quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Xadrez, ainda e sempre


Insistindo no xadrez, desta vez misturando com preto.
O espaço sempre o mesmo, no Shopping, a meio da manhã para tratar de “coisas” e tomar o expresso matinal.
À tarde é missão impossível, tal a multidão.








Até ao Natal vai ser sempre o mesmo programa.
As compras estão feitas, até porque abolimos em boa hora o ritual das prendas, excepção feita à criançada.
Bom vai ser o encontro e a festa que dura até às tantas.
Em casa tudo controlado. Stress, jamais.

Beijo
Nina 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Tricotar

Tricotar é uma atividade que me fascina, apesar das minhas limitações. Vou aprendendo um pouquinho mais, sempre que inicio um novo projeto.

Acontece que, aos poucos, tenho vinda colecionar uma variada quantidade de peças. Às vezes penso que são excessivas, mas, mesmo assim, concluída uma, logo me apetece começar outra.

Quando os Invernos são suaves, quase não dou a volta à minha coleção.
Acontece que este, que ainda nem começou, tem sido chuvoso e gelado permitindo que varie cores e modelos.
Ontem vesti verde. Foi quente e colorido.











Beijo
Nina

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Mangas



Mangas!
Detesto!
Quando chega a hora de tricotar mangas sinto-me sofrendo pesada punição.




Detesto!
Custa-me tanto tricotar as mangas. Até arranjei umas agulhas pequeninas para facilitar a coisa, mas nem assim.
Decididamente no me gusta.


Tenho eu esta bela, esta lindíssima camisola, num exótico tom brique - que combina espetacularmente com preto - e, quando nada fazia supor que a tormenta se aproximava, comecei a ouvir um estranhíssimo "trique" emitido pela articulação do polegar esquerdo.
Na altura ainda concluía o corpo.
Desvalorizei.


Rematei o corpo e dei início à manga que, só por si, é tarefa niquenta - que privilegio em nome da ausência de costuras.
Estava, então, eu, empenhada em levar o barco ao bom porto - que é como quem diz, terminar a manga - quando o "trique" articular se transformou em lancinante fisgada.
Oh! diabo! Aqui tem coisa.


Consultei os entendidos que imediatamente sentenciarem:
- Isso é uma lesão provocada pela repetição do movimento ( o certo é que o meu polegar não para quieto enquanto tricoto, numa azáfama enlouquecida de colocar o fio onde lhe compete).
Tens que parar durante uns tempos! Não há cá outras mezinhas. Para!
Não me agradou o diagnóstico. Questionei-o. Pu-lo em causa.
-E uma pomadinha? Ou um anti-inflamatório? - acho que resolvia - declarei do alto da minha arrogante ignorância.
Em resposta recebi um "faz o que quiseres" carregado de desprezo.
Parei!
Nem um pontinho, nem uma malhinha. Nada.

Eu que detesto as mangas, tenho uma vontade profunda, um desejo incontrolável de tricotar mangas.
E até já ousei. Ou tentei ousar. Mas a dor choque elétrico fala mais alto. Parei.
Será caso para fisioterapia?
É que isto de me prescreverem "não tricotar" é sentença pesada.
Olho para a manga inacabada que, muito triste, olha para mim.
Acho até que já a ouvi suspirar ao ritmo do meu suspiro.
Deve ser imaginação minha.
Não deve?

beijo
Nina







quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

O casaco novo

Depois do vestido velho, o casaco novo.
Eu que fiz.
Por isso o incontido orgulho.


Não tem nada de especial. Nada!!
Fio grosso, agulhas adequadas e num nada fica pronto.

No caso, confesso que foi mais complicado porque, calculei erradamente o número de malhas - dada a espessura do fio - e quando dei por mim, eu que pretendia um casaco farto, amplo, sob o qual pudesse vestir outras malhas, confrontei-me com uma dimensão absurda.

Desmanchei - remédio santo!

Rapidamente alcancei o tamanho pretendido ...

Mesmo em dias gélidos, com vento cortante - como foi o de hoje - o casaco cumpre honestamente a sua função.

Para o  promover, decidi dar uso a uma gola que por aqui andava, inútil e sem préstimo.
Cosi à volta do decote e não ficou nada mal... 

Ainda lhe apliquei uns botões chamativos, num contrastante tom de castanho, comprados por menos que 1 € numa loja chinesa.

E foi assim que tudo aconteceu.
Espero usar o casaco nos próximos 10 anos.
Ah! Esquecia-me de referir que a lã custou cerca de 30€ na Brancal Tricô.
Tudo barato, tudo fácil e, ainda por cima, bastante giro.
(Adoro o meu casacão. Se virem um igual ao meu, sou eu!)

