quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Peixe ...


- O que é o jantar?
- Peixe!
-Baaaaah!


Esta lengalenga é-me familiar!
Já a ouvi  tantas vezes que, não fosse eu determinada ( e um bocadinho teimosa ...)  ter-me-ia deixado vencer pelo cansaço.

Mas, não!
Gosto de peixe!
Peixe é saudável!
Eu é que cozinho!
Eu é que mando!

Portanto não existe "baaaah!" que me vença.

Faço, porém cedências.
 Negoceio.
 E levo a minha  avante.

Então, em vez de me ficar por um simples grelhado ou cozido,  invento,  de acordo com as disponibilidades do momento



Havia pescada ...


... e havia camarão!

Ambos congelados, mas de excelente qualidade. 
Deixei que descongelassem e temperei o peixe com sal.

A seguir cortei em fatias muito finas cebola, alho e pimento e com esta mistura cobri o fundo de um tacho.

Reguei com azeite e deixei que cozinhasse muito lentamente.

Reguei com caldo de peixe e, quando ferveu, introduzi a pescada e o camarão.
Tapei.
Estufou cerca de 10 minutos.
Retifiquei os temperos.
Retirei a pescada e engrossei o molho com 1 colher de chá de Maizena.
Provei e temperei de novo, acrescentando umas gotas de limão.


Despejei o molho sobre o peixe.
Acompanhei com puré de batata.

Comeram tuuuuudo!
Deve ser por isso que tenho esta surdez seletiva - só ouço o que quero e (quase) só faço o que me apetece.

Beijo
Nina

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Flores, sabores e perfumes de Inverno



Uma casa com flores é uma casa com flores!
É uma casa!
Mais, é um lar!

Não há quem não goste delas, das flores.
Frescas e viçosas.
Mas ...
Infelizmente existe um grande "mas" ... o preço, que no Inverno, tende a subir.
Daí que, para iludir o olhar muitas vezes recorro às  artificiais, flores a fingir, que misturo com ramos verdes, esses naturais.

Felizmente que  existe um ou  outra alternativa durável e de baixo preço - as envasadas que florescem no Inverno.



No canto desta mesa  um Zygocactus truncatus.
Esta a designação botânica.

Em português corrente, não sei como se chama, este belíssimo cacto que, no Natal, floresce exuberantemente.

Na extremidade de cada haste verde, rebenta uma delicada flor.

Estas são brancas com um ligeiro laivo rosa.

E são de uma beleza indescritível.

Desta mesma qualidade, possuo a variedade vermelha.
Comprei três vasinhos que, apesar do seu infímo tamanho estão em flor. Não se comparam, porém, a esta maravilha branca.
Não sei quanto tempo durarão, mas sei que, enquanto durarem, os meus dias serão mais alegres.


Outra posibilidade é o Antúrio.


Enfiei um vaso pequenino nesta jarra de grande porte e, ninguém diria que não se trata de um arranjo de flores frescas.

Em breve terei que o transferir para um vaso maior, mas, entretanto ...

... compõe uma mesa baixa, porque, essas, as mesas baixas de apoio aos sofás, são os locais onde mais gosto de ver flores.

Uma última imagem, que a beleza nunca cansa.

No capítulo dos sabores e dos odores, que tal perfumar a casa sem recorrer aos (horrendos) sprays?
Como?
Com maçãs, por exemplo!
Das naturais, digo eu!
Das mais baratas, vendidas a granel!
Daquelas que têm defeito, porque não são manipuladas.
Têm defeito, mas têm também sabor - sabem a maçã! - e odor.


Sobre a mesa de jantar, alegram os olhos e cheiram muito bem!


Quando começarem a dar sinais, passarão para a cozinha e serão tarte e torta e bolo e compota e o que mais calhar.

Beijo
Nina

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Bolo/ Pudim ou Pudim/ Bolo ...?


Passei a tarde na cozinha porque me apeteceu!

Às vezes cozinhar é uma atividade terapêutica, talvez por ser razoavelmente segura, não reservando ao virar da esquina, indesejáveis surpresas.

A dizer a verdade, há muito que não sentia este apelo.
Concluo que surge ciclicamente e, quando surge, há que enfrentá-lo.

Daí que esta tarde de feriado foi gasta à volta das panelas, preparando uma entrada, um prato principal e uma sobremesa.

A máquina da louça não parou, despachando carradas de louça suja , essa sim, atividade a que me recuso aderir - não lavo louça, nem com luvas. Não lavo.

Depois de 5 dias de quase férias - comecei na última 6ª feira e, com a ponte de 2ª, só hoje termino - mergulhei, portanto , na cozinha.

Deixo a imagem do Bolo/ Pudim ( ou será antes, Pudim / Bolo?).

Começando pelo começo, barrei uma forma ( de buraco) com caramelo e, entretanto liguei mo forno a 180 graus - importante que ao introduzir o preparado no forno este se encontre já na devida temperatura.

