terça-feira, 21 de abril de 2015

Já percebi!


Os meus leitores em particular e todos os portugueses em geral estão com os nervos em franja, numa aflição sem tamanho, esperando o confronto entre o David e o Golias que, logo à noite, terá lugar!
Refiro-me ao FCP / Bayern de Munique!

Pois não é que o FCP venceu o gigante, cá no Porto, por 3 - 1, na última quarta-feira?

Diz quem viu que foi um jogo magnífico e eu, que não percebo nada de futebol, acredito e fico muito contente, se, em alguma   coisa, vencermos os alemães!

Calculo que os aficionados se encontrem em retiro espiritual, num esforço conjunto para reunirem energia positiva que, de algum modo, magnetize "os rapazes". 
E digo-o porque hoje quase não tive visitas.
Já cá vim umas poucas de vezes para ir respondendo aos comentários - como sempre faço, a fim de evitar avalanches que me fogem ao controlo - e que vejo?
-Nada!

Não faz mal! Se é para inspirar os nossos meninos, perdoo a ausência.
Logo hoje que tinha na manga uma sugestão absurdamente divina.
Esta:


Uma  comidinha irresistível - batatas a murro, grelos salteados e posta mirandesa.
Até quem, como eu, foge à carne vermelha, dará por bem empregue o pecado!
Uma coisa assim tipo - Se é para pecar, que seja em grande,  por algo que valha a pena!
Esta "coisa", vale! Garanto!
Foi na Brasserie dos Clérigos, no jantar de sábado!


À sobremesa, cheesecake de maracujá!

E pronto!
Para fechar com chave de ouro a recordação de um jantar sublime, era só o Porto, esta noite,  eliminar os alemães.
 Please!
 Se faz favor!

Beijo
Nina

segunda-feira, 20 de abril de 2015

É sempre possível melhorar!

É sempre possível melhorar a decoração das nossas casas, muitas vezes sem necessitar de compras, de artigos novos, de despesas.
É só saber sentir a casa, estar atenta, olhar para o espaço com olhos de ver.
Uma alteração aqui, uma mudança ali, e o nosso mundo ganha vida, ganha vitalidade.
Considero-me atenta e, por isso, a mudança ocorre permanentemente.

Hoje, por exemplo, do jardim da casa dos meus pais, trouxe uma maravilhosa orquídea amarela.
Decidi-me pela sua colocação no meu quarto, muito embora se diga que não é espaço para flores.
Que não seja.
Ficou lindo!


É apenas um ramo, um cacho de incríveis flores amarelas.

Misturei-as com uns raminhos "verdes" e, sobre uma cómoda, iluminam todo o quarto.
Tive de intervir no local mais crítico de toda a casa, um vão que existe no cimo das escadas, que, por ser sombrio, mata todas as plantas, mesmo as que toleram sombra, como a avenca.
Pois a minha linda avenca começava a secar. Acudi-lhe a tempo. Cortei as folhas secas e mudei-a para o "hospital", uma zona envidraçada que simula o ambiente de uma selva tropical.
Lá tudo se revigora, tudo se cria, tudo cresce.


No lugar da avenca, este clorofito ...

... uma das plantas mais resistentes que conheço.
Pega de estaca e aguenta tudo - excesso de rega, seca, e o que mais vier.
Ainda por cima é bonita, com as suas folhas lustrosas e o monte de "filhotinhos" que vai oferecendo.

Na sala, mudei tudo!
As orquídeas que enfeitavam a mesa dos sofás, juntaram-se num só cachepot, com muita graça, muita elegância:


Sobre uma cómoda, num canto da sala.
Esta cómoda - informo - tem os dias contados!
Não me vou desfazer dela.
Vou pintá-la!

E vai ganhar alma nova!
A hidrângea branca, baixinha e gordinha, passou para a mesa de apoio.

Um arranjo que muito me agrada.
Gosto deste tipo de composição em que as flores têm hastes curtas, não mostrando o caule.

Funcionalmente, são perfeitas, já que não impedem a visão da TV.
São plantas com floração muito duradoura e resistentes ao ambiente do interior da casa.
Se começarem a apresentar sinais de debilidade, mudam-se imediatamente para o exterior, que recuperam num instante.
Enquanto florescem, enchem a casa - e a alma - de alegria, por pouco dinheiro.
Amanhã vou comprar mais!

Beijo
Nina

domingo, 19 de abril de 2015

Bolo de maçã, uvas passas e vinho do Porto

Ontem, dei notícias dele, do seu excelente aspeto e do perfume inebriante.



À saída do forno, apresentava-se assim:
Assadinho e já completamente descolado da forma.
 Não deu a menor luta:


Foi só colocar um prato sobre a forma, virá-la, que o bolinho saiu que foi uma beleza.
 Quando o fotografei, ainda muito quente, não era aconselhável cortá-lo. melhor esperar que arrefecesse e, então, sim, foi testado.

