domingo, 7 de novembro de 2021

Sem empregada

Quando começou a pandemia e o confinamento nos foi imposto, dispensei a empregada que trabalhava comigo há anos. Na altura imaginava que seria uma situação temporária que ultrapassaríamos com a chegada das vacinas. E assim conversámos e assim combinámos. Restringi os contactos ao mínimo dos mínimos e até as compras do supermercado me eram deixadas à porta por funcionários tão espavoridos quanto eu.


Entretanto fomos quase todos vacinados e a hipótese de retomar as antigas rotinas - leia-se, admitir a presença de uma empregada, tornou-se profundamente incómoda. Teria que ser uma pessoa diferente dado que a a antiga, por razões várias, ficara indisponível.


A perspectiva de uma estranha a quem teria de mostrar o que dela esperava, a partir do zero, definitivamente não me agradava, não me apetecia ... nem de graça. Conquistei esta autonomia tão boa, esta privacidade tão preciosa que - está decido! - não quero empregada.

É claro que esta independência tem custos! É claro que o quotidiano exige , em média, 2 horas que dedico às lides domésticas. Não há como negá-lo! Mas tenho aprendido tanto, tenho desenvolvido uma capacidade de organização que não suspeitava possuir. Todos os dias faço descobertas. Todas elas no sentido de facilitar a vida sem abdicar de uma casa limpa e confortável, onde se está bem, se come bem e onde há tempo para tudo.


Eu que tão arredada tenho andado do blog, senti , de repente, o chamamento. Voltei. Sabia que ia voltar. Não me enganei.


A maioria das mulheres  vive esta realidade desde sempre, bem sei. Só para mim é novidade. Ainda assim acho que poderei partilhar dicas que facilitam o dia a dia e desdramatizar tarefas comezinhas que roubam qualidade ao nosso tempo. 

É o que tenciono fazer, sem pretenões de quem está a descobrir a pólvora. Pelo contrário, fico à espera de sugestões de quem, seguramente, é muito mais competente do que eu.


Beijo

Nina 

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Foi no Algarve…

 … em Tavira, no restaurante Pátio, que, nas entradas provei esta maravilha:



Trata-se de queijo chévre, ligeiramente aquecido, regado com mel e polvilhado com amêndoas picadas. Acompanhado por finas fatias de pão algarvio, é divino. 

Vou repetir a experiência sublime . Muitas vezes.




segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Marmelada

 






Outono sem marmelada não é Outono.

Portanto comprei 3 quilos de marmelos e esta tarde dediquei-me à doce tarefa de fazer a marmelada que vai durar o ano todo, até ao próximo Outono. Gosto de a comer à sobremesa acompanhando queijo. Em quantidades muito reduzidas, porque não morro por doces..

Ainda hoje, no Instagram me referi com certo azedume, à Bimby que acusei de desrespeitar a tradição culinária. Mantenho o que disse, mas como não há regra sem exceção, no caso, a exceção é a marmelada que fica uma perfeição cozinhada na D. Bimby.

Ainda me lembro de ver a minha mãe preparando marmelada . Era um calvário. Descascava os marmelos que depois de cozidos eram reduzidos a puré usando um passei-te. Depois vinha a fase escaldante em que o puré fervia com açúcar, expelindo golfadas que queimavam horrorosamente. Era uma operação terrivelmente complicada que seguramente me recusaria a fazer.

Com a Bimby é toda uma facilidade.

Eis a minha marmelada, prontinha a ser degustada.

 Missão cumprida.

Com sucesso.


Beijinhos 


Nina

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Pronta!


Encantei-me com uma blusa/camisola que vi no Instagram ou no Pinterest e como estou numa fase disposta à aprendizagem, procurei no YouTube e encontrei a explicação para o ponto, uma série de torcidos com um efeito imensamente giro.

Achei que dada a estação do ano, supostamente quente, não conseguiria levar o barco a bom porto e que apenas no Inverno teria condições para a terminar.
Ainda assim, comprei o fio só para ir treinando o ponto.
Afinal o Verão saiu esta bodega de tempo, com frio, nortada, nevoeiro e chuva, ambiente propício ao tricô.

Modéstia à parte, mas é que ficou mesmo bem.

É favor observar:













Pronta muito mais depressa do que eu imaginava porque trabalhei com agulhas com número acima ao indicado no fio.
Gosto muito!

