sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Sexta-feira!



Sexta-feira!
Se não chove, é dia de sair, de mudar de ares.
Ainda mais agora que a loucura das compras corre  a galope invadindo a cidade, fujo para bem longe.


Em quilómetros, são poucos - pouco mais de 100, mas aqui existe um outro mundo, onde nunca se ouviu a palavra Shopping!
Estamos no Gerês ( de novo), perto de Montalegre, na Roca da Ponteira, onde se forma a Barragem da Paradela.

Junto a este maciço monumental, em granito, aninha-se a aldeia da Ponteira.

Interessante verificar como, no século XXI, se preserva e se vive nesta paz.

O céu não estava azul!
Mas a vegetação, essa, continua vestindo as exuberantes
cores outonais.

Aqui, ouve-se o som do silêncio ...

Sente-se a aragem  do vento ...

... e. ao longe, o latido de um cão. o relinchar de um cavalo, o toque de um sino!
Nada mais!

Entre a vegetação, ao fundo, espreita a barragem.
É lindo!
É pacificador.



É paradisíaco!

E come-se muito bem nestas paragens.
Junto à Barragem da Venda Nova, o restaurante SOL E CHUVA!
Excelente, na sua absoluta simplicidade.

Sentámo-nos e escolhemos.
Enquanto esperávamos, uns petiscos:


Entrecosto e Bacalhau à Brás, este divino!
De tal modo que me arrependi de não o ter escolhido como prato principal ...

Posta Barrosã com batatas a murro foi a opção!


Bom , excelente, fabulosa, como só consegue ser a vitela barrosã!
Leite creme queimado, foi a sobremesa!
Com aquela cor profundamenta amarela que só os ovos verdadeiros conferem às sobremesas.

Resultado - um almoço perfeito se não considerarmos a ingestão excessiva de calorias!


Da janela, esta a vista, com a Barrragem da Venda Nova em todo o seu esplendor ...

A aqui, esta vossa amiga, no inicío de uma caminhada que pretendia queimar os excessos de gula!

Vale-me prometer que ao jantar, só chá!




E mais um fim de semana se avizinha!
Que seja muito, muito bom!

Beijo
Nina
















quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Restos de lãs


Embirro com restos, com sobras!
Irritam-me!
Não posso nem vê-los.
Uns novelitos mínimos, que nem novelos são, uns metros de fio que teimam em sabotar a ordem que impera nas minhas gavetas e cestos , mexem-me com os nervos.
Deitá-los ao lixo, nem pensar! Fora de questão desperdiçar material.

Perante tão dilacerante dilema, que fazer?

Cada um(a) terá o seu método.
O meu é reuni-los num saco que, aos poucos, se vai enchendo.
Quando me parece que a quantidade é suficiente, faço assim ...



Granny squares, do mais simples que existe ...
Produzo um atrás do outro e ligo-os à medida que os crocheto 

E o saco vai-se esvaziando ...


Continuo, sem preocupação com espessura e qualidade do fio ...

Até que, vitoriosa, verifico que os restinhos terminaram.


A seguir, crocheto umas voltas em ponto baixo, a toda a volta, terminando com umas conchinhas.


Pronto!
Eliminei uma razoável quantidade de sobras.
E nasceu o tampo para uma almofada.





A parte de trás será em tecido!
E será lindo!


Agora é aguardar que o ciclo recomece, que isto de sobras e restos é uma inevitável condenação para quem gosta de tricotar.

Beijo
Nina

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Olho clínico!

Olho clínico, tomado à letra, é a capacidade que o médico tem para antever uma situação.
Alargando o conceito, eu, que não sou médica, também tenho.
Tenho olho clínico quando despejo a massa preparada para um bolo na respetiva forma.
Apercebo-me de imediato - tenho olho clínico - se a massa vai transbordar.
E não arrisco.
Porque não foi ainda inventada situação mais chata, mais deprimente, do que assistir ao crescimento da massa, no forno quente, crescendo, crescendo sempre e, como uma enchente, transbordar... é um desperdício, um desespero ...
A massa queima, esturrica, exige lavagem de tabuleiro, enche a casa de fumo e, em vez do aroma inebriante de bolo recém assado, temos no ar suspeita de incêndio, de fogo posto.




Seis queques, embelezados com uns fiozinhas de doce de chila/ gila, que fica sempre bem ...

... e o bolo.
O bolo que assou e não transbordou.


No ponto!

Para acompanhar um perfumado chazinho.
É simples. De claras.
Chamam-lhe Bolo Prata

Os queques.
Os senhores queques!
Com chila/ gila!

Hoje fui de novo posta à prova.
O meu olho clínico!
Foi testada a minha argúcia.

E, sucesso!
Nada de fumo, de odor a queimado, de forno carbonizado!

Despejei a massa na forma.
Parte da massa, não toda. A suficiente, apenas.
Que tenho olho clínico.

A seguir enchi forminhas de queques. Seis.
Resultado?

