domingo, 2 de fevereiro de 2020

Domingo

Raramente saio de casa ao domingo, mas hoje abri uma exceção, porque, depois de dias consecutivos de chuva, finalmente tivemos sol.








(


Rumando a norte, cheirei a Primavera nas margens do rio Minho.
Já quase esquecerá as suas cores e odores.

Céu azul, rio tranquilo, pássaros cantando e crianças brincando é um cenário prometedor.
 Em breve será Primavera.
Seguramente.
As primeiríssimas flores silvestres estão aí.



Tenham uma feliz semana.


Beijo 
Nina 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Uma espécie de patchwork

Por aqui o tempo continua uma desgraça com chuva miudinha, frio e nevoeiro. Só é bom para ficar em casa, um luxo para quem pode.
Em casa, agora que os invasores desapareceram e tudo entrou de novo nos eixos, “ta-se bem ...”
Apetece fazer bolos, ler, assistir a séries e filmes, tricotar e costurar.
Eu não sei costurar. E não é falsa modéstia, não senhora. Queria eu, mas não sei mesmo. Tal não me impede de me aventurar no mundo dos panos, agulhas e linhas e, no meu currículo constam umas coisinhas de que muito me orgulho.








Já a tinha mostrado . Foi o resultado de uma inúmera quantidade de quadradinhos de tecido, ligados por faixas brancas - essa é a parte divertida do projeto. O mais penoso foi construir a colcha, utilizando uma espécie de manta térmica que lhe dá corpo. Isso exige paciência, pois terá que ser feito manualmente ( experimentei a máquina de costura e resultou quase em desastre).

Hoje, neste dia feio, olhando a cama, senti uma súbita vontade de repetir a experiência.

Vou sentar- me ali.
Vou ler.
Meditar.
E esperar que a vontade passe.

Beijo
Nina 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Tudo pronto

Ao fim de uma semana que pareceu uma eternidade, hoje demos por encerradas as hostilidades que é como quem diz, tenho a casa pronta.
Tudo limpo, tudo arrumado.
Paredes e tetos impecáveis, madeiras brancas lacadas! Muito agradável.








Reorganizei e  compus um canto todo em azul.
Não me canso de olhar e voltar a olhar.

Vou olhar de novo.

Boa noite.
Beijo
Nina 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

A minha alegre casinha


Tenho uma estranha ligação com “obras”, assim tipo amor/ódio.

Explico:




Ando eu, muito sossegadinha, no ramerrame dos dias, curtindo o meu espaço, o melhor local do mundo, com conforto, qualidade de vida, prazer estético para os olhos, quando, do nada, emerge um desassossego, uma inquietação que, aos poucos se materializa. É aquela parede, aquele estore, a iluminação, ou o pavimento... de repente, a implicação toma forma com uma força tamanha que me deixa sem saída. Tenho que agir. Atuar. Eliminar o “irritadiço”. Fazer obras.




Converso com o "meu" especialista na matéria, combinámos datas, recebo orçamento e começo a operação obras. Há que guardar toda a traquitana não vá o diabo tecê-las . Retirar quadros. Enrolar tapetes. Eliminar cortinas e reposteiros. Uma trabalheira insana.


Depois, na data prevista, chegam os entendidos (sempre na data prevista. Por isso amo o meu especialista).
Revestem o pavimento com cartão, isolam rodapés, cobrem com plástico móveis e sofás.
Até parece simples! E eficaz! Não parece?
Mas não é!
Há sempre uma maldita poeira que se insinua, invadindo os mais impensáveis recantos.
E há estranhos circulando, apesar de discretos.
E há música no ar. Sim! Música! Porque esta gente só trabalha com fundo musical.
Por isso odeio obras.
Na mesma medida em que amo os resultados.

Dentro de dias (poucos) tudo estará terminado.
E lá vamos nós remontar a casa, sabendo antecipadamente, que dentro de meses, a atração pelo abismo, mais forte do que eu, me lançará em nova aventura/suplício.

Beijo
Nina

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Caixinhas



Não posso falar em coleção. Digamos que junto caixinhas de porcelana e o único critério é gostar delas.
Em feiras de velharias e nas lojas de caridade a que já me referi é onde as encontro. Nunca as comprei em lojas. Essas  existem aos milhares. Essas não me interessam.

Estas duas vieram de Inglaterra, no princípio do mês e lá, onde quase tudo custa os olhos da cara, paguei 4 libras por cada uma.

Estas vieram de França, encontradas durante uma viagem de carro. Nessas ocasiões, sem horários, deambula-se um pouco ao acaso e , além de se entrar no espírito dos locais, descobrem-se tesouros.

Mais três delicadas caixinhas e ainda um açucareiro.
Estão no meu quarto e nelas guardo pingentes, colares, pulseiras e berloques, sem nenhum valor material, mas que apimentam a indumentária e que não dispenso.
Tenho uma forte relação de afeto com as minhas caixinhas. Não permito que lhes toquem. São preciosas, únicas e minhas.

Tinha prometido que as mostrava.
Promessa cumprida.

Beijo
Nina

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Uma desgraça nunca vem só ...

Pois não?

Não sei se foi provocado pela febre, se pelo esgotamento das noites mal dormidas, se, apenas  estava desatenta ... não sei! O que sei é que consegui desativar o Ipad! Pediam-me um código. Introduzia o código. Dava erro. Repetia, a princípio 1 minuto após, depois 15 minutos, a seguir, 1 hora. E eu insistindo sempre no mesmo código já que não tenho outro. Até que, bloqueou.
Teimoso. Implacável. Casmurro. Deixou-me na prancha. Ainda tentei com sucesso recuperar ID e senhas, mas , nada. Empedernido o bicho empancou.
Resultado, hoje levei-o à loja para ser reformatado (????).
Estou, neste momento, usando o PC.
Mas prefiro o Ipad que me dá liberdade de movimentos.
Amanhã está pronto.
Custou-me a brincadeira 40€.
Nunca mais me vou enganar. Que são enganos carotes.

Beijo
Nina

domingo, 12 de janeiro de 2020

Ponto da situação

1 - Cinco dias volvidos, acordei hoje sem febre;

2 - Tusso uma tosse seca, de cão ou de esgana, como é conhecida esta tosse no mundo da ciência;

3 - Dormi com uma cebola cortada ao meio, pousada na mesa de cabeceira. Duas, para ser rigorosa, já que o cavalheiro com quem compartilho o leito (e me passou a gripe) tosse igualmente. A ideia da cebola foi minha. Recusei inúteis discussões. Se a cebola pára a tosse, com cebola dormiremos. E dormimos (mas a tosse persiste).

4 - Ao fim de 5 dias com temperatura a atingir os 39,5 (pensei seriamente que morria) hoje, finalmente, tomei banho. Um banho quente, longo, demorado, sem a menor preocupaçção com o facto de a água ser um bem precioso;

5 - O cabelo, mais ensebado de sempre, colou-se-me às têmporas e, de repente, pareço estar careca. Não o lavo há 10 dias - muito bom é ele!

6 - Sobrevivi. Apetece-me fazer coisas - a saber - ir ao cabeleireiro e arranjar as unhas. Estou fina. Pronta para outra. Que o diabo seja surdo!

Muitos beijinhos e abraços - acho que matei o malvado do bicho e o perigo de contágio cessou.

Nina