segunda-feira, 2 de julho de 2018

Cebola crua com sal e broa




Eu vi. Vi que se come cebola crua com sal e broa.
Gosto de cebola, crua nas saladas e multiplamente cozinhada, gosto de broa nas suas diversas variantes, recorro moderadamente ao sal. Por partes. Isoladamente. Nunca em casamento a três.  Mas isso sou eu, manietada por tolos hábitos urbanos.

Mas, repito, testemunhei a festa a três. 

Agora, num escaparate da Fnac, confontei-me com a santa aliança. 





Em letras de forma, recuperei a memória da "merenda" estranha a que, muda, assisti.
Foi ha muito tempo, numa aldeia transmontana ...


Memória concretizada em livro escrito por Miguel Sousa Tavares

Foi apelo irresistível,  instantâneo.



Já  iniciei a leitura e dela espero que seja tão surpreendente como para mim foi, há muitos anos, o testemunho de tão inesperada  merenda.

Beijo
Nina

14 comentários:

  1. Um autor que gosto de ler e cuja obra desconhecia!
    Levo a sugestão!!!
    ...
    Quando regressei de Angola ... fiquei surpreendida quando me efetivei em Penafiel ... numa aldeia cujas gentes consumiam cebola crua com sal ... como quem come um pedaço de pão!!!
    ...
    Este ano ... as cebolas da nossa horta permitem esse doce trincar e na salada ... não pode faltar!
    ...~
    bj e boa leitura

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  2. Muito bom. Adorei ler :))

    Poema do Gil António, que, por motivos profissionais não pode visitar-vos. Esperamos que entendam...Obrigada.

    Gratidão em Chuva de Amor

    Bjos
    Votos de uma óptima Terça-Feira

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  3. La cebolla es escarcha
    cerrada y pobre:
    escarcha de tus días
    y de mis noches.
    Hambre y cebolla:
    hielo negro y escarcha
    grande y redonda.

    En la cuna del hambre
    mi niño estaba.
    Con sangre de cebolla
    se amamantaba.
    (NANAS DE LA CEBOLLA - Miguel Hernández)
    https://siempreconectado.es/nanas-cebolla-miguel-hernandez/

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    1. Obrigada pela preciosa contribuição. Beijinhos

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    2. Sim, querida Nina, às vezes é duro lembrar, mas é bom não esquecer...
      Com carinho
      Teresa

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  4. Nina: pode parecer tolice,mas presentemente recuso-me a ler ou a comprar livros de MST, pelo seu ódio desmedido para com os professores. Mas isto sou eu e a minha singela "vingança", rsrs. Desejo-te boas leituras.
    Bjn
    Márcia

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    1. Márcia, como eu te entendo! Tive essa mesma postura durante anos. Agora a curiosidade falou mais alto. Beijinhos

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  5. Ninita, eu comi dessa merenda! Como me sabia bem! claro que eram cebolas pequeninas, acabadas de sair da terra, muito antes de terem o enorme tamanho para serem colhidas e aquilo sabia-me a doce...
    Olha lá do que tu me foste lembrar! Quer dizer, do que o Miguel se lembrou... agora estou cheia de curiosidade por saber o que achaste. :)

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    1. Lete, estou a começar. Depois te conto. Beijinhos

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  6. Nina, li um só calhamaço desse autor, e até gostei, mas estou como a Márcia!
    Beijinhos

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  7. Confesso, que é um autor do qual ainda não li nada... embora goste de ouvir as suas opiniões na TV... mesmo quando discordo das mesmas... :-D
    Penso que talvez seja um dos seus trabalhos, com um maior cunho pessoal... a ver se poiso os olhos nesse livro, numa FNAC ou WOOK, para ajuizar melhor o género... e talvez o acrescentar nas leituras de férias...
    Beijinhos
    Ana

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  8. Jane Quintela de Carvalho4 de julho de 2018 às 11:41

    Oi Nina... achei muito interessante o título do livro... cebola crua comemos na salada por aqui... o sal também é moderado... não conheço o autor!!!
    Beijosss

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  9. Já li alguns livros dele e gostei.
    Este já o vi nas montras mas não comprei. Que tal? Depois diz.
    Beijinhos.

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  10. Boa noite Nina, ouvi numa entrevista na Televisão a semana passada, o Miguel dizer que esse foi o título que lhe surgiu para o livro ,referindo-se a memórias de Trás-os-Montes onde esteve salvo erro dois anos em casa de uns padrinhos onde os pais o deixaram e onde fez dois anos da primária. Era tudo tão pobre que era o único aluno da escola que usava sapatos.
    Enfim, outros tempos e memórias que agora fizeram sentido para o título do seu novo livro.
    Beijinhos,
    Ailime

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