Beijinhos
Nina


quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Blusinha, lindinha, fofinha de crochê

 Independentemente de ser moda ou não, acho graça às blusinhas de tricô. Blusinhas, disse e repito, porque o tricô tem a irritante mania de não parar de crescer. Sei-o porque já provei na carne o veneno - vai uma pessoa tricotar uma túnica e, à terceira vez que a veste, tem um vestido a tapar os os joelhos. À quinta, tem um traje loooongo. Depois, para resolver esse crescimento endiabrado o remédio é acessível, bastando lavar a peça para que ela retome as proporções para que foi criada. Mas não deixa de ser chato, porque saímos de casa com uma blusa e regressamos com um vestido tocando os calcanhares.

 A sério que não estou a exagerar.




Posto isto, é claro que sou comedida e prudente nos projetos.

Esta blusinha, por exemplo, parece-me linda e inocente sem pretensões a desmedido crescimento, tanto mais que a sua estrutura não o permite.

Se bem repararem é constituída por granny squares, os bons e velhos quadradinhos da avó, que ligados entre si, presos por costuras, não terão veleidades de grandezas. Se gostam, é fazer!

Depois, aquela carreirinha final de pompons dá-lhe uma graça que só ela.

Pessoalmente estou deveras inclinada a iniciar esta proposta -- veio direitinha do PINTEREST.

Se aí por casa abundam restos de algodão, ponham mãos à obra e quem acabar primeiro vem aqui mostrar.

 Vale?


Vou só ali acabar uma manga de uma camisola/blusa cor de rosa que teima em não me sair das mãos.

 A seguir, vou-me a esta linda, inocente e colorida blusinha ,  desafio irresistível.


Beijo

Nina

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

A dona de casa quase (im)perfeita

Durante toda a minha ausência, muito mudou na minha vida, a começar pelas mais comezinhas tarefas diárias que passei a assumir sem ajuda externa - internamente, digamos, que tenho algum (pouco, pouquinho) apoio, mas tenho.
Portanto, tarefas que sempre deleguei, passaram para o meu controlo, o que, nem sequer foi muito mau (a sensação de não haver estranhos dentro de casa é reconfortante ... mas cada um sabe de si!).
A cozinha sempre foi tarefa da minha responsabilidade e pouco ou nada mudou.
As limpezas é que mudadaram em absoluto. Eu, que por medo, deixei de frequentar o ginásio, pratico dentro de portas, se é que entendem o que quero dizer. E nem é muito mau. É acima de tudo uma questão de organização e de disciplina para evitar limpar o que está limpo. Em suma, sinto-me autónoma, ginasticada e moderna. Que mais posso eu desejar?
Neste contexto, comecei a seguir obsessivamente sites sobre gestão doméstica, aprendi truques, apontei dicas, abasteci-me de material inovador e , a dizer a verdade, sinto-me quase "uma competência".
Quase ...
Porque ele há detalhes que me maçam! 

Por exemplo ...




As portas de vidro da cabine do duche!

É de mim ou são mesmo chatas?
Para apresentarem o aspeto cristalino que se lhes exige, não dispensam limpeza diária após cada utilização. Não! Exigem spray anticalcário e o diabo a quatro. 
Sim ou não?
Sou eu que não domino a técnica ou é mesmo incontornável a operação limpa vidros/ anticalcário?
Help! Help me! 
É que estou quase a utilizar outro duche com cortina!
De certeza que existe um método mais simples para deixar a coisa apresentável.
Vamos lá conversar.
Sou toda ouvidos!

Beijo
Nina

sábado, 7 de agosto de 2021

Sábado, dia de coisas boas

 O meu dia é o sábado. 

Se coisas boas me estão reservadas, ser-me-ão entregues num sábado seja uma alegria pueril, seja a chegada grandiosa de um D. Sebastião, que, com ou sem nevoeiro, ocorrerá num sábado. 

Para ser bom, de tão especial, nem precisa de qualquer ocorrência. 

Ser sábado já lhe basta a garantir as mais deliciosas 24 horas de toda a semana.

E hoje é, está a ser sábado.

Tive estrelinhas e sininhos, passarinhos a cantar, vinho branco gelado e peixe fresquíssimo num almoço reencontro. Com amigos do coração, afastados desde o início da peste. Não abracei nem beijei. Ainda não. Mas a luz inundou a nossa bolha, deu brilho aos olhos, música à conversa e a proximidade foi uma prenda preciosa.

Tinha que acontecer num sábado.

É aproveitar, porque até ao fim do dia todos os milagres podem ocorrer.

Imprescindível, porém, esta desmesurada fé . Igualmente a vontade firme, já que, não duvido, fé e querer movem montanhas. Eu aqui a comprová-lo, degustando a mais pura felicidade. 

Ninguém me convence do contrário - as melhores coisas do mundo só podem acontecer ao sábado.

Feliz sábado.

Beijo 

Nina