Beijo
Nina

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O velho vestido verde

Há 10 anos, decidi, atrevida, que iria tricotar um vestido;
- Porque gosto do imenso conforto que um vestido de malha proporciona;
- Porque, lá atrás, na minha memória, existe um vestido de malha ligado a um episódio muito feliz ...e não sendo supersticiosa, não consigo deixar de criar uma certa relação de causalidade, quando me dá jeito:
- Porque, ignorante mas intrépida, decidi enfrentar o desafio ... sem medo, na expectativa de ver o que dali saía.


Saiu este vestido.
Deixou-me impante de orgulho e não há Outono ou Inverno que não o vista-

Admito que , como todos, me pica na região do pescoço.
Contorno o problema com um lenço de seda e ainda acrescento uns berloques parar garantir uma segura distância.

Tudo a olho!
Aprendi num livro antigo como tricotar o ponto da saia e depois de muito faz/desfaz, lá mecanizei o esquema, com resultados satisfatório.
É que não suporto saias de malha que se me agarram, se me colam.
Gosto assim, soltinho sem ser um saco de batatas.

Comecei pelo fundo, pela barra e fui tricotando até à cintura que marquei com umas quantas carreiras de canelado.


Segui para o corpo, enfrentando novo desafio - esta espécie de trança que conclui copiando o mesmo livro velhinho.

Não me atrevi com cavas. Sabia lá eu como as fazer? Não fiz!
Tricotei a direito, tendo apenas o cuidado de formatar o decote.
As mangas sairam lisas o que me parece aceitável.
Terminei com uma gola alta e pronto, temos vestido.

Hoje, 10 anos passados, faria melhor. Aprendi uns truques, incorporei uns mandamentos que, se aplicados, darão obra de jeito.

Esta manhã, quando escolhi este vestido tive assim uma espécie de epifania - vou tricotar outro!
E para que o entusiasmo não se desvanecesse, passei pela loja e abasteci-me de fio.
Tenho entretenimento garantido para semanas.
Fim.

Beijo
Nina

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Black Friday

Impossível não dar conta da ocorrência que está em todo o lado, a começar no trânsito caótico.
Aliás, vi-me constrangida a mudar as minhas rotinas graças aos monumentais engarrafamentos.
As pessoas estão mesmo ávidas de compras, ainda mais se lhes cheirar a pechincha.
Só eu, não.
Não só não aderi como até me amofinei fortemente.
Por quê?
Porque a camisola recém comprada na Zara me saltou hoje aos olhos com um desconto de20%. Se não a tivesse vestido (e perfumado) seria devolvida sem mais delongas.
Grandes chatos! Armam estas ratoeiras e as almas incautas caem que nem indefesos  patinhos.
Abaixo o Black Friday!

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Só para mostrar a camisola

Aos poucos , vou reagindo e hoje até sai para tomar um café no "shopping". Acho inocente, pois o percurso foi de garagem a garagem sem ser fustigada pela chuva gelada.
Aproveito para mostrar um camisolão que comprei na Zara - eu que gosto de tricotar, às vezes não resisto à tentação, como foi este caso de  AMOR À PRIMEIRA VISTA.





É uma peça tricotada segundo o método topdown, que domino satisfatoriamente e que repito deste que me apropriei da técnica, uma técnica abençoada que sai sempre bem.
Acontece que domino apenas um método muito elementar que, para a minha exigência, é suficiente.
Porém tenho-me deparado com verdadeiras obras-primas, com efeitos verdadeiramente artísticos.
Aí, pobre de mim, limito-me a olhar, suspirar e, se me descuido, a babar.




Implicam misturas de cores, jacquard e outros artifícios completamente inatingíveis pela minha limitada competência.


É então que, frequentemente, não resisto ao apelo consumista, como é o caso presente.



Grau de arrependimento, zero!



Estou super feliz com a compra que vou rentabilizar enquanto este frio polar persistir.


Sobre a camisola, vesti um colete antracite. Ficou lindo. Mas muito mais bonito é mostrar a camisola em todo o seu esplendor.



Para melhorar o meu depauperado humor, experimentei estes jeans que, em tempos, deixaram de me servir (encolheram, decidi nessa altura, que não há maior cego que aquele que não quer ver) e - oh! alegria das alegrias!!! - meti-me neles sem problema.



Esta uma das consequências desta gripe desgraçada que me derrubou - durante uma semana alimentei-me de litros de chá e uma ou outra sopa.
Perdi ânimo, é certo, mas também perdi peso.
Há que ver o copo meio cheio!

Beijo
Nina