quarta-feira, 29 de maio de 2019

Limoeiros





Aprenda a Plantar Um Pé De Limão Em Um Copo, Sua Casa Ficará Muito Cheirosa - GosteiSalvei
Pinterest


Tenho três limoeiros em vaso, no exterior e posso confirmar que no universo das árvores frutícolas são as únicas que singram e dão fruto. Poucos, é certo, mas sempre alguns, sempre uma imensa alegria.
Tenho comprado as estacas já com raiz no Lidl, o meu supermercado preferido que até ao momento nunca me desiludiu. O que vende é confiável.
Li, entretanto, no O Pinterest ser possível obter  plantas limoeiro a partir das sementes. Para tal bastaria deixá-las de molho 24 horas e a seguir plantá-las num pequeno recipiente. Fácil!
Tratei de seguir o protocolo passo a passo.Porém, a terra que eu pulverizava religiosamente para manter a humidade mantinha-se inalterável. Não passava de terra.
Começava a desacreditar . Até que ontem vi um cabelinho verde espreitando timidamente.
Que lindo! Num exagero de mãe, achei boa ideia mudar o vasinho para local mais resguardado, sem sol direto, já que cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
Quando, porém,  levantei o recipiente, que vi?
-Uma centopeia!
Nojenta, horrível!
A primeira reação foi atirar tudo pelos ares e gritar, gritar muito. Mas não. Controlei-me. Vi a bicha a fugindo a sete (100) pés escondendo-se na base de outro vaso. Fiz-me desentendida. Dirigi-me ao local onde guardo o inseticida e zás! Polvilhei a desgraçada com chuveiro tóxico. Exterminei-a. Horrorosa. Detestável. Nojenta.

Só que a dúvida se instalou no meu espírito débil , medroso em relação à bicharada.
- Haverá mais? Será uma família? Outras irão surgir?

Então, hoje, tratei de matar a questão radicalmente - com a máquina de vapor, aquela que aquece a água a 120 graus, passei a pente fino tapetes, sofás cortinas, pavimentos, cantos, recantos e frinchas.
Se alguma mais existe vai de certeza perceber que não é bem vinda e que não terá vida facilitada - vai acabar cozida, esturricada, sem honra nem glória, comprando uma gerra perdida.


De onde terá vindo a maldita bicha?

Beijo
Nina









segunda-feira, 27 de maio de 2019

Sítios ...

A minha lista de sítios interessantes não pára de crescer, porque, atenta, registo informações, sigo dicas a todos os níveis, nos mais diversos campos., valorizando muitíssimo mais esse conhecimento do que aquele que pode ser pesquisado na net - onde ocorrem estrondosos fracassos.

A esse propósito recordo um jantar organizado por um casal amigo. Ela, a minha amiga, fazia questão de conhecer sítios novos, recusando os de sempre. Concordei.
Num manual (acho que era o Boa cama, Boa mesa), descobriu um endereço aqui no Porto, um pouco excêntrico, avaliado porém com 5 estrelas.
Para lá chegar foi-nos exigida perícia no campo da orientação, tanto mais que não figurava no GPS. Mas, "como quem tem boca vai a Roma", pára aqui, pergunta ali, telefona para o restaurante, depois, acabámos por arribar!
Era uma casa apalaçada, no meio de um jardim. Tinha escurecido e o ambiente tinha o seu quê de sinistro. Gente, nem vê-la, éramos mesmo só nós os quatro. Desconfiei e no nervosismo do momento, deu-me para rir da situação.
A porta estava fechada. Tocámos. Momentos depois apareceu uma criatura sombria - o interior da casa estava na penumbra - que confirmou a reserva e nos convidou a entrar.
Ri de novo.
Entrámos.
Lá dentro silêncio sepulcral.
Voltei a rir verbalizando a possibilidade de sermos assassinados.
Mais risota.
Encurtando a história, acabámos por jantar depois de, consultada a carta, ouvirmos, "...isso não que acabou . Isso também não. Nem isso. Isso muito menos"
Nesse momento já esborratara a pintura e ria descontroladamente, com lágrimas pretas escorregando pelas faces , sem controlo nem pudor.
Acho que comemos um bife. Sem qualquer hipótese de o avaliar, sacudida pelas gargalhadas.
Sobrevivemos.
A minha amiga continua destemida experimentando tudo quanto apresente as tais 5 estrelas.
Eu não.
Eu sou comedida. Prudente. Experiente. Escaldada.

Ainda assim, ouso sair da minha zona de conforto.
Desde que ...
Desde que a informação me chegue  "em carne e osso, ao vivo" que isto da NET é muito giro, muito moderno, mas é um mundo anónimo onde facilmente, repetidamente se come gato por lebre!

