segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Segunda-feira, de novo!

Há quem desenvolva forte embirração pela segunda-feira e com razão, pois significa o regresso ao trabalho, às rotinas fora de casa que nem sempre são gratificantes.
Aliás, na minha perspetiva , raramente são.
As  tais rotinas.
O meu lugar preferido é em casa. Desde que sem limitações. Gosto de estar, de trabalhar, de descansar em casa. Daí que as segundas-feiras não ensombrem o meu humor.
Dias virão em que será normal, banal, trabalhar a partir de casa, de uma forma generalizada e não excepcionalmente como hoje acontece.

Há tempos, recebi um e-mail convidando-me para participar num programa televiso - desses que passam durante a tarde e que devem ter chegado a mim através do blog ... - para dar o meu testemunho sobre a "aberração" que é ser (apenas) dona de casa.
Imediatamente respondi que não, que era a pessoa menos indicada para defender o tema, uma vez que, do fundo da alma, toda a vida achei que ser dona de casa, sendo dona da (minha) vida, é uma tarefa muito gratificante (da qual, com grande pena, não pude usufruir) - porque precisava de ganhar o meu próprio dinheiro e só o conseguia trabalhando fora.
 Acabei por não aceitar o convite, não cedendo à insistência da minha interlocutora, por razões várias, entre as quais oa obrigatoridade de me deslocar a Lisboa.

Não preciso sequer de companhia. Sei estar sozinha comigo sem dramas. Aliás considero-me uma excelente companhia.
A liberdade que é não ter horários não tem preço.
E escolher as companhias, tão pouco - lembro bem todos os "sapos" que engoli.
E que não me deixaram boas recordações.

De modo que, voltando ao início de conversa, segunda-feira é bom.
É recomeçar.


Mimos ...

... às orqídeas que começam a florir.

Transplantar begónias ...

Rapidamente agradecerão o carinho.

Agendei para hoje umas atividades de jardinagem - mudar dois vasos que precisavam de um contentor maior e apliquei estacas nas minhas orquídeas que depois de um longo período de hibernação, mostram que vão florir não tarda nada.

A bola de carne transmontana promete e cheira muito bem.

Ao bolo juntei desta vez côco e mirtilhos.
Já provei. Nunca falha. Está ótimo.
Na cozinha houve igualmente grande atividade - logo a seguir ao almoço preparei o bolo da praxe (de iogurte, claro, desta vez com côco) e aventurei-me na preparação de uma bola transmontana, de que muito gosto, mas que, até ao momento me tinha limitado a comer.
Uma amiga facultou-me a receita e logo veremos como me saí.


Comecei novo projeto - uma camisola/ topdown num fio matizado

Diria que este modelo é como o bolo de iogurte - nunca falha ...

Sucesso garantido!

Do fim de semana que foi muito bom - tenho esta mania de gostar ...- ficaram dois ou três filmes, muita leitura, muito chá, um almoço perfeito em Eiras ( já mostrei no Instagram) e também muito tricô junto à lareira acesa.
Nada de especial, portanto.
Apenas o suficiente para eu ser feliz.

Beijo
Nina

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Passou!

Passou!
Acabou!
Foi-se!
A maluqueira, a impossibilidade de comentar.
Assim como se instalou, vindo do nada, assim sumiu, desvanecendo-se no ar.
Já estou de novo  senhora da situação.
Poderosa!
Comentando.
Novamente.

Beijo
Nina 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Comentários

Estou aqui que não posso.
Explico:
Não consigo deixar comentários nos blogues que visito.
Só eu ou mais alguém sofre do mesmo mal?

Expliquem-me!
Beijo
Nina 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Sempre o mesmo bolo ...



Sempre o mesmo bolo, o de iogurte,  mas sempre um bolo diferente.

Desta vez com sabor a laranja e coberto com tiras de fruta cristalizada.






Este bolo é,  por assim dizer, o bolo perfeito  por vários  motivos:

- É  siimplicissimo. Não  exige ingredientes complicados, apenas o iogurte, açúcar,  ovos, farinha com fermento e óleo  que pode ser substituído por manteiga. Nada daquelas coisas modernas e esquisitas, daquelas que quase ninguém  tem em casa, daquelas que imediatamente  me fazem passar a vontade de fazer o bolo.

- Faço-o na Bimby, porque é  rápido  e porque assim dou uso à  maquineta.

