quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Para começar o ano ...

Para começar o ano, uma gripe, uma senhora gripe, com direito a tosse, dores musculares e temperatura sempre acima dos 38graus.
Começou a manifestar-se e  Inglaterra, com o pai desta família a espirrar feito um desesperado. Por isso, a última noite lá dormida se transformou em vigília e sobressalto.
Não cheguei a preocupar-me porque me vacinara como sempre faço depois de há vários anos me ter sido diagnosticado “um fundo asmático.”
Porém, este bicho que nos atacou dispunha de armamento sofisticado, o miserável. E o resultado é este:
Pantufas.
 Meias de lã.
Tenho muito frio e também muito calor.
 Estou ligeiramente surda.
Sem ânimo e nenhuma paciência.



Antibiótico, nem pensar, que isto é vírico.
Recorro aos anti -inflamatórios que lá vão conseguindo apaziguar o desconforto.
E espero.
Olhando vazio..

Trouxe um livro que há muito procurava.Foi uma imensa alegria tê-lo encontrado por 9,9 libras.
 "Atree grows in Brooklyn" - li meia página que a concentração desaparece à medida que a temperatura sobe.



Mas se nem o livro me anima ... a coisa é preocupante.


À cautela nada de beijos, 

Nina

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

2020, aqui vou eu!

Lá entrei no 2020 na melhor companhia possível, com as minhas pessoas, as minhas referências, as minhas metas.
Evidentemente que foi a melhor entrada de ano possível, porque, nesta altura do campeonato - o mesmo será dizer, nesta fase da vida  - exijo nada e peço muito pouco. Companhia nos momentos chave, está para lá de bom. Nada mais quero. É, seguramente, o forte instinto de mãe galinha que, já tendo conquistado o que me interessava conquistar no plano material , exijo apenas e somente o absoluto em termos de afetos e sentimentos.
E assim, todos juntos, jantámos, esperámos as 12 badaladas, atabalhoadamente engolimos as 12 passas, tentámos sublinhar votos, trocámos abraços e beijos, mais champanhe, mais abraços, mais gargalhadas. Foi assim, de peito aberto, sem medo, invencíveis, invulneráveis, quase imortais - que o que importa é o aqui e o agora - foi assim, dizia, que mergulhei no 2020. Sem nada na manga, Sem "ses". Sem "mas". Sem medos. E - garanto - não há mergulho que se lhe compare. Esta entrada de ano está vivida, sólida na coluna dos créditos,  e intocável, impossível beliscar. Esta já ninguém ma tira.
Seguiu-se mais uma semana com a ninhada, comidinha de mãe, um exagero de todos os exageros.
Comecei hoje mesmo a dieta.
E ainda nem  assentei bem os pés em casa. Mas a dieta impõe-se. Sei do que falo.
Cheguei muito cansada. O avião partia às 10:00, exigindo  2 horas de antecedência + 1 hora de percurso + 1 hora para ficarmos prontos = madrugada às 6 horas.
Dormi durante todo o voo. Em casa, desfiz malas, enchi máquinas de lavar, reguei plantas e aguardo que a noite caia. Preciso de uma boa noite de sono.

Feliz 2020.
Aproveitem cada momento.
Cultivem a felicidade.
Habituem-se, permitam-se ser muito felizes.
Obrigada por todos os recadinhos a que não tive hipótese de responder.

Beijo
Nina


sábado, 28 de dezembro de 2019

Onde? Quando?

Não sei a quantas ando! Perdida de todo! Hoje já desejei “bom domingo “ mais que uma vez. Acho que é esta espécie de limbo entre o  natal e o ano novo que me desnorteia.
Continuo a comer sobras da consoada. Hoje acabei com o polvo, mas ainda restam algumas rabanadas e bolo-rei.
Sem horários, achei que seria um dia de descanso.
Foi assim:
- Preparei o almoço;
- Arrumei a cozinha;
- Passei a ferro ( que com estes feriados, a roupa acumula-se);
- Arrumei o meu quarto;
- Reguei as plantas;

Tanto descanso acaba comigo!

Sentei-me agora pela primeira vez.
Tenho sono e estou cansada.
Não sei a quantas ando!

Boa noite de sábado.

Beijo
Nina

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

A minha árvore de Natal.