Agora, provado e aprovado, espera, coberto - para que não seque - pelas investidas gulosas.
 Para o preparar, tudo muito simples:

- 200 g de açúcar amarelo, farinha para bolo e manteiga
- 5 ovos
- 150 g de uvas passas + 2 maçãs cortadas em fatias finas + 1 cálice de vinho do Porto
- 1 colher de sopa de fermento + raspa da casca de 1 laranja


A textura é deliciosa, nada seca, entremeada por rodelas de maçã e uvas passas.


Preparação:

- Bate-se o açúcar com a manteiga derretida;
- Juntam-se os ovos, um a um, sem nunca parar de bater;
- Acrescenta-se a raspa de laranja + as uvas passas + o vinho do Porto
- Aos poucos, adiciona-se a farinha com o fermento;


Despeja-se a massa em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Sobre a superfície, dispõem-se as fatias de maçã.
Vai ao forno - previamente aquecido - a 180 graus e coze cerca de 50 minutos.

Aqui têm! Sem segredos!
Agora é experimentar e, por favor, darem-me conta do resultado.

Quem for já para a cozinha, terá bolinho para o jantar de domingo.

Beijo
Nina

sábado, 18 de abril de 2015

Eu fui ao jardim da Celeste ...

Eu fui ao jardim da Celeste ...
Não fui, mas até parece que fui!

Fui a Cerveira e fiz compras na D. Carolina.
A D. Carolina vende fios, agulhas, dedais e coisas que tais.
A D. Carolina conhece-me muito bem e é minha fornecedora há muito tempo.
Vende barato em relação às lojas, o que não a impede de tentar aldrabar-me sempre que a ela faço compras.
Aldrabice modesta, diga-se. Insignificante. Mas, inevitável. Está-lhe no sangue, diria. E, nem que sejam 0.50€, tenta sempre, mas sempre, que a coisa pegue.
Suponho que neste jogo é esperado que eu regateie. Mas, distraida,  esqueço-me e pago, para desconsolo da D. Carolina.
Hoje, porém, não!
Hoje, fiz finca pé!
- 2,5€ pelo fecho? É caro! Na semana passada paguei apenas 2!
A D. Carolina rapou da experiência de anos a aldrabar a malta e tentou embrulhar-me.
Ameacei-a:
- Eu pago, mas se encontrar mais barato, nunca mais lhe compro nada.
A D. Carolina tremeu.
Temeu!
E fez-me desconto, por ser para a menina que é minha freguesa habitual!

Poupei 0.50€ e acho que a D. Carolina ficou felicíssima por ver que, finalmente, entrei no jogo.

Depois, almoço.
Escandalosamente delicioso!
Obrigada, meu Deus, pelo metabolismo fabuloso com que equipaste este meu corpinho que, a comer assim, poderia muito bem ser CORPANZIL!

A seguir, umas comprinhas!
Flores! Flores lindas para alegrarem as minhas vistas.


Uma hidrângea branca - a minha cor preferida!

E rosinhas vermelhas ...

Para a minha janela, que, desconfio, é a mais bonita da rua!

Para que o clima em casa ficasse perfeito, só faltava o perfume de um bolo.
Pois, fi-lo:

Acabadinho de sair do forno!
Com maçãs, vinho do Porto e uvas passas.


Cheira muito bem e promete ser excelente companhia para o chá matinal.

Foi trabalho, mas não parece. Parece muito mais ter sido lazer. Que é o que parece o trabalho quando se faz com prazer.

Tenham um bom resto de sábado.

Beijo
Nina

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Será psicológico?


Já me aconteceu ir ao médico, por causa de uma mazela qualquer e, do ilustre clínico, receber o diagnóstico:

- É psicológico!

Esta uma resposta   em que cabem todas as possibilidades, todos os mistérios não deslindados.
É claro que acredito na primazia do espírito sobre a matéria, mas, às vezes, sabia-me bem receber uma explicação mais sólida, mais baseada em factos, em teorias comprovadas. 
Só que - já se sabe ... - resposta objetiva para cada questão é um sonho eternamente perseguido.
Por isso, quando a lógica não me satisfaz em termos de explicação, também eu recorro ao chavão:
- É psicológico! Onde cabem todas as dúvidas não esclarecidas, todos os mistérios insondáveis.

Toda esta introdução filosófica / científica para falar de  ... arroz!

Pois então!

ARROZ!!!

Que quem dele gosta como eu compreende a pertinência da questão!

Tenho um tacho especial para preparar arroz.

Este:

Um legítimo Le Creuset, o rei, o imperador incontestável de tachos e panelas!

Pois, fazendo jus ao seu escandaloso preço, este meu tachinho prepara um arroz único, um arroz dos deuses.
Nele, verto azeite - não utilizo óleo - onde frito cebola picada. Esclareço que "picada" é à moda de dona de casa e não de chef que a corta milimetricamente! Pode ser assim, sem problemas, porque, depois de cozida, está na sua (da cebola) natureza, desfazer-se e tornar-se invisível.

Quando absolutamente transparente, recebe a companhia de um tomate bem maduro, cortado em cubos ( irregulares, evidentemente!) e 3 dentes de alhos picados.
 Atenção!
Nada de deixar o refogado entregue a si próprio, que não há coisa pior do que cebola e alho queimados.
Portanto, sempre presentes, sempre alerta, acompanha-se a fritura, munidos de colher de pau que não para de mexer.