-Resulta num bolo fofo, pouco doce, agradável  até  para quem, como eu, não  delira com doces. Este combina lindamente com chá  e até ao pequeno-almoço  (café da manhã ) com uma fatia de fiambre ou de queijo.

- Assa em 30 minutos. Espera 10 para ser desenformado.

É  tudo.

A receita está no site da Bimby, sem segredinhos, sem mistério.

Num dia como o de hoje, particularmente  horrível  com chuva permanente e frio agreste, só  uma fatia deste docinho animará a minha tarde.

Beijo
Nina

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

É obrigatório, incontornável ...



Refiro-me a não desperdiçar comida.
É obrigatório.
Imperativo aproveitar.
Sempre o fiz, mas agora tenho verdadeira repulsa em deixar sobras no frigorífico esperando, esperando, esperando até ficarem velhas, intragáveis.

Tenho a certeza que felizmente não estou sozinha nesta preocupação. E não se trata apenas de uma questão econômica. Não!
É também um problema social.

Não pretendendo dar lições a quem quer que seja, mas partilho a minha estrtégia;

Procuro cozinhar apenas uma vez por dia, normalmente ao almoço, em quantidade que chegue para o jantar - refeição sempre mais leve, sempre mais frugal, com insistência numa boa sopa e numa sobremesa de fruta. Procuro preparar a quantidade certa, mas nem sempre o consigo. E, às vezes sobra.É então que "o problema" das sobras se coloca.
Sei de quem junte sobras para, num dia da semana, fazer uma refeição com elas. Pode até ser boa ideia quando os comensais são vários. Não é o meu caso.
Então, faço todos os possíveis para despachar de imediato - quanto mais depressa, melhor - os chamados "restos".

Dou um exemplo recentemente ocorrido.
Tinha temperado 4 filetes de pescada (pequeninos) que seriam, só por si, uma refeição.
Acontece que, dos 4 sobraram 2.
Acontece ainda que não é possível "aquecer" filetes de pescada - jáexperimentei e ficaram intragáveis.

Lembrei-me da açorda, da velha e deliciosa açorda:

- Tinha pão;
- Tinha alhos;
- Tinha molho de tomate (deliciosamente caseiro);
- Tinha o peixe desfeito em lascas;
- Tinha uma mão cheia de camarões congelados, tinha salsa e tinha ovos.



Foi um instante ...

Cozi os camarões.
Com a mesma água amoleci o pão ...

Fritei os alhos, juntei o molho de tomate, acrescentei o pão...



Depois o peixe e os camarões.
Escalfei dois ovos e salpiquei com salsa picada.

Não deu nenhum trabalho.
Não sujei louça - usei apenas este tacho ...
Ficou muito bom - só por si uma refeição...
E, o que é mais importamnte, lá se foram os restos.

Repito, apenas sugiro, apenas partilho a minha experiência.
Apenas!

Beijo
Nina


domingo, 27 de janeiro de 2019

Supermercados, Lidl, Aldi, narcisos, jacintos e salsa ...



Gosto de passar pelo Lidl à segunda e à quinta-feira, dias em que chegam novidades.
Hoje, para além das novidades, fui abastecer-me com uma lista de compras que vou elaborando à medida que dou por falta dos artigos - nada de confiar na memória que, invariavelmente, falha.

O Lidl agrada-me pela dimensão - é pequeno, mas tem tudo e o estacionamento nunca está lotado.
Quando o visitei pela primeira vez, quando apareceu em Portugal,  detestei. Achei pobre e mal arrumado. Detestei de tal forma que não repeti a visita.
 Entretanto evoluiu.
Atualmente tem todos os produtos essenciais, muitos deles  da própria marca - adoro os detergentes - e está muito bem servido de afáveis funcionários e muito bem organizado.

Esta é uma marca alemã presente em grande parte dos países europeus. Gosto muito de o visitar quando viajo de carro, lá por fora, assim como quem visita uma loja de roupa, eu visito o Lidl.
Os melhores são os alemães. Verdadeiramente sensacionais. Neles está refletido o modo de vida do seu povo.
Melhor, só os mercados de rua, esses encantadores mesmo.

Entretando,  uma nova marca, ao que sei, semelhante, chegou - o ALDI!
Não conheço ainda, até porque existem poucos e nenhum perto da minha casa.