Vem isto a propósito de "um sítio" que visitei no fim de semana, seguindo a dica de uma confiável amiga. 
Gostei e recomendo.

Situa-se em Tui e dá pelo nome de Arraial

O local é belíssimo. Uma antiga casa rural reconvertida em restaurante, rodeada por um muito cuidado jardim

O dia estava ótimo e a opção de comermos no exterior foi aceite.

Tapeámos. As famosas tapas galegas que permitem picar vários pratos.

Aprovámos a cozinha,

... adorámos o espaço ...

... aplaudimos o atendimento impecável.

Por isso recomendo...

... com entusiasmo.

Foi uma experiência bem sucedida e mais "um sítio" fiável a juntar à minha lista de tesouros.

Beijo
Nina



quinta-feira, 23 de maio de 2019

Porto

Sou incondicional adoradora da minha cidade, tão única, tão rara e quando as palavras não chegam para a cantar, recorro à imagem, à imagem dos outros ...


... aos olhos do artista que assim a capta ...



Enche  agora uma das minhas paredes ...

... enche-me os olhos!
E o coração.

Obrigada, Ricardo


Beijo
Nina

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Caminhando











Tenho a sorte de viver muito perto do mar, uma vizinhança que me tem acompanhado ao longo da vida.
É certo que não são apenas vantagens, não! Por exemplo, nos fins de semana de Verão as avalanches de pessoas tornam o local muito pouco aprazível . Então é preferível ficar em casa ou rumar ao intererior.
Também temos densos nevoeiros. Às vezes é só afastarmo-nos umas centenas de metros para encontramos céu aberto. 
A ventania, principalmente a nortada, faz igualmente parte do cenário e, mesmo no Verão, os dias sem vento aqui no norte são escassos.

Ainda assim, apesar de todos os "mas", continuo a sentir-me uma privilegiada vivendo tão perto do Oceano.

Mais do que da praia, delo tiro partido para , em pura contemplação, numa esplanada, esquecer o mundo.
Além disso, é na sua margem, junto à praia que, pela manhã, cumpro o ritual da caminhada.
Não há ginásio neste mundo que ofereça estas condições:

Por enquanto, praia deserta ...


... e águas cristalinas. Geladas, sim, mas límpidas, transparentes.

O passadiço.
Situa-se junto ao mar, suficiente longe dos automóveis que não se vêem nem ouvem, na Avenida situada a outro nível.
É a experiência mais zen que me é dada experimentar.
Depois de 1 hora de caminhada, rejuvenesço, limpo a alma, a cabeça e os pulmões que o ar é puro e , tendo sorte, até posso perder alguns gramitas.

Boa semana.

Beijo
Nina

domingo, 19 de maio de 2019

Casaco

Conclui e o casaco tricotado em fio de algodão, segundo o método topdown que, até prova em contrário é o processo mais simpático de tricotar:
- Não exige costuras;
- Permite que a peça seja experimentada à medida que é tricotada;
- Eliminam-se possíveis erros relacionados com a contagem de carreiras para que frente e costas coincidam, como convem.

Só não deliro com as mangas que, a dada altura exigem o chamado Magic Loop que, pode ser visto AQUI. Não é que não funcione, mas, digamos, empata a progressão do trabalho. Parece que é igualmente possível tricotar as mangas utilizando 4 agulhas, mas a tanto não ouso, porque realmente não sei.



Aqui está.
Gosto da cor - quase não cor -  e gosto do resultado, adequado para dias de sol  como o de hoje, mas ventosos,
 agradecendo leve agasalho

Fui caminhar num passadiço junto ao mar .
Vesti uma t-shirt sem manga - para assim bronzear os braços e estimular a produção de vitamina D que, ao que tenho ouvido, se encontra em deficitária na maior parte dos adultos.
Combinei com calças brancas e lá fui, apostando, uma vez mais, num esquema quase monocromático.


Para quebrar a palidez do conjunto, uma tímida corzinha junto ao pescoço.

- Mas tu não gostas de cor? - perguntarão.
Então não gosto! Gosto e muito. Se não é ver-me de amarelo, o tão injustiçado amarelo, de vermelho ou, em momentos de loucura, misturando tudo.
Só que, tenho um fraquinho pelo branco, pelo bege e pelo preto.


Decidi que as mangas seriam a 3/4, porque o casaco será usado no Verão e eu
sou adepta da chamada manga arregaçada.

Gostei tanto do resultado que estou a pensar comprar o mesmo fio,
 noutra cor - pode até ser vermelho - e repetir a brincadeira.

Tenham uma feliz semana.