A minha árvore de Natal é mais pindérica do que a tua.
Tenho a certeza.
Porque mais pindérica não é possível.
- Por quê, Nina? - perguntarão.
- Porque do Natal só gosto dos encontros, dos reencontros. Esses sim, esses fazem-me correr maratonas sem que me canse.
O meu Natal é mais longo que o vosso. O meu começa dia 21, com almoço a dois e jantar com a tribo. Jantar improvável contendo pratos vegan, vegetarianos e carnívoros - puros e duros. As hostilidades iniciam-se ao fim da tarde e prolongam-se noite adentro.
Gosto de comer, mas não sou de grandes comilanças. Petisco. Debico. Bebo. Brindo. Rio. Abraço. Conto peripécias. Ouço outras.
22 e 23 serão mais comedidos que para isso existem restaurantes.
Cedo às compras. São as doçarias de Natal que encomendo desde que descobri tal possibilidade.
Prendas , não. Decidimos que não. Fugimos a escravatura dos presentes. Uma libertação.
Durante todo o ano presenteio. Sem horário nem calendário. Gosto de dar. Gosto de surpreender. Somos felizes com este não esquema.
Perdi-me.
Vinha falar da árvore de Natal.
A minha é ridícula.
Para o ano não faço.
Na arrecadação tenho material para dar, vender, descartar. Tanta tralha.
Quando Dezembro se anuncia, começa lá no fundinho do meu subconsciente, uma campainha tinindo e repetindo, “ árvore de Natal “.
Faço -me desentendida, surda, distraída. Empurro com a barriga. Até que me torno no único ser à face da terra que ainda não fez a árvore de Natal.
Carregando a minha cruz lá vou a arrecadação e entre uma árvore de Natal que toca no teto e meia dúzia de outras menores, às cegas, escolho uma. E ainda uma caixa com os respetivos adereços.
Carrego-os para casa, sujo as mãos na poeira acumulada,  enfrento o touro de frente.
Desta vez comecei por um conjunto de luzinhas que, depois de acesas, tremeluzentes, decidiram falecer. Lixo com elas.
Armei a árvore e distribui os enfeites. Nem estava mal, toda em dourados e vermelhos.
Apreciei de longe e aprovei.
Missão cumprida.
Afinal nem fora (muito) penoso.
Dei meia volta e , de imediato, ouvi um baque surdo, acompanhado por funesto tlim-tlim.
- O que seria?
Um quadro?
Um cortinado?
Um ...
Nada disso!
A árvore de Natal!
Ela mesmo. Sucumbira.
Suponho que algo ressentida com a minha má vontade, retribuía- me  na mesma moeda.
Fez greve, sabotou-me, riscou- me da lista dos adoradores de árvores de Natal.
Tombou, gorda, espampanante, carregada de enfeites, esparramou-se ao comprido.

A coisa, o desastre, o acidente,  tinha que ficar resolvida nesse preciso instante, não dando azo a que o meu instinto levasse a melhor e carregasse a dita para o lixo.

Respirei fundo. Obriguei-me a ficar calma e, decidida, agarrei um jarro pesado e zás! Enfiei-a lá dentro.
Cair não cai. Mas está tão pindérica que só visto.
Se questionada, tenho a resposta na manga:
- É apenas um símbolo! O importante é o espírito e esse está cá todo.

beijo
Nina

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Xadrez, ainda e sempre


Insistindo no xadrez, desta vez misturando com preto.
O espaço sempre o mesmo, no Shopping, a meio da manhã para tratar de “coisas” e tomar o expresso matinal.
À tarde é missão impossível, tal a multidão.








Até ao Natal vai ser sempre o mesmo programa.
As compras estão feitas, até porque abolimos em boa hora o ritual das prendas, excepção feita à criançada.
Bom vai ser o encontro e a festa que dura até às tantas.
Em casa tudo controlado. Stress, jamais.

Beijo
Nina 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Tricotar

Tricotar é uma atividade que me fascina, apesar das minhas limitações. Vou aprendendo um pouquinho mais, sempre que inicio um novo projeto.

Acontece que, aos poucos, tenho vinda colecionar uma variada quantidade de peças. Às vezes penso que são excessivas, mas, mesmo assim, concluída uma, logo me apetece começar outra.

Quando os Invernos são suaves, quase não dou a volta à minha coleção.
Acontece que este, que ainda nem começou, tem sido chuvoso e gelado permitindo que varie cores e modelos.
Ontem vesti verde. Foi quente e colorido.











Beijo
Nina

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Mangas



Mangas!
Detesto!
Quando chega a hora de tricotar mangas sinto-me sofrendo pesada punição.




Detesto!
Custa-me tanto tricotar as mangas. Até arranjei umas agulhas pequeninas para facilitar a coisa, mas nem assim.
Decididamente no me gusta.


Tenho eu esta bela, esta lindíssima camisola, num exótico tom brique - que combina espetacularmente com preto - e, quando nada fazia supor que a tormenta se aproximava, comecei a ouvir um estranhíssimo "trique" emitido pela articulação do polegar esquerdo.
Na altura ainda concluía o corpo.
Desvalorizei.


Rematei o corpo e dei início à manga que, só por si, é tarefa niquenta - que privilegio em nome da ausência de costuras.
Estava, então, eu, empenhada em levar o barco ao bom porto - que é como quem diz, terminar a manga - quando o "trique" articular se transformou em lancinante fisgada.
Oh! diabo! Aqui tem coisa.


Consultei os entendidos que imediatamente sentenciarem:
- Isso é uma lesão provocada pela repetição do movimento ( o certo é que o meu polegar não para quieto enquanto tricoto, numa azáfama enlouquecida de colocar o fio onde lhe compete).
Tens que parar durante uns tempos! Não há cá outras mezinhas. Para!
Não me agradou o diagnóstico. Questionei-o. Pu-lo em causa.
-E uma pomadinha? Ou um anti-inflamatório? - acho que resolvia - declarei do alto da minha arrogante ignorância.
Em resposta recebi um "faz o que quiseres" carregado de desprezo.
Parei!
Nem um pontinho, nem uma malhinha. Nada.

Eu que detesto as mangas, tenho uma vontade profunda, um desejo incontrolável de tricotar mangas.
E até já ousei. Ou tentei ousar. Mas a dor choque elétrico fala mais alto. Parei.
Será caso para fisioterapia?
É que isto de me prescreverem "não tricotar" é sentença pesada.
Olho para a manga inacabada que, muito triste, olha para mim.
Acho até que já a ouvi suspirar ao ritmo do meu suspiro.
Deve ser imaginação minha.
Não deve?

beijo
Nina