domingo, 14 de fevereiro de 2021

Pau d’água

 

Pau d’água. É o nome pelo qual conheço esta planta, talvez porque se desenvolve muito bem com o tronco imerso parcialmente em água.

Trouxe do Brasil, há muitos anos,  dois pauzinhos enrolados em papel, dentro da mala de viagem.

Uma vez regressada, segui as instruções da vendedora - numa feirinha de rua - e coloquei-os num recipiente com água. A certa altura surgiram raízes e , então, plantei-os num vaso de barro.

O local  onde vivem é quase uma estufa, quente e plena de luz. Simula facilmente o clima tropical. Talvez por isso têm crescido e multiplicado. Repetidamente batem no teto e frequentemente produzem uma flor com perfume tão intenso que é quase intoxicante. Coitadinhos deles. Pensam que estão na selva amazónica.


Nessa altura corto as hastes superiores e repito o procedimento.

Sempre com absoluto êxito.




Este tem o destino traçado e vai multiplicar-se no próximo Verão.



Este, também.




Dado que ocupam vasos muito grandes, aproveito a superfície à volta do tronco e aí planto todas as estacas, todos os rebentos imberbes.

O resultado é esta mata colorida. 

Dela nascerão outros vasos e assim sucessivamente numa cadeia de nascimentos ditada apenas pela natureza.


Hoje, depois de um mês de chuva intensa, o sol raiou.

Pareceu-me este um quadro bonito, animador, uma mensagem de esperança. 

Pois a vida insiste, persiste em progredir.


Beijo 

Nina

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Pintei o cabelo




 Há 6 meses que não vou ao cabeleireiro, coisa pouca para quem nunca vai, uma eternidade para quem, como eu, ia todas as semanas. À quinta-feira, às 2 da tarde, lá estava eu. Nem precisava marcar. Tinha lugar cativo.

Geralmente, apenas lavava e secava e de lá vinha muito bem disposta com o resultado. Esclareço que tenho o que se pode chamar um cabelo horroroso. Muito fino, indomável e com tendência a encrespar. Se lavado em casa, aguenta-se 1 ou 2 dias, até que desisto de o domesticar, prendendo-o ou recorrendo a um qualquer artefacto que o deixa sempre mal.

Por isso, às quintas-feiras, às 2 horas, lá estava eu, entregue às mãos da Márcia.

De dois em dois meses dava um toque nas madeixas e cortava as pontas.

Mas isso era dantes. Antes da pandemia. Num intervalo da maldita, em Agosto, trataram-me do cabelo.

Depois, confinei.

O cabelo cresceu, as nuances dissiparam-se e  - confesso- uma manhã, ao espelho, desesperei.

Parecia uma zebra.

Às riscas.


Passei pela farmácia e comprei um produto hipoalergénico, sem amoníaco. 

Recomendava prévio teste. 

Atrás da orelha, 48 horas antes da aplicação.

Esperei 24 e não vi reação.

Apliquei.

A cor uniformizou medianamente.

Não gostei.

Mas ...

O pior estava por vir: dois dias após a aplicação, acordei com picor generalizado. 

Chato. 

Tomei um anti-histaminico e nem assim passou o incómodo.

Conclusão, acho que só de chapéu, gorro, boina ou carapinha assumida.


Beijo 

Nina



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Tudo amarelo

 Gosto muito do amarelo em múltiplas situações incluindo as flores.



Inesperadamente, sobrevivendo a inclementes chuvadas, flores amarelas têm brotado no meu terraço. Narcisos resilientes, aparecem em tufos.



Decidi, num intervalo da chuva, apanhar alguns e trazê- los para alegrarem o ambiente , dentro de casa.

Mas, olhando com atenção, descobrimos uma rosa. Amarela. A minha cor preferida no que às rosas diz respeito.

As roseiras haviam até já sido podadas, mas, está, determinada, decidiu desabrochar. Linda e amarela.


Foi o facto do dia.