Devo retificar - não conhecia, porque, entretanto dei de caras com um, bem perto da praia por onde faço as minhas caminhadas.
É um edifício novo e a sua natureza bastante semelhante ao Lidl, com produtos da própria marca e uma oferta bastante satisfatória. Pretendo voltar.

Hoje, do Lidl,  para além das compras em agenda, trouxe esta gracinha para enfeitar o peitoril da minha janela.

Um arzinho de Primavera - são narcisos e vão florir em breve!


Para alegrar os meus olhos e os meus dias.


Devo esclarecer que o texto que acabaram de ler foi escrito há uma semana e guardado como rascunho.
Entretanto coisas  aconteceram e estou a atualizá-lo:


Os narcisos cresceram e floresceram.
Deixaram o peitoril da janela e instalaram-se nesta mesa de apoio em frente ao sofá.

São maravilhosos.
Aqui, sem o sol direto vão conservar-se mais tempo


Ontem, também do Lidl, trouxe novo abastecimento:

São jacintos, jacintos rosa.

No peitoril da janela recebem sol direto.
Brevemente desabrocham .
Brevemente perfumarão a casa e a vida.



No terraço, esta tarde de domingo, sem chuva, plantei duas embalagens de bolbos. Creio que são narcisos e que em breve darão um ar da sua graça, transformando o meu terraço num local muito lindo.
Os narcisos têm a agradável particularidade de serem muito resistentes, ressuscitando cada Primavera sem que os retire do solo quando passa a floração.
Semeei ainda um pacote de salsa, uma ervinha que uso frequentemente e que também resiste aos rigores do clima. Além da salsa, cultivo com sucesso o alecrim, indispensável nos meus assados.

Foi a minha primeira intervenção no terraço, este ano, mas, agora que caminhamos para a Primavera, vou dedicar-me mais atentamente a esse meu espaço florido.

Terminada a sessão de jardinagem, começa o período de relax - tricô, televisão e, daqui a pouco, chá com bolo de limão.

Tenham um feliz domingo.

Beijo
Nina


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O grande "porquê" ...






Falo de tricô!
Falo por mim!
Porque tricoto?
Porquê?

Tricotar requer tempo, vagar, porque tricotar por empreitada é tarefa penosa.
Tricota-se como e quando apetece.
Apenas!
A mim apetece-me todas as noites de Inverno, ao serão - lareira acesa, TV ligada e tricô nas mãos.

Tricotar exige alguma prática e muita insistência, porque ninguém se inicia nesta arte tricotando bem, tricotando de forma aceitável.
Ninguém!

É preciso insistir, persistir, treinar, para que o ponto saia certinho, bonitinho.
Depois, há meia dúzia de regras a interiorizar - aumentos, diminuições, cavas, decotes e um ou outro ponto de fantasia.

Além disso, indispensável se torna a execução da amostra - oh! coisa chata, oh! perda de tempo! Estar uma pessoa ali, ávida para começar, perdendo tempo na incontornável amostra - a que ditará a dimensão correta, sem a qual grandes desastres, terríveis desastres podem ser antecipados.

Acresce a tudo isto que é preciso comprar fio e agulhas. Que não são propriamente baratos.

Contas feitas, fica muito mais barato, resulta muito mais prático, proporciona imediato prazer, comprar feito! Seguramente!

Vai uma pessoa a uma qualquer loja e confronta-se com montanhas, catadupas de malhas dando sopa, esperando quem as vista e as desfrute.
Tudo prático. Tudo imediato. Tudo barato, tudo na onda do use e deite fora. Do descartável. Porque foi barato. Porque o prejuízo é residual.

Mas...

Ainda sim, tricoto!


Tricoto porque se puder fazer, não compro - e não é uma questão de dinheiro, pelo contrário...

Vou casando as (muitas) camisolas com o que me apetece e gosto da originalidade, do modelo provavelmente único.

Enquanto este frio polar persistir, nenhum programa me arrebata tanto quanto a sessão noturna de tricô que, suponho. em breve terminará, pois, infelizmente, lãs e calor não coabitam na minha pessoa.

Até lá, tricoto.
Dentro das minhas limitações, é certo.
Mas tricoto.
Alegremente.
Indiferente aos preços mais em conta, indiferente às pechinchas, indiferente à variedade da oferta, tricoto. Tricoto sempre.

Beijo
Nina (a feliz aprendiz de tricotadeira)