, por razões que exporei.

Terminámos com uma TARTE TATIN DE PÊRA, servida com morangos ao natural e que foi excepção, na medida em que foi o único prato cozinhado inteiramente durante a tarde de domingo.





Durante o café, ainda se arranjou espaço para uns sublimes BROWNIES.

A minha cozinha, como sabem, é mínima e por isso, não gosto de ajudas que só atrapalham. ( Aqui entre nós, mesmo que a cozinha fosse imensa, prefiro poupar os amigos à chatice do after dinner). Por isso, sentámo-nos todos, como se não houvesse amanhã e, só depois de todos partirem, é que eu fui à luta.
Não sou capaz de me deitar deixando tudo em estado de sítio.
Por isso, descalço os stilletos, mudo de roupa, ponho um avental, calço umas luvas e em meia-hora os vestígios do combate desaparecem.
Não que fique tudo reluzente e esterilizado, mas fica apresentável.
Quando hoje chegou a D.M., não deu por nada de anormal e se eu não tivesse referido que a cozinha precisava de um carinho especial como só ela sabe dar,  aposto que não tinha pistas para o delito.

É muito giro!
Adoro receber de uma forma carinhosa e especial, mas reconheço que o hábito se está a perder e que a tentação do restaurante fala mais alto.

Mas, eu, repito, espero ( quase exijo) retribuição destes mimos.

Beijos,
Nina

domingo, 1 de maio de 2011

Sogras e Noras




Há uns tempos atrás, mostrei a exuberância garrida de umas flores provenientes de uns bolbos, que, sem exigirem atenções especiais, sobreviveram ao inverno frio e chuvoso, explodindo em girândolas fabulosas , quando nada o fazia prever.
Consultei então, o meu guia de botânica e, embora não absolutamente segura, chamei-lhes Clívia , de acordo com a fotografia publicada nesse manual.
Um dos comentários que então recebi veio da Ana, que me informou que o nome desta planta, em Aveiro, cidade onde vive, é Sogras e Noras, uma vez que as flores nascem, crescem e morrem de costas voltadas.
Agora, que fui abençoada com o nascimento de um novo exemplar, de cor mais escura e ainda mais belo que o anterior e que a seguir mostro, veio-me à ideia a designação popular que me foi transmitida pela Ana.





 Sabendo-se que a cultura popular baptiza  objectos e situações de uma forma pragmática, atribuindo-lhes o nome de acordo com a utilidade e a atitude, estou agora a chegar ao título desta página e às considerações que esse pressuposto me merece.
Lendariamente, tradicionalmente, acredito que as relações entre sogras e noras pudessem ser envenenadas por um azedume ancestral, pela conquista do poder, pela marcação do território, literalmente falando, quando as famílias alargadas conviviam sob o mesmo tecto, na disputa pelo afecto de um varão, filho ou marido, conforme a perspectiva.
Na saga de " O Padrinho", situada temporalmente no século XX, num território marcado pelo descompromisso ( aí nasceu o American Dream, auto-estrada de todas as possibilidades sociais...), sogras e noras não viviam de costas voltadas, não! O que acontecia naquele tradicional clã italiano era bem pior, as noras sobreviviam subjugadas pelas sogras.

Quer-me parecer, contudo, que na actualidade tudo mudou.
Qual rivalidade, qual carapuça?

O que me é dado testemunhar é que os filhos saem, cada vez mais tarde da casa dos pais e se/quando saem, salvas algumas estranhas excepções, o que vejo, da parte das  futuras sogras é um enorme alívio.

Tenho uma amiga, mãe de dois rapazes que não para de suspirar por noras, noras de verdade, daquelas que lhes arrebatam os infantes, que criam ninhos independentes e que lhes dão rumo à vida.

Uma dessas amigas, em desespero de causa, já prometeu festa rija no dia em que os moçoilos se ponham a mexer e deixem de dar trabalho.

Como ficar inimiga da heroína que abraçou tão pesado projecto?
As sogras de hoje são muito cool ( como diz a minha amiga Fífia), perseguem as últimas tendências, fazem plásticas, cuidam do corpo, cultivam amizades, multiplicam projectos!

Definitivamente, as noras são uma benção.
Deus Nosso Senhor lhes dê muita saúde e paciência.

Beijos,
Nina


sábado, 30 de abril de 2011

Mulher



Recebi este poema de um amigo.
Quem ousará discordar?
"Meu nome é MULHER!
Eu era a Eva 
Criada para a felicidade de Adão 
Mais tarde fui Maria 
Dando à luz aquele 
Que traria a salvação 
Mas isso não bastaria 
Para eu encontrar perdão. 
Passei a ser Amélia 
A mulher de verdade 
Para a sociedade 
Não tinha a menor vaidade 
Mas sonhava com a igualdade. 
Muito tempo depois decidi: 
Não dá mais! 
Quero minha dignidade 
Tenho meus ideais! 
Hoje não sou só esposa ou filha 
Sou pai, mãe, arrimo de família 
Sou camionista, taxista, 
Piloto de avião, policial, 
Operária em construção ...
Ao mundo peço licença 
Para actuar onde quiser 
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA 
E meu nome é MULHER!"

(O Autor é Desconhecido, mas um verdadeiro sábio)

Beijos,

Nina