Beijo
Nina

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Pateira de Fermentelos

Antes que seja outra vez fim de semana, deixo imagens de um local que revisitei no último sábado - a  PATEIRA DE FERMENTELOS , um local único, a maior lagoa natural da Península Ibérica.
Após o copioso almoço impunha-se uma volta a pé e, em boa hora nos ocorreu uma ida à Pateira.
O local é paradisíaco e, de jeep é possível fazer todo o perímetro da lagoa. 


Em certos trechos, os nenúfares cobrem quase totalmente a superfície da água

... enquanto que, nas margens, se estende  um tapete florido .

O silêncio era total, nada de agitação turbulenta de fim de semana e,
tirando um ou outro pássaro, nada mais se ouvia.

Estava calor e estas sombras eram o detalhe perfeito para se estar

Barcos.
 Barcos parados.
 Mas não abandonados.
 Presumo que pertençam a pescadores

Este o intrépido veículo que nos transportou,
 indiferente aos acidentes de percurso, saltando pedras e furando mato.

Depois, rumámos a Aveiro, ali perto,  porque imprescindível se tornou comprar Doces de Ovos Moles.
Imprescidível, incontornável e inadiável. Que quando se fala de ovos moles, não se brinca,  fala-se de coisa muito séria.
Lá fomos.
Aveiro fervilhava de gente - era sábado. Muito mais simpático durante a semana.
Foi tempo de rumar à tal pastelaria especial que tem os ovos moles melhores do mundo, tratar do abastecimento e retornar a casa.

Amanhã teremos sol, garantiram-me.
Que tal um passeio à Pateira?

Beijo
Nina

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Chuva, frio, calor e vento

Isto hoje está assim, o dia amanheceu frio, depois choveu, a seguir o sol rompeu  e aqueceu e agora está uma ventania que leva tudo raso. Portanto temos um tempo para todos os gostos.

Tinha-me iludido, habituado à ideia que o calor viera para ficar e tratei da logística. Até pintei as unhas dos pés para, sem medo, adoptar as sandálias, mas não. Hoje arrepiei caminho.

A derrota foi absoluta - voltei às meias, escondi as unhas com  sapatos fechados e até  vesti gabardina, que, embora ligeira não deixa de o ser
A semana que agora se aproxima do fim foi agitada como já ontem dei conta, até porque, para além das rotinas tratei da tarefa que duas vezes ao ano me assoberba - refiro-me ao trocar de roupas, guardando o que foi de Inverno e resgatando o que é próprio do Verão. É uma trabalheira desgraçada.
Já tive a ilusão de que seria capaz de evitar o tormento se conseguisse , minimalista, ter pouca coisa, não me tentar com as novidades, ser comedida nas compras, destralhar, destralhar, destralhar.
Foi uma ilusão, porque não há como negar a natureza e eu, decididamente, não sou feita dessa massa.

Gosto de roupa, gosto de moda, gosto de coisas. E gosto durante muito tempo. E não me canso delas. O que acaba por me resgatar como desenfreada consumista.
A prová-lo, este conjunto, que  somados os anos  atingiria as dezenas - a blusa e as calças têm mais de 10 , a gabardina é do ano passado e só os sapatos são novos, mas, atendendo à sua cor neutra e estilo clássico e confortável, presumo que ficaremos juntos e felizes por muito tempo.


Acredito que numa outra vida, se as circunstâncias desta tivessem sido diferentes, eu teria sido  uma feliz costureira, criadora de moda, vendedora de roupa, ou outra qualquer dessas modernas profissões que envolvem trapos.

O conceito do slow sewing é-me querido.
 Remonta aos tempos em que se mantinha uma costureira em casa, uma modista para as ocasiões especiais, em que se visitava a loja de tecidos, se consultavam revistas, se decidia o modelo e se passava à execução que exigia tirar medidas e conversar demorada e detalhadamente com a especialista. Seguia-se a  primeira prova (cheia de alfinetes e picadas que ainda hoje perduram na minha memória), depois a segunda e só então, após um doce sofrimento que era a espera, se recebia o produto acabado.

Tratava-se então dos acessórios - sapatos e mala/carteira a condizer.

Jurássica!
É como me vejo com estes desabafos.

Mas, acreditem ou não, foi ontem que tudo isto aconteceu.

Tudo mudou com a generalização do conceito do pronto a vestir e, mudou vertiginosamento com o aparecimento das cadeias low cost. Imbatíveis, reconheço. Até porque praticam uma espécie de pirataria que lhes permite manter-se sempre na crista da onda no que a tendências diz respeito.
Perante a sua voragem consumista, considero-me um exemplo de contenção - comigo a roupa dura o que faz de mim uma péssima cliente.  Ainda assim, chamem-me tudo, mas não me chamem minimalista.
Que não sou.

Beijo
Nina