Esta sobremesa é um híbrido - meio pudim, meio bolo e faz-se assim:

INGREDIENTES:

Para o pudim:
3 ovos
200g de açúcar
raspa de 1 limão
3 dl de leite

Misturam-se os ingredientes pela ordem citada e despeja-se a mistura na forma previamente preparada.


Para o bolo:
4 ovos
O peso dos ovos em açúcar
1/2 do peso dos ovos em farinha
2 c. de chá de fermento
raspa de limão

Batem-se as gemas com o açúcar e a raspa de limão;
Acrescenta-se a farinha com o fermento, aos pouco, alternando com as claras batidas em castelo.

Assa durante cerca de 50 minutos.
O teste do palito não funciona neste caso, porque o interior do bolo é húmido, com consistência de pudim.

A verificação do grau de cozedura consegue-se, observando se as "paredes" do bolo se afastaram das "paredes" da forma - se sim, está pronto!





Volta-se a forma sobre um prato de serviço ...

... não a retirando, para que o caramelo escorra totalmente ...

... embebendo a massa do bolo.


Sem surpresas!
É magnífico!

Beijo
Nina

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Croquetes




Quando, por qualquer insondável capricho do destino, o lombo assado que se preparou, no pressuposto que era lombo, logo tenro e suculento, quando - dizia - em vez disso nos deparamos com um preparado infame, quando tal dissabor se abate impediedoso sobre a mesa do almoço, que fazer?
Primeiro, disfarçar!
Nada de perguntas do tipo, "Então, que tal está?" - nada disso.
Finjam-se de mortas (os).
Isto se não querem ouvir um comentário ( ainda que tímido e velado ...) desagradável.
É que estes comentários (tímidos e velados ...) dão azo a explicações que não interessam nada e deixam a cozinheira ainda mais frustrada e, frequentemente, furiosa.
Recapitulando:
Se o assado que se previa tenro e suculento virou uma coisa elástica e seca ... IGNOREM!
Não perguntem nada!
Não esperem compreensão!
É que os comensais esfaimados são lobos irracionais!
Querem qualidade.
Ponto!
Estamos, pois entendidas(os) - assobiem para o lado e nem ao menos esperem que alguém pretenda repetir!
Comem uma vez! Basta!

Sirvam então a fabulosa sobremesa. Que depois de um desastre, todas (as sobremesas) o são (fabulosas)

Não preciso de repisar, pois não?
O lombo do almoço - vá lá uma pessoa saber por quê - estava uma sola!


Tratei-lhe da saúde o quanto antes que os tempos não estão para desperdícios e fiz ...


Tadah!!!!
Croquetes!


Os mesmos comensais que no dia anterior haviam enfrentado a sola - digo, o lombo - hoje suspiraram com os belos dos croquetes.

Fois assim:

Cortei a carne em pedaços e passeia pela máquina de picar.
Juntei-lhe o molho do assado  e ficou ...



Assim!

Uma massa pegajosa e indomável que, quando muito, serviria para recheio de empadão.
Mas não era empadão que me apetecia.
Queria croquetes.

Então, com um pouco de leite, manteiga e maizena preparei um bechamel grosso, bem espesso e juntei-o ao picado.
Depois, frio, muito frio, com ele.
Durante mais de 1 hora estagiou no congelador.
Para quê?
Pois, para ganhar corpo e se deixar moldar.

Fiz bolinhas ovaladas que passei por farinha ...

... e, a seguir. por ovo batido e pão ralado.


Depois foi deixar que fritassem até ganharem cor - cuidado, olho neles que ao menor descuido queimam.


Esta a cor, este o ponto!


Deixei que escorressem sobre papel absorvente para que perdessem a gordura ...


E ficaram assim, lindos, perfumados e apetitosos, servidos com alface e arroz de nabiças.


Os comensais adoraram e - gente de memória curta - nem suspeitaram que da sola - lombo - nascem delícias!

Portanto!
Nada de grandes explicações e muito menos de justificações!
E - muito, muito importante - nada de, em plena crise de raiva, atirar com a sola - lombo - para o caixote do lixo.
OK?

Beijo
Nina


domingo, 6 de dezembro de 2015

Compras! Barato ou caro?

Mais um domingo chega ao fim!
O fim de semana foi como se quer, pacífico e pleno de afazeres.

De sexta-feira dei conta AQUI!

Quanto ao sábado, que nasceu com um completo céu azul sem nuvens, assemelhou-se quase a um dia de Primavera.
  

Daí a indumentária - o vestido anos 70 e blazer bem antigo que , por acaso, joga bem com o fundo.

É por estas e por outras que, quando me encontro em plena fase de destralhamento, balanço!
Balanço nas minha s convicções. Isto é, não sei se conserve se despache.
Já ouvi por aí que "quando, ao fim de um ano não se veste determinada peça, é sinal que jamais será vestida.
Não concordo!
Este blazer - Adolfo Dominguez, do tempo em que a marca era fantástica - está comigo há, seguramente, uma década.
Continua impecável, sem borboto, caindo na perfeição.
Por quê despachá-lo?

