quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Tudo amarelo

 Gosto muito do amarelo em múltiplas situações incluindo as flores.



Inesperadamente, sobrevivendo a inclementes chuvadas, flores amarelas têm brotado no meu terraço. Narcisos resilientes, aparecem em tufos.



Decidi, num intervalo da chuva, apanhar alguns e trazê- los para alegrarem o ambiente , dentro de casa.

Mas, olhando com atenção, descobrimos uma rosa. Amarela. A minha cor preferida no que às rosas diz respeito.

As roseiras haviam até já sido podadas, mas, está, determinada, decidiu desabrochar. Linda e amarela.


Foi o facto do dia.



Beijo 

Nina 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Isto vai acabar mal

 Acho que este confinamento será responsável por salvar muitas vidas, evitar muitos internamentos e , quando tudo passar, seremos gratos, mas também gordos.

Por mim falo que me entretenho na cozinha. 

A meu favor tenho o facto que gosto muito mais de fazer do que de comer.

Esta tarde, tarde de chuva ameaçando temporal, com esta cara assustador e, ao mesmo tempo, espetacular.




Foi tempo de doçuras.


Comecei com:

Compota  de mirtilos - 1kg rendeu 4 frascos e continuei com:


Marmelada, agora que já concluira que os marmelos tinham acabado.

A marmelada foi preparada na Bimby e, como sempre, saiu perfeita.

Tenho, pois, prateleiras bem abastecidas de conservas e doces.
Não exagerando na gula, temos gulodices para um ano.

Beijo 
Nina 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Ainda mais comida

 É o programa principal nos dias que passam, ainda mais quando eles , os dias, têm esta cara:



Nasceu assim, chuvoso e tristonho e assim promete prosseguir toda a semana.


Já arrumei a casa.

Já fiz o almoço.

Já almocei.

Já assisti a um episódio do El Chapo na Netflix.


Para intervalar, fui à cozinha e , de repente, apeteceu-me um Bolo Inglês.

Boa ideia!

Está no forno, com esta bela cara:




Além de bem parecido é imensamente perfumado.


Daqui por 30 minutos desenformo. Deixo arrefecer. E será sobremesa para o jantar.


Entretanto, tricotando, assisto ao Irlandês.


Beijo 

Nina 


sábado, 30 de janeiro de 2021

Mais comida


Comer. 
Comer diferente. 
Comer bem. 
Com moderação.
Procuro inspiração. 
Para comer bem, mas também para fugir ao óbvio, quando óbvios são os dias de confinamento.


Assim cheguei à Tarte de Camarão, a que agora se chama Quiche.

Foi-me servida numa altura em que nada sabia do mundo da cozinha.
Gostei tanto que pedi a receita.
Guardei-a, mas creio que nunca a repeti.
Hoje chegou a sua vez.


Na receita original, a massa era feita em casa, numa mistura de manteiga, farinha, água e sal. 
Uma trabalheira, enorme perda de tempo!
Pois se no supermercado está pronta, para quê sofrer?
Forrei a tarteira com massa quebrada, mas nada impede que seja folhada.
E passei ao recheio.

 Refoga-se uma cebola picada com azeite até que fique murcha. Junta-se 250g de camarão descascada até que fique rosado. Está pronto.
À parte faz-se um creme com 1/2 litro de leite e 2c.de sopa de farinha. Engrossa em lume brando.





Junta-se 1 pacote de natas e 3 gemas de ovo. Volta ao lume, mexendo sempre para engrossar.




Despeja-se o creme nos camarões. 
Coloca-a mistura na forma.
Polvilha-se com queijo ralado.
E forno com ele, até tostar.Está pronto.
E, tal como da primeira vez, voltei a gostar.
 Muito.

Beijo 
Nina



 

domingo, 17 de janeiro de 2021

Bolo de maçã

 

O bolo de maçã inspirou apetites e , com razão, porque é mesmo bom.




Então é assim:


Ingredientes


3 maçãs rainetas, descascadas, descaroçadas e cortadas em fatias

130g manteiga à temperatura ambiente

3 ovos

150g açúcar 

30g de brando ou v. Do Porto 

200g farinha

1 c. Chá fermento para bolos

1 pitada de sal

Açúcar para polvilhar 


Aquecer o forno a 180 graus.

Untar a forma com manteiga e polvilhar com farinha.

Bater a manteiga com o açúcar e juntar  os ovos. A seguir acrescentar o vinho. Depois a farinha com o fermento e o sal. Ligar bem.

Despejar a massa na forma e, por cima, colocar as fatias de maçã. Polvilhar com açúcar.

Assa cerca de 50 minutos.

Fácil, muito fácil.


O prato é lindo. 

Veio da Oficina da Formiga onde se encontram peças incríveis.




Beijo 

Nina

Desastres e sucessos

 Na cozinha, como em todas as áreas da vida, nem tudo são rosas. Não. Ocorrem, inesperadamente desastres. Referindo-me ao mais recente, exponho a prova:



Este pãozinho/ tijolo. Deu-lhe para não levedar, embora tenha seguido à risca o procedimento habitual. Porquê? Não sei. Este é apenas mais um dos enigmas com que tenho de viver. 

Foi grave, muito grave mesmo, visto que seria servido ao pequeno almoço de hoje ( como foi, disfarçado de torradas.)

Por outro lado, do mesmo forno que produziu a anterior aberração, saiu este singelo, fofo, perfumado, apetitoso bolinho de maçã.




Um sucesso.


Estão bem?

Cuidem-se. Fiquem em casa. Façam pão e bolos.

Bom domingo.


Beijo 

Nina

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Metendo as mãos na massa

 Ontem foi dia de meter as mãos - as luvas - na massa - na terra. 

Plantei bolbos que prometem mundos e fundos para a próxima Primavera. 

A ver vamos.

Os bolbos aguardam vida enquanto repousam junto a um muro. Pareceu-me local adequado, decidi eu do alto da minha quase total ignorância.



Este picar, sachar, arrastar a terra, cobrir os bolbos são tarefas que merecem retorno, que isto só é apenas giro nos romances.
Ao vivo, deixam entre outras sequelas , profundo desconforto "nas cruzes"

 

Está visto que exagerei na compra. 
Mais olhos que barriga, dá nisto - cava que cava, laralalai!


Ufa! Terminei!


Vamos agora às couves!

Observei as couves com olhos de  águia, à cata de lagartas, bichos vorazes que reunindo a família se empanturram com a verdura. Implacável, aniquilo-as à unha que aqui, nunca, jamais, em tempo algum entrarão pesticidas. A seguir retiro folhas velhas e mentalmente conversamos:

- Então a promessa de couves para o Natal?

- Então? 

- Suas mirradas!

Assumo que não será este o ano com  ceia de  couves caseiras. São jovens e eu inexperiente- há que dividir responsabilidades.

 Lá chegaremos!


Mesmo ao lado num canteiro improvisado crescem alhos, prometendo colheita farta.

 É dar-lhes tempo.

Depois ...

Também podei . Podei arbustos .

Até que  o cansaço  se apoderou de todos os meus músculos, mesmo daqueles que não sabia possuir.


Com botas cobertas de lama, suja da cabeça aos pés decidi parar.

Roupa e botas são as da quinta, quando viro camponesa.

 Transformo-me, irreconhecível.

 Também por dentro que a libertação é então absoluta. 

Terapêutica. 

Curativa.


Beijo

Nina