Beijo 

Nina 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Isto vai acabar mal

 Acho que este confinamento será responsável por salvar muitas vidas, evitar muitos internamentos e , quando tudo passar, seremos gratos, mas também gordos.

Por mim falo que me entretenho na cozinha. 

A meu favor tenho o facto que gosto muito mais de fazer do que de comer.

Esta tarde, tarde de chuva ameaçando temporal, com esta cara assustador e, ao mesmo tempo, espetacular.




Foi tempo de doçuras.


Comecei com:

Compota  de mirtilos - 1kg rendeu 4 frascos e continuei com:


Marmelada, agora que já concluira que os marmelos tinham acabado.

A marmelada foi preparada na Bimby e, como sempre, saiu perfeita.

Tenho, pois, prateleiras bem abastecidas de conservas e doces.
Não exagerando na gula, temos gulodices para um ano.

Beijo 
Nina 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Ainda mais comida

 É o programa principal nos dias que passam, ainda mais quando eles , os dias, têm esta cara:



Nasceu assim, chuvoso e tristonho e assim promete prosseguir toda a semana.


Já arrumei a casa.

Já fiz o almoço.

Já almocei.

Já assisti a um episódio do El Chapo na Netflix.


Para intervalar, fui à cozinha e , de repente, apeteceu-me um Bolo Inglês.

Boa ideia!

Está no forno, com esta bela cara:




Além de bem parecido é imensamente perfumado.


Daqui por 30 minutos desenformo. Deixo arrefecer. E será sobremesa para o jantar.


Entretanto, tricotando, assisto ao Irlandês.


Beijo 

Nina 


sábado, 30 de janeiro de 2021

Mais comida


Comer. 
Comer diferente. 
Comer bem. 
Com moderação.
Procuro inspiração. 
Para comer bem, mas também para fugir ao óbvio, quando óbvios são os dias de confinamento.


Assim cheguei à Tarte de Camarão, a que agora se chama Quiche.

Foi-me servida numa altura em que nada sabia do mundo da cozinha.
Gostei tanto que pedi a receita.
Guardei-a, mas creio que nunca a repeti.
Hoje chegou a sua vez.


Na receita original, a massa era feita em casa, numa mistura de manteiga, farinha, água e sal. 
Uma trabalheira, enorme perda de tempo!
Pois se no supermercado está pronta, para quê sofrer?
Forrei a tarteira com massa quebrada, mas nada impede que seja folhada.
E passei ao recheio.

 Refoga-se uma cebola picada com azeite até que fique murcha. Junta-se 250g de camarão descascada até que fique rosado. Está pronto.
À parte faz-se um creme com 1/2 litro de leite e 2c.de sopa de farinha. Engrossa em lume brando.





Junta-se 1 pacote de natas e 3 gemas de ovo. Volta ao lume, mexendo sempre para engrossar.




Despeja-se o creme nos camarões. 
Coloca-a mistura na forma.
Polvilha-se com queijo ralado.
E forno com ele, até tostar.Está pronto.
E, tal como da primeira vez, voltei a gostar.
 Muito.

Beijo 
Nina



 

domingo, 17 de janeiro de 2021

Bolo de maçã

 

O bolo de maçã inspirou apetites e , com razão, porque é mesmo bom.




Então é assim:


Ingredientes


3 maçãs rainetas, descascadas, descaroçadas e cortadas em fatias

130g manteiga à temperatura ambiente

3 ovos

150g açúcar 

30g de brando ou v. Do Porto 

200g farinha

1 c. Chá fermento para bolos

1 pitada de sal

Açúcar para polvilhar 


Aquecer o forno a 180 graus.

Untar a forma com manteiga e polvilhar com farinha.

Bater a manteiga com o açúcar e juntar  os ovos. A seguir acrescentar o vinho. Depois a farinha com o fermento e o sal. Ligar bem.

Despejar a massa na forma e, por cima, colocar as fatias de maçã. Polvilhar com açúcar.

Assa cerca de 50 minutos.

Fácil, muito fácil.


O prato é lindo. 

Veio da Oficina da Formiga onde se encontram peças incríveis.




Beijo 

Nina