Um bolo no ponto certo, seis queques fofinhos, aroma diáfano pela casa.

Tenho olho clínico.

Beijo
Nina


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Vestido vestido.


Vesti o vestido!
Gostei imenso do resultado.
É favor observar;

Confortável - não enche - adapta-se ao corpo devido aos pontos com que foi tricotado, quente - que tem estado um frio polar - numa cor outonal que muito me agrada.


Combinei com sapatos/botins em camurça num tom aproximado e a marcar a cintura, um cinto castanho com detalhes dourados - tenciono comprar um outro que, até ao momento, só existe na minha cabeça... a ver se a coisa se concretiza.



Combinei com casacão preto  ...

Senti-me confortável, bem na minha pele.

A gola alta é bonita, mas atrapalha-me, pica-me ...


Por isso, com estas golas de que tanto gosto ...

... sempre uso um lenço de seda para proteger a pele sensível do pescoço.

A fim de a afastar ainda mais, prendi a gola com esta borboleta gigante.

O conjunto do "boneco" parece-me bem conseguido.

Que acham?
Que opinam?
Vá, não me poupem e critiquem à vontade.

Beijo
Nina

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Bolo de limão


Este bolo que recomendo com o maior entusiasmo, foi preparado a partir de um limão especial, UM LIMÃO ARRANCADO DA ÁRVORE, espécie cada vez mais rara e que mostrei AQUI.

Tinha, 2 peras e 1 maçã no ponto exato de serem consumidas, naquele ponto em que, se não se comem, acabam no lixo, o que é absolutamente contra os meus princípios, como, até à nausea, tenho repetido.


Descasquei, retirei pevides, cortei em fatias e reguei com sumo de limão para que não escurecesse.
Reservei.

"Despi" este limão - o tal apanhado da árvore ... - e raspei toda a casca, mas só a parte amarelinha que é onde vive o aroma - a branca serve apenas para azedar. Há que evitá-la a todo o custo.
E preparei a massa.

Assim:

INGREDIENTES
Farinha - 200g
Açúcar e manteiga (Becel) - 125g de cada
Ovos - 3
Leite - 3 c. de sopa
Fermento em pó - 1 c. de sopa
Fruta fatiada, açúcar para polvilhar e canela - q.b.

PREPARAÇÃO
Bate-se a manteiga com o açúcar e a raspa de limão até ficar cremosa.
Juntam-se-lhe as gemas uma a uma batendo sempre e depois, pouco a pouco, o leite e a farinha, alternadamente, misturada com o fermento, continuando a bater até a massa fazer bolhas.

Entretanto, batem-se as claras em castelo firme e envolve-se a massa nas claras, com jeito para não destruir o "castelo" - ou adeus bolo fofo.

Unta-se uma forma de buraco com manteiga e polvilha-se com farinha.
Despeja-se a massa que se cobre com a fruta fatiada, que, por sua vez, se polvilha com açúcar e canela.



Entra no forno  previamente aquecido a 180 graus e assa por cerca de 40/45 minutos

Resulta nisto!
Uma maravilha crocante por fora ...

... com a fruta a desfazer-se à superfície ...

... caramelizada devido ao açúcar...
Pintalgada de perfumada canela!

No coração, pedaços de pera, de maçã e vestígios de canela.

De tão fofo, desfaz-se em contacto com a faca!

Imagine-se o que faz na boca ...

E o perfume?
Já mencionei o perfume inebriante?
Já?
O tal que apenas se obtem de limão apanhado na árvore!
Pois foi esta a história do BOLO DE LIMÃO que mal nasceu, desapareceu.

Beijo
Nina

domingo, 29 de novembro de 2015

Adoro!



Eu, "bicho" da cidade. adoro o campo. 
Talvez porque, visitando-o só de longe em longe, dele só retenha o lado bom!
Repetiu-se a sensação quando passeei por PÓVOA DE LANHOSO  e almocei no restaurante 
O VICTOR, em S. João de Rei.

Se  nele, lá dentro, me deliciei, cá fora maravilhei-me com a exuberância da natureza:


Com as laranjeiras, tangerineiras e limoeiros ...

... com o colorido da vegetação crescendo a esmo ...
Mas, o que de facto me deslumbrou foram os diospireiros!


Uma árvore magnífica que, no auge da sua produção, se apresenta quase despido de folhagem e repleto de frutos.

Eram tantos, dourados, perfeitos, esperando quem os apanhasse.

À saída do restaurante, deparei-me com eles, o meu fruto preferido entre todos os frutos, verdadeiramente, o rei dos frutos.
Vi-os espalhados num terreno que rodeava uma casa, com a indicação de mercearia.
Bati à porta.
Uma janela abriu-se no primeiro andar e uma cabeça interrogativa espreitou:
-Vende dióspiros? - perguntei.
- Não, não vendo, mas vou aí dar-lhe alguns!
E veio!
Uma mulher do campo, criatura simples, veio e encheu um saco que me ofereceu.
- Muito obrigada, mas quero pagar! - insisti!
Que não, que eram "para a canalha", que não gostava de dióspiros.
Após muita insistência consegui que recebesse uma quantia irrisória.


