quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Tarte da Alsácia com cebolas

Daqui, trouxe a receita desta tarte de cebola e bacon.
Mas, como é meu hábito, não resisti e fiz algumas alterações:
Juntei espinafres (congelados. Um resto que não saía do congelador ...) e salpiquei com queijo ralado.

A receita original reza (+/-) assim:



Massa quebrada uma embalagem
(No original esta massa era preparada em casa.
- Para quê?
Digam-me por que razão havemos de perder tempo e desarrumar a cozinha, se esta massa aparece bonitinha e perfeita no supermercado?
Quando me confronto com este tipo de preciosismo só me apetece mudar de ideias e não cozinhar coisa alguma)
Portanto - recapitulando - usamos uma embalagem de massa quebrada maravilhosamente preparada, que, feliz e sorridente nos espera na prateleira do supermercado.
Posto isto, o que se segue é muito, mas mesmo muito fácil.

Precisamos de:
3 cebolas cortadas às rodelas finas;
azeite que cubra o fundo da panela;
200 g bacon cortado em cubinhos;
espinafres congelados - introduzi 3 cubos, mas, como já disse, podem ser omitidos;
3 ovos;
125 g de natas;
125 g de leite;
queijo ralado para polvilhar
sal e pimenta

Fritar ligeiramente a cebola e juntar o bacon por 10 minutos;
Acrescentar os espinafres e deixar que coza por 5 minutos;
Temperar.
À parte misturar os ovos com as natas e com o leite.
Temperar.

Forrar a tarteira com a massa quebrada.
No fundo espalhar o recheio;
Cobrir com a mistura de ovos, natas e leite.
Polvilhar com queijo ralado.

Vai ao forno até que solidifique e a superfície fique dourada.

Parece-me muito bem para um jantar levezinho.
O meu.

Beijo
Nina


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Em Paris


 Quando se está em Paris, o que se fotografa?
- Os monumentos, principalmente os monumentos.
 É o Arco do Triunfo, a Torre Eiffel, La Place de la Concorde, a Vendôme, o Petit e o Grand Palais ... para não nomear outros.
Por isso, quando se fala de Paris, espera-se ver estes registos - que, aliás, já fiz repetidamente.

Desta vez, porém, privilegiei as pessoas e fotografei gente, que é a verdadeira alma dos lugares.

Nos Champs Elysee, o coração da cidade.
Uma multidão de todas as raças, de todos os lugares, movimenta-se nesta imensa avenida.
Não é de espantar que aqui se localizem algumas das lojas mais conceituadas.

Estes brinquedinhos são apenas Ferraris, ali estacionados, pretendendo passar despercebidos


Além das marcas caríssimas, também se encontram as low cost - que há clientela para todas.

Olha! A Zara!
Onde é que não está a Zara?
No interior da selva africana, não está ... por enquanto.



Descendo esta imensa avenida - haja pernas! - acaba por se chegar ao Louvre.


Polo fortíssimo de atracção de todos os turistas.

Nessa manhã, deparei-me com estas meninas ...

Seguramente elementos de qualquer produção publicitária.

Falavam inglês, mas eram americanas ...

Pretendiam vestir a pele dos anos 50, parece-me.

Em redor, sem perturbação, os turistas assistiam à encenação.

No meio de um grupo de orientais, imperturbável, desfilava a menina de outros tempos.

O presente e o passado convivendo sem alarido.



Já sei!
Já sei que prometera zero monumentos, mas - vá lá - abro uma excepção para esta vista do magnífico Louvre

 Descendo sempre, ao longo das margens do Sena, atinge-se a zona dos "Bouquenistes", os vendedores de livros, jornais antigos, arte e o que mais possa ser.
Perco-me sempre, sempre face a estas ofertas.
Adoro ler capas de revistas antigas que me transportam a outras eras.
Este é, sem dúvida, um local imperdível em Paris.


São muitas as pessoas curiosas, potenciais clientes


Continuando a descer, chega-se a uma ponte que dá acesso à Rive Gauche, a zona boémia,


Com muitos cafés, esplanadas e restaurantes.
Num deles almoçámos.

Com a sua famosa fonte ... Fontaine de Saint Michel




 Um pouco à frente a Catedral de Notre Dame ...

Aproveito para olhar um dos muitos barcos que navegam ao longo do rio ...


... e olhar a catedral - que já visitei mais do que uma vez.
Nesse dia havia uma multidão para entrar, formando uma fila sem fim.

Vi de fora ..

E vi ainda mais gente exótica ...


Como esta loira Valquíria ...

...de pele escura.
Toda ela produzida, numa mistura estranha.


Descobri que Paris e a Notre Dame são sonho de casamento par muitos noivos ...
Que o digam estes casais orientais!


A sério?
Vieram do oriente para casar aqui?

É o que se chama concretizar um sonho!

Que sejam felizes!
Começaram muito bem, escolhendo um local único.


Os barcos - os bateaux mouches - não param de deslizar, repletos de turistas, num passeio que deve ser feito uma vez - já o fiz, sim!


Não resisti!
Contra um céu cinzento e carregado, lá está ela, a Torre Eiffel!
Linda e única.

Beijo
 Nina



quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Andando para trás no tempo


Viajar ou deixar que o pensamento viaje - como é o caso - é também não respeitar o tempo na sua sequência lógica, é voar para o futuro construindo projetos, ou regredir no passado revivendo momentos especiais.

Hoje vou viajar no passado.
No passado recente.
Em Agosto, na Alemanha, com base em Trier, a tal cidade considerada a mais antiga do país.

Aí estabelecemos a base.
Daí partimos.

Um dos destinos foi BernKastel-Kues, uma cidade maravilhosa.
Foi através de ILA que  cresceu o meu interesse. Foi Ila quem primeiro mencionou este destino. Foi graças a Ila que aí passei um dia único.


O caminho faz-se seguindo uma estrada secundária - nada de autoestrada!
Vai-se olhando, vai-se vendo, vai-se entrando no espírito do país.-
Um país que ama a natureza, que cultiva flores ...

As terrinhas sucedem-se - aqui parámos para um café

Aqui desscobri um castelo

Este!
Aqui podemos comprar vinho ...
Esta é uma extraordinária região de vinhedos, os mais incríveis vinhedos, espalhando-se pelas encostas dos montes

O caminho faz-se seguindo o rio Mosel.
A dada altura entrámos num dos muitos barcos para um cruzeiro de uma hora.
Estava muito calor!
Foi lindo e fresco!

O rio corre entre margens  verdejantes



É povoado por patos e gansos e ao longe avista-se um castelo

Estámos em Bernkastel-Kue


Outra cidade encantada ...



Ruas estreitinhas, casas antigas, turismo essecialmente alemão - tenho a certeza que éramos os únicos portugueses.

Almoçámos lindamente, que os alemães não fazem batota. Cozinham muito bem!


DEpois de almoço, perdemo-nos pelas ruelas ...








Tudo, tudo espantosamente bonito.


Atrevo-me a afirmar que é um lugar imperdível, único.


Beijo
Nina