Em casos como este, é só aguardar que surja a oportunidade  e a peça, seja ela qual for, volta à cena sem constrangimentos.


Gosto desta combinação de azul/verde petróleo com bordeaux.
Nada mais outonal!
Nada mais intemporal!

Acho que é uma dessas raras combinações que jamais desagradará.


Por sorte, comprei  - acho que já no ano passado ...- estes superconfortáveis botins de camurça, exatamente na mesma cor!

Na minha opinião, para meu gosto, combinam lindamente.

A mala é daquelas que não passam de moda, uma Prada de que jamais me separarei.

A velha questão de comprar caro ou comprar barato volta a colocar-se.
Quando me cabe decidir, tanto posso investir numa peça barata que sei, fará o seu papel apenas numa estação, ou, pelo contrário, "abrir os cordões à bolsa" na certeza de que faço um investimento para décadas.
Tanto compro na Feira de Cerveira, como numa loja de marca!
Depende daquilo que compro e para que compro.

E vocês?
Apostam apenas na super qualidade ou arriscam em peças acessíveis sabendo que durarão pouco, porque não têm nem devem durar muito, já que são meras tendências da moda que, como sabemos, muda todas as estações.

Contem-me tudo!

Boa Semana.

Beijo
Nina

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Sexta-feira!



Sexta-feira!
Se não chove, é dia de sair, de mudar de ares.
Ainda mais agora que a loucura das compras corre  a galope invadindo a cidade, fujo para bem longe.


Em quilómetros, são poucos - pouco mais de 100, mas aqui existe um outro mundo, onde nunca se ouviu a palavra Shopping!
Estamos no Gerês ( de novo), perto de Montalegre, na Roca da Ponteira, onde se forma a Barragem da Paradela.

Junto a este maciço monumental, em granito, aninha-se a aldeia da Ponteira.

Interessante verificar como, no século XXI, se preserva e se vive nesta paz.

O céu não estava azul!
Mas a vegetação, essa, continua vestindo as exuberantes
cores outonais.

Aqui, ouve-se o som do silêncio ...

Sente-se a aragem  do vento ...

... e. ao longe, o latido de um cão. o relinchar de um cavalo, o toque de um sino!
Nada mais!

Entre a vegetação, ao fundo, espreita a barragem.
É lindo!
É pacificador.



É paradisíaco!

E come-se muito bem nestas paragens.
Junto à Barragem da Venda Nova, o restaurante SOL E CHUVA!
Excelente, na sua absoluta simplicidade.

Sentámo-nos e escolhemos.
Enquanto esperávamos, uns petiscos:


Entrecosto e Bacalhau à Brás, este divino!
De tal modo que me arrependi de não o ter escolhido como prato principal ...

Posta Barrosã com batatas a murro foi a opção!


Bom , excelente, fabulosa, como só consegue ser a vitela barrosã!
Leite creme queimado, foi a sobremesa!
Com aquela cor profundamenta amarela que só os ovos verdadeiros conferem às sobremesas.

Resultado - um almoço perfeito se não considerarmos a ingestão excessiva de calorias!


Da janela, esta a vista, com a Barrragem da Venda Nova em todo o seu esplendor ...

A aqui, esta vossa amiga, no inicío de uma caminhada que pretendia queimar os excessos de gula!

Vale-me prometer que ao jantar, só chá!




E mais um fim de semana se avizinha!
Que seja muito, muito bom!

Beijo
Nina
















quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Restos de lãs


Embirro com restos, com sobras!
Irritam-me!
Não posso nem vê-los.
Uns novelitos mínimos, que nem novelos são, uns metros de fio que teimam em sabotar a ordem que impera nas minhas gavetas e cestos , mexem-me com os nervos.
Deitá-los ao lixo, nem pensar! Fora de questão desperdiçar material.

Perante tão dilacerante dilema, que fazer?

Cada um(a) terá o seu método.
O meu é reuni-los num saco que, aos poucos, se vai enchendo.
Quando me parece que a quantidade é suficiente, faço assim ...



Granny squares, do mais simples que existe ...
Produzo um atrás do outro e ligo-os à medida que os crocheto 

E o saco vai-se esvaziando ...


Continuo, sem preocupação com espessura e qualidade do fio ...

Até que, vitoriosa, verifico que os restinhos terminaram.


A seguir, crocheto umas voltas em ponto baixo, a toda a volta, terminando com umas conchinhas.


Pronto!
Eliminei uma razoável quantidade de sobras.
E nasceu o tampo para uma almofada.





A parte de trás será em tecido!
E será lindo!


Agora é aguardar que o ciclo recomece, que isto de sobras e restos é uma inevitável condenação para quem gosta de tricotar.

Beijo
Nina