segunda-feira, 9 de agosto de 2021
A dona de casa quase (im)perfeita
sábado, 7 de agosto de 2021
Sábado, dia de coisas boas
O meu dia é o sábado.
Se coisas boas me estão reservadas, ser-me-ão entregues num sábado seja uma alegria pueril, seja a chegada grandiosa de um D. Sebastião, que, com ou sem nevoeiro, ocorrerá num sábado.
Para ser bom, de tão especial, nem precisa de qualquer ocorrência.
Ser sábado já lhe basta a garantir as mais deliciosas 24 horas de toda a semana.
E hoje é, está a ser sábado.
Tive estrelinhas e sininhos, passarinhos a cantar, vinho branco gelado e peixe fresquíssimo num almoço reencontro. Com amigos do coração, afastados desde o início da peste. Não abracei nem beijei. Ainda não. Mas a luz inundou a nossa bolha, deu brilho aos olhos, música à conversa e a proximidade foi uma prenda preciosa.
Tinha que acontecer num sábado.
É aproveitar, porque até ao fim do dia todos os milagres podem ocorrer.
Imprescindível, porém, esta desmesurada fé . Igualmente a vontade firme, já que, não duvido, fé e querer movem montanhas. Eu aqui a comprová-lo, degustando a mais pura felicidade.
Ninguém me convence do contrário - as melhores coisas do mundo só podem acontecer ao sábado.
Feliz sábado.
Beijo
Nina
Talvez de volta
Foi no fim de Abril que publiquei o último post, quase em jeito de despedida. Fechei para mudar de ares. Andei por outras paragens, encantei- me com o Instagram, com a variedade de temas, com o imediatismo da interação, com a aparente economia de tempo, onde os comentários se reduzem a um toque no ❤️, quando muito, a um sucinto comentário. São inegáveis vantagens do Instagram. Mas, falta-lhe conteúdo, calor humano, alma.
Bem sei que o mesmo pode ocorrer com os blogues, que também eles podem pecar iguais pecados, são porém excepções. Quem se dispõe a cumprir o ritual da escrita, verte na página em branco muito de si, sentimentos, experiências, ensinamentos e, se tivermos sorte, poderemos descobrir textos admiráveis, deleite estético em forma de escrita.
Temos portanto a situação em que me apetece voltar. Não surgiu de repente. Anda a atazanar-me há tempos. Dou por mim com vontade de escrever. Flagro-me a espreitar escritas alheias. São muitos sinais. Sinais que aprendi a não ignorar.
Agora deveria estar profundamente adormecida,mas, como é evidente, não estou. Cansada, sim, mas inquieta. Coisas que escolhem a noite para ganharem forma e uma força que na verdade não têm. Quando assim é, aprendi que perderei a luta se insistir permanecer na cama, no escuro. Toca a levantar e ocupar a mente, toca a cansar os irresolúveis problemas, seja lá como for. Normalmente com a leitura. Hoje, com a escrita. Eis-me pois aqui.
Pretendo que este texto seja apenas um toc-toc nas vossas portas, um olá, um estou aqui. Estou bem. Com saudades. Com vontade de voltar. Com assuntos para partilhar. Assuntos aos montes. A vida mudou tanto! Temos que conversar.
Se ninguém me ler, não estranho, não me ofendo, na verdade, não me importo. De momento escrevo essencialmente para mim. Treino-me, exercito-me, até ficar minimamente em forma. Quase vítima do clima Olímpico. Ter sentido vontade, necessidade foi o primeiro passo. Estou certa que regressei.
Beijo
Nina
quinta-feira, 22 de abril de 2021
Olá! Ainda aqui estou, felizmente bem, embora ainda não vacinada.
O blogue está carregadinho de teias de aranha e, como acontece a todas as casas fechadas, necessita arejamento. Por isso aqui estou, abrindo portas e janelas e dando uma explicação aos amigos que, estranhando o meu inusitado silêncio, me têm procurado.
O clima estranho em que temos vindo a viver desde Março de 2020 afeta, inevitavelmente, nossa normalidade.
