terça-feira, 14 de abril de 2020
quinta-feira, 9 de abril de 2020
De agulha em punho ...
De agulha em punho, costuro. Não costuro, dou uns pontos. Pensei que seria tarefa monótona, mas não. É até bastante relaxante.
E, no entanto, tenho duas máquinas de costura. Uma, foleiríssima, de origem chinesa que, ainda muito nova, começou a dar problemas, desmotivando a quem nada motivada estava para a costura. No caso, eu. Era uma dor de alma de agulhas que se partiam, de fio que rebentava ... enfim, pura sabotagem aos meus intentos.
De modo que a substitui. Numa das idas a Inglaterra, decidi-me pela compra de uma Singer. Com ela a minha relação com a costura experimentou significativoa avanços.
Só que, ultimamente, as coisas descambaram e vi-me obrigada a tratar-lhe da saúde, isto é, entreguei-a a um técnico para que a reparasse.
Entretanto chega o Covid 19.
A máquina far-me-ia jeito e companhia. Mas está no hospital, encafuada em loja encerrada.
Entretanto fui contactada para a ir resgatar. Mas como? Como quebrar a quarentena? Impossível.
Daí que voltei às origens e de agulha em punho termino uma almofada (fronha) inacabada que, em pedaços, me estragava o visual da sala e me mexia com os frágeis nervos.
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| Informo que esta barra em crochê foi comprada (a metro) na feira. Palpita-me que seja obra chinesa. |
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| Tenho utilizado este remate em tolhas e fronhas. O efeito é ingénuo mas agradável - e ninguém diria que foi, provavelmente, produzido numa máquina. |
Está quase pronta. E no serão desta noite ficará concluida.
Bom serão!
Beijo
Nina
quarta-feira, 8 de abril de 2020
Continuando ...
A quarentena mantem-se e cumpro-a religiosamente. Uns dias sem custo, outros não, confesso. Alguns são terríveis. E nem sei dizer ao certo porque me sinto mal. Deve ser cansaço, exaustão, privação. Dos abraços, dos encontros, dos programas com as minhas pessoas. Deve ser isso.
Procuro criar novas rotinas e ocupar-me.
Incapaz de deambular em pijama e chinelos, visto-me , maquilho-me, preparada para um dia com compromissos.
Durante a manhã, a arrumação básica.
Almoço. Variado, incluindo vinho.
Depois, como se fosse uma sesta, tempo para um filme na tv, geralmente um policial inglês.
A seguir, alguma leitura.
Antes do chá, uma ou outra tarefa, daquelas que esporadicamente exigem atenção.
Ao fim da tarde, tempo de ginástica.
Depois de jantar, tricô e outro filme.
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terça-feira, 7 de abril de 2020
Bolo pudim
Para a Patrícia.
Vamos falar do tal bolo/pudim. O bolo de que falei ontem, carregada de culpa.
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Tenho esta receita há imenso tempo . Foi-me dada pela Adelina, uma colega com quem estudei. Fomos amigas muito chegadas. Partilhávamos aulas, trabalhos e apontamentos. Fizemos o percurso juntas. Fui madrinha do seu segundo filho e amiga do casal. Os maridos simpatizavam um com o outro. Por isso a convivência ultrapassou os limites profissionais. Durante anos.
Depois, não sei dizer como nem porquê, perdemo-nos. Ouvi dizer que o casal se desfizera. Terá sido essa a razão do afastamento? Não sei. Respeito as decisões de quem as toma.
O que não passou foi o Bolo/Pudim, um malvado deliciosamente irresistível , faz-se assim:
INGREDIENTES
Para o Bolo
4 ovos
açucar - o peso dos ovos
farinha - metade do peso dos ovos
1 c. chá de fermento
raspa de 1/2 limão
Para o Pudim
3 ovos
3 dcl leite
200g açúcar
raspa de 1/2 limão
Com 15 colheres de sopa de açúcar faz-se um caramelo com que se barra a forma.
Seguidamente, o pudim:
Misturar o açúcar com os 3 ovos inteiros. Juntar o leite + raspa de limão.
Verter para a forma caramelizada.
Agora a massa para o bolo:
Bater as gemas + açúcar+ raspa de limão + farinha c/ fermento.
Separadamente bater as claras em castelo firme. Envover cuidadosamente na massa, utilizando uma espátula - este passo é fundamental para que o bolo fique fôfo.