Tal como a imagem documenta.
Frito o tomate, junta-se o arroz!
Agora, mais do que nunca, a presença do cozinheiro é indispensável, inevitável.

Cá está o arrozinho, absorvendo sucos e sabores.
Depois, é só acrescentar o dobro de água à quantidade de arroz.

Tapa-se o tacho, desliga-se o calor e deixa-se que coza por cerca de 20 minutos.

Estará , então pronto, em toda a sua glória e esplendor.
Não esquecer de temperar com (pouco) sal e pimenta, no momento em que se junta a água.

Neste tacho, o meu arroz resulta divino.
- Porquê?
- Não sei!
Deve ser psicológico.

Beijo
Nina

quinta-feira, 16 de abril de 2015

É sempre assim!


É sempre assim!
Cada ano que passa a cena repete-se!
É só eu achar que é chegada da hora de mudar roupas, trocando as de inverno pelas do verão ( e vice-versa ...), que, um ou dois dias após executada a troca, o clima muda de ideias e o verão que se anunciava desaparece sem deixar rasto.
Então, dou por mim a suspirar pelos agasalhos!
Em vão, pois uma vez arrumados, nada nem ninguém me fará desmanchar a arrumação.
Este ano - ontem e hoje - repetiu-se a cena.
Ontem, em algumas localidades, desabou verdadeiro dilúvio com direito a inundação e chamada de socorro para os bombeiros.
Aqui, no litoral, dia cinzento, triste com alguma chuva, o que me levou a declarar a clássica frase:
- Não tenho nada que vestir!


Lá improvisei, recorrendo aos sempre úteis lenços, que sempre tapam o decote e agasalham o pescoço.

Calças e botins, estes de elástico, muito confortáveis e versáteis, pois dão tanto para a primavera como para o outono.


BLUSA BRANCA, em toda a sua polivalência, já foi usada.
Sem perceber nada de moda - que não percebo e só visto o que me agrada! - continuo absolutamente convencida que as blusas brancas são a verdadeira salvação da pátria. Ficam sempre bem, em todas as circunstâncias, em todas as combinações.


Esta, larguinha e confortável, visto-a por fora das calças, marcando a cintura com um cinto fininho.
Outra forte convicção é que os sapatos e a mala resgatam qualquer conjunto, por muito simplezinho que seja. Com uma boa mala e um bom par de sapatos, está-se bem vestida.


Por isso, faço questão de investir em peças de qualidade, como é o caso deste saco, meu há muitos anos, sempre impecável.

Este, o conjunto para enfrentar a intempérie.

Acabei por concluir que o casaco não me faria falta ...
Ainda assim, na rua, vesti-o, para enfrentar a chuva!

E lá fiz frente à intempérie, exibindo a blusinha nova!

É que agora, não tem volta, e, como já disse, nem que chovam canivetes, não desarrumo os agasalhos.
Juro!

Beijo
Nina

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Quarta-feira, à tarde ...


Quarta-feira à tarde, é dia especialmente bom, dia em que  tenho toda a casa só para mim, sem barulhos, sem interrupções, sem nada! Gosto muito. Dá-me uma sensação de liberdade muito boa.

Esta tarde, aproveitei para adiantar umas costuras iniciadas na semana passada. Não gosto de ver panos e paninhos, linhas e alfinetes esperando, sobre a mesa, que lhes dê destino.
Porém, às vezes é inevitável a espera, já que, na costura, como em muitas outras coisa, a pressa é má conselheira e conduz facilmente ao desastre.
A esse propósito, confesso, que cedendo a uma urgência desnecessária, preguei muito, muito mal o fecho, o que equivaleu a trabalho a dobrar, já que hoje, com toda a calma, o despreguei e cosi , de novo, convenientemente.

O que andei eu a costurar?

Isto:


Uma bolsa, ainda com o tecido dos corações e forro às pintinhas.

No exterior, um passarinho, dos muitos que fui bordando.




Fundo em "caixa de leite", com um tamanho que dá para arrumar este mundo e o outro.

A parte de trás, lisa ...
 Já tinha confecionado , com os mesmos tecidos, uma menor que se conjuga lindamente com esta:

As duas vão ocupar o SACO que me acompanhará nas idas à praia.
Gostei tanto do resultado que sou bem capaz de costurar uma terceira bolsinha - bolsas e bolsinhas nunca são de mais - porque, doutro modo, instala-se o caos dentro do saco.

Esta servirá para as diversas chaves ...
E esta, maiorzinha,  para a escova de cabelo e o protetor solar.
Tomei o gosto a esta costurinha.
Já utilizo o pezinho especial para coser o fecho, que  aconselho, porque simplifica imenso a tarefa.
Quando se tem êxito em qualquer que seja o projeto, apetece continuar e, o que é mais importante e motivador, apetece subir a fasquia e ousar empreendimentos mais difíceis e desafiantes.

Assim se cresce!

Beijo
Nina