Comigo vieram,


Perfeitos, maravilhosos!

A seguir, não resisti aos limões e às tangerinas que de árvores carregadas se soltavam e cobriam o solo.


Extremamente perfumadas ...

Suculentas!


Com um limão, preparei, ao chegar a casa, um bolo maravilhoso.
Não sei se tal se deve às qualidades do limão apanhado da árvore, se é apenas imaginação minha.
O certo é que do meu forno saiu uma perfumada maravilha que apresentarei amanhã.

Domingo chega ao fim!

A todos, os votos de uma feliz semana.

Beijo
Nina

sábado, 28 de novembro de 2015

Póvoa de Lanhoso

 
Póvoa de Lanhoso é uma vila ao norte de Braga, perto do Gerês.
Perto do Porto, o viajante ignora-a quando percorre a estrada Braga- Chaves.
Estou farta de ler, nas placas sinalizadoras, o seu nome, mas, nas dezenas ou centenas de vezes que por lá passei, jamais tive o interesse de a visitar. Até ontem.
Ontem saí de casa com o objetivo definido de lá entrar.
 
Primeiro informei-me e, na Wikipédia fiquei a saber que:
 
 
"Estas terras são habitadas desde tempos imemoriais - pelo menos desde há três mil anos antes de Cristo. No acesso ao maior monólito de granito da Península Ibérica, no cimo do qual está situado o Castelo de Lanhoso, encontra-se um castro romanizado, que remonta à Idade do Cobre. O Castelo de Lanhoso tem um elevado valor histórico, sendo também o local onde as lendas dizem que D. Afonso Henriques prendeu a própria mãe, D.Teresa. O rei D. Dinis passou foral às Terras de Lanhoso em 25 de Setembro de 1292, e o foral foi renovado pelo rei D. Manuel I em 4 de Janeiro de 1514.
Na primavera de 1846 foi aqui que começou a revolução da Maria da Fonte. Partindo duma recusa em aceitar a nova lei de não enterrar os mortos dentro das igrejas, a sublevação conseguiu alastrar ao resto do país, mostrando o descontentamento do povo, e conseguindo provocar a mudança do governo. "

Desta informação retive três tópicos:

- Que D. Afonso Henriques ( esse querido ...) aí manteve a mãe prisioneira;
- Que aqui teve origem a Revolução da Maria da Fonte;
- Que o castelo está edificado no maior penedo da Península Ibérica;
 
 
 
O centro!
O centro em si, em termos arquitetónicos deixa muito a desejar, ostentando uma deplorável coleção de mamarrachos, reflexo da " sagacidade" dos seus autarcas!
Uma pena!
Vá lá que conservaram o arvoredo na praça principal.

É atravessado por minúsculo riacho, cruzado por ponte.
 Ontem dia de calmaria e céu azul, a água era um espelho cristalino.

Em relevo a heroína - Maria da Fonte!

Armada com temível foice, fez história:

"Maria da Fonte, ou Revolução do Minho, é o nome dado a uma revolta popular ocorrida na primavera de 1846 contra o governo cartista presidido por António Bernardo da Costa Cabral.
A revolta resultou das tensões sociais remanescentes das guerras liberais, exacerbadas pelo grande descontentamento popular gerado pelas novas leis de recrutamento militar que se lhe seguiram, por alterações fiscais e pela proibição de realizar enterros dentro de igrejas.
Iniciou-se na zona de Póvoa de Lanhoso (Minho) uma sublevação popular que se foi progressivamente estendendo a todo o norte de Portugal. A instigadora dos motins iniciais terá sido uma mulher do povo chamada Maria, natural da freguesia de Fontarcada, que por isso ficaria conhecida pela alcunha de Maria da Fonte. Como a fase inicial do movimento insurreccional teve uma forte componente feminina, acabou por ser esse o nome dado à revolta."

 

Deixei o centro ...

... e subindo sempre ...

...atinge-se o cume de impressionante penedo - o tal que, dizem, ser o maior da Península Ibérica.
Aí os sinos e ...

Esta igreja - que infelizmente se encontrava fechada.

Atrás ...


O castelo ...

... que, dada a sua localização, era / foi absolutamente inexpugnável.


Dizem que aí, no seu interior, têm lugar exposições de arte.

Infelizmente, não o pude comprovar, dado que, também ele se encontrava encerrado.

Feita a avaliação, cabe-me dizer que vale a pena visitar Póvoa de Lanhoso, ainda que por pouco tempo, já que é pretexto para que nos debrucemos sobre as ocorrências havidas noa fundação da nacionalidade!

Daí se parte para S. João de Rei, onde se encontra o imperdível VICTOR - com "c", que aí não chegou o novo acordo ortográfico.
(Por lapso, ontem omiti esta consoante. As minhas desculpas!)

Tenham uma excelente noite de sábado.

Beijo
Nina