Verter na forma, sobre a mistura pudim..
Assa a 180 graus cerca de uma hora.
Desenformar depois de frio.
(Patrícia, que seja um sucesso)
Beijo
Nina
segunda-feira, 6 de abril de 2020
A roupa encolheu
Não percebo!
Em duas semanas a minha roupa encolheu. Noto principalmente nas calças. As malvadas encolheram. Não no comprimento. Isso é que era bom, significaria que mais vale tarde do que nunca - sempre suspirei por ser mais alta. Não que seja baixa. Mas, ainda assim ,mais 10 cm seriam muito bem vindos. Mas não. No comprimento estão perfeitas. Queixo-me da largura. Aí encolheram, as antipáticas.
Coisas!
Acabado um bolo, não resisto e faço outro.
E assim, um bocadinho agora, uma fatia mais logo, encolhem-se-me as calças.
Hoje fiz este. Chamo-lhe Bolo Pudim, uma receita que esvoaça pela net e que recomendo.
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| Tal como o nome indica é um híbrido - metade pudim, outra metade bolo |
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| A forma é forrada com caramelo o que lhe garante um sabor especial e uma humidade qu , aliada à leveza da massa do bolo, resulta num pitéu de se lhe tirar o chapéu. |
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| Aqui, ainda no forno, assa durante 50 minutos, crescendo e cheirando muito bem. A olho, concluo que atingiu o ponto correto, quando começa a separar-se da forma. |
Depois, viro para o prato de serviço e só retiro a forma quando arrefece completamente.
Não sei se estão a ver a ideia - é que assim não há gota de caramelo que se perca.
Uma verdadeira desgraça.
Beijo
Nina
terça-feira, 31 de março de 2020
Revolução
Na minha vida tudo isto é uma revolução. Revoluciono hábitos e horários e, de repente tudo muda.
O meu lazer transformou-se em frenética atividade doméstica. Passei a executar atividades que me eram alheias há muitos anos. Por exemplo, (até) limpo janelas. E descobri que não é nada do outro mundo. A coisa faz-se. Sem pressa, faz-se. Mantenho a casa organizada com as tarefas de todos os dias - a cama é feita, as casas de banho são limpas, um aspirador leve e sem fios garante a ausência de poeira..
Na cozinha preparo refeições. Na lavandaria trato das roupas, tendo descoberto a quase inutilidade do ferro de passar - da secadora as roupas saem quase impecáveis.
Encaro toda esta atividade como ida ao ginásio.
Desço as escadas até à garagem onde é depositado o lixo, de dois em dois dias. Nada de elevador.
As compras são feitas on-line.
Dei por mim a adaptar-me sem complicação a uma ou outra falha, esperando pacientemente que o produto seja reposto.
E assim se vive.
Se escaparmos à pandemia, todas as restrições valeram a pena e delas consegui até extrair ensinamentos ... de repente , por exemplo, descobri o prazer imenso de viver sem empregada.
Sou bem capaz de, no futuro, manter este esquema.
Tenham um bom dia - embora, assim de repente, não saiba em que dia da semana estou.
Beijo
Nina
domingo, 29 de março de 2020
Por aqui
Por aqui, uns dias razoáveis outros assim, assim.
Lá me vou ocupando e acho que nunca tive a casa tão limpa. Infelizmente, temos tempo, demasiado tempo e, por isso, não exagero na faxina. Vou intervalando com a culinária - isto vai dar asneira, peso excessivo e roupa a encolher - com alguma leitura, filmes e séries e, claro, o meu tricô.
Terminei ontem um camisolão que, na pressa de oferecer, não fotografei. Foi o meu primeiro trabalho para homem, tricotado a medo e com imensas dúvidas quanto ao tamanho. Felizmente assenta como uma luva. Agora, afoita, outros virão.
Entretanto, para esvaziar as gavetas (são várias, sim) comecei uma blusa/camisola às riscas.
Desconfio que o material é insuficiente e porque não pretendo interromper a quarentena, tentarei que me forneçam o necessário sem que tenha de me deslocar à loja. Se tal não for possível, vou certamente descobrir outro afazer para preencher os meus pacatos serões.
Perdi a noção do tempo. Não sei a quantas ando. Acabo de descobrir que hoje é domingo.
Tenham, portanto, uma semana tranquila.
Cuidem-se e nada de correr riscos.
Beijo
Nina
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