Concretamente, para mim era normal, uma sã rotina, vir aqui diariamente, se não para postar, pelo menos para visitar amigos e responder a comentários. Acontece que tal decorria no dito clima normal que entretanto se esvaiu. Surgiram outras prioridades, outras necessidades, outros prazeres. E deixou de me apetecer blogar.
Para já.
Nada é definitivo e por isso não encerro o blogue. Deixo-o em repouso, em standby, convencidíssima que um dia destes regressarei pujante de entusiasmo.
Até lá, podemos encontrar-nos no instagram - https://www.instagram.com/ninapereira4305/ - um espaço muito menos íntimo, mas também muito menos exigente, onde descobri temas que muito me interessam e pessoas muito agradáveis que me fazem sentir bem entre elas.
Não é o blogue, bem sei. É apenas uma espécie de blogue.
Apareçam por lá, enquanto não nos reencontramos todos de novo aqui.
Obrigada por me fazerem sentir que faço falta.
Beijo
Nina
quinta-feira, 4 de março de 2021
Nasceu!
Nasceu!
Depois de uma gestação enigmática, nasceu uma das mangas cuja cultura ensaiara há algumas semanas e que tinha mostrado AQUI.
Então, aproveitei vários caroços e, depois de retirar a semente, cobri-as com terra, esperei e reguei e continuei a esperar e a regar, até que ...
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| Nasceu! |
Cá, está ela, a “manguinha”.
Planta tropical que é, exige clima adequado, bem sei, Para já, nesta espécie de estufa onde tudo germina e cresce desmesuradamente, as condições estão criadas, com solo humedecido, muita luz e temperatura amena.
As irmãs continuam em estado letárgico, não dando qualquer sinal de vida. Quem sabe se apenas necessitam de tempo, do seu tempo?
Aguardo, esperançosa.
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| Estatura - 15 cm Folhinhas - 4 bem desenvolvidas e 2 mais a despontar |
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
Gengibre
Gengibre! Quem não conhece? Aqueles talos de raíz, de cor branca, com paladar e odor intensos, estão a ver? Presente em todos os supermercados, não são paradigma de bem económico. É certo que dois ou três talos, duram uma eternidade se conservados no frio em embalagem fechada.
Uso gengibre quase exclusivamente em chá - duas ou três fatias por chávena é quanto basta.
Dizem os entendidos que tem propriedades curativas a nível do aparelho digestivo, que acelera a digestão e trata umas quantas mazelas desagradáveis. Não garanto.
Garanto que me agrada o paladar ligeiramente picante e que, quando suspeito que uma gripe ou constipação ameaçam a minha débil pessoa, insisto no gengibre. No chá que adoço com mel. Funciona. Mata os bichos maus que se organizavam para me atacar.
Pronto! Gengibre e suas virtudes apresentados.
Não é, porém, apenas isso que aqui me traz.
Não!
domingo, 14 de fevereiro de 2021
Pau d’água
Pau d’água. É o nome pelo qual conheço esta planta, talvez porque se desenvolve muito bem com o tronco imerso parcialmente em água.
Trouxe do Brasil, há muitos anos, dois pauzinhos enrolados em papel, dentro da mala de viagem.
Uma vez regressada, segui as instruções da vendedora - numa feirinha de rua - e coloquei-os num recipiente com água. A certa altura surgiram raízes e , então, plantei-os num vaso de barro.
O local onde vivem é quase uma estufa, quente e plena de luz. Simula facilmente o clima tropical. Talvez por isso têm crescido e multiplicado. Repetidamente batem no teto e frequentemente produzem uma flor com perfume tão intenso que é quase intoxicante. Coitadinhos deles. Pensam que estão na selva amazónica.
Nessa altura corto as hastes superiores e repito o procedimento.
Sempre com absoluto êxito.
Este tem o destino traçado e vai multiplicar-se no próximo Verão.
Este, também.
O resultado é esta mata colorida.
Dela nascerão outros vasos e assim sucessivamente numa cadeia de nascimentos ditada apenas pela natureza.
Hoje, depois de um mês de chuva intensa, o sol raiou.
Pareceu-me este um quadro bonito, animador, uma mensagem de esperança.
Pois a vida insiste, persiste em progredir.